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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 320
Sinopse: «Deus sussurra através de uma prega no papel de parede», escreve Patti Smith neste relato comovente da sua vida. «Pão de Anjos» ou «alimento de anjos» significa «comida miraculosa vinda do céu», dádiva de Deus. É, no sentido mais lato, alimento espiritual e, no caso deste livro, o alimento espiritual proporcionado pela vida e pela memória das pessoas que amou, perdeu e continua a amar. Enquanto Apenas Miúdos se centrava sobretudo na figura do artista, grande amigo e ex-amante Robert Mapplethorpe, Pão de Anjos é feito da memória familiar: quer da família inicial pai, mãe e irmãos , quer da que mais tarde formou com o músico Fred «Sonic» Smith, o grande amor da sua vida com quem construiu uma vida de devoção e aventura e teve dois filhos que morreu precocemente. Pelo meio, o seu percurso artístico e musical, uma narrativa cronológica e sucinta dos momentos mais importantes, dos encontros, dos concertos, dos discos, dos sucessos, revelando a plena maturidade literária de Patti Smith, o lirismo e a erudição da sua escrita. Uma série de perdas profundas marca sua vida. A gratidão e o luto ajudam-na a transformar o comum em mágico, e a dor em esperança. Nas páginas finais encontramos Smith novamente na estrada, a andarilha que viaja para se reencontrar consigo mesma, que vive para escrever e escreve para poder continuar a viver. Este é provavelmente o melhor e mais intimista dos livros de Patti Smith. «Algumas das recordações mais íntimas de Patti Smith até hoje tão amplas quanto essenciais para compreender a mulher por trás dos prémios.» The Hollywood Reporter «Pão de Anjos aumenta a lista de lugares romanticamente decadentes que Smith valoriza. Gostamos da sua aura de autenticidade crua, da sinceridade, da intuição com as palavras.» The Washington Post «Um relato das experiências de Smith ao longo de oito décadas. Notavelmente original, com longas secções abordando assuntos sobre os quais Smith raramente escreveu ou mesmo falou em público.» The New York Times «Se Apenas Miúdos trata de inocência e ambição, Pão de Anjos aborda as realidades mais dolorosas da experiência. Ela preenche as lacunas deixadas no passado pela autobiografia: a sua infância, o casamento, a fama.» The Atlantic «A voz encantatória de Smith resplandece nesta continuação surpreendentemente reveladora de Apenas Miúdos, da infância difícil de Smith até ao presente, em que uma reviravolta marcante leva a narrativa de volta à sua conceção literal. O livro tem um feitiço poderoso.» The Guardian
Nº Páginas: 608
Sinopse:
Para Além da Crença é o resultado da viagem de cinco meses que V.S. Naipaul empreendeu em 1995, pelos países muçulmanos não-árabes - Indonésia, Irão, Paquistão e Malásia - em que descendentes de convertidos ao Islão vivem em desacordo com as tradições indígenas e em que sonhos de pureza islâmica entram em choque com realidades económicas e políticas. Um livro sobre um dos temas mais importantes e fraturantes do nosso tempo - mas não é um livro de opinião. É - e à maneira de Naipaul - um livro muito rico e muito humano, cheio de pessoas e de histórias.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 200
Sinopse: Uma arte que a vida nos pede, por vias diversas, é a de transformar as expectativas em esperança. Um guia para a perplexidade. Chegará o momento em que compreenderemos que sabedoria é amar tudo. É saudar os dias sem esquecer a importância das horas; contemplar as grandes torrentes sem deixar de agradecer cada gota de orvalho; estimar o pão sem, no entanto, esquecer o sabor das migalhas. Chegará a ocasião de compreender que o importante não é só contar a viagem, mas testemunhar também o contributo dos passos; elogiar não só a meta, mas a lição de cada etapa, sobretudo quando chegámos a duvidar que o caminho conduzisse a alguma parte. Chegará o tempo em que nos reconheceremos saciados tanto pela frescura da fonte, como pela sede; iluminados pela experiência dos encontros, mas também pelo ensurdecedor vazio de certas esperas; maravilhados, de igual maneira, com o alforge repleto e as mãos sem nada.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Em Para Sempre, um dos mais emblemáticos e notáveis livros de Vergílio Ferreira, um homem já sem destino para cumprir medita sobre o seu passado e o seu futuro. Está no final de uma vida, entrando no seu epílogo, no regresso a uma casa vazia onde passou parte da sua infância, povoada de fantasmas que evocam os momentos-chave da sua existência. Recheado de memórias que reconstroem o passado e de antevisões acerca do futuro, Paulo - a personagem principal - enfrenta a derradeira tentativa de explicação e de busca de um sentido para a vida. A marcar o livro, para lá desse trânsito entre a infância e a idade adulta, entre o passado e o presente, Para Sempre é um dos exemplos mais marcantes da singularidade da obra de Vergílio Ferreira, com a sua fusão de narrativa, lirismo e ensaio. E um dos livros mais influentes na ficção portuguesa contemporânea. Prémio PEN Clube 1984 Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários 1984 Prémio Literário do Município de Lisboa 1983
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: A vida não é uma tragédia com um final feliz. Julian Barnes despede-se dos seus leitores. Partindo da história de um casal de namorados que se reencontrou quarenta anos depois da separação, e que decide tentar «a última possibilidade de ser feliz», Julian Barnes embarca numa deambulação sobre a memória, a doença, a velhice e, inevitavelmente, a morte. Barnes não perdeu a leveza, a inteligência aguda, nem o sentido de humor neste balanço de vida. E adverte: ao contrário do que a religião e os filmes americanos prometem, a vida é (na melhor das hipóteses) «uma comédia ligeira com um final triste». Mais do que em qualquer outro dos seus livros, o autor conversa com os leitores, sentados lado a lado numa esplanada, comentando as muitas e variadas expressões da vida. E despede-se deles. Envolto em grande secretismo até à data de publicação, no octogésimo aniversário de Julian Barnes, Partida é, nas palavras do autor, «a minha partida oficial, a minha última conversa convosco». «Uma despedida elegante de um escritor cuja obra não será esquecida tão cedo.» Kirkus Review «Barnes explora a memória, a identidade e o envelhecimento neste romance elegíaco e espirituoso. E mantém-se em excelente forma.» Library Journal «Barnes tem um espírito extremamente vivo e uma voz distinta que dão alegria e vivacidade às meditações mais profundas.» The New York Review of Books
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Sofonisba, a nobre cartaginesa; Sofonisba, a pintora renascentista; Sofonisba, a historiadora de arte. "Sofonisba. Um nome assim é uma predisposição romanesca", dirá o narrador desta história, o biógrafo de Pedro de Andrade Caminha, que se vê envolvido no caso do desaparecimento de um quadro do século XVII que representa as três graças. E as três misteriosas irmãs, as três graças Aglaia, Euphrosyne e Thalia. Neste romance que cruza os caminhos do presente de uma burguesia culta da Foz do Douro com os de um passado clássico, as coincidências e os encontros de acaso podem ter consequências funestas - ou apenas altamente surpreendentes. "Le bonheur n’est pas grand tant qu’il est incertain - a felicidade não é tão grande quanto o é incerta - proferiu Sofonisba , enquanto figura trágica de Corneille, uma tirada que serve o tom geral desta cativante incursão ao universo ficcional, e de inesgotável erudição, de Vasco Graça Moura. E enquanto a matrona de Cartago escolhe o veneno à submissão aos soldados de Roma, Sofonisba filha de Andrúbal Parente apanha o comboio de mercadorias às 6 h 12 de uma pardacenta madrugada de Gaia.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Um índio peruano atravessa lentamente, numa velha bicicleta, a imensa solidão do Sul de Angola. O que faz ali? Um diplomata angolano desaparece em Brasília como se nunca tivesse existido. Será que realmente existiu? Na Ilha de Moçambique, um estranho estrangeiro tenta esquecer quem foi para melhor ser esquecido. Conseguirá eludir o passado? São passageiros em trânsito (como todos nós), mas nenhum conhece realmente o seu destino. José Eduardo Agualusa inventa personagens sobre cuja existência real duvidamos - ou em cuja existência acreditamos. Uma prosa magnífica que nos deixa à beira de todos os abismos.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
As grandes descrições e narrativas de Ramalho Ortigão inventaram a moderna literatura portuguesa de viagens, emprestando-lhe cosmopolitismo, alegria e luxúria - e um picante de humor e ironia que só Ramalho pôde conhecer. Condensando num só volume os dois tomos da edição original que reúne textos escritos entre 1867 e 1910, esta edição de Pela Terra Alheia percorre a Espanha, a Argentina, a França, a Alemanha e a Itália. São evidentes o apreço pelo detalhe, a notável ironia de Ramalho Ortigão, bem como o seu deslumbramento pelas cidades e paragens que visita. Simultaneamente romântico e cosmopolita — o autor de Praias de Portugal é um viajante culto e informado, desejoso da companhia do leitor; por isso, os seus textos são visuais, enaltecem a paisagem (descrevendo-a em pinceladas fortes), elogiam os costumes e os hábitos estranhos, constroem um ideal de civilização onde o homem é substituído pelo gentleman e a curiosidade é tão eterna como as paragens por onde nos leva, concebendo-se a si mesmo como "um risonho fantasma de pé leve". O final é digno de uma grande ópera, à vista da Sicília, a súmula do espírito da civilização.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
O livro abre com uma festa particular de celebração pela primeira eleição de Barack Obama. A lista de convidados compõe-se de pessoas interessantes, bonitas, talentosas, promissoras, e bem-sucedidas, entre os 30 e os 40 anos. Aqui encontramos pela primeira vez o casal formado por Melissa e Michael: ele, um executivo de ascendência jamaicana; ela, jornalista de ascendência nigeriana. Têm dois filhos pequenos e sentem já o efeito da erosão do tempo e do quotidiano na relação. Também em Londres, mais a sul, vivem os amigos Stephanie e Damian: ele, filho de um ativista político de Trinidad; ela, filha de um empresário branco e de mãe indiana. Têm três filhos. São estas as principais personagens e é através delas que se faz a astuta observação do casamento moderno, da maternidade e da paternidade. O título original do romance, Ordinary People, decalca o de uma canção de John Legend, em que se cantam as fases que se seguem aos ardores da paixão. Mas este livro não é só sobre isso: traz também à superfície as questões de raça, geração, género, e as pressões múltiplas sobre o sentido de identidade, pessoal e cultural. Um magnífico retrato da Londres moderna e da sua classe média negra.
Edição: Abr 2022
Nº Páginas: 512
Sinopse: Pode Um Desejo Imenso conta a história de Nuno Galvão, professor universitário de Literatura, que pensa ter descoberto a chave para a compreensão da poesia lírica de Camões: a paixão do poeta pelo jovem D. António de Noronha, de quem Camões teria sido precetor.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
À beleza incandescente e luminosa dos grandes autores desses séculos de ouro da cultura grega (do séc. VII a.C ao séc. III) - como Álcman, Semónides, Mimnermo, Safo, Íbico, Anacreonte, Teógonis, Píndaro, Baquílides e Teócrito - junta-se o prazer de descobrir as raízes da literatura ocidental. Cada um desses autores influenciou diretamente centenas de outros e é parte dos alicerces da nossa civilização. Depois da tradução da Ilíada, da Odisseia e dos primeiros quatro volumes da Bíblia, Frederico Lourenço mostra como a beleza pode ser traduzida sem ferir a sua originalidade. A edição é bilingue, em capa dura e com todos os cuidados gráficos de um grande acontecimento.
Nº Páginas: 600
Sinopse:
No ano em que se comemoraram os 50 anos de vida literária de Vasco Graça Moura, a Quetzal publicou a totalidade da sua poesia em dois volumes de "Poesia Reunida". Vasco Graça Moura dispensa apresentações. Considerado por muitos como um dos maiores poetas portugueses, Vasco Graça Moura é autor de uma vastíssima obra poética, ensaística e ficcional e um nobilíssimo tradutor e divulgador das literaturas clássicas.
Nº Páginas: 104
Sinopse:
Uma vida secreta. O poeta por detrás do editor. Além da recolha dos poemas inéditos apresentados na última parte ("O último metro"), o presente volume reúne poemas provenientes dos livros "Cartas para Elina" (1966), "Viola Interdita" (1970), "Os Olhos de Passagem" (1976) e "Sete (desen)cantos" (1981). O conjunto "quatro estudos para "O Rosto com Que Fito"" estava inédito em livro, mas três dos seus poemas haviam sido publicados nos "Cadernos de Literatura" do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, em 1985.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Edição: Nov 2021
Nº Páginas: 488
Sinopse: A magia de Pompeia redescoberta ¿ pela mão do principal arqueólogo. Com fotografias a cores e cerca de 200 imagens inéditas que revelam pela primeira vez essas descobertas recentes. Soterrada sob três camadas de lava, Pompeia só foi descoberta em 1748 ¿ ou seja, 1600 anos depois da erupção do Vesúvio ¿ durante uma escavação fortuita.
Edição: Abr 2023
Nº Páginas: 216
Sinopse: Numa manhã de outono em Pequim, Jia Jia toma o pequeno-almoço com o marido, que prepara as malas para uma viagem.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
No ano em que se comemora o 40.º aniversário da Revolução dos Cravos, a publicação de "Portugal, a Flor e a Foice", até aqui inédito em Portugal, promete dar que falar. Escrito em 1975, em cima dos acontecimentos que então convulsionavam Portugal (e que eram acompanhados com entusiasmo e apreensão pela Europa e o resto do Mundo), "Portugal, a Flor e a Foice" é a observação pessoal que um português culto e estrangeirado faz do seu país em mudança. Nesta apreciação aguda e de tom sempre crítico, todos os mitos da História Portuguesa são, senão destruídos, pelo menos questionados: o Sebastianismo, os Descobrimentos, Fátima; denunciadas instituições como a Monarquia e a Igreja; e impiedosamente escalpelizado não apenas o antigo regime mas também, e sobretudo, o 25 de Abril. Com acesso a círculos restritos nos anos que antecederam e sucederam a Abril de 1974, e a documentos ainda hoje classificados, J. Rentes de Carvalho faz uma História alternativa da Revolução e das suas figuras de proa, em que novos factos e relações de poder se conjugam num relato "sui generis", revelador e, no mínimo, desconcertante.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Único romance completo (1947) que Vergílio Ferreira deixou inédito. A sua importância deriva de ser o primeiro romance de ideias, entre "Vagão J" e "Mudança". É um romance de temática hegeliana (a epígrafe é mesmo uma frase de Hegel), como será Mudança, em que é trabalhado o conflito entre o intelectual nãoactivo e não comprometido na transformação social do mundo, Sérgio, e Flávio, filho de um activista político, que deseja mudar a sociedade. Os dois vão-se confrontando ao longo de todo o romance, apesar de Sérgio ter acolhido e possibilitado a educação de Flávio depois de o pai deste ter passado à clandestinidade. É de notar no romance não só o que será o importante tema vergiliano do pai ausente e, aqui, substituído, como também a complexidade da figura de Sérgio que negativizado pelo racionalismo linear de Flávio, e sendo frequentemente inconsequente, é também generoso no afecto quase paternal para com este e antecipa o que virá a ser o "herói" existencialista a partir de "Mudança".
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Em "Quatro Últimas Canções" há histórias de amor e de música que se entrelaçam e desenvolvem em contraponto. Nesse contraponto, o jogo de espelhos entre um espaço real e um espaço virtual, as casas de Mateus e de Constantim, respectivamente, abre um quadro cénico que torna possível reenvios, perspectiva e efeitos romanescos de vária ordem. Neste seu romance, cuja primeira edição é de 1987, Vasco Graça Moura mostra a importância da lição dos nossos grandes romancistas do século xix para a ficção de finais do século xx.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Baruch Espinosa, o filósofo holandês de origem portuguesa, morreu aos 44 anos, em 1677, deixando uma obra filosófica revolucionária - mas também alguns enigmas, alguns inimigos e muitas perguntas. E se a sua morte não tivesse sido causada pela frágil saúde - mas tivesse sido assassinado? Quem é a pessoa que o visitou no dia em que morreu? Que cartas e manuscritos não publicados desapareceram de sua secretária? Quem beneficia com um crime desta natureza? Católicos, protestantes, judeus, adversários filosóficos, franceses, holandeses, todos são suspeitos. Muitos desconfiam de Espinosa, demasiado livre, inclassificável, corajoso demais. A sua filosofia perturba tanto quanto fascina, numa época em que as guerras religiosas destroem a Europa. Do topo do Estado ao pequeno presbitério, incluindo a Sinagoga e círculos de pensamento menos combativos, todos conspiram, em segredo, para silenciar este génio que abala a filosofia do seu tempo. Neste thriller filosófico e histórico, Jean-François Bensahel reconstitui a obra e a vida de Espinosa - e deixa aberta a porta para resolver esse grande mistério: quem matou Espinosa?
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Este é um livro sobre o fim dos tempos e um guia para o recomeço do mundo. Nas suas páginas irá encontrar personagens que como acontece consigo, querido leitor ¿, se sentem confusos, perdidos e assustados. Alguns veem chegar o anjo da morte, numa das suas muitas formas; um deles ludibria-o, contando histórias, porque se no princípio era o verbo, no fim será também a palavra, ou seja, a ficção, a reiniciar o mundo. Ou não. «Kâmia deixou-me um bilhete: ¿Quero ser os teus domingos, inclusive às segundas-feiras.Dias depois, desapareceu. Mandei emoldurar o bilhete. Coloquei-o na parede, diante da porta de entrada. Assim, vejo-o sempre que entro em casa e penso: ¿O amor é inconstante.¿» «Um mestre contador de histórias. É uma homenagem à narrativa de Agualusa que a redenção agridoce encontrada pelas suas personagens pareça autêntica; ele e elas mereceram-na.» Washington Review of Books «Cada página está repleta de imaginação.» The Irish Independent «Engenhoso, consistentemente tenso e espirituoso.» The Times Literary Supplement «Uma obra de feroz originalidade.» The Independent
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Rapazinho (Little Boy) é o derradeiro testemunho e testamento literário do maior poeta da Geração Beat - parte autobiografia, parte recordação dispersa, parte torrente de linguagem e sentimento, e sempre com o tom mágico da escrita de Ferlinghetti. No livro, há reminiscências biográficas entrelaçadas com explosões de energia e de recordação, reflexões, reminiscências e profecias sobre o que podemos esperar da vida no futuro. Rapazinho é uma fonte de conhecimento literário com alusões ao mundo e à vida literária do autor, à sua geração, erros e descobertas - e um convite ao maravilhamento. Contando episódios da infância, da adolescência e da Segunda Guerra Mundial, da vagabundagem em Paris e do começo da sua existência em São Francisco, Ferlinghetti cruza continuamente o território da autobiografia, mas mantém-na como fio condutor de um romance breve, luminoso e destinado a recordar o mundo como ele devia ser.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"Vergílio Ferreira assume neste romance os valores e as contradições fundamentais da sua obra anterior; mas este permite-lhe, na compreensão dum fim reconhecido, uma possibilidade de abertura, talvez apenas entrevista, para lá da hipótese dirigista do narrador que, pela primeira vez, pode dar conta de uma aceitação (nunca serena, sublinhe-se) dos caminhos dos outros." Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras "Bem definido o percurso do seu [caminho], que, do ponto de vista literário, é dos mais firmes que se têm prosseguido entre nós. Como de há muito se sabe." Maria Alzira Seixo, Colóquio/Letras
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Entre a recordação e a pequena crónica, trocando os nomes e avariando as grandes teorias sobre o funcionamento da pátria, estas memórias de J. Rentes de Carvalho retratam o país com humor, cumplicidade, atrevimento, ou uma compreensão que não pede distância, mas proximidade. Este pequeno diário de 2007-2008 mostra-nos o país através de pequenos apontamentos sobre personagens e vidas comuns, populares, rurais, desconhecidas ¿ e sobre um escritor que observa, rindo ou ficando macambúzio. Ou fingindo-se macambúzio, que é a melhor forma de viver em Portugal.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 144
Sinopse: Lisboa afundou-se num turbilhão de água, fogo e devastação. O Terramoto de 1755 mudou a história do mundo. O Terramoto de 1755 mudou a história do mundo. Incendiou as ideias dos filósofos e colocou a Ciência nos carris do progresso. E da resposta ao Terramoto saiu uma das mais controversas figuras da história europeia, o Marquês de Pombal. Entre a grande catástrofe de 1755 e o questionar do mito dos grandes homens, Mariana, a narradora desta visita ao Quake ¿ Museu do Terramoto de Lisboa, retoma as pistas deixadas pelo avô. E o fascínio por esse momento terrível e traumático do passado transforma-se numa luta contra o tempo. Recordar 1755 conta a história do Terramoto como nunca foi contada, num panorama total: os vestígios da cidade antiga; o quotidiano dos lisboetas, das peixeiras às rainhas; a mais atualizada ciência sismológica; a polémica sobre as perdas e os impactos; as intrigas entre aristocratas, empenhados em salvar Lisboa projetando as suas carreiras políticas; os debates científicos do século XVIII e a épica e atribulada decisão de reconstruir Lisboa. Mas é também a crónica comovente de uma vocação, um ensaio sobre os limites da historiografia e a memória de uma cientista, Mariana, a contas com o seu próprio passado. Dos terrores da infância aos mistérios das grandes questões da História, nasce o sonho de um lugar onde seja possível conhecer, experimentar e questionar o grande Terramoto de Lisboa.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
"O que sabemos de um escritor é nada se não o lermos. Este escritor, que gostava de saltimbancos e de actores, que gostava do tempo e do tabaco, que gostava dos cantos de Lisboa e dos cantos das sereias, deixounos esta espécie de autobiografia reduzida e quase final. E um discurso com destinatário." - Clara Ferreira Alves, no Prefácio
Nº Páginas: 120
Sinopse:
O novo livro de José Luís Peixoto fala-nos das quatro paredes de uma casa - e de todas as suas recordações em tempo de pandemia. Evoca a solidão, o isolamento, as portas fechadas, mas também a solidariedade das recordações: a mãe, o pai, os aromas, a família, a aldeia, o amor. Há espaço para a recordação da infância como para a peregrinação pelo mundo inteiro, como um Ulisses em viagem perpétua, rodeado de objetos próximos e voltado para dentro, para o lugar onde se regressa sempre: a casa. "As estantes são ruas. Os livros são casas onde podemos entrar ou que podemos imaginar a partir de fora. Há livros que visitámos e há livros onde vivemos durante certas idades, conhecemos cada uma das suas divisões, trancámo-nos por dentro. Fomos jovens durante tantos capítulos mas, de repente, um dia, apercebemo-nos de que restavam cada vez menos páginas entre o polegar e o indicador."
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 96
Sinopse: Desde a sua descoberta por Fernão de Magalhães, em 1520, a Patagónia era descrita como um país de neblinas negras e redemoinhos no fim do mundo. Este desconhecido e longínquo território fixou-se na imaginação europeia como uma metáfora para o limite, o fim de tudo, o abismo além do qual não se pode ir. Nestas páginas, Chatwin e Theroux exploram os momentos em que os «destinos finais do exílio» afetaram a imaginação literária sobre a Patagónia e para relembrar alguns dos seus viajantes extraordinários, passados e presentes de W.H. Hudson ao Capitão Joshua Slocum e Butch Cassidy. Trata-se de um pequeno e raro livro de culto onde se cruzam dois dos mais importantes autores de literatura de viagens. Bruce Chatwin escreveu a obra de referência Na Patagónia, que Theroux levava no espírito e na bagagem quando partiu para a viagem que deu origem a O Velho Expresso da Patagónia. Dois dos maiores escritores de viagens reunidos num pequeno e belo livro sobre a Patagónia. Uma visita ao fim do mundo.
