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Nº Páginas: 160
Sinopse:
Andrew Solomon, conhecido dos leitores portugueses através dos livros O Demónio da Depressão e Longe da Árvore, reúne neste volume uma série de textos sobre o suicídio, analisado sempre a partir de uma história pessoal ou de um caso concreto: quer do círculo mais íntimo do autor, como, por exemplo, o inesperado suicídio do exuberante amigo Terry, ou o suicídio assistido da mãe; quer de figuras públicas, como os de Anthony Bourdain ou Robin Williams, ou até os de celebridades literárias, como David Foster Wallace ou Sylvia Plath. Um Crime da Solidão reflete sobre o suicídio, as suas causas e circunstâncias (solidão, depressão), o efeito de imitação, os aspetos facilitadores (como o fácil acesso a armas) e a incompreensível incidência em pessoas aparentemente realizadas e bem-sucedidas. São nove magníficos textos, na prosa sempre inteligente e cativante de Andrew Solomon.
Edição: Jan 2025
Nº Páginas: 208
Sinopse: Um escritor parte para Goa à procura de uma lenda o comandante Maciel, de seu verdadeiro nome Plácido Afonso Domingo, antigo comandante de guerrilhas, em Angola, ou, segundo outras versões, um agente infiltrado da polícia política portuguesa. O que encontra é uma lenda maior, e muitíssimo mais fascinante. Um Estranho em Goa é o roteiro de um território antiquíssimo, onde a realidade e a magia se passeiam de mãos dadas. «O Diabo nunca anda muito longe do Paraíso» lembra uma das personagens. Neste maravilhoso romance que é, também, uma biografia do Diabo , ele pode estar em toda a parte. O que une, afinal, um traficante de relíquias religiosas, uma bela e misteriosa historiadora de arte, especializada na recuperação de livros antigos, e um sedutor empresário neopagão? E quem é Plácido Domingo? «Tal como o escritor português Fernando Pessoa e o argentino Jorge Luis Borges, o escritor luso-angolano José Eduardo Agualusa é um malandro literário que deslumbra com as suas criações ficcionais artificiais. Agualusa é um mestre na estrutura de géneros variados e diverte-se muito ao passar do romance de espionagem à narrativa pastoral ou à reflexão interior porque o seu coração está profundamente comprometido com as suas personagens, e a história de cada indivíduo fica gravada no leitor para nos fazer reconsiderar a nossa capacidade de empatia e compreensão.» Minneapolis Star Tribune «Um mestre contador de histórias. É uma homenagem à narrativa de Agualusa que a redenção agridoce encontrada pelas suas personagens pareça autêntica; ele e elas mereceram-na.» Washington Review of Books «Cada página está repleta de imaginação.» The Irish Independent «Engenhoso, consistentemente tenso e espirituoso.» The Times Literary Supplement «Uma obra de feroz originalidade.» The Independent
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Na remota comunidade ártica de Inussuk, no final de cada verão, são cavadas sete sepulturas antes que o solo congele. À medida que o inverno se aproxima, a questão que se coloca é se serão em número suficiente. Neste primeiro livro de uma série que tem a Gronelândia como cenário, aparece a figura de David Maratse, um polícia prematuramente reformado que pretende levar uma vida calma, caçando e pescando, observando as baleias e os icebergs que se deslocam lentamente pelo fiorde. Mas quando, durante a pesca, encontra o corpo da filha desaparecida da primeira-ministra Nivi Winther, torna-se o principal suspeito e, em simultâneo, o investigador do homicídio mais célebre da Gronelândia.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
Uma história de coragem, de independência – e um emblema da luta pela dignidade humana. Um dia, Tucker Caliban, descendente de um lendário escravo rebelde, abandona simplesmente as suas terras – não sem antes salgar os campos, abater o cavalo e a vaca e incendiar a própria casa. Parte para o Norte, com a mulher grávida e o filho pequeno, dando, com este gesto, origem a um inesperado êxodo de toda a população negra do estado. Este episódio de desobediência não violenta – que decorre num estado segregado (ficcional) do Sul dos Estados Unidos no fim dos anos 50 – é contado pelas testemunhas brancas, totalmente estupefactas e impotentes. A trama constrói-se em torno da história dos Willsons, um clã de proprietários de escravos no passado, cujo último herdeiro, David Willson, vendeu uma parcela da antiga plantação ao criado, Tucker Caliban: ou seja, as terras em que os pais e avós deste viveram em escravidão.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Ao longo de uma obra já volumosa e densa, reunindo ensaio, crónica e poesia, José Tolentino Mendonça escreveu fragmentos notáveis e memoráveis - acerca da presença de Deus, do amor, da solidão e da sua necessidade, dos cinco sentidos, da travessia do deserto, do tempo e da lentidão, mas também sobre a beleza que dá sentido às coisas, e que é nosso dever procurar todos os dias. Este livro transcreve alguns desses fragmentos, transformados em aforismos, ensinamentos para o dia a dia, perguntas que nos devem inquietar ou levar a escolher um caminho, bem como exemplos dessa procura permanente da beleza e da felicidade. Uma escrita que oscila entre o poético e o confessional, dirigindo-se diretamente a cada leitor, a cada um de nós, e que busca um caminho ou a luz perdida da comunhão com o infinito.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
O brilhante Bix Bouton, criador da milionária Mandala, uma empresa tecnológica, desenvolveu o programa «Sê Dono/a do teu Inconsciente», que permite o acesso de cada um a todas as suas memórias e às dos outros - ou a uma memória coletiva. A adesão a esta «rede» é grande, mas há detratores. Em narrativas interligadas, em diferentes estilos e registos, mostra-se o impacto desta tecnologia nas personagens cujos caminhos se cruzam ao longo de várias décadas. Vamos rever figuras de "A Visita do Brutamontes", como a cleptomaníaca Sasha (que, entretanto, devolveu tudo o que tinha roubado e se transformou numa artista), ou o empresário Lou Kline e o seu antigo protégé Benny Salazar, cujo filho, Chris, agora adulto, se encontra no lado oposto da barricada da Mandala; mas vamos conhecer muitas outras (as descendentes do livro inaugural). Uma Casa Feita de Doces proporciona uma leitura pop, tecnológica, musical, lúdica, estonteante, inteligente e imaginativa.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
"Então, fechei os olhos com força e fixei-me no que via. Esta era uma das coisas que fazia desde pequeno, que tinha descoberto por acaso e que imaginava ser eu a única pessoa a fazer no mundo. Fechava os olhos e via. Via o que se vê com os olhos fechados (...) Isto é o que se vê quando fechados os olhos e continuamos a ver: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. E não se consegue olhar fixamente nem para o negro nem para a luz. Os pontos ou as linhas ou as figuras de luz fogem da atenção. O negro é tão absoluto, tão profundo, tão infinito que o olhar avança por ele sem encontrar um lugar onde possa deter-se. Mas, naquela noite, comecei a distinguir algo dentro desse negro."
Nº Páginas: 768
Sinopse:
"Uma Casa para Mr. Biswas" é um dos primeiros e mais importantes trabalhos de ficção de V.S. Naipaul e o romance que mais fez pelo conhecimento geral da sua obra. Nascido no lado errado da vida e atirado para o mundo que o acolheu com pouco mais do que um mau presságio, Mohum Biswas passou 46 anos da sua vida a lutar por ser independente. Mas a determinação e o esforço apenas levaram à calamidade. Arremessado de um lado para o outro após o afogamento do pai (pelo qual foi inadvertidamente responsável), Biswas anseia por um lugar a que possa chamar a sua casa. Entrave a este desígnio é também a família da mulher que o mantém numa relação de dependência. Mas contra isso também Biwas irá desdobrar-se em trabalhos, lutando arduamente pela compra de uma casa própria - o símbolo da sua autonomia. Comovente e cómico, "Uma Casa para Mr. Biswas" tem sido aclamado um dos melhores romances do século XX - em que, através da demanda de um homem, se evoca maravilhosamente o triunfo da resistência, persistência e dignidade num mundo pós-colonial.
Edição: Ago 2025
Nº Páginas: 704
Sinopse: Uma Casa para Mr. Biswas é um dos primeiros e mais importantes trabalhos de ficção de V.S. Naipaul e o romance que mais fez pelo conhecimento geral da sua obra. Nascido no lado errado da vida e atirado para o mundo que o acolheu com pouco mais do que um mau presságio, Mohum Biswas passou 46 anos da sua vida a lutar por ser independente. Mas a determinação e o esforço apenas levaram à calamidade. Arremessado de um lado para o outro após o afogamento do pai (pelo qual foi inadvertidamente responsável), Biswas anseia por um lugar a que possa chamar a sua casa. Entrave a este desígnio é também a família da mulher que o mantém numa relação de dependência. Mas contra isso também Biwas irá desdobrar-se em trabalhos, lutando arduamente pela compra de uma casa própria - o símbolo da sua autonomia. Comovente e cómico, Uma Casa para Mr. Biswas tem sido aclamado um dos melhores romances do século XX - em que, através da demanda de um homem, se evoca maravilhosamente o triunfo da resistência, persistência e dignidade num mundo pós-colonial. Com introdução de Teju Cole.
Nº Páginas: 408
Sinopse:
Um romance monumental, enciclopédico, no âmago do turbilhão da História. Um homem dedica a sua vida à obsessiva coleção de objetos bélicos - espingardas, submarinos, tanques, zagaias, armas de todas as épocas - para o grande e grotesco museu de guerra, que, sob o mesmo teto, albergará a morte e o mal até que tudo, no exterior, se tenha pacificado. Após a morte deste homem, durante um violento fogo no museu, Luisa Brooks será incumbida de dar continuidade ao projeto, completando-o. Ela é filha de mãe judia, de pai negro e, como tal, produto de uma longa linhagem de exílio e de escravatura. Também ela ficará obcecada por este projeto. Um romance monumental, enciclopédico, no âmago do turbilhão da História.
Nº Páginas: 456
Sinopse:
Celebrizado pela sua obra de ficção, David Foster Wallace foi também um excecional ensaísta e repórter. Alguns dos seus artigos mais conhecidos deram-lhe um reconhecimento transversal e captaram o interesse de muitos leitores para este escritor original que estava tão à vontade a falar da ficção pós-moderna norte-americana como a relatar a sua experiência num cruzeiro. Graças ao talento do seu autor, peças como a de Roger Federer, a do Festival da Lagosta do Main ou a da indústria pornográfica norte-americana transcenderam os limites das publicações em que apareceram pela primeira vez e, atualmente, fazem parte dos textos canónicos sem os quais não se pode entender a dimensão do génio de Foster Wallace.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
O mundo em redor de Lisboa, a Margem Sul, as famílias dos bairros suburbanos, as personagens que encontramos todos os dias - e que escondem os seus dramas, revelados neste livro. Para compor o mosaico das suas personagens, Bruno Vieira Amaral não recorre à literatura e à sua solenidade, mas aos bairros onde viveu e que fazem já parte do universo dos seus romances, As Primeiras Coisas e Hoje Estarás Comigo no Paraíso. São pessoas perdidas, com vidas amargas que raramente aparecem nas páginas dos jornais a não ser para ocuparem espaço nas secções de crime ou das tragédias familiares: mulheres e homens que conhecem a pobreza, os transportes suburbanos, os sonhos que nunca se realizam, as famílias desfeitas, os amores impossíveis - e os desejos sem nome. Há as mulheres desprezadas por maridos cruéis ou apenas distraídos, as avós guerreiras, os suicidas previsíveis, os pobres que resistem às adversidades, os adolescentes negros dos bairros da Margem Sul, prostitutas, doentes sem companhia. E uma ironia que festeja a salvação iminente, o espírito de combate, a luz do dia.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
O inesperado diagnóstico de cancro do pulmão, aos trinta e um anos, durante a pandemia e numa idade em que os seus pares começam famílias e compram casa, obrigou Lara da Rocha Vaz Pato a confrontar-se com as reações de amigos e família, com a perda de cabelo, os tratamentos ou o apoio psicológico e, acima de tudo, com o medo da morte. Pelo meio, fala da pressão de estudar em Portugal durante a crise dos anos 2000, sobre viver no estrangeiro e sobre as exigências que sentiu no mercado tecnológico como jovem adulta. Com a chegada da doença, as suas histórias e recordações falam de ser feliz e de ver o lado belo da vida, mesmo no meio de tanta má fortuna. Os temas pesados e desconfortáveis não se evitam, mas tornam-se mais fáceis de digerir pela verdade do tom e pelo humor. Um livro que não se esquece. Desassombrada, Lara mostra-nos como lidou com os altos e baixos que a vida lhe trouxe, desde pequenos episódios da sua intimidade a temas como o cancro e a morte, a competição entre mulheres no trabalho, as relações amorosas ou as recordações da infância e da família.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
A resistência aos turbilhões sentimentais, a vitória da vida sobre o tempo que nos devora. Maria Laura é senhora desde que nasceu. Oriunda de uma família antiga e latifundiária, nunca trabalhou um dia na vida. Casa-se, tem filhos, gere um país próprio - o apartamento onde mora numa zona rica de Lisboa. Cuida de vivos e mortos com uma devoção cristã. Depois, enlouquece de medo e de rancor perante todas as mudanças que vêm com a Revolução de Abril de 1974. Esta é a vida de Maria Laura, da sua insignificância e das suas memórias familiares, mas também é a história de um amor proibido, filho do marido, a da obsessão em cumprir regras que nunca discutiu, a da demência que é a antecâmara da morte - e a resistência aos turbilhões sentimentais, a vitória da vida sobre o tempo que nos devora. Esta é também uma história romântica, violenta e voluptuosa da vida dos seus pais e filhos, extensões naturais dos braços tentaculares da Senhora. E uma narrativa natural, intimista e sexual do século xx: uma família que vive com o poder e a glória - e que tudo perde com o 25 de Abril.
Nº Páginas: 168
Sinopse:
Ao cuidar da sua coleção de porcelanas de Meissen, Kaspar Utz encontrou um refúgio contra as adversidades do século XX. E apesar das restrições sentidas na Checoslováquia durante a Guerra Fria, Utz afirma a sua individualidade nesta devoção às preciosas peças. Autorizado a sair do país uma vez por ano, Utz considera repetidamente a possibilidade de desertar. Porém, não podendo levar consigo as porcelanas, refém do regime e da coleção de Meissen, regressa sempre a casa - um microcosmo povoado de pequenas e frágeis figuras, que constituem para o seu proprietário um mundo mais real do que o próprio mundo.
Edição: Jun 2022
Nº Páginas: 200
Sinopse: A história da Vespa está marcada pelo cosmopolitismo, pela inovação do design e por uma cultura romântica e urbana que preenchem 70 anos de vida de um ícone sem fronteiras.
Nº Páginas: 504
Sinopse:
Entre a imensa e majestosa solidão do Saara e a tranquilidade doméstica da sua ilha tropical no Ceilão - propriedade extravagante e selvagem que manteve durante alguns anos na costa de Weligama -, Paul Bowles percorreu incessantemente os caminhos do globo terrestre. Uma curiosidade inesgotável por todas as paisagens humanas e a atração por dois tipos antitéticos de paisagem geográfica, o deserto e a floresta tropical, alimentaram um fluxo constante de viagens, em que Bowles alternou a deslocação com a permanência em todos esses lugares que quis conhecer e onde escolheu viver por períodos maiores ou menores. Paul Bowles é um dos grande viajantes eruditos do século XX e o seu legado - musical e literário - sedimenta, em toda a sua originalidade, sofisticação e versatilidade, o património cultural universal."Viagens", livro inédito e o primeiro de uma série que a Quetzal dedica a Paul Bowles, reúne relatos das suas aventurosas deambulações pela Europa, África, América Central e Ásia.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Foi ver jogos de futebol. Mas fala de tudo o resto. Rui Miguel Tovar é um dos jornalistas portugueses que mais jogos internacionais de futebol viu fora do país. Neste livro, fala de jogos no Qatar, na Argentina, Paraguai, Itália (aliás, na Sicília, na mítica aldeia de Corleone), Espanha, China, Tailândia, Maldivas, Vietname, Chile, etc., etc. Muitas vezes não são jogos de primeira ordem, mas de escalões secundários e até de campeonatos amadores - o que o faz recordar o seu pai, que o levava todos os domingos a ver jogos pela província. A particularidade destas viagens de RMT é que ele não escreve sobre futebol — mas de tudo à volta dos jogos, exceto de bola: as cidades, a comida, as pessoas, a história de uma região, o modo como se chega a certa aldeia chinesa ou a uma partida de futebol de praia na Tailândia, como se comportam os fãs de um clube argentino, o ator de Holywood que é fã do San Lorenzo (o clube do Papa), as mulheres que assistem - às escondidas - a um jogo no Qatar, etc. Mostra os ambientes e os cenários, dá a ver um filme inacabado: o de como seria o mundo se ao domingo viajássemos para ver um jogo de futebol amador.
Edição: Fev 2024
Nº Páginas: 232
Sinopse: tudo começa com um diálogo insólito, e já um pouco alcoolizado, do qual resulta a geminação de duas cidades. uma em frança; outra em portugal ¿ compiègne e guimarães. com ela, aparecem também personagens que completam a ligação entre esses dois mundos que, antigamente, conheciam os trânsitos da emigração e da pobreza: todas elas vivem em redor de amália(portuguesa, que canta fados em ré e tem o apelido rodrigues)e de cédric(francês, que trabalha na morgue local). entre amália e cédric nasce um amor cheio de coincidências e dificuldades: nasceram no mesmo dia e no mesmo ano. apesar de ela ter nascido em guimarães(cidade de indústria e comércio no coração do minho)e ele em compiègne, partilham as mesmas perplexidades, a mesma busca por uma identidade e a mesma sede de amor, entrando em conflito com o passado e com o presente. o confronto é por vezes burlesco, por vezes enternecedor, mas também trágico, sombrio e multicolorido. São o humor e a graça que determinam como é a vida ¿ e se pode escapar à lei da morte.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
Ao longo de pouco mais de uma década (1985-1996), Maria Filomena Mónica escreveu sobre as mudanças que se verificavam em Portugal - e deixou perguntas sobre elas. Sobre a vida moderna dos portugueses e do Estado, a política e a sexualidade, a burocracia e a universidade, as escolas públicas e as televisões privadas, a polícia e os partidos, as cirurgias estéticas e a televisão por cabo, os heterónimos de Marcelo Rebelo de Sousa e a força da inveja no nosso país, a importância do Natal e a banalização da cirurgia estética. São textos que deixaram marca na época - e que continuam a ser uma referência quando procu-ramos um retrato desses anos fatais da nossa memória. Vida Moderna foi escrito na primeira pessoa. A socióloga nunca desaparece e a mulher estrangeirada, culta e minuciosa nunca desiste de fazer o seu retrato de quem nós somos, do que nos falta ser e daquilo que mudou na sua vida - e na vida moderna.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
O que esconde e o que revela um velho lençol puído sobre a intimidade de uma mulher? Como se prova a inocência quando um álibi incrimina? O que significa a morte na vida de um carrasco, e o que significa a vida no dia da sua morte? Para onde rolam as bicicletas e caminha a história das duas operárias? O que leva um homem a deixar a sua casa, noite após noite, para dormir na rua? Estas são algumas questões propostas pelas histórias de "Vidadupla": um extraordinário mosaico - poético e operático -, em que as figuras se desdobram de pessoas comuns em fantasiosas personagens (e vice-versa), que cumprem um singular destino através do papel que lhes coube no circo da vida.
Edição: Out 2023
Nº Páginas: 256
Sinopse: uma biografia fundamental para compreender a história recente de angola. a tenacidade, a bravura e a alegria de uma das grandes figuras de áfrica. esta é a história de um homem cujo nome, chivukuvuku, significa bravura. um homem casado com uma mulher chamada victória, e com três filhos: pedro, mário e celma. um homem nascido a 11 de novembro(data da independência de angola), e que dedicou toda a sua vida ao combate pela democratizacão do seu país. abel epalanga chivukuvuku sobreviveu a duas quedas de avião durante a guerra civil, a um atentado e a uma terrível tentativa de linchamento, sem jamais perder a alegria pela vida e a capacidade de perdoar, de escutar o outro, de dialogar. a sua história é também a história de angola, olhada a partir do bailundo, no coracão da nacão ovimbundo.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Ter estado vivo é imprescindível para ser objeto de um obituário. Morrer é só o momento em que a história de uma pessoa acaba e recomeça para ser contada. Prefácio de Miguel Esteves Cardoso. Um obituário é o resumo de uma vida que merece ser contada. Isso acontece com o último chefe da máfia italiana Matteo Messina Denaro, a dançarina Chita Rivera, a ativista dos direitos das aves Karen Davis, a psicóloga Isca Wittenberg, o historiador José Mattoso, os atores Robert Redford, Brigitte Bardot ou Diane Keaton, o discreto filósofo Paulo Tunhas, o inclassificável Luis Fernando Verissimo, a insolente Rita Lee, os escritores Martin Amis e Mario Vargas Llosa, André Jordan («o pai do turismo em Portugal»), as musas Jane Birkin e Astrud Gilberto, o realizador António-Pedro Vasconcelos, os poetas Nuno Júdice e Adília Lopes, Mary Quant (que popularizou a minissaia), a pioneira economista Teodora Cardoso, entre muitos outros. Todos eles têm em comum não serem personagens de ficção, mas pessoas de carne e osso que tiveram vidas que merecem ser publicadas numa página de jornal. Algumas tiveram vidas breves, outras foram más pessoas, outras influenciaram os acontecimentos no mundo, outras dedicaram a sua vida aos outros. Foram «Vidas Perfeitas», nome da coluna de obituários do semanário Expresso, que Carla Quevedo agora transforma em livro.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
"Este livro nasceu do sentimento de que, no contrato que estabelecemos com o Estado, somos nós, cidadãos, quem geralmente perde." Nestas páginas, Maria Filomena Mónica visita os lugares do poder, onde ele se exerce ou exibe - no Parlamento, nos tribunais, nas reuniões camarárias, nos congressos dos partidos, nas repartições ou na Igreja Católica. Vai como uma repórter, captando as palavras dos políticos e dos burocratas, mas também o de pessoas comuns que enfrentam o poder demolidor do Estado e das instituições que deviam servir os cidadãos e que, pelo contrário, são monstros inamovíveis. Complicam a nossa vida, isolam-se, tornam-se demasiado poderosos e, ao mesmo tempo, ridículos e enfadonhos, como acontece com os políticos: "Tão enfadonhos que cheguei a suspeitar que os seus discursos constituíam uma estratégia deliberada para adormecer o país, a fim de poderem atuar à vontade." A reedição deste livro prova a sua imensa atualidade.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Este livro funciona como um instrumento para repensar a nossa vida em tempos de crise do pós covid-19. Não se detém na análise da pandemia, nem se lamenta pela situação que atravessamos. Pelo contrário, olha em frente: convocando disciplinas como a neurociência ou a psicologia, mas também a obra de filósofos que se preocuparam em desenvolver o conceito de «alegria e serenidade apesar da adversidade» (de Buda a Montaigne, de Lucrécio a Nietzsche, passando pelo seu grande mestre, Espinosa), Frédéric Lenoir, o autor de O Milagre Espinosa, mostra como esta crise é uma oportunidade para mudar a visão de nós mesmos e de melhor nos relacionarmos com os outros e com o mundo em redor.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Paolo é um dos raros humanos, os Convocados, escolhidos por uma força misteriosa para receberem e difundirem uma mensagem simples e devastadora: dentro de 780 dias, a presença da Humanidade na Terra chegará ao fim. Uma minoria de eleitos será, então, salva e conduzida em segurança a um outro planeta. Os Convocados têm, pois, este prazo para escolherem, por sua vez, seres dignos de confiança que poderão participar na fundação de uma nova Humanidade longe da Terra. Mas como excluir as pessoas que provaram a sua nocividade: os poderosos, os políticos, os mafiosos os religiosos de todos os credos? Paolo e os outros que foram chamados a escolher serão capazes de, chegada a hora, impedir que esses embarquem na imensa nave espacial que virá buscar os escolhidos? Reencontraremos neste romance a verve cáustica e audaciosa de Boualem Sansal, a marca de um escritor singularíssimo com leitores em todo o mundo.
Edição: Set 2023
Nº Páginas: 320
Sinopse: Um romance inteligentíssimo e cheio de humor sobre o desejo feminino, a vergonha, a culpabilização e sobre a mudança dos costumes sexuais. Professora de Literatura numa universidade americana, a narradora desta história é extremamente popular junto dos alunos e entre os seus pares. Tem um longo casamento com John, também ele um professor apreciado, união essa que, por comum acordo, lhes deu sempre espaço e liberdade para outras experiências e aventuras. Mas ela encontra-se num mau momento: foi aberto um inquérito sobre as relações que o marido manteve com várias alunas ao longo dos anos. E, para complicar as coisas, entra em cena um jovem professor, Vladimir Vladinski, brilhante romancista com um extraordinário primeiro livro publicado, e a sua igualmente fascinante mulher, uma jovem memorialista. É aí que a nossa narradora desenvolve uma obsessão destrutiva pelo magnético professor, de quem inveja a juventude e o sucesso literário.
Edição: Nov 2025
Nº Páginas: 352
Sinopse: A sequela de Cisnes Selvagens Cisnes Selvagens, publicado originalmente em 1991, marcou uma geração. Era a história pessoal épica de Jung Chang, da sua mãe e da sua avó «três filhas da China». O livro começa com o nascimento e o enfaixamento dos pés da sua avó em 1909, quando a China ainda vivia no império, e acompanha o período de Mao e a Revolução Cultural, quando os pais de Jung foram sujeitos a provações dolorosas. Termina em 1978, quando a era Mao terminou oficialmente e Deng Xiaoping deu início ao tempo das «reformas». Quase meio século depois, a China passou de um país pobre e de um Estado decrépito e isolado a uma potência mundial, desafiando a posição dominante dos EUA. Ao longo destas décadas, a vida de Jung esteve intimamente ligada à sua terra natal. As suas experiências nesses anos foram ricas e complexas tanto mais que todos os seus livros foram (e são) proibidos. Este livro é a continuação de Cisnes Selvagens e atualiza a história da família de Jung e também a da China. De certo modo é uma carta de amor de Jung à sua mãe. Inevitavelmente, fala também da sua avó e do seu pai, ambos mortos tragicamente na Revolução Cultural. A China encontra-se agora noutro momento decisivo: o presidente Xi Jinping procura fazer com que o país regresse aos velhos tempos maoístas e construir um Estado comunista com características capitalistas. Esta nova era Xi está a afetar profundamente a vida de Jung e a da sua mãe. Ao longo das vidas de ambas, ela oferece um relato complexo, intenso, profundamente comovente e inesquecível do que é viver numa ditadura comunista e das ameaças que a China moderna representa para a ordem mundial. Tudo contado como a história de uma família.
Edição: Mai 2026
Nº Páginas: 72
Sinopse: Treze anos após a sua publicação, Você Está Aqui regressa, convidando à releitura de uma cartografia de inquietações contemporâneas: o tempo e sua velocidade, a herança escatológica do século XX, a fragilidade humana diante do poder da linguagem, uma filosofia íntima e irónica do quotidiano que é, quase sempre, o lugar onde a verdade se esconde. Entre Partidas e Chegadas, os poemas atravessam museus, cidades, fronteiras, hotéis, mas também casas, rotinas, obstáculos e perdas como se cada poema fosse um gesto ético, e cada objeto o pórtico para uma pequena interrogação metafísica. A compaixão irónica e melancólica com que o autor observa o mundo ganha, nestes tempos, uma acuidade inesperada: Você Está Aqui relembra-nos como a História continua a infiltrar-se no presente, e de que modo o quotidiano, em particular o mais vulnerável, é o campo de forças onde se disputam sentido, memória e identidade. «Impressiona tanta memória e presença. É como se estivéssemos diante de uma radiografia do mundo.» Stefano Serri, no prefácio à edição italiana (Tu Sei Qui). «Em cada poema que escreve, a vida salva-se.» José Ángel Cilleruelo «O seu estilo suave, mas disciplinado, além da concentração no quotidiano, contribuem para o sucesso com que nos transmite o amor e a mágoa.» Landeg White, The Times Literary Supplement «Um trabalho oficinal quase sempre minucioso, feito verso a verso, com parêntesis que comentam e modulam e com fórmulas inesperadas.» Pedro Mexia
Edição: Jun 2022
Nº Páginas: 328
Sinopse: Um livro divertido e infinitamente sincero sobre a esmagadora dificuldade de sermos nós próprios. Sobre yoga e depressão, meditação e terrorismo; sobre o desejo de unidade e perturbação bipolar.
