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Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 0184
Sinopse: Ponto de chegada e ponto de partida da história recente de Portugal, o acontecimento-chave de 25 de Abril de 1974 teve autores, mas não pode nem deve ter donos, porque tanto mergulha nos sinais, energias e vozes que impulsionaram a rutura revolucionária no final do Estado Novo, como se prolonga no que projetou o país para lá de 1976 e abriu caminho a uma democracia consolidada e europeizada. Este livro oferece um olhar histórico sintético sobre Portugal nos 25 anos que decorreram entre o início das guerras de África, em 1961, e a entrada na CEE, em 1986, a partir de diferentes focos: a política, a sociedade, a economia, a cultura, os media, as mentalidades ou a posição no mundo. A complexidade da revolução de Abril justifica esta contextualização, importante para compreender os 50 anos de existência democrática e a situação atual do país.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Martin Puchner conduz-nos numa viagem maravilhosa através dos tempos e à volta do globo, para nos revelar como a invenção da escrita, as histórias e a literatura moldaram o mundo atual. Analisando dezasseis textos fundamentais, selecionados a partir de um universo de mais de 4000 anos de literatura, da Ilíada a Harry Potter, demonstra-nos como a escrita conduziu à ascensão e queda de impérios e nações, ao surgimento de ideias filosóficas e políticas, e ao nascimento de crenças religiosas. Descobrimos Murasaki, uma japonesa do século XI que escreveu o primeiro grande romance da literatura mundial, O Romance do Genji, seguimos as aventuras de Miguel de Cervantes quando combate os piratas do mar e da literatura, acompanhamos Goethe na sua descoberta da literatura universal, na Sicília, e assistimos à influência crescente de O Manifesto Comunista. Puchner leva-nos a Troia, Pérgamo e à China, fala com o Prémio Nobel Derek Walcott nas Caraíbas e com Orhan Pamuk em Istambul, e apresenta-nos os artesãos da epopeia de tradição oral Sunjata, na África ocidental. Esta deliciosa narrativa também descreve os inventos — as técnicas de escrita, a prensa, o objeto livro — que moldaram povos, comércio e história. Martin Puchner mostra-nos como a escrita transformou o nosso planeta no mundo da literatura.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Há 40.000 anos, não éramos a única espécie humana no mundo. Existiam igualmente os Hobbits (Homo floresiensis) na ilha das Flores, na Indonésia; os Denisovanos na Sibéria; o Homo luzonensis nas Filipinas; e o Neandertal no que é agora a Europa e partes da Eurásia. Neste livro, Tom Higham apresenta-nos a mais recente investigação científica que permitiu transformar o nosso conhecimento sobre a história humana. Aliando investigação arqueológica e novos métodos laboratoriais, o autor desvenda as mais recentes descobertas sobre estas espécies humanas e explora o que poderemos descobrir das suas ligações genéticas. Um relato envolvente do nosso conhecimento atual sobre as origens humanas que levanta novas e interessantes possibilidades - particularmente no que diz respeito ao contacto (se existiu) que estas outras espécies podem ter tido connosco antes da sua extinção.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Este livro é uma viagem ao Movimento que preparou e concretizou os eventos da madrugada do 25 de Abril, destinada aos que a viveram e aos que ainda não eram nascidos. Os autores ficaram conhecidos como "os cronistas da Revolução", com uma trilogia de livros sobre o Processo Revolucionário em Curso (PREC). Quatro décadas mais tarde, tanto a matéria registada nesta obra como o percurso dos seus autores merecem renovada atenção, reflexão e leitura. Por isso, o editor entendeu obrigatória a reedição desta já clássica - e, como tal, fatalmente actual - crónica da Revolução dos Cravos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
"Na manhã de 16 de Dezembro de 1972, tropas coloniais portuguesas reuniram os habitantes de Wiriamu, incluindo mulheres e crianças, no largo principal da povoação e ordenaram-lhes que batessem palmas e que cantassem para se despedirem da vida. Em seguida, os soldados abriram fogo. Os que escaparam às balas foram mortos por granadas. Incitados pelo brado 'Matem-nos a todos', os militares estenderam o morticínio a quatro povoações vizinhas ao longo do Rio Zambeze. No final do dia, perto de 400 aldeãos tinham sido mortos, e os seus corpos foram lentamente consumidos pelas chamas em piras funerárias ateadas pelos soldados com o capim que cobria as palhotas." Mustafah Dhada, embora moçambicano, só tomou conhecimento deste massacre ocorrido no seu país ao ler por acaso um jornal inglês, quando já vivia em Oxford. A descoberta do que se tinha passado e a ausência continuada de admissão dos acontecimentos por parte do governo português - tanto antes como após a revolução - levaram-no a iniciar no terreno, em 1994, um trabalho de investigação de proporções épicas, reunindo uma equipa local que entrevistou centenas de testemunhas da chacina, e consultando toda a literatura existente sobre os acontecimentos de Wiriamu. Essa investigação acabou por durar 20 anos, e culminou na escrita deste livro.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
O grande terramoto de 1755, em Lisboa, não alterou apenas a aparência da, à época, capital do império português. Este fenómeno brutal da natureza alterou, também, a natureza e a dimensão da relação do homem com o Céu e a Terra. Mais, expôs impiedosamente as tensões que, à vez, alimentavam e minavam a sociedade portuguesa da altura. O fatídico 1. º de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, constitui um dos mais terríficos e fascinantes acontecimentos de todo o século XVIII. A devastação da cidade de Lisboa, a perda de incontáveis vidas, a surpresa e o horror da destruição pelo abalo, primeiro, pela água, depois, e, por fim, pelo fogo, impuseram a subversão da ordem vigente e abriram a porta a fantasmas que povoavam os imaginários mais apocalípticos da época, a começar pela mudança. Com efeito, depois do terramoto, muito, se não tudo, mudaria. Se Voltaire e Kant dedicaram parte do seu pensamento e escritos a este acontecimento, tal não é menos verdade para inúmeros outros, mais ou menos anónimos, que, tendo vivido o horror e o trauma in loco e sobrevivido para contar, deixaram o seu testemunho sob a forma de cartas, poemas e memórias. Foram estes os documentos que Mary del Priore, reputada historiadora brasileira, leu e releu, analisou e esmiuçou, na bem-sucedida empresa de reconstituir a sociedade, a economia e a geografia lisboeta antes, durante e depois do terramoto.
Nº Páginas: 85
Sinopse:
No início... houve um macaco espertalhão que desceu da árvore para comer frutos caídos no chão, mais maduros, logo, mais doces, logo, mais fermentados, isto é, com um leve cheirinho a álcool. Outros macacos se lhe seguiram e, com o aumento das calorias consumidas, foi um passo até que lhes crescesse o cérebro, a coluna se endireitasse e as mãos se libertassem. Mais um passo... e estávamos a ir à ópera. A teoria que coloca o álcool na origem da evolução humana justifica a nossa insaciabilidade milenar. É dela que parte o escritor Afonso Cruz para este retrato inusitado da civilização acumuladora, gananciosa e um tanto louca na qual desembocámos. Do macaco original à criação da cerveja, que impulsionou a sedentarização e cativou Jesus Cristo, assistimos ao desenrolar das consequências do consumo de álcool. Da embriaguez à civilização, a nossa história nunca foi contada assim.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Em 1883, Moses Wilhelm Shapira chegou sem aviso prévio a Londres afirmando ter descoberto a Bíblia mais antiga do mundo numa gruta do deserto a leste do Mar Morto. Com este achado fenomenal, Shapira depressa se tornou famoso em todo o mundo - mas não tardou que a sua descoberta fosse desmascarada como uma falsificação bem feita. Todavia, o achado dos Manuscritos do Mar Morto em 1947, com os quais os rolos de pergaminho de Shapira possuíam uma estranha semelhança, levou os investigadores a reabrir o caso, interrogando-se se Shapira teria, de facto, descoberto o primeiro manuscrito do Mar Morto, sete décadas antes dos restantes. Neste livro, o jornalista premiado Chanan Tigay descreve a sua demanda dos rolos perdidos e da verdade sobre a culpa ou a inocência de Shapira.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Páginas que ardem de amor e desejo. Incendeiam este livro histórias de amores arrebatadores como os de D. Pedro I e D. Inês de Castro, Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre, Almeida Garrett e a viscondessa da Luz, Ava Gardner e Frank Sinatra, Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas, John Lennon e Yoko Ono, Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro. Afinal, como escreveu Luís de Camões, o amor é fogo que arde sem se ver. O fogo que arde neste livro pode não se ver, mas queima. Os grandes amores desafiam as barreiras do tempo e do espaço e, muitas vezes, é a sua dimensão trágica que os mitifica e eterniza. Nestas páginas há histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas e menos conhecidas, mas todas elas capazes de nos fazer suster a respiração.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
O que torna algo uma obra de arte? De que modo os antigos gregos deram forma ao ideal de beleza? Será que a cor exerce uma influência direta na alma? Este livro analisa estas e outras questões, explorando os principais movimentos, temas e estilos da história da arte através de mais de duzentas obras de uma ampla variedade de meios de comunicação. Escrito numa linguagem simples, "O Livro da Arte" traduz o jargão da história e teoria da arte e está repleto de imagens das grandes obras de arte mundiais e de infográficos engenhosos que exploram as ideias por detrás delas. Das imagens pré-históricas que simbolizam a fertilidade às videoinstalações contemporâneas, este é o livro perfeito para a introdução ao mundo da arte.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Este livro é um contributo que nos permite saber como foi feita a cobertura jornalística da Guerra Colonial pelos jornalistas portugueses da Metrópole (Portugal) e das províncias ultramarinas envolvidas no conflito - Angola, Guiné (actual Guiné-Bissau) e Moçambique.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
O ataque ao semanário Charlie Hebdo, em 7 de Janeiro de 2015, moveu e comoveu mais os europeus do que as mulheres escravizadas ou massacradas do Boko Haram na Nigéria, do que os egípcios coptas decapitados ritualmente, do que os cristãos crucificados às centenas no Iraque e na Síria. De onde vem toda esta desalmada violência, esta orgia de sangue e exibicionismo, a lembrar cenas da Antiguidade, limites da perversidade humana? Quem são os seus autores? Em que acreditam, o que querem e a que reagem? Alguém os comanda? De que fundas histórias e raízes vêm tão complexas divisões e seitas? Onde está a realidade e onde está o mito? Onde está a verdade e onde está o cliché?
Nº Páginas: 240
Sinopse:
1384. Os exércitos de Castela sitiam Lisboa e começa o mais famoso cerco da História de Portugal. Mas na margem oposta do Tejo, um cerco que hoje poucos recordam vai revelar-se ainda mais terrível e cruel: o da vila de Almada. João Galo, filho do regedor de Almada, perde o pai nos primeiros dias do cerco. Ao ver-se subitamente no papel de chefe de família e com a responsabilidade de proteger a casa e as irmãs, terá de encontrar coragem para participar nos ataques de D. Nuno Álvares Pereira aos castelhanos e força para resistir à paixão pela prostituta Rosa. Num ambiente de guerra civil, esta é a história de heróis, mas também do povo anónimo que, à revelia da nobreza portuguesa, toma os castelos do Reino e os entrega a D. João I, Mestre de Avis. Uma saga de heroísmo, traição e superação que só terminará com a mais épica batalha da nossa História: Aljubarrota.
Nº Páginas: 388
Sinopse:
Esta obra reúne Histórias inéditas escritas pelo autor português mais credenciado para escrever sobre espionagem; Do mesmo autor do Diário que Salazar não leu, na altura da segunda grande guerra mundial este livro desvenda a actuação dos serviços secretos estrangeiros em Portugal e nas colónias. A neutralidade colaborante de Salazar não impediu os agentes alemães, italianos, britânicos e norte-americanos de conspirarem contra o regime e de conduzirem operações bélicas no nosso país, quer em Portugal continental, quer em Goa, Guiné ou Moçambique. Acedendo a inúmeros documentos classificados, incluindo de arquivos militares estrangeiros, Rui Araújo revela ao leitor histórias impensáveis, personalidades surpreendentes e casos inéditos, tornando O Império dos Espiões numa obra obrigatória para conhecer melhor um período único da História de Portugal.
Nº Páginas: 656
Sinopse:
A Primeira Guerra Mundial matou cerca de 8 milhões de pessoas e esgotou os recursos da Europa. Nesta obra provocadora, Niall Ferguson pergunta: terá valido a pena tamanho sacrifício? Esta guerra foi realmente um cataclismo inevitável e eram os alemães uma ameaça real? Terá a guerra sido recebida, como costuma afirmar-se, com entusiasmo popular? Porque continuaram os soldados a combater quando as condições eram tão terríveis? Haveria de facto um desejo de matar, que conduziu os homens à autodestruição? A guerra, afirma ele, foi um desastre - mas não pelas razões que pensamos. Pior do que uma tragédia, foi o maior erro da história moderna.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
Sete séculos antes do tráfico de escravos europeu, que não poderia ter, aliás, a dimensão que teve sem a participação dos negreiros árabes e africanos, os Árabes arrasaram a África subsariana durante treze séculos sem interrupção. A maior parte desses milhões de seres humanos que deportaram desapareceu, em resultado do tratamento inumano que lhes foi infligido. Essa dolorosa página da História dos povos negros não foi ainda definitivamente voltada. Esse tráfico começou depois do fornecimento de escravos no Leste da Europa se ter esgotado, quando o emir e general árabe Abdallah ben Saïd impôs aos Sudaneses um bakht (acordo), concluído em 652, obrigando-os a entregar anualmente centenas de escravos. a maioria desses homens provinha das populações do Darfour. E começou aí uma enorme horrorosa punção humana que só terminaria oficialmente no século XX. Muito depois da escravatura na Europa e do tráfico atlântico terem sido reconhecidos, abolidos e punidos. Porque terão sido ocultados estes factos históricos ?
Nº Páginas: 232
Sinopse:
A Monarquia Constitucional portuguesa explicada por Vasco Pulido Valente. Num primeiro ensaio, a Contra-Revolução, esclarece como D. Miguel falhou a tentativa de restaurar o absolutismo. Com o irmão, D. Pedro IV, precipitou o país para as Guerras Liberais. Ressurreição e Morte do Radicalismo, o segundo ensaio, descreve a posterior tentativa falhada de modernização do país, que não conseguiu reformar o Estado, fazer a economia crescer e educar a sociedade. Assim se conduziu o país para uma nova revolução, a republicana, de 1910.Um livro escrito no estilo inconfundível de Vasco Pulido Valente, "O Fundo da Gaveta" é uma descrição brilhante do Portugal oitocentista e uma poderosa metáfora do nosso país.
Nº Páginas: 264
Sinopse:
No final de 1974, dois MPLA encontraram-se pela primeira vez em Luanda. Um, era o movimento oficial, com os seus dirigentes e os guerrilheiros vindos da mata e de Brazzaville. O outro, era um MPLA informal, heterogéneo, composto por jovens que o imaginaram ouvindo, na rádio, as emissões clandestinas do Angola Combatente. Após a Revolução dos Cravos, esses jovens tornam-se politicamente muito activos, desenvolvendo acções, em nome do MPLA, nas escolas e nos musseques. Foi o choque de duas gerações e de duas ideologias, a pró-soviética da cúpula do MPLA e a maoista dos jovens idealistas. As primeiras prisões políticas ocorreram ainda antes da independência de Angola. Estima-se que mais de cem militantes desta extrema-esquerda, dos CAC, da OCA e do NJS, foram presos e torturados, até 1980. Só depois de várias e prolongadas greves de fome é que os libertaram. Eram homens e mulheres, angolanos e portugueses. Deixam-nos aqui o seu testemunho.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
No dia 6 de Junho de 1944, a invasão da França pelos Aliados marcou o fim do domínio nazi na Europa. Este livro é um testemunho verídico sobre esta batalha que ficou conhecida como o "dia mais longo" do século XX. Uma apresentação magistral de uma página da História e, como o general Sir Frederick Morgan, autor do plano inicial do desembarque, não temeu afirmar: "uma obra-prima". Cornelius Ryan pesquisou, durante mais de dez anos, todos os dados relacionados com o desembarque de 6 de junho de 1944, incluindo uma verdadeira mina de documentos confiscados pelos Aliados. Foi nestas fontes que o autor encontrou a transcrição exacta da mensagem, interceptada e decifrada pelos Alemães, que anunciava à Resistência francesa o dia escolhido para o desembarque na Normandia. Além disso, procurou e entrevistou todos os sobreviventes do Dia D que conseguiu localizar. Três mil homens responderam ao seu inquérito. O resultado foi esta obra-prima da História militar: um relato de coragem e heroísmo, glória e tragédia O Dia Mais Longo foi adaptado ao cinema, em 1962, por Ken Annakin e Andrew Marton e interpretado por John Wayne, Robert Mitchum, Henry Fonda, Richard Burton, Sean Connery e Paul Anka.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
O grande terramoto de Lisboa, que aconteceu na manhã do Dia de Todos os Santos de 1755, não foi um mero abalo - foi um momento que desestabilizou os pilares de uma ordem social inveterada e enviou ondas de choque através do mundo ocidental. Terra, água, vento e fogo - todos conspiraram para produzir uma catástrofe particularmente infernal. Aos fortes tremores de terra, seguiram-se três ondas gigantes que se abateram sobre a zona ribeirinha, e fortes ventos inflamaram durante cinco dias os fogos causados pelo tremor de terra. Lisboa não foi só dizimada - foi aniquilada. O acontecimento levou ao equivalente do século XVIII de um frenesim mediático - e originou uma sucessão de desenvolvimentos fascinantes, como o primeiro esforço concertado de preparação para catástrofes, reformas sociais, planeamento urbano e o nascimento da sismologia.
Nº Páginas: 536
Sinopse:
Biografia à revelia, totalmente não autorizada, deste invólucro mortal que ocupamos. Uma extraordinária investigação do corpo humano que o vai deixar maravilhado com o invólucro que ocupa. A vida toda habitamos um único corpo e contudo a maioria de nós não faz a mais pálida ideia de como este funciona e do que se passa no seu interior. A ideia deste livro é simples: a de tentar compreender esta extraordinária maquineta que nós somos. No premiado bestseller "Breve História de Quase Tudo" Bill Bryson fez o quase-impossível: tornou a ciência simultaneamente compreensível e divertida para milhões de pessoas em todo o mundo. Agora, Bryson volta a sua atenção para o corpo humano, como funciona e como consegue a extraordinária proeza de se curar a si próprio. O Corpo: Um Guia para Ocupantes está cheio de histórias verídicas e factos incríveis e é uma tentativa brilhante e muito bem-humorada de compreender este nosso milagre fisiológico e neurológico.
Nº Páginas: 722
Sinopse:
NOVO ENSAIO DE RU I TAVARES, um dos mais originais e sagazes historiadores portugueses. Como trabalhavam os censores portugueses? Que conclusões retiravam da leitura dos seus contemporâneos? Porque se viam como guardiões das "Luzes" e da "dignidade da luz pública"? E que impacto tiveram na preparação da chegada da modernidade? Estas são algumas das perguntas a que Rui Tavares procura responder no muito aguardado ensaio O Censor Iluminado. Mergulhando no pombalismo, o historiador analisa mais de 1500 relatórios de censura guardados na Torre do Tombo, bem como os livros que lhes deram origem. Há 250 anos, o Marquês de Pombal iniciou a revolução cultural que projectara para o reino de Portugal com a fundação de uma especialíssima instituição de censura: a Real Mesa Censória. Por decreto de Dom José I, foram nomeados intelectuais, autores e letrados para ler, interpretar e censurar todos os livros que fossem publicados, incluindo peças de teatro, dissertações académicas, e até os cartazes impressos e os cardápios dos restaurantes. Este livro segue a trajectória de vida e os interesses desses censores, interpreta as suas ideias dentro do grande movimento iluminista, e estabelece comparações entre "as ideias sobre as ideias" do presente e do passado em várias épocas distintas, conferindo um contexto de época mas também uma visão intemporal ao acto de censurar.
Nº Páginas: 664
Sinopse:
"O objetivo principal deste estudo é indagar de que forma decorreu o processo de desmantelamento da polícia política da ditadura de António Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, PIDE/DGS. Por outro lado, questiona-se se perdura a memória relativamente a essa importante instituição repressiva do regime deposto no 25 de Abril de 1974. Ao assumir o presente estudo um carácter historiográfico, a aproximação histórica, cronológica e genealógica do processo de justiça transicional em Portugal será aqui privilegiada. Aqui se observa de forma desenvolvida o que se foi passando ao longo do período entre 1974 e 1976, bem como, de forma mais breve, entre este último ano e os anos 80 do século XX. Serão ainda abrangidos alguns aspetos relacionados com a memória e a opinião pública nas diversas comemorações do 25 de Abril, para tentar detetar as diversas fases da memória do processo que desencadeou a democracia portuguesa." Capítulos I e II: Breve referência ao passado e ao processo de Justiça na sequência da Segunda Guerra Mundial. Capítulo III: a queda da Ditadura em Portugal e os últimos dias da PIDE/DGS. Capítulo IV: O que era a polícia política da Ditadura portuguesa; a primeira fase do processo do desmantelamento dessa polícia no período imediato ao 25 de Abril de 1974; a discussão no seio do MFA sobre o destino a dar-lhe e a criação da Comissão de Extinção da PIDE/DGS. Capítulo V: caracterização da atividade da Comissão de Extinção da PIDE/DGS ao longo de 1974 e no início de 1975. Capítulo VI: durante o chamado "Processo Revolucionário em Curso" (PREC), o qual terminou em 25 de Novembro de 1975, foi adotada a lei n.º 8/75, de criminalização dos elementos da PIDE/DGS. Capítulo VII: os resultados da rutura do 25 de Novembro de 1975 em termos de legislação para o processo de justiça transicional: esvaziamento dos objetivos da Lei n.º 8/75; nomeação de uma nova chefia da Comissão de Extinção da PIDE/DGS; libertação condicional dos elementos da PIDE/DGS, até à realização dos seus julgamentos em tribunal militar. Capítulo VIII: o período entre 1977, ano de "todas as libertações", e 1981, quando foi lida a sentença do "Caso Humberto Delgado". Capítulo IX (Epílogo): um balanço do processo de "saneamentos" políticos, característico do processo revolucionário português de 1974 e 1975; o período entre 1982, ano do fim da Comissão de Extinção da PIDE/DGS e do Conselho da Revolução, e 2014. Conclusões: caracterização das várias fases da memória da Ditadura e da polícia política em Portugal. Apêndices: Dados numéricos e estatísticos ilustradores da forma como se desenrolaram a instrução dos processos, o julgamento e a libertação dos elementos da ex-PIDE/DGS.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
"Toda a minha vida pode ser resumida neste meu esforço incessante de convencer os outros." Adolf Hitler, 1942 Adolf Hitler era um líder improvável — alimentado por ódio, incapaz de aceitar uma crítica, socialmente e emocionalmente inadequado — e, no entanto, atraiu multidões. Como foi possível que se tenha tornado uma figura tão atrativa para milhões de pessoas? Essa é a pergunta que norteia este livro. Laurence Rees investiga a forma como Hitler construiu o seu mito e fez uso do seu carisma até se transformar num quase "messias" com contornos semidivinos — da retórica pomposa dos primeiros discursos antissemitas às massivas demonstrações de adoração retratadas nos filmes de Leni Riefenstahl —, entretecendo a personagem e a figura pública, para as confrontar com os testemunhos das vítimas do seu encanto e os seus opositores mais ferozes. Ao mesmo tempo uma visão histórico-psicológica surpreendente e um estudo esclarecedor dos mecanismos de manipulação e credulidade humanas, este livro analisa a natureza do apelo de Hitler e revela o papel que o seu suposto "carisma" desempenhou no seu sucesso.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Toda a verdade sobre a situação explosiva do domínio do Norte de Moçambique pelo Daesh. É o primeiro livro a nível mundial que revela em primeira mão o que se está a passar na zona de Cabo Delgado: a conquista e subjugação das populações, a violência bárbara com recurso a decapitações e execuções sumárias, a exploração das pessoas e dos recursos disponíveis, a impotência das autoridades moçambicanas em impor a ordem e a paz social. Um livro de grande actualidade que desvenda uma realidade tão chocante quanto desconhecida.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Na primavera de 1865, a sangrenta saga da Guerra Civil americana chega finalmente ao fim. As generosas condições do presidente Lincoln para a rendição de Robert E. Lee destinam-se a realizar o seu sonho de curar uma nação dividida e os Confederados são autorizados a reintegrarem-se na sociedade americana. Porém, um homem e o seu bando de cúmplices assassinos, não ficaram apaziguados. No meio das celebrações patrióticas em Washington D.C., John Wilkes Booth assassina Abraham Lincoln no Teatro Ford. Segue-se uma furiosa caça ao homem e Booth transforma-se imediatamente no fugitivo mais procurado do país. A empolgante perseguição termina num intenso tiroteio e numa série de execuções ordenadas pelo tribunal - incluindo a da primeira mulher executada pelo governo norte-americano, Mary Surratt.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
O 5 de Outubro e a Primeira República é uma obra de divulgação sobre um período crucial da História de Portugal - a instauração da República e o regime republicano até 1926. Aliando rigor científico e clareza de exposição, os autores colocam à disposição do público uma síntese, que é também uma chave para entender este agitado e complexo período da nossa História.
Nº Páginas: 306
Sinopse:
A influência moral desprendida do acto revolucionário, já em precipitado desenrolar, ajudoumuito a conquista da liberdade. A presença da artilharia no campo revoltoso, a imediata adesão do "Adamastor" e do "São Rafael" ao movimento, o bombardeamento do Paço, a fuga do rei e a derrota das baterias de Queluz contribuíram inegavelmente, e em larga escala, para assegurar a vitória da República; mas, a par desses factores, não é licito esquecer a moleza, a inércia dos que constituíam o inimigo, uma e outra derivadas de um cepticismo que a monarquia, sem dar por isso, inspirava desde muito aos próprios que a serviam.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
O 25 de Novembro de 1975 ainda tem muito para e por contar, pois o que ficou na nossa memória colectiva pouco tem a ver com o que se passou na realidade. Ao cair do pano daquele dia, na execução de uma estratégia muito antes gizada por sectores político-militares, 152 trabalhadores da comunicação social estatizada de Lisboa foram afastados impiedosa e ilegalmente dos seus postos de trabalho. Suspensos sem culpa formada, sem processo disciplinar e através de listas ad-hoc organizadas apenas por motivos político-ideológicos, ficaram em casa à força e sem salário. Recorreram para os Tribunais do Trabalho, da Relação e Supremo, e em todos venceram sem apelo nem agravo. Durante dois anos, e após ter consultado cerca de 60 processos que correram nos tribunais, fui ouvir dezenas de trabalhadores que passaram por esse tormento. Esta é, pois, uma das muitas histórias do 25 de Novembro que estão por contar. E nos dois últimos capítulos deixo-vos também, para meditar, uma nova versão, documentada, dos casos do jornal República e da Rádio Renascença, explorados sem pudor, aqui e lá fora, pelo PS e pela Igreja.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Chega, Vox, Frente Nacional, Trump, Bolsonaro, entre outros - as características, a evolução e as estratégias dos novos partidos e movimentos de direita e de extrema-direita. "Nos últimos anos, a extrema-direita voltou a ocupar as capas dos jornais um pouco por todo o mundo. Depois da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, de Bolsonaro no Brasil, do Brexit, da chegada de Matteo Salvini ao Governo em Itália, da consolidação de Viktor Órban na Hungria e da aproximação ao poder de Marine Le Pen em França, dispararam-se todos os alarmes sobre um fenómeno, que, por um lado, é difícil de catalogar e, por outro lado, não é algo novo, ainda que tenha sofrido transformações notáveis nas últimas décadas. O surgimento, a consolidação, a reconfiguração e a expansão social, política e eleitoral de novos partidos e movimentos de extrema-direita constituem a mais importante transformação política dos nossos dias e um dos principais desafios às democracias herdadas do pós-guerra e, no nosso caso, da Revolução de 1974/75." AUTORES: Andrea Peniche, Bruno Madeira, Cecília Honório, Daniel Pinéu, Fernando Rosas, Francisco Mangas, João Mineiro, José Manuel Pureza, José Manuel Sobral, Manuel Loff, Steven Forti, Virgílio Borges Pereira e Xavier Casals.
