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Nº Páginas: 216
Sinopse:
Um romance extraordinário, feminino (embora sobre homens), em torno de um matemático que encomendou a sua biografia antes de morrer. Jorge Rousinol é um matemático galego, que sempre defendeu o esquecimento como o melhor veículo para a tomada de decisões acertadas. No final da vida encomenda uma biografia sua a uma casa editora. Estranha decisão para quem nunca quis recordar. O biógrafo escolhido acaba por ser alguém com quem privara décadas antes e que se vê, ele próprio, enleado em memórias moribundas. É um romance em três tempos (o do passado do biografado, o do passado do biógrafo - e o do presente, que os une), que vê no arrependimento outra forma de se lidar com as recordações. Biógrafo e biografado conseguirão, em parte, o que pretendem: não se trata de esquecer, mas sim de escrever uma confissão. Uma escrita fantástica, inesperada, inovadora - de uma leveza surpreendente. Diálogos muito bem escritos, sensuais. Incursões pela magia dos números primos. Desenlace inesperado.
Nº Páginas: 560
Sinopse:
Paul Theroux regressa aos seus temas clássicos, e pela porta grande: o México, a terra de todas as aventuras e de todos os sonhos. Na cultura ocidental, o México é a terra da liberdade - foi o país procurado pelos foragidos e pelos aventureiros, pelos escritores europeus e americanos e pelos viajantes em busca de exotismo, pacificação e turbulência. Da fronteira com os EUA até ao limite das grandes montanhas a sul, o México é o mapa da literatura, do cinema, da música e do gosto de viver e de viajar. Paul Theroux percorre toda a extensão da fronteira EUA-México (onde encontra emigrantes em busca de conforto) e depois mergulha profundamente no interior, nas estradas secundárias de Chiapas e Oaxaca, vai a Monterrey e a Veracruz para descobrir um mundo fascinante escondido por detrás da brutalidade e da violência das manchetes dos jornais e das histórias dos cartéis da droga. No deserto de Sonora ou nas grandes pirâmides das civilizações maia ou tolteca, nas cidades modernas ou nas que conservam a beleza da arquitetura colonial, Theroux redescobre para todos nós um país grandioso e cheio de história, que fascina várias gerações: as mais velhas, que relembram a música, a literatura e o gosto pela história; as mais jovens, que não perderam o gosto pela liberdade e pela aventura.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Cloris Waldrip, uma texana de setenta e dois anos, é a única sobrevivente da queda de uma avioneta nas montanhas de Bitterroot, no Montana. É ela que conta a sua história. Enquanto luta para se manter viva no meio de uma natureza inacessível e implacável, Cloris receberá a ajuda de um homem, que foge de alguma coisa. Cloris conta a aventura já com noventa anos, e a forma como esta fez dela uma pessoa diferente. Numa segunda linha narrativa, a guarda-florestal Debra Lewis - uma mulher de trinta anos, solitária e alcoólica - acredita que Cloris terá sobrevivido ao acidente e insiste, contra tudo e contra todos, em procurá-la. A ela juntar-se-á o FBI - que procura o rasto de uma adolescente e do seu raptor - e um excêntrico profissional em buscas com a sua filha de dezoito anos.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
"Na Tua Face" é um dos últimos romances de Vergílio Ferreira, mas, não sendo o derradeiro, é o que talvez melhor resume o percurso (na vida e na obra) do autor. Como em muitas outros livros, em "Na Tua Face" é ficcionada a problemática existencial (o amor, a morte, a solidão, a evidência da beleza, a descoberta do eu e a definição do outro, a insuficiência da palavra e a incomunicabilidade humana, e a experiência da doença e da dissolução do corpo, a transcendência). Mas aqui a história do pintor (Daniel) é de certo modo a história da vocação frustrada de Vergílio Ferreira que ao longo da "Conta-corrente" foi repetindo: "Não preferi a minha arte. Calhou-me. Ou talvez seja essa a sorte de todas as preferências: escolhe-se sempre o que nos coube, ou seja o que se é. Mas a verdade é que, se na escolha se escolhesse, escolheria a pintura". Depois da edição dos inéditos "A Curva de uma Vida" e "Promessa", a Quetzal retoma a reedição das obras completas de Vergílio Ferreira.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Uma resposta contemporânea aos romances e às heroínas de Jane Austen. Helena Vasconcelos é uma profunda conhecedora da obra de Jane Austen e, neste seu primeiro romance, põe em contraponto o universo da escritora inglesa de oitocentos e o da heroína contemporânea, Ana Teresa DeWelt, jovem mulher do século XXI, que procura a felicidade, estudando incessantemente os seus indícios e ensinamentos, ainda que velados, na prosa austeniana. O papel das jovens adultas na sociedade do fim do século XVIII e início do século XIX (com os seus ritos, costumes, valores e preconceitos) não é certamente o mesmo nos dias de hoje. Muitas coisas mudaram nas sociedades e na maneira como valorizam, ou não, a mulher, mas nem tudo mudou. Este divertido romance, cujo título foi retirado de Sensibilidade e Bom Senso, é também uma sátira de costumes e cumpre a "agenda" dos livros de Austen: debaixo da aparência de normalidade e conformidade com as regras (também literárias), observa e critica com ironia e subtileza, os meandros da família, da amizade, do interesse material, do desejo e do amor.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 512
Sinopse: Numa fria noite de inverno no remoto e isolado fiorde Hvalfjörður, na Islândia, um vizinho vai a casa de uma família que não é vista há uma semana. Ninguém atende quando ele bate à porta. Quando consegue entrar à força pela porta das traseiras, depara-se com uma cena macabra e dantesca, confirmando os seus piores receios: a casa de família, arrumada, limpa e moderna, é agora o cenário de um crime horripilante. O detetive Týr e a patologista forense Idunn são chamados para investigar. Conforme o caso avança, são revelados segredos cada vez mais perturbadores sobre aquela família que tinha acabado de se fixar naquele lugar isolado depois de vender a sua empresa de IA por milhões de dólares. Juntamente com um jovem polícia, Karó, a equipa de investigação logo percebe que o caso os força a confrontar os seus próprios passados reprimidos, abrindo uma caixa de Pandora para crimes muito mais sombrios. Tudo isto enquanto se descobre que um membro da família assassinada está, afinal, desaparecido. A narrativa de Sigurðardóttir alterna capítulos entre o presente e acontecimentos do passado. Figuras sombrias espreitam nas tempestades de inverno, pegadas de gelo aparecem ao lado de portas trancadas e avisos rabiscados com sangue nas janelas sugerem a ação de forças ainda mais sinistras. «Sigurðardóttir continua a ser uma escritora tão confiante como sempre.» The Sunday Times «As longas e escuras noites da Islândia atingem o seu ápice de tensão nos thrillers atmosféricos de Sigurðardóttir.» Financial Times «É uma estrutura claustrofóbica, tensa e brutal que revela lentamente o verdadeiro horror.» Nordic Watchlist «Sigurðardóttir é sempre uma narradora elegante. Há tons gloriosos do realismo mágico que conhecemos do estilo das sagas. No estrangeiro é, naturalmente, coroada como rainha do Noir islandês.» Politiken
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Vasco Graça Moura conta-nos o naufrágio financeiro de um empresário, nas vésperas da Revolução do 25 de Abril (naufrágio de/um Portugal). Os nomes das personagens da família do protagonista, Manuel de Sousa Sepúlveda, coincidem com os nomes da família do infeliz navegador do século XVI, narrado na "História Trágico-Marítima". Neste romance, onde se conta a história de um homem que tenta "salvar o barco" da sua empresa, no contexto da "batalha naval nas águas da banca portuguesa" (num momento crucial da história nacional, o fim do fascismo e o período mais turbulento da Revolução de Abril), há sempre elementos simbólicos do próprio naufrágio nacional. Um livro polémico na altura em que foi publicado pela primeira vez, "Naufrágio de Sepúlveda" é uma obra fundamental e inesquecível.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade. "... a partir da segunda ou terceira sequência ficamos seguros de que a inclinação é fatal: vamos embater num limite, num muro, num enigma, na origem do mundo e no desastre final..." Imediatamente após a sua primeira edição, Nenhum Olhar teve um imenso impacto no meio literário português. Com unânimes elogios da crítica e uma entusiástica receção do público, foi mencionado nos principais prémios literários da época, tendo acabado por vencer o Prémio Literário José Saramago, em 2001, contribuindo assim para o próprio prestígio do galardão. Hoje, após mais de vinte edições em Portugal, traduzido para quase trinta idiomas, estudado em universidades de diversos continentes, Nenhum Olhar é reconhecido como uma das obras essenciais do início do século XXI português.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Sobre o mar azul até a um limite invisível – meus olhos cansados, esvaídos de horizonte. Encosto-me a um pau do toldo, tia Matilde e Dolores ao lado em cadeirinhas rasas, estarão rezando? olham silenciosas, encosto-me às grades brancas da prisão. Vejo-me lá em baixo, como poderia ver-me lá de baixo? Detesto as grandes frases, são do tempo da conquista e da mistificação. E todavia. Estou só e isto deve ser real – instintivamente olho atrás. Uma dor recurva no pescoço, no estômago. Como poderia ver-me lá de baixo? aqui, no intervalo infinito entre a vida e a morte?"
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: A memória como um território instável. A persistência dos laços quando já não há palavras que os possam descrever. Isabel, enfermeira, acompanha o declínio cognitivo da mãe enquanto é forçada a revisitar a sua própria história. A infância num bairro periférico, o trabalho precoce, a formação no hospital, o casamento falhado, a maternidade atravessada por tensões raciais e a figura ambígua de um pai ausente emergem como farrapos ainda vivos, nunca totalmente resolvidos. Cuidar torna-se um gesto ambivalente, simultaneamente técnico e afetivo, exercício de sobrevivência e de exaustão. A doença instala-se não apenas como condição clínica, mas como metáfora de uma herança coletiva feita de silêncios, violência normalizada e adaptação contínua. A memória materna que se desfaz convoca as estratégias de esquecimento que atravessaram gerações e um país, pondo em causa a ideia de progresso, de redenção e de linearidade do tempo. O fim deixa de significar apenas perda e passa a ser também um lugar de revelação. «Uma escrita adjetivada, às vezes extravagante, mas que cativa e prende a cada página.» Isabel Teixeira da Mota, JN «Filipa Martins domina com eficácia e beleza a língua e o léxico.» Sara Figueiredo Costa, Time Out «Filipa Martins não facilita, nem a si nem aos outros.» João Villalobos, LER
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 560
Sinopse: Oito novelas surpreendentes, cómicas, românticas, cheias de paixão e história, à beira da apoplexia e do riso, da comoção e da comédia. Camilo no seu melhor, como sempre. Entre 1875 e 1877 vinte e cinco anos depois de iniciar a sua carreira de romancista e em doze volumes, Camilo Castelo Branco publicou um conjunto de oito grandes novelas que marcaram definitivamente a literatura portuguesa. Entre elas estão Maria Moisés, A Viúva do Enforcado, O Cego de Landim ou A Morgada de Romariz, prodígios da arte ficcional da nossa língua e uma amostra do génio de Camilo o mais completo dos escritores daquele tempo. Nestas histórias, Camilo mostra que a virtude fere como um pecado e que o género humano é como é: vingativo, cruel quando pode, hipocondríaco, sardónico, desleal, acometido de inveja e sofrendo dos fígados. Camilo tratou esses temas e essas personagens com dignidade e sentido de humor, misturando romance e história, às vezes caindo no sentimentalismo para logo de seguida fugir dele a sete pés. Tudo nele foi ficção e não ficção. Do seu tempo, é o melhor guia: costumes, adultérios, heroísmo romântico, canalhice, amores que atravessam a morte e lhe sobrevivem tudo nele foi «camiliano». E genial, portanto.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Este livro começa por contar a história de um criado indiano em Washington, que adquire a cidadania americana, mas que sente já não fazer parte do grande fluxo da vida. Segue-se a história do caribenho de origem asiática em Londres: está perturbado, preso por homicídio, mas nunca saberá onde se encontra. A terceira e principal narrativa desloca-se para África, para um país ficcional parecido com o Uganda ou o Ruanda. As personagens centrais são dois ingleses, que no passado sentiam África como um continente libertador, que entretanto o deixara de ser. Em tempo de conflitos tribais, no meio de uma grande insegurança, os dois terão de empreender uma longa viagem.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
O nada, o tudo, o princípio e o fim do mundo, segundo Jorge Luis Borges. Algumas das melhores histórias do grande criador argentino. O Aleph é um livro icónico de Jorge Luis Borges reunindo dezoito narrativas; entre elas, talvez as mais elogiadas e repetidamente citadas, como "O imortal", "Os teólogos", "A escrita de Deus" ou "A espera", histórias que mostram as possibilidades expressivas da "estética da inteligência" do autor argentino, fundindo mentalidade matemática, profundidade metafísica e compreensão poética do mundo. Pelas suas páginas passam quebra-cabeças filosóficos, intrigas fantásticas ou policiais, além de personagens que ficam gravadas na memória como elementos do seu modo de manipular a realidade e as coisas da vida real. Em quase todas as histórias de Borges, elementos, pessoas e cenários prosaicos são vistos em contextos incomuns e com significados extraordinários, ao mesmo tempo que fenómenos misteriosos e metafísicos se revelam em ambientes quotidianos. Um dos mais vibrantes e obsessivos livros de Jorge Luis Borges.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Esgotado há muito, o grande romance histórico de Susan Sontag é uma história sobre um triângulo amoroso, a condição das mulheres, a arte, a política - e Nápoles no século XVIII. O "amante do vulcão" referido no título é Sir William Hamilton, diplomata, arqueólogo, vulcanólogo e antiquário britânico - um temperamento erudito e curioso que é também recordado como o marido complacente de Emma Hamilton, amante do Almirante Nelson, famoso pelas suas intervenções nas Guerras Napoleónicas e depois vitorioso na batalha de Trafalgar. A história decorre em Nápoles, onde, de 1764 até 1800, Sir William, conhecido como Cavaliere, foi o embaixador britânico no reino das Duas Sicílias. O romance é uma espécie de tríptico, dividido entre Hamilton, a sua esposa e Lord Nelson. No amor que irrompe entre Emma e Lord Nelson, o Cavaliere encontra outro daqueles fenómenos naturais da vulcanologia que ele só pode observar, nunca experimentar - Emma, cheia de alegria e uma certa vulgaridade, egoísmo, amor à vida, e crueldade; Nelson, uma fonte de mistério, herói militar e também um homem contraditório e um tirano impiedoso. O resultado, na visão de Sontag, só pode ser prodigioso. Um romance inesquecível.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
No deserto pode-se caminhar durante dias, semanas e até meses sem ver outra coisa além de areia; chega sempre o momento em que aparece um oásis maravilhoso que convida a parar e reabastecer. Repostas as forças no oásis, torna-se a empreender um caminho em que não é invulgar que o caminhante volte a impacientar-se. E assim até que, de repente, quando menos espera - quase quando desespera -, volta a aparecer outro oásis. Pois é isto precisamente o que o deserto ensina: caminhar pela terra e parar onde houver água, e assim um dia após outro até chegar o momento em que se descobre que não só se ama o oásis como também o próprio caminho: ama-se a areia, a dificuldade. Só nesse dia é que podemos definir-nos com justiça como "amigos do deserto".
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Neste romance mágico, sombrio e cómico, um grupo de mulheres habita um mundo permanentemente vigiado, onde há informadores que espreitam entre canteiros de flores e relatórios falsos sobre cada um dos seus movimentos. Também há conspirações, geralmente abundantes numa comunidade que normaliza a paranoia e a suspeita. Algumas das personagens tentam fugir da realidade - seja num misterioso bordel de jogos de azar, em casas que lembram antigos impérios labirínticos ou num emaranhado de túneis e galerias que existem no subsolo. Há quem procure refúgio em regiões onde as ervas medicinais chinesas e a sabedoria milenar podem confortar ou mudar a nossa vida, e quem procure aventuras de adultério, ilusão e entretenimento. Estas são as formas de amor do novo milénio: satíricas, trágicas, passageiras, duradouras, nebulosas e gratificantes, em cenários que tanto deixam perceber a fraude e a exploração dos outros, como são tingidos de sensibilidade, sexo, grandeza e desejo de aventura - num mundo sem Oriente nem Ocidente, onde somos apenas pessoas que precisam de sonhar.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Com "O Ano do Macaco" Patti Smith continua a publicar as suas memórias e a estabelecer laços profundos entre o rock e a literatura que nunca deixou de amar. É um grande momento. O ano do seu septuagésimo aniversário - e de itinerância entre concertos - começa com a chegada de Patti Smith ao motel Dream Inn em Santa Cruz, Califórnia. Nessa madrugada, em que ela transita livremente entre um sono leve e uma vigília povoada de sonhos, tudo parece dotado de vida e voz humanas: os objetos falam, os mortos falam e interpelam a mulher que, enrolada numa manta, deambula pela paisagem. Muitos serão os encontros e as perdas neste ano Chinês do Macaco e aqui, no terceiro livro de memórias de Patti Smith, haverá poesia, cafés, viagens à boleia, Bolaño, Pessoa e Lisboa; e a sua última estadia com Sam Shepard, amigo de toda a vida, para o ajudar a acabar o seu derradeiro livro ("Espião na Primeira Pessoa", publicado pela Quetzal em 2018). Em pano de fundo, o mundo da política agita-se numa eleição tóxica. Em primeiro plano, o desaparecimento de dois grandes amigos: além de Shepard, Sandy Pearlman. Em Epílogo, o início de 2020, o Ano do Rato, e da nova e estranha era em que agora vivemos.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Os morros do Rio de Janeiro estão a arder. Aproxima-se o dia em que a guerra descerá sobre os bairros ricos da cidade. Um antigo coronel do Ministério da Segurança de Estado de Angola, que trocou o seu país pelo Brasil, fugindo às armadilhas de um amor feroz e ao tormento da memória, prepara esse dia. Um jornalista mergulha no incêndio dos morros cariocas em busca de respostas a perguntas que poucos se atrevem a colocar. Tudo isto acontece agora. Zumbi, o mítico herói do Quilombo de Palmares, voltou para tomar o Rio.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Sendo um livro de ensaios biográficos, "O Apelo da Tribo" é, ao mesmo tempo, uma história intelectual e política do Prémio Nobel da Literatura: do percurso que partiu de uma juventude impregnada de marxismo e existencialismo sartriano, acabou na maturidade liberal e passou pela revalorização da democracia, ajudado por autores como Orwell, Camus ou Koestler. Neste livro, os autores que são objeto de estudo são os filósofos e pensadores que leu exaustivamente, que moldaram a sua visão do mundo e os valores que crê deverem reger as sociedades contemporâneas: Adam Smith, José Ortega y Gasset, Friedrich August von Hayek, Sir Karl Popper, Raymond Aron, Sir Isaiah Berlin e Jean-François Revel.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
""O Caminho Fica Longe" foi o primeiro romance de Vergílio Ferreira, escrito em 1939 e publicado em 1943. Juntamente com "Onde Tudo Foi Morrendo" e "Vagão J", integra a trilogia neorrealista que inaugura a obra romanesca de Vergílio Ferreira. Esta edição, que aqui se publica, inclui as alterações que Vergílio Ferreira introduziu sobre a primeira edição, de resto apreendida pela censura." Da Apresentação de Helder Godinho
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam "O Caminho Imperfeito" e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Quando chega a Olhão, numa tarde de sábado de 1936, Boris Skossyreff está sensivelmente a meio do seu turbulento e invulgar percurso: apátrida e falso aristocrata, já deixou para trás países, a espionagem, uma mulher legítima, uma amante e o trono de Andorra. Vem à procura de barco que o transporte até Marrocos. Vicissitudes várias levá-lo-ão, em vez disso, a Marselha, de volta a Portugal, à Guerra Civil de Espanha, a França, às hostes nazis, à prisão de Koblenz- -Metternich na Alemanha e a um gulag na Sibéria. Um romance picaresco e pós-moderno, em que a História da Europa do século xx se entretece com a saborosa petite histoire, conferindo às personagens ignoradas pela grande História o estatuto de protagonistas. Embora centrado na figura do russo Boris Skossyreff, O Centro do Mundo é também uma declaração de amor à cidade branca e cubista que seduziu Raul Brandão, por "pescadores comunistas e alegres" habitada, "onde o sentimento da igualdade é como em nenhum outro lugar".
Nº Páginas: 336
Sinopse:
O Céu que nos Protege é o grande romance de Paul Bowles. Foi escrito em grande parte no deserto, onde a ação se desenrola. Publicado em 1954, nele, como em toda a ficção de Bowles, reflete-se sobre o absurdo do mundo moderno, onde a crueza, a corrupção e a irrupção do desejo surge a par da inocência de quem não compreende nem julga. Kit e Port são um casal que percorre o Sahara: à medida que se adentram no deserto, arriscam-se continuamente e atraiçoam-se até a um ponto de não retorno, até à loucura ou à morte. Aqui, como em outras obras de Bowles, não há culpados; há uma hierarquia de valores, uma explicação do humano. Os escritos de Bowles têm operado uma enorme sedução sobre várias décadas de leitores. Gore Vidal considerou-o um dos expoentes da ficção americana.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
Um velho encenador evoca as grandes personagens - quase todas trágicas - que o marcaram dentro e fora de cena, sobre as tábuas do teatro ou no vasto palco da vida. À medida que desfia enredos e fisionomias, e recupera cenários reais ou efabulados, mantém um diálogo (às vezes agreste) com a sua própria memória - interlocutora fundamental para a recuperação desse passado, mas nem sempre fiável. Na estreia ficcional de Álvaro Laborinho Lúcio, a itinerância intelectual, a mobilidade geográfica e social, a diversidade de tipos humanos retratados e a total disponibilidade para melhor os conhecer e compreender derivam certamente do riquíssimo percurso pessoal e profissional do autor: foi juiz, procurador da República, procurador delegado do PGR, inspector do Ministério Público, ministro da Justiça, deputado à Assembleia da República, além de figura tutelar de organizações humanitárias e de cidadania. Sempre ligado à Justiça, operando num sector da vida pública em que a garantia dos direitos de uns passa pela supressão dos direitos de outros, Laborinho Lúcio presta aqui homenagem aos proscritos e esquecidos da sociedade, e restitui-lhes a estatura humana que lhe é devida.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Phoebe vive obcecada com a memória e a morte da irmã, Faith, uma bonita e idealista hippie morta em Itália em 1970. Para descobrir a verdade sobre a vida e a morte desta, Phoebe refaz, passo a passo, a viagem que antecedeu o trágico e misterioso fim de Faith, partindo de São Francisco e percorrendo toda a Europa - demanda que irá produzir revelações complexas e perturbantes sobre a família, o amor e uma geração perdida. Com o drama político e as tensões familiares como pano de fundo, este Circo Invisível é também uma viagem iniciática, a busca pela verdade de uma série de acontecimentos passados que é também a busca do indivíduo, no início da idade adulta, pelo sentido da sua própria existência. Do declínio da revolução hippie na América, ao calor da revolução estudantil na Europa, passando pelos movimentos radicais de esquerda da Alemanha, este envolvente primeiro romance de Jennifer Egan é um portentoso exemplo da sua invulgar mestria em criar suspense, personagens de grande profundidade e diversíssimos matizes de emoção.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Mike Hoolihan, uma mulher polícia de uma cidade americana, depara-se com a morte suspeita da jovem Jennifer Rockwell. Mike conhecera-a: era muito bela, inteligente, amorável, gregária, uma criatura extraordi-nariamente adorada por toda a comunidade. Encontrá- -la morta em casa, com um tiro na cabeça, foi um choque tremendo, e maior ainda foi a perplexidade quando todos os indícios apontaram para o suicídio. Até mesmo o facto suspeito de terem sido disparados não um mas três tiros pôde ser rapidamente explicado. Quando Mike se preparava para dar o caso por encerrado, o pai de Jennifer, antigo polícia e chefe de Mike, pede que esta olhe para o caso uma segunda vez. Tom Rockwell fora o amigo que a ajudara a reabilitar-se de um hábito alcoólico quase fatal - e não iria descansar enquanto não encontrasse uma explicação satisfatória. Porém, à medida que Mike vai investigando e sabendo mais sobre Jennifer Rockwell, a possibilidade de encontrar uma motivação linear vai-se tornando cada vez mais remota, e a verdade por trás daquela morte voluntária é cada vez mais perturbadora. Ao invés dos livros que o precederam (e que, no geral, fomentam o distanciamento crítico do leitor), este romance de Martin Amis promove a proximidade e a empatia com a sua narradora e protagonista, faz com que o leitor sinta e sofra com ela, enquanto a narrativa segue a receita clássica de uma boa história americana de detetives.
Edição: Set 2023
Nº Páginas: 816
Sinopse: Este é o grande tratado sobre a depressão, numa leitura acessível a todos os leitores. E, ao mesmo tempo, é o relato pessoal da batalha do autor contra a depressão crónica, uma ameaça letal para mulheres e homens de hoje.
Nº Páginas: 440
Sinopse:
A história de um jovem indiano do Caribe que chega a uma Inglaterra pós-imperial e do caminho que este trilha na descoberta de si enquanto escritor. É a história de uma particularíssima viagem, também interior, da colónia britânica de Trinidad às regiões rurais da velha Inglaterra, de um estado de espírito para outro, tecida com uma notável inventividade que cria um romance rico e completo. O romance mais autobiográfico do Prémio Nobel da Literatura.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
"As almas gémeas não são as que se talham no Céu. Mas as que se esculpem uma à outra em alguma parte dos seus abismos." Lisboa é a cidade onde ninguém dorme. Nem o narrador desta história surreal. A sua janela dá para a fachada de um edifício de apartamentos de cujos habitantes imagina a vida sexual (até se apaixonar por uma vizinha). Porém, quando começa a investigar a vida real dessas pessoas - e dessas mulheres -, percebe que a sua imaginação é demasiado pobre em comparação com a realidade; na "cidade que não dorme" o desejo confunde-se com a perdição, o delírio com a abjeção, e não há fronteiras entre sexos nem entre pessoas. Um romance erótico - e pornográfico, brutal, perigoso e inclassificável, onde reconhecemos parte da cidade e dos seus habitantes. Todos os lugares são reais; as personagens, às vezes - mas só às vezes -, são inventadas.
