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Nº Páginas: 352
Sinopse:
Cativante saga familiar e apaixonante incursão pelo mundo das artes, da política e da História da Europa do século XX. Certas famílias excecionais passam por entre as malhas da História, embora, no seu tempo, tenham sido incontornáveis. Os Brunhoff pertencem a esta categoria. Durante a Belle Époque, em Montparnasse, dançavam já em cima do vulcão. Nos anos 20 incarnavam o Tout-Paris, o mesmo que dizer, o centro do mundo. A imprensa, a edição, a moda, a fotografia, a arte moderna: os Brunhoff estavam implicados em cada um destes domínios. Inovadores nas artes, eles foram também os postos avançados da luta contra o fascismo e estiveram estreitamente ligados ao movimento pacifista. Esta dinastia de origem báltica e germânica assistiu de perto à tragédia da Europa: da guerra franco-prussiana à Segunda Guerra Mundial, a família (…) atravessou as tempestades com o panache dos grandes exploradores do nosso tempo.
Nº Páginas: 736
Sinopse:
Agostinho da Silva é um dos maiores filósofos portugueses e uma figura singular e interveniente na sociedade e na cultura do século XX. A sua obra centra-se na ideia de liberdade como atributo supremo da condição humana. "[…] os passos numa aldeia da raia, os estudos na Invicta, os primeiros amores, os trabalhos em Lisboa, as investigações em Paris e em Madrid, as paixões em São Paulo, os entusiasmos em Montevideu, as estranhezas em Buenos Aires, os recolhimentos em Itatiaia, os estudos no Rio, as aulas em Niterói, as campanhas na Paraíba, as descobertas no Ibapuera, as ações em Santa Catarina e na Baía, os novos amores em Brasília, as realizações no Japão, em Timor e em Nova Iorque, os empenhos na Galiza, as explosões em Sesimbra, Monsaraz e Príncipe Real, a participação na Revolução dos Cravos e no novo Portugal livre. Ficou ainda a obra colossal, que o génio do seu espírito, a agilidade da sua mão, a acutilância do seu pensamento nos legou […]. Quem foi George Agostinho Baptista da Silva? A resposta é infinita, tantos os ângulos esquinados desta vida: prosador de altíssimos dons, narrador inventivo, cronista subtil, biógrafo monumental, pedagogo de largo esforço, monitor de fina manha, professor de sucesso, pensador destemido, poeta bissexto, gramático de muita língua, estoico severo, homem de desleixada túnica, entomologista, tradutor, criador do Centro de Estudos Afro-Orientais, escândalo bíblico, trickster, ogã de terreiro baiano, patriarca de larga tribo, povoador, amante, perrexil, poliglota, sonhador, farsante, polígamo, explicador, joaquimita, gato, galo, sábio, escuteiro, pop-star, colosso, bandeirante, franciscano anormal, homem do tá-tá-tá, aprendiz de valsa, cidadão do mundo, aldeão antigo, monstro, vadio truculento, marau divino, criança eterna, biógrafo de Miguel Ângelo, homem de cinco cabeças e 10 instrumentos […], o otimista, o entusiasta, sem a mais pequena mancha de desânimo no futuro."
Nº Páginas: 80
Sinopse:
D. Pedro V e sua mãe, D. Maria II "Era uma vez uma rainha muito gorda, chamada D. Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga." Assim começa uma enternecedora história de Natal que tem como personagens centrais D. Maria II, D. Fernando II e seu filho D. Pedro V. As ilustrações coloridas são da autoria do próprio rei D. Fernando II, num livro em que alguns importantes factos históricos menos conhecidos serviram de mote à inspiração de Filomena Mónica para este conto de Natal, dedicado a miúdos e graúdos, que a autora escreveu para dar de presente aos netos. Se toda a História de Portugal fosse assim contada - como se fosse um conto infantil -, seria muito agradável de ler e aprender pelas crianças. Uma história belíssima e divertida escrita por Maria Filomena Mónica para as suas netas - com ilustrações originais do rei D. Fernando II.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
"O Grande Bazar Ferroviário" é o relato emocionante que Paul Theroux faz da sua épica e invejável viagem de comboio entre a Europa e a Ásia. Repleta de evocativos nomes de comboios lendários - o Expresso do Oriente, o Correio de Khaibar para o Entroncamento de Lahore, o Correio de Deli proveniente de Jaipur, ou o Expresso Transiberiano, entre outros -, descreve lugares, culturas e paisagens (florestas e estepes, subúrbios e desertos) que atravessou e as pessoas fascinantes que conheceu e que o acompanharam ao longo de milhares de quilómetros. De farrapos de tagarelice a monólogos solitários, passando por conversas com passageiros de ocasião, este é um maravilhoso resumo das românticas e inesperadas alegrias das viagens de comboio - e do sabor da liberdade.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
No verão de 1885, três cavalheiros franceses chegaram a Londres para alguns dias de "compras decorativas e intelectuais". Um era príncipe, outro era conde e o terceiro era um plebeu com apelido italiano que, alguns anos antes, fora retratado numa das extraordinárias telas de John Singer Sargent. Era ele Samuel Pozzi, médico da melhor sociedade, ginecologista pioneiro e livre-pensador - um homem racional, de espírito científico e com uma vida privada conturbada. Em fundo, a Belle Époque parisiense, um período de muito glamour e prazer, mas com um lado negro também - de histeria, narcisismo, decadência e violência. O Homem do Casaco Vermelho é, assim, em simultâneo, um original e vívido retrato da Belle Époque - e dos seus heróis, vilões, escritores, artistas e pensadores - e de um homem à frente do seu tempo. Um livro cheio de espírito e profundamente documentado, que mostra e defende a frutuosa e duradoura troca de ideias através do Canal da Mancha que fez a grandeza da Europa.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Um livro sobre a mania da comida escrito por um maníaco da comida. Em plena era de loucura pela comida e de exuberância foodie, Ricardo Dias Felner parte em busca do sabor perfeito: o pão em Paris e em Braga, a comida indiana em Lisboa, o bitoque, sabores entre Marraquexe e Agadir, o ramen em São Sebastião da Pedreira, cágados e raposa na panela, a pimenta de Sichuan, a lagosta e o incesto, Proust e o Nestum, arroz negro e feijoada de chouriço, samurais numa cozinha de Lisboa, Ferran Adrià, os vulcões picantes da cozinha oriental, foodies à bofetada, alforrecas e gelados de pistacho, receitas de choco e sopa vietnamita - o livro de Ricardo Dias Felner é uma aventura de risco pelos grandes lugares da comida. Mistura comida delirante com visitas a restaurantes populares, receitas e evocações de comidas maravilhosas. E viaja em redor da mania portuguesa pela comida, elegantemente escrito.
Edição: Mai 2023
Nº Páginas: 184
Sinopse: Nos turbulentos anos 20 do século passado, circula o rumor de que Portugal pode vender o território de Macau.
Nº Páginas: 528
Sinopse:
Durante muitos anos, o grande poeta von Humboldt Fleisher e Carlie Citrine, um jovem inflamado pelo amor à literatura, foram os melhores amigos. No momento em que morreu, Humboldt tornara-se pobre, só e um falhado, enquanto Citrine, por seu turno, também não se encontrava numa fase da vida muito auspiciosa: deixara de progredir na carreira, debatia-se nas malhas de um divórcio litigioso, e vivia um enfatuamento por uma jovem mulher pouco recomendável envolvida com um mafioso neurótico. Eis senão quando Humbold age de alémtúmulo, concedendo a Charlie um legado inesperado, que poderá vir a mudar o rumo da sua vida.
Edição: Jan 2022
Nº Páginas: 136
Sinopse: «Disse-me que o seu livro se chamava Livro de Areia, porque nem o livro nem a areia têm princípio ou fim.»
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Uma seleção de contos inéditos em livro, marcada pela prodigiosa arte de contar do escritor angolano, pela sua notável galeria de personagens, bem como pelo seu sentido de humor e de sensibilidade tão presentes em "Um Estranho em Goa", "A Vida no Céu" ou "A Rainha Ginga". Um ditador africano, muito respeitado em Portugal, escreve a sua biografia. Um famoso marinheiro maltês visita São Tomé, depois de passar por um lugar onde o tempo não passa. Um antropólogo descobre-se nu e indefeso diante de uma mulher. Uma zebra persegue um escritor. Uma virgem perde a cabeça. Neste "O Livro dos Camaleões" cruzam-se personagens em busca de uma identidade, ou em trânsito de identidade, atravessando diversas épocas, do século XIX aos nossos dias, e diversas geografias, das savanas do Sul de Angola às ruidosas ruas do Rio de Janeiro. Algumas destas personagens são arrancadas à realidade ou inspiradas em figuras reais. Não se trata de saber onde termina a realidade e começa a ficção. Trata-se de questionar a própria natureza do real.
Edição: Jan 2022
Nº Páginas: 160
Sinopse: Um antídoto contra a nossa vertigem de trabalho e velocidade. Um belo compêndio para quem acha que perdemos demasiado tempo a perder tempo de vida.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Ao longo da sua vida, Borges combinou o seu trabalho como escritor com o de crítico ou melhor, como um apaixonado promotor dos escritores que amava, muitas vezes desconhecidos dos seus compatriotas. E desempenhou esta atividade (que revelaria uma geografia literária inesperada) de forma afável e definitiva, através dos seus contributos para revistas e jornais, das suas traduções (de Virginia Woolf, Gide, Kafka, Faulkner), das suas antologias e, especialmente, dos seus prólogos. Como os que aqui se reúnem, que representam uma forma brilhante de crítica, capaz de atingir a essência das coisas, através de um Cervantes que nunca deixou de sonhar com um segundo Dom Quixote, a grande voz de Walt Whitman, os artifícios deliciosos de Valéry, o tabuleiro onírico de Lewis Carroll, as alusões de Kafka, o som e a fúria de Macbeth ou o orgulho americano de Melville. Mas também capaz de assumir a forma mais adequada ao tema: a biografia sintética, por exemplo, onde se concentra uma obra inteira e paira uma deliciosa ironia. E não importa se alguns dos autores aqui apresentados nos fazem sentir como se estivéssemos em território desconhecido; com eles, descobrimos toda uma constelação pessoal bem como a «literatura segundo Borges». É assim que entramos nas páginas de William Shakespeare, Cervantes, Kafka, Herman Melville, Francisco de Quevedo, Lewis Carroll, Emerson, Ray Bradbury, Adolfo Bioy Casares, Paul Valéry, Walt Whitman, Henry James, Edward Gibbon, Thomas Carlyle ou Marcel Schwob. Pela mão de Borges. «O universalismo de Borges é um modo de estar em contacto com os grandes ventos que sopram do coração das coisas.» George Steiner «Quando Borges morreu, tudo parou.» Roberto Bolaño «Borges é indiscutivelmente a grande ponte entre o modernismo e o pós-modernismo na literatura mundial.» David Foster Wallace «Borges é o escritor de língua espanhola mais importante desde Cervantes.» Mario Vargas Llosa
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Do grande autor de O Que Diz Molero, um pessoalíssimo conjunto de textos para os amantes de cinema - e não só. "O Lugar das Fitas é um livro de cinema. De cinema, de fitas, de personagens, de géneros e estilos, de cineastas, de salas de cinema, de atores e de crónicas e críticas que dão conta, numa cronologia com a configuração da memória, de uma espécie de história pessoal de Dinis Machado com o cinema." (Da nota introdutória)
Nº Páginas: 440
Sinopse:
Entre 2018 e 2021, o que mudou na nossa vida, o que transformou, para o melhor e para o pior, o nosso mundo? Neste livro, José Eduardo Agualusa reúne contos, crónicas e apontamentos diarísticos escritos (e publicados na imprensa brasileira e portuguesa) durante esse período. São textos que refletem os tempos estranhos, convulsos e um tanto misteriosos que temos vivido, ao mesmo tempo que procuram lançar alguma luz sobre os dias que ainda não chegaram. Caminhando entre a ficção e o ensaio, sem grande preocupação de respeitar fronteiras (pelo contrário, explorando a terra de ninguém que fica entre as fronteiras), "O Mais Belo Fim do Mundo" divide-se entre crónicas, contos e textos onde se fica nesse limite entre a atualidade e o futuro, entre o passado e os tempos em que refletimos sobre ele. Assim, há a memória de livros que despertam uma recordação, viagens interestelares, pastores no deserto, árvores, filmes e música, vidas de escritores, a memória da covid, cidades que não se esquecem, generais que não gostam de guerra, gatos, a presença de pessoas cuja vida dava para um romance, viagens que já são impossíveis, hipopótamos no mar, medos que esvoaçam como fantasmas. Uma ideia sobre como, apesar das tragédias, o mundo não termina.
Edição: Abr 2022
Nº Páginas: 416
Sinopse: Em 1965, o Governo dos EUA ajudou as forças militares indonésias a matarem cerca de um milhão de civis inocentes. Este foi um dos mais importantes pontos de viragem na história do século XX.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Uma das principais peças de Molière, que denuncia a hipocrisia da sociedade e dos costumes da época sob o mote «castigat ridendo moris» («rindo se criticam os costumes»). O Misantropo, comédia em verso e em cinco atos, foi representada pela primeira vez em 1666. Alceste é o misantropo, ou, como o subtítulo desaparecido da peça indicava, o «atrabiliário amoroso». Odeia a sociedade do seu tempo e rejeita por completo todas as suas convenções - que considera hipócritas e cobardes -, o que faz com que viva tomado por um profundo pessimismo e se subtraia cada vez mais ao convívio humano, mesmo ao dos amigos. Porém, Alceste ama a jovem viúva Celimena, figura mundana, independente e galante, que quer viver a sua juventude e se recusa a segui-lo para uma vida de isolamento. Mas esta paixão - que se deixa ditar pelo desejo - compromete e perverte o equilíbrio da moral de Alceste, que prefere a coquette à prima dela, a sincera Eliante.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: No século XIX e no início do século XX, nenhum autor espanhol possuía tanta dedicação, engenho, empenho e desenvoltura literária como Pérez Galdós. Vargas Llosa retoma a sua obra e escreve sobre a alegria e as imprudências da literatura Pérez Galdós é um autor essencial da literatura espanhola contemporânea. Neste ensaio, baseado na análise dos seus romances, crónicas e peças de teatro, Mario Vargas Llosa cria um perfil completo, pessoal e perspicaz do escritor espanhol. Ninguém, a não ser o peruano laureado com o Prémio Nobel, é capaz de ler a obra de um criador com tanta perspicácia, liberdade e paixão. Como o próprio autor afirma na introdução de O Olhar Imóvel, «Galdós fez aquilo que Balzac, Dickens e Zola fizeram nas suas respetivas nações: contou a história e a realidade social do seu país». Com os seus Episodios nacionales, seguiu os seus passos, transformando a experiência vivida em material literário, disponibilizando ao público em geral uma versão serena, mas envolvente e bem escrita, com personagens notáveis e documentação sólida, de um século decisivo na história espanhola. Como o próprio Vargas Llosa escreve, «no século XIX e no início do século XX, não há nenhum dos seus compatriotas que tenha a dedicação, o engenho, o empenho e a desenvoltura literária de Pérez Galdós». «A execução sistemática da análise e a prosa ordenada de Vargas Llosa transformam estas páginas num manual de iniciação, num guia para compreender um autor ciclópico.» ABC «O que se depreende da leitura de O Olhar Imóvel, livro precioso e profundo, é a total dedicação de Vargas Llosa à literatura como vive por ela e para ela. Vargas Llosa é um leitor entusiasta e meticuloso, um ensaísta literário ameno e de grande pena, cuja obra ensaística está à altura dos seus melhores romances.» Zenda Libros «Os seus livros contêm a visão mais complexa, apaixonada e convincente do romance e do ofício de romancista; também transmitem o melhor estímulo que um romancista pode encontrar para escrever, um estímulo apenas comparável aos romances do próprio Vargas Llosa.» Javier Cercas, El País «Não abundam os grandes autores que consagraram uma parte do seu tempo a elucidar um universo literário alheio, e entre eles destaca-se com distinção Mario Vargas Llosa. Em todas essas abordagens, brilha o intérprete perspicaz que oferece o espetáculo de uma leitura travada corpo a corpo.» El País
Nº Páginas: 376
Sinopse:
Ellis Hock nunca acreditou que voltaria a África, à isolada aldeia em que fora tão feliz. Enquanto gere o seu antiquado negócio de pronto-a-vestir masculino, Ellis Hock sonha ainda com o seu paraíso africano e os quatro anos que passou no Malawi com o Corpo de Paz, interrompidos quando foi obrigado a regressar para tomar conta do negócio de família. No entanto, quando a mulher o deixa, privando-o da casa de família e da filha, e exigindo partilhas, Ellis Hock percebe que não tem lugar para onde possa ir, a não ser a remota região de Lower River, onde poderá reencontrar momentos felizes. Ao chegar à poeirenta aldeia, Hock descobre-a profundamente transformada: a escola que o próprio construíra é agora uma ruína; a igreja e a clínica desapareceram; e a pobreza e apatia instalaram-se nas pessoas, que se lembram dele - do estrangeiro que tinha medo de cobras - e que lhe dão as boas-vindas. Mas esta nova vida de Ellis Hock, este retorno, será uma evasão ou antes uma armadilha? Alternando memória e desejo, esperança e desespero, salvação e condenação, este é um emocionante regresso a um terreno sobre o qual ninguém escreveu com tanto brilhantismo como Theroux.
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 224
Sinopse: Talvez um dia, nos manuais e tratados de história da cultura e da literatura portuguesas, exista um espaço consagrado aos editores ou seja, aos que dedicaram a sua vida à vida dos livros e à sua relação com os autores. As suas memórias são raramente reunidas, mas, quando isso acontece, resultam num misterioso e fascinante encontro em que participam todos eles e se fazem revelações deliciosas que tanto divertem como comovem os amantes de livros. Em textos curtos, de fácil leitura (publicados anteriormente no semanário Expresso), Manuel Alberto Valente fala desses encontros com livros e autores como John Le Carré e Lobo Antunes, Milan Kundera e Paul Auster, José Saramago e Isabel Allende, Alona Kimchi ou Manuel Vilas, Pérez-Reverte e Svetlana Aleksievitch, Lídia Jorge e Luis Sepúlveda, Luísa Costa Gomes, Lygia Fagundes Telles e Erik Orsenna, Maria Velho da Costa, Mário Cláudio, Mário de Carvalho ou Javier Cercas. «A vida de um editor faz-se sempre desse duplo movimento: o luto por aqueles que partiram e a alegria por receber os novos, os que começam, carregados de sonhos que muitas vezes não se chegam a cumprir, ou que se cumprem já noutro lado, quando, por um qualquer (humano) desentendimento, as partes se separam e o autor escolhe outro catálogo para se acolher.»
Nº Páginas: 296
Sinopse:
São histórias reais de gente inventada e histórias inventadas de gente real, mulheres destemidas e homens combativos ¿ mas também capazes de momentos desprezíveis e de atitudes medrosas. Corajosos e malandros, mentirosos, que fazem pela vida. Gente de carne e osso que aprendeu a desconfiar e a sobreviver num país do solidó, sempre com aquela musiquinha em fundo, atrevida e monótona, divertida e medíocre. No país do solidó, estes retratos são instantâneos das vidas verdadeiras que não aparecem nos jornais nem na sociologia universitária, mas frequentam as redes sociais e as igrejas que ainda restam. Entre o conto e a crónica, trocando os nomes e avariando as grandes teorias sobre o funcionamento da pátria, J. Rentes de Carvalho não dá explicações sobre um mundo que não quer ser explicado — mas observa-o com humor, cumplicidade, atrevimento, uma compreensão que não pede distância mas proximidade. São personagens que não receberão medalhas no Dia de Portugal; mas compõem um dos melhores retratos de todos nós.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 288
Sinopse: O inglês Geoffrey Braithwaite - médico reformado e viúvo - atravessa o canal da Mancha e dirige-se a Rouen, a terra natal de Gustave Flaubert. A intenção é ver o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus livros. Mas o que é apenas uma viagem transforma-se, lentamente, numa lição maravilhosa e genial sobre o autor de Madame Bovary o seu talento indiscutível, mas também os seus defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos , sobre literatura, sobre o amor (entre Braithwaite e a mulher Helen, que morreu recentemente; entre Flaubert e Louise Colet), sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar. «Astuto, bastante espirituoso e muito inteligente: uma meditação elegante sobre os mistérios da Arte e da Vida.» Kirkus Review «Esplêndido híbrido de um romance, parte biografia, parte ficção, parte crítica literária o todo realizado com grande brio. É um grande divertimento literário.» The New York Times «Este é o livro que realmente fez o nome de Barnes uma mistura incrivelmente imaginativa de factos e invenções, a história inventada de um médico obcecado por Flaubert e um emaranhado de trechos da vida do grande escritor francês.» The Guardian «É um livro humano e generoso, cheio de sensibilidade e sagacidade, rico e pródigo em inventividade verbal. Um livro que Flaubert teria recusado escrever. Um livro que valeu a pena ser escrito.» The New York Times
Nº Páginas: 248
Sinopse:
Um romance magistral sobre literatura, talento, comboios, compotas de groselha, ursos, vestidos de mulher, George Sand, política, século xix, absurdo, morte, solidão, escritores, crítica literária - e beleza. O inglês Geoffrey Braithwaite - médico reformado e viúvo - atravessa o canal da Mancha e dirige-se a Rouen, a terra natal de Gustave Flaubert. A intenção é ver o papagaio embalsamado que serviu de modelo a Flaubert durante a escrita de um dos seus livros. Mas o que é apenas uma viagem transforma-se, lentamente, numa lição maravilhosa e genial sobre o autor de Madame Bovary - o seu talento indiscutível, mas também os seus defeitos, manias, tiques insuportáveis, vaidades e medos -, sobre literatura, sobre o amor (entre Braithwaite e a mulher Helen, que morreu recentemente; entre Flaubert e Louise Colet), sobre o que falha e o que não tem sentido na vida, sobre os segredos que a rodeiam e lhe dão sentido. Tudo para concluir que a vida verdadeira é a vida que vem nos livros. Porque é a única que se pode interrogar.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Neste livro, os temas são variados: da literatura portuguesa ou de uma frase de Borges à situação política em Angola, de uma navalha sul-africana à teoria dos sonhos e ao cabelo da sua filha, da lista de inspirações para a sua obra até à beleza da Ilha de Moçambique e à herança portuguesa no Brasil - sempre num registo literário que ultrapassa a fronteira do tempo e da sua contingência.
Edição: Mai 2023
Nº Páginas: 288
Sinopse: Escrito em grande parte durante o confinamento e a doença, e concluído após uma longa gestação, O Quarto do Bebé é um romance autoficcional em forma de diário íntimo.
Edição: Fev 2025
Nº Páginas: 240
Sinopse: Julião Sarmento, artista plástico de renome internacional, morreu em 2021. Helena Vasconcelos, escritora, crítica literária e dinamizadora de comunidades de leitura, foi a sua companheira durante mais de uma década, nos anos em que a obra de Sarmento conquistava espaço e celebridade em Portugal, e dava os primeiros passos além-fronteiras. Esse foi também o período em que o nosso país se libertava dos espartilhos da ditadura a todos os níveis. Com a liberalização dos costumes, do pensamento e do gosto, este período entre 1974 e o fim dos anos 1980 foi particularmente prolífico nas artes, na cultura urbana e boémia. Além de uma história de amor e de comunhão de interesses, O Que Está Para Vir é um relato muito pessoal de uma época que ficou para a história como A Idade da Prata, o título do álbum fotográfico de Mário Cabrita Gil um tempo de mudança, descoberta e exploração: as pessoas, a sexualidade, os locais noturnos, a moda, as exposições, a música, em suma, a vida a organizar-se em torno de comunidades alternativas à estrutura familiar burguesa. Este é um relato sobre essa época.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Em qualquer lugar do mundo, seja a navegar pelo Volga, a avaliar os efeitos do colonialismo francês na Argélia ou a procurar o Yeti (o abominável homem das neves) nos Himalaias, Chatwin, que morreu em 1989, transpira curiosidade natural e faro para a aventura. Do autor de Na Patagónia ou Canto Nómada, este livro é um mosaico de relatos de viagens, perfis, histórias semificcionais e fragmentos de mapas, rico em pequenas descobertas. Na Índia, Chatwin investiga o caso de um menino-lobo que sobreviveu anos a viver na floresta. Em Hong Kong conhece um geomante, que determina o melhor local para uma construção ou um leito conjugal. Há ainda peças sobre leilões de arte, nómadas, o Afeganistão, um guru do LSD da Califórnia que pensa ser o Salvador, a política na China antiga, e também encontros com o cineasta Werner Herzog, Nadejda Mandelstam, Indira Gandhi ou André Malraux - e com o seu pai.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
Os filósofos podem combater a estupidez e considerá-la um adversário - e até, pelo menos teoricamente, uma forma de inteligência. Para isso, podem descobri-la através da opinião, dos preconceitos, da arrogância, da superstição, da intolerância, do dogmatismo, do niilismo, etc. Isto pode esclarecer a natureza da estupidez e ajudar a combatê-la — mas o problema são os estúpidos. É essa a pergunta: e os estúpidos que encontramos no dia a dia, no emprego, nos transportes, na família, entre os nossos vizinhos, amigos e amantes? Os estúpidos são um problema delicado e muito mais importante do que a estupidez propriamente dita. A sua existência constitui um problema teórico e filosófico extremamente complexo. São obstinados, agressivos, oportunistas - e, às vezes, inteligentes. O que fazer deles? Com humor, ironia e recurso à filosofia, Maxime Rovere trata de explicar como resistir-lhes, como escutá-los, como o Estado os protege, como nos ameaçam - e porque é que eles preferem destruir a construir, por que motivo governam o mundo e ganham sempre.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Um dos livros essenciais do escritor Argentino, "O Relatório de Brodie" reúne 11 contos e foi publicado pela primeira vez em 1970. Precede-os um prólogo em que um narrador experiente justifica, em tom irónico, o seu estilo direto e realista na narrativa de histórias aparentemente simples, à semelhança do jovem Kipling. Bem diverso de "O Aleph", por exemplo, "O Relatório de Brodie" demostra uma evolução imprevista na estética de Borges, que se afasta dos enigmas e dos símbolos, e revela simplicidade, nudez e despojamento. O conto que dá título ao livro - e que foge ao forte pendor realista dos restantes contos - é inspirado na última viagem de Gulliver é a tradução e transcrição de um manuscrito de um missionário escocês, David Brodie, sobre a sua experiência numa região remota, habitada por homens-macacos que ele chama Yahoos.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Em janeiro de 1936, Estaline assistiu à apresentação da muito aclamada ópera de Shostakovitch, Lady Macbeth de Mtensk, no Teatro Bolshoi, em Moscovo. O compositor ficou muito perturbado com a intempestiva e prematura saída do líder do camarote, acompanhado pela sua comitiva. Dois dias depois aparecia no jornal Pravda uma crítica com o título "Chinfrim em vez de Música", escrita provavelmente pela pena do próprio Estaline. Diz Julian Barnes sobre o livro: "A colisão entre Arte e Poder - e o exemplo específico de Shostakovitch - é o coração do meu romance. Shostakovitch foi, durante meio século, o compositor mais celebrado da União Soviética, desde o sucesso mundial da sua Primeira Sinfonia, em 1926 (tinha ele 19 anos), até à sua morte, em 1975. No entanto, ele foi também o compositor que, na História da Música ocidental, foi mais perseguido, e durante mais tempo, pelo Estado e que sofreu pequenas e caprichosas interferências e ameaças de morte, passando por uma longa e constante coação e intimidação. Em muitas ocasiões, sob a ditadura estalinista, Shostakovitch temeu pela sua vida, com razão. […] "A História, assim como a biografia, irá desvanecer-se. Talvez um dia, fascismo e comunismo sejam apenas palavras num livro de texto. Nessa altura […], a sua música será apenas música." À medida quo o ruído do tempo diminui, é mais fácil ouvir melhor a música de Shostakovitch. O melhor sobrevive. Também é mais fácil ver o homem propriamente dito: complicado, cheio de conflitos e de princípios, que se condena, leal, teimoso, astuto, divertido, sarcástico e pessimista, cuja existência consistia inteiramente na sua música."
