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Edição: Jul 2024
Nº Páginas: 376
Sinopse: quando o corpo de uma mulher é encontrado no farol da cidade islandesa de akranes, rapidamente se descobre que não se trata de uma forasteira. a detetive principal, elma - que regressou à cidade natal na sequência de uma rutura amorosa -, juntamente com os colegas saevar e hördur, dá início a uma difícil investigacão, que revela um segredo chocante no passado da vítima. este segredo continua a ter efeitos no presente. à medida que as descobertas se sucedem, crimes que permaneceram muito tempo ocultos virão à luz, e irão sacudir toda a comunidade. e enquanto se vão removendo os escombros das memórias destruídas daquelas pessoas, o trio de detetives terá de conseguir escapar às ameacas, que se vão tornando cada vez mais sérias, e encontrar justica¿ antes que seja demasiado tarde. Escrito primorosamente, este thriller perturbador, claustrofóbico e arrepiantemente atmosférico, é o primeiro de uma série eletrizante, por uma das mais talentosas autoras islandesas.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Prémio Mariano Gago 2019 Prémio Fundação Gulbenkian / História da Presença de Portugal no Mundo Prémio D. Diniz Prémio John Dos Passos 2019, na categoria de Ensaio Neste livro, Onésimo Teotónio Almeida presta especial atenção aos séculos XV e XVI, afastando-se de qualquer perspectiva nacionalista, na qual alguns historiadores portugueses incorrem, ora pecando por excesso, ao exagerarem as nossas pretensões em matéria de ciência, ora por defeito ao ignorarem o papel que de facto tivemos. Ao mesmo tempo, tenta corrigir a historiografia anglo-americana que não prestou a devida atenção ao ocorrido em Portugal nesse período. Com efeito, durante o final da Idade Média foram surgindo em Portugal sinais de um inovador interesse pela natureza e pelo conhecimento empírico dela, assim liderando um dos grandes momentos de viragem na História da Ciência. Este livro é uma revisitação dos anos de ouro da história portuguesa: O Século dos Prodígios é a revelação de como no nosso país, durante o chamado período da Expansão, surgiu e cresceu um núcleo duro de pensamento e trabalho científico verdadeiramente pioneiro, sem o qual as viagens desses séculos teriam sido impossíveis.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Martin Amis escreveu pela primeira vez sobre o 11 de Setembro num artigo para o Guardian que começava assim: "Foi o advento do segundo avião, a adejar já baixo por cima da Estátua da Liberdade: foi esse o momento decisivo." Regressou ao tema regularmente com ensaios, críticas e dois contos notáveis: "No Palácio do Fim" e "Os Últimos Dias de Muhammad Atta". Todos os textos estão agora reunidos neste volume - que inclui ainda um relato das viagens que fez com Tony Blair a Belfast, Washington, Bagdade e Basra - que a Quetzal publica para assinalar os 10 anos do atentado terrorista que mudou o mundo.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 328
Sinopse: os extraordinários textos de o segundo coração falam de um passado vivo ¿ não como peças expostas num museu, mas como um vulcão. é um livro sobre o passado(«o passado bate em mim como um segundo coração», frase de john banville, é a epígrafe do livro), sobre as memórias de infância, os hábitos familiares, as férias grandes, as palavras ouvidas aos adultos e cujo significado se desconhecia, os primeiros amigos de que, entretanto, nos afastámos mas que nunca esquecemos, todos aqueles que já partiram mas que nos deixaram heranças de afetos e recordações modestas.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
Mais de 50 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e Filosofia, e outras áreas de saber, "O Segundo Sexo" revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição do "Outro" que as mulheres ocupam no mundo. "O Segundo Sexo" é uma obra essencial do feminismo, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como "mulher" ou "feminino" - e que estão na base da opressão das mulheres - são hoje amplamente aceites.
Nº Páginas: 600
Sinopse:
Mais de 50 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e Filosofia, e outras áreas de saber, "O Segundo Sexo" revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição do "Outro" que as mulheres ocupam no mundo. "O Segundo Sexo" é uma obra essencial do feminismo, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como "mulher" ou "feminino" - e que estão na base da opressão das mulheres - são hoje amplamente aceites. Volume 2 - A Experiência Vivida Temas tratados - A infância. Adolescência. A iniciação sexual. A lésbica. A mulher casada. A mãe. A vida social. Prostitutas e heteras. Da maturidade à velhice. Situação e carácter da mulher. A narcisista. A amorosa. A mística. A mulher independente.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Tony Webster e a sua clique só conheceram Adrian Finn no fim do liceu. Famintos de livros e de sexo, e sem namoradas, viviam esses dias em conjunto, trocando afetações, piadas privativas, rumores, e mordacidades de todo o género. Talvez Adrian fosse mais sério do que os outros, e seria certamente mais inteligente. Mesmo assim juraram que ficariam amigos para o resto da vida. Tony está agora reformado. Teve uma carreira, um casamento e um divórcio amigável. E nunca fez nada para magoar ninguém - ou pelo menos acredita nisso. Mas a chegada da carta de uma advogada desencadeia uma série de surpresas e acontecimentos inesperados que lhe vão mostrar que a memória é afinal uma coisa altamente imperfeita. "O Sentido do Fim", o mais recente romance de Julian Barnes e livro recém-galardoado com o Man Booker Prize 2011 - é a história de um homem que se confronta com o seu passado mutável. Com marcas da literatura inglesa clássica - na apreciação do júri que o distinguiu - "O Sentido do Fim" constrói, com grande delicadeza e precisão, uma trama tensa, forte, e revela a mestria de um dos maiores escritores dos nossos tempos.
Edição: Set 2023
Nº Páginas: 176
Sinopse: neste livro não há muito pudor, nem decoro, nem tranquilidade. quase tudo é explosivo, mesmo quando a autora sussurra confidências - a sua história extremamente pessoal e a memória familiar trans-formam-se num manifesto feminista: a violação(e a violação do desejo feminino), a sua negação, a sua instrumentalização. neste texto iconoclasta, torrencial, a autora diz em voz alta e com rara audácia o que muitas mulheres pensam consigo mesmas e o que muitos homens se recusam a imaginar acerca de desejo feminino, maternidade, estupro, a suposta «zona cinzenta» do consentimento, o diálogo impossível entre os sexos, o «me too» e a nova caça às bruxas, a educação dos filhos, o olhar masculino que domina o mundo das artes e das letras - e sempre com humor devastador. e se o riso fosse a arma mais poderosa para superar os nossos antagonismos estéreis? e se os homens desconhecem, mesmo, as mulheres?
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Conhecemos da Ilíada o nome de heróis masculinos, como Aquiles, Ulisses, Páris, Agamémnon ou Heitor — mas este romance, narrado por Briseida, rainha de Lirnesso (cidade vizinha de Troia e dos seus campos de batalha), troféu e concubina de Aquiles após a tomada da cidade pelos Gregos, é a história das mulheres do poema de Homero, figuras frequentemente esquecidas ou desvalorizadas: as escravas, as prostitutas, as enfermeiras, as que cuidam dos mortos e dos vivos, as que observam as batalhas e primeiro sofrem os seus horrores.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
O Solilóquio do Rei Leopoldo é um pequeno livro publicado em 1905 por Mark Twain. Trata-se de um texto de sátira política, um monólogo do rei Leopoldo II, da Bélgica, que discursa para se defender das acusações de atrocidades cometidas entre 1885 e 1908 no chamado "Estado Livre do Congo", um grande território cuja administração foi exercida pessoalmente pelo rei belga - e não pela Coroa ou pelo Estado. Leopoldo II submeteu a população local a condições de vida e de trabalho degradantes e a uma repressão violenta e desumana, com o objetivo de aumentar os lucros da extração de diamantes, borracha e marfim. A partir de 1900 começaram a surgir denúncias sobre os crimes e o horror vividos no Estado Livre do Congo - e em 1899 é publicado O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, um retrato desse universo pavoroso. Em 1904, Roger Casement (a personagem de O Sonho do Celta, de Mario Vargas Llosa), cônsul britânico no Congo, elabora um relatório sobre as atrocidades e a desumanidade da administração do rei Leopoldo - que levaria o Parlamento belga a anexar o território, retirando-o ao rei. E, nos Estados Unidos da América, Mark Twain associa-se a uma campanha internacional contra Leopoldo II. Por isso, o seu texto não é apenas um panfleto político: é também uma denúncia vigorosa, sarcástica e burlesca do colonialismo e do racismo.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Ma Daode acaba de ser nomeado diretor da Repartição do Sonho da China, um novo organismo que pretende substituir, até por meios tecnológicos, os sonhos privados de cada pessoa pelo grande sonho da China anunciado pelo "plano de rejuvenescimento nacional" do presidente Xi Jinping. O slogan está em toda parte, em outdoors, discursos e anúncios - e mistura patriotismo e autoajuda com os "objetivos gémeos de resgatar o orgulho nacional e alcançar o bem-estar pessoal". Ma Daode gosta de sexo e de dinheiro, tem poder, uma dúzia de amantes que lhe enviam mensagens para vários telemóveis, uma filha que estuda em Londres, um gabinete moderno e uma riqueza considerável, alimentada por anos de corrupção. Tudo vai, portanto, correr bem - até que começa a ser atormentado pelas memórias da Revolução Cultural dos anos 1960 e do seu historial de horrores, violência, morte e destruição. O seu "sonho da China" cruza-se com o "pesadelo da China", e com o desfile de imagens do caos e dos fantasmas do passado. O que levanta um problema: se o Partido tem acesso a todos os sonhos individuais, então Ma Daode tem de esconder esses pesadelos proibidos e apagar a memória. Como vai fazê-lo? Mais do que uma distopia, O Sonho da China é um passeio tragicómico pelos horrores e absurdos do poder totalitário. Mas o riso abre as portas a um caos povoado de fantasmas e de acontecimentos que não conseguem ser esquecidos na história da China de hoje.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
O tango, a sua entrada na cultura argentina e universal, é o tema destas seis conferências inéditas de Borges. Escreve Borges: "Sabemos, ouvindo um tango velho, que houve homens valentes. O tango dá-nos a todos um passado imaginário. Estudar o tango não é inútil, é estudar as diversas vicissitudes da alma." Em 1965, Jorge Luis Borges deu quatro conferências sobre tango, que durante muito tempo ficaram esquecidas e que agora se publicam - mais de trinta anos após a morte do escritor. É um Borges luminoso e brilhante, que se permite recitar e cantar durante as conferências, ao mesmo tempo que descreve a origem, os símbolos e os mitos da grande música do Rio de Prata. Para Borges, o tango surge clandestinamente em Buenos Aires por volta de 1880, em simultâneo com o jazz americano. Era um género perigoso e malvisto, desgraçado, "bajofondo". Nestes textos notáveis e coloridos, o retrato de Borges vai além da descrição de uma dança ou de uma melodia - conta a história do porto e dos bairros de Buenos Aires, e do seu violento lirismo de navalha e sangue: "O tango dá-nos a todos um passado imaginário". Por isso, conhecer o tango é conhecer o lado negro da alma portenha, que entrou na literatura com esse universo de "compadritos", "mulheres de má fama", histórias de amor e morte, com um tom valente e feliz que depois seria também triste e melodramático.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Três novelas curtas, deliciosas e cheias de humor e suspense, de dois dos autores mais populares e reconhecidos da ficção em língua portuguesa. Na história "O Terrorista Elegante" (escrita a quatro mãos sob um alpendre, em Boane, Moçambique), que dá título ao livro, um angolano é preso em Portugal por suspeita de participação em atos de terrorismo. O homem alega ser capaz de voar e conversa com um passarinho na prisão, que parece dar-lhe as orientações necessárias para que cumpra a sua missão. "Venho Aqui para Matar". É assim que o protagonista de "Chovem Amores na Rua do Matador", a segunda história, pretende finalmente fazer as pazes com o seu passado: matando as três mulheres da sua vida. A noite da cidade está mergulhada em caos e, enquanto o conflito se desenrola nas ruas escuras, um estranho mascarado procura alguém para matar. Em "A Caixa Preta" (tal como a anterior, a terceira história foi escrita em lugares diferentes, trocando mensagens, um autor acrescentando o texto do outro), gerações da mesma família são obrigadas a enfrentar os seus segredos mais bem guardados. As três novelas que constituem este livro têm por base peças de teatro escritas em conjunto pelos autores e encomendadas pelos grupos de teatro A Barraca, de Lisboa, e Trigo Limpo – Teatro ACERT, de Tondela. Porém, depois de conversas informais na bela e histórica cidade de Paraty, no Brasil, essas peças foram reescritas pelos autores sob a forma de contos.
Nº Páginas: 512
Sinopse:
Mário Cesariny de Vasconcelos nasceu a 9 de agosto de 1923 e morreu a 26 de novembro de 2006. Poeta, pintor e referência fundamental do surrealismo português, é uma das maiores vozes da poesia portuguesa do século xx. Para Cesariny, o surrealismo representava "a realização total do nosso estado de espírito, a defesa do amor, da liberdade e da poesia" - e a sua obra, tanto na poesia como na pintura e na vida real, foi testemunho dessa enorme vontade de viver. Rebelde, insólito, desafiador, Cesariny marcou com a sua obra várias gerações de leitores e de autores que fazem dos seus versos referências únicas, que ultrapassam a pura literatura e o colocam sempre mais além - na própria vida. A biografia de António Cândido Franco - autor de O Estranhíssimo Colosso, dedicado a Agostinho da Silva - junta vida e obra, passado e futuro, com revelações inéditas e um manancial de informação invulgar.
Nº Páginas: 504
Sinopse:
Um grande clássico da literatura de viagens, agora na série Terra Incognita: "O fim do mundo é um lugar." Paul Theroux saiu de sua casa em Medford, no Massachusetts, numa manhã de mau tempo e apanhou o comboio suburbano para Boston. Aí chegado, apanhou outro comboio para Chicago, e assim sucessivamente, até ao percurso final no Velho Expresso da Patagónia, que o levou à mítica e remota região do Sul da América, passando por Buenos Aires - onde encontra Jorge Luis Borges -, atravessando o México, a Guatemala, San Salvador, a Colômbia, o Peru. Um relato de encontros, rostos e histórias. Tudo termina com uma frase maravilhosa: "O fim do mundo é um lugar". A grande obra-prima que reinventou a arte da literatura de viagens.
Nº Páginas: 152
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Félix Ventura escolheu um estranho ofício: vende passados falsos. Os seus clientes - prósperos empresários, políticos, generais, enfim, a emergente burguesia angolana - têm o futuro assegurado. Falta-lhes, porém, um bom passado. Félix fabrica-lhes uma genealogia de luxo e memórias felizes, e consegue-lhes os retratos dos ancestrais ilustres. A vida corre-lhe bem. Uma noite entra-lhe em casa, em Luanda, um misterioso estrangeiro à procura de uma identidade angolana. Então, numa vertigem, o passado irrompe pelo presente e o impossível começa a acontecer. Sátira feroz, mas divertida e bem-humorada, à atual sociedade angolana, O Vendedor de Passados é também (ou principalmente) uma reflexão sobre a construção da memória e os seus equívocos.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Neste primeiro volume de poesia reúnem-se os livros O Fervor de Buenos Aires, Lua Defronte, Caderno de San Martín.O Fervor de Buenos Aires, de 1923, foi o primeiro livro de Jorge Luis Borges a ser publicado. Mas o reconhecimento internacional só chegou em 1961, com o Prémio Formentor, a que se seguiram inúmeros outros.A par da poesia, Borges escreveu ficção - é sem dúvida um dos nomes maiores do conto ou da narrativa breve -, crítica e ensaio - género que praticou com grande originalidade e lucidez. A sua obra é como um mise en abîme de uma enorme biblioteca, uma construção fantástica e metafísica que cruza todos os saberes, e a súmula dos grandes temas universais: o tempo, o "eu e o outro", Deus, o infinito, o sonho.
Nº Páginas: 688
Sinopse:
Frederico Lourenço regressa ao texto da Odisseia e revê a sua primeira tradução, acrescentando-lhe notas importantíssimas. A Odisseia não é apenas um dos grandes épicos da literatura grega; é também um dos pilares do cânone ocidental, um poema de rara e extraordinária beleza - e o livro que mais influência exerceu, ao longo dos tempos, no imaginário ocidental. Quando a Ilíada e a Odisseia foram compostas, ainda não tinha sido escrita a maior parte dos livros que integram o Antigo Testamento; as duas epopeias homéricas são, para todos os efeitos, os primeiros grandes livros da cultura ocidental. Anos depois da sua tradução inicial, Frederico Lourenço regressou ao texto e fez um criteriosa e minuciosa revisão, acrescentando ainda notas e comentários que esclarecem dúvidas sobre o texto, bem como questões de natureza linguística, geográfica ou histórica que se colocam ao leitor de hoje. Este grande trabalho de tradução confirma Frederico Lourenço como o grande tradutor moderno do poema grego.
Edição: Jul 2022
Nº Páginas: 144
Sinopse: Entre a poesia e a geografia, fragmentos de prosa poética que anotam uma paisagem, um casario, uma rua, o nome de uma árvore, o segredo escondido a meio de uma encosta.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Uma saga familiar do século xxi. Um romance sobre dinheiro, privilégio, política, cultura universitária, namoro, infidelidade, indústria cervejeira americana e o que significa "ser uma boa pessoa". Arthur Alter está metido em sarilhos. É um mediano professor universitário de Engenharia no Midwest, que não consegue pagar a hipoteca da casa, está exasperado com a namorada (uma medievalista trinta anos mais nova), e cujos filhos não falam com ele. Há ainda a questão da pequena fortuna que a sua desaparecida mulher, Francine Klein, manteve secreta e que foi herdada diretamente pelos filhos. Os filhos são Ethan, um jovem sensível e sexualmente confuso, que vive em reclusão e do dinheiro deixado pela mãe; e Maggie, que pratica um estilo de vida nobre de sentimentos e ações, num regime de pobreza autoimposta. Na tentativa de uma reconciliação - motivada pela premência de um resgate financeiro - Arthur convida os filhos (que agora vivem em Nova Iorque) para passarem os dias de Páscoa na casa de família. Abre-se a caixa de Pandora, de onde saem ressentimentos e antigas memórias, sobretudo de Francine, a matriarca, cuja vida pode conter a chave para a coesão da família. Na senda de Correções (de Jonathan Franzen), Os Altruístas, romance de estreia de Andrew Ridker, é uma saga familiar sombria e divertida, que anuncia uma carreira literária de grande fulgor. Publicado em dezassete países, Os Altruístas foi a escolha e recomendação dos editores do The New York Times para romance, assim como da equipa da The Paris Review. Foi galardoado com o Friends of American Writers Award e nomeado para o Prix du Meilleur Livre Étranger e para o Yasnaya Polyana Literary Prize.
Nº Páginas: 152
Sinopse:
As cosmogonias são textos antigos presentes em todas as civilizações. Estes textos pretendem explicar a origem do mundo, com a intervenção ou não de deuses, em escritos que podem ser mais ou menos mitológicos e filosóficos. São textos muito antigos que descrevem tempos históricos incertos nas civilizações às quais pertencem. O presente livro é uma pequena coleção de textos cosmogónicos que cobrem um período de tempo de quatro mil anos, desde a Suméria até aos Evangelhos, passando pelas cosmogonias gregas e pelo canto da criação védico. O nosso objetivo é oferecer ao leitor português a possibilidade de poder ter num só livro um conjunto de cosmogonias diversas, umas menos conhecidas e outras mais. Os textos foram traduzidos das línguas originais pelo autor.
Edição: Jul 2023
Nº Páginas: 368
Sinopse: Em cada história de J. Rentes de Carvalho estamos todos nós. Observadores e observados, criaturas e criadores, adoradores de enigmas, cómicos ou envergonhados. É o que somos, personagens à deriva.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 320
Sinopse: uma grande investigacão do detetive e gastrónomo pepe carvalho. um retrato impiedoso, erótico e político da catalunha e das suas classes dirigentes. e uma história imperdível. na cidade de barcelona, o detetive particular pepe carvalho tem de investigar as causas de um crime misterioso. um importante empresário chamado stuart pedrell aparece morto, esfaqueado, num bairro dos limites da cidade quando, ao longo desse último ano, todos pensavam que estava em viagem pela polinésia, revisitando a ideia mítica de gauguin e dos mares do sul. o trabalho de carvalho um detetive barcelonês de origem galega, ex-comunista, gastrónomo é descobrir o que stuart pedrell fez durante esse ano. para isso, comeca por conhecer a personalidade peculiar da vítima os seus passatempos intelectuais e a sua obsessão em seguir os passos de gauguin e ir aos mares do sul, que no romance é um símbolo insistente do sonhado e do irrealizável, símbolo de plenitude e purificacão moral. ao mesmo tempo, pedrell está no centro de um turbilhão que tem como pano de fundo o sentimento de frustracão geral vivido na catalunha. da alta sociedade rica ao submundo dos subúrbios, o romance traca um quadro intenso de personagens e ambientes que reflete os conflitos pessoais e coletivos da espanha daquela época, mas também o conjunto de contradicões que se vivia e continua a viver na catalunha. «ele foi o escritor mais rápido do mundo, autor prolífico de poemas e contos, colunista que só fracassou porque a morte lhe ordenou. mas o seu trabalho continua a circular nas livrarias.» juan cruz, el país
Edição: Jul 2024
Nº Páginas: 424
Sinopse: em 1742, uma embarcacão rudimentar com trinta homens à beira da morte deu à costa no litoral do brasil. eram sobreviventes do wager, um navio britânico que deixara a inglaterra em 1740, parte de uma esquadra de navios de guerra com 2000 homens e uma missão secreta: perseguir e capturar um galeão espanhol cheio de tesouros. porém, o wager acaba por naufragar numa ilha na costa da patagónia. seis meses depois, outra embarcacão ainda mais decrépita deu à costa chilena com três náufragos que contavam uma história muito diferente: os trinta marinheiros que haviam desembarcado no brasil não eram heróis eram amotinados. entre acusacões de traicão, rebeldia, assassínio, tirania, quebra de autoridade, o almirantado queria saber quem dizia a verdade e enforcar os culpados. a narrativa de david grann não explora apenas os perigos e a crueldade da vida no mar, desafiando o escorbuto, a violência e a morte: mostra como a cobica e a ganância se desenvolveram no gene da humanidade e relata o custo físico e psicológico dessas campanhas imperiais. depois de, em a cidade perdida de z, contar a história da busca de uma civilizacão perdida, de em assassinos da lua das flores escrever sobre a tribo osage cujos membros foram assassinados por causa do petróleo, e de em a escuridão branca descrever a solidão e a coragem de um homem atravessando a antártica, neste livro, david grann coloca o destino humano entre moby dick e robinson crusoe, em aventuras coloniais que glorificavam a violência, a exploracão e a mentira. mais do que uma história de motins, é uma história da humanidade.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
As coisas que acabam, os últimos trabalhos que fazemos, o tempo que escasseia — o que significa viver no tempo, criar e nunca saber quando tudo acaba? E se o fim chegar cedo demais na vida de um escritor, de um músico ou de um tenista? Neste livro, Geoff Dyer explora os últimos dias, as últimas obras ou as obras tardias de escritores, pintores, músicos, cineastas e estrelas do desporto que marcaram a nossa memória. Com charme, ironia e inteligência, Dyer revê o colapso de Friedrich Nietzsche em Turim, as reinvenções de antigas canções de Bob Dylan, a pintura de Turner com a sua abstração harmoniosa, a ressurreição tardia de Jean Rhys, as derradeiras melodias de John Coltrane, mas também os últimos quartetos de Beethoven, os poemas finais de Larkin ou as últimas canções dos The Doors, o último sopro criativo de Walter Scott, Wagner, Joyce, Updike ou David Foster Wallace. É um livro sobre o vasto catálogo dos tópicos preferidos de Dyer, que vão do rock à história militar, passando pelo ténis, jazz, drogas, cinema, pintura, fotografia, etc. Com erudição, variedade — e sempre com humor, a sua marca.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Como um fantasma ou uma fugitiva, Mary percorre a cidade de Londres, em perseguição da memória, mas também perseguida por esta. E esquecendo, graças à envolvente Amy Hide e ao charme do Sr. Asneira. Amis mantém um alto nível de suspense neste thriller metafísico, em que os segredos guardados zelosamente lutam corpo a corpo com visões alarmantes e reveladoras.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Este volume de "Páginas Escolhidas" reúne alguns dos seus textos mais famosos ("Em Total Defesa dos Censores das Artes do Palco", "Ensaio sobre os Epitáfios", "Sobre a Teoria e a Prática", "Os Benefícios da Sociedade Humana", "O Papel do Homem de Letras", "Sobre o Dever do Jornalista" ou "Consolação Diante da Morte", entre outros), apresentando ao leitor português um dos grandes talentos da nossa tradição literária ocidental. "Há, de facto, um grande número de pessoas cuja curiosidade em adquirir um conhecimento mais íntimo dos escritores de sucesso, contudo, não se sente atraída por alguma ideia que eles possam apresentar no sentido de podermos melhorar; em vez disso, deles não esperam, naturalmente, argumentos contra o vício ou dissertações sobre a temperança e a justiça, mas voos espirituosos, umas boas saídas com piada ou, pelo menos, comentários agudos, distinções agradáveis, justeza de sentimentos e elegância na dicção. Esta expectativa é de facto especiosa e provável e, no entanto, tal o destino de todas as esperanças humanas, é muitas vezes frustrada e, naqueles que suscitam admiração devido aos seus livros, constatamos por outro lado que a sua companhia causa repulsa."
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Todos conhecemos letras de algumas canções de Sérgio Godinho, que em cada uma das suas composições conta uma pequena história, apanha e amplifica um momento do quotidiano ou da intimidade, ou capta com ironia (e também lirismo e sabedoria) uma porção do espírito do tempo, individual ou coletivo. Neste livro, as letras ou os poemas não darão origem a canções, mas a imagens - as que Sérgio Godinho procurou ativamente, ou que foi registando espontânea e aleatoriamente e que vieram a encontrar a "sua" letra. O diálogo que assim se estabelece entre poemas e fotografias atravessa os temas da viagem, do amor, da memória, da arte, produzindo instantâneos de pessoas, lugares, animais, e de acontecimentos diários ou únicos e irrepetíveis.
