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Nº Páginas: 152
Sinopse:
A actualidade deste livro não resulta somente da crise do tempo presente. Desde a Antiguidade se sabe que o compromisso com a "coisa pública" exige desinteresse e virtude, ética frequentemente desmentida pela história concreta do Homem. Daí a permanente tensão entre a idealidade e a prática, pano de fundo que possibilita avanços e recuos num percurso em que, entre o consenso e a contradição, o optimismo épico da aventura humana não raro desagua no seu oposto. O livro que agora vem a lume constitui uma síntese desse itinerário, tendo como eixo a história da ideia de "res publica", bem como as suas relações com todas as demais que, combatendo o que conduz ao arbítrio e ao servilismo perante os poderes, potenciam a elevação dos indivíduos à participação cívica.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
A 27 de Maio de 1977, uma manifestação contra o MPLA levou ao massacre de milhares, senão dezenas de milhares, de pessoas. Hoje, praticamente não se fala desta tragédia em Angola; no estrangeiro, ninguém sabe sequer da sua existência. A jornalista Lara Pawson investigou os acontecimentos, e considerou-os em tudo equivalentes "aos massacres ordenados por Robert Mugabe, [...] e aos assassínios em massa da ditadura de Pinochet". Entre Londres, Luanda e Lisboa, Pawson conseguiu o que até aqui nunca fora possível: passados 40 anos, vítimas e testemunhas - ainda hoje sob a tensão do medo -, e até mesmo alguns dos carrascos, decidiram falar sobre o massacre, numa série de empolgantes entrevistas. João Van Dúnem, irmão de José, um dos líderes da revolta, bem como actuais membros da elite angolana - por exemplo, Ndunduma Wé Lépi, ex-director do Jornal de Angola, ou Aníbal João da Silva Melo, deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA - contam-se entre os muitos testemunhos que a autora reuniu. Uma leitura indispensável para a história do massacre e suas sequelas, mas também para o melhor entendimento da actualidade angolana.
Nº Páginas: 608
Sinopse:
O modo como se processaram as últimas campanhas militares ultramarinas, entre 1954 e 1975, está longe de ser consensual na sociedade portuguesa. Bem pelo contrário, tem-na dividido profunda e transversalmente. É por isso que, tanto tempo depois, se torna imperioso encontrar consensos baseados na correcta interpretação dos factos históricos e nas verdadeiras intenções dos principais protagonistas do momento. Só assim Portugal poderá construir equilibradamente o seu futuro, com base no que só uma síntese de ilações acertadas a este respeito pode proporcionar. "Em Nome da Pátria" aborda os controversos temas da sustentabilidade das operações militares e das razões que levaram à desistência nacional de prosseguir o combate quando, aparentemente, a guerra estava ganha, e, sobretudo, da justiça e do direito do nosso país em fazer a guerra. Tudo não terá passado de uma "grande traição"? Falamos de questões incontornáveis no panorama da história contemporânea História Viva portuguesa, aqui abordadas de um modo muito pouco ortodoxo em relação às ideias que a "história oficial" nos apresenta relativamente a este tema.
Nº Páginas: 528
Sinopse:
Em que consiste de facto a História? Séculos de pessoas no seu quotidiano: a dormir, a comer, a fazer sexo, a tentar viver confortavelmente. E onde acontece tudo isso? Em casa. Foi este pensamento que inspirou Bill Bryson a fazer uma viagem pela sua própria casa, uma velha reitoria em Norfolk, andando de divisão em divisão a pensar como tinham início os acontecimentos banais da vida. E o que descobriu foram espantosas ligações entre tudo, desde o Palácio de Cristal à Torre Eiffel, do escorbuto à profanação de cadáveres, dos percevejos à Revolução Industrial, da crinolina às retretes, e praticamente tudo o resto que alguma vez aconteceu. Se Breve História de Quase Tudo nos dava um panorama abrangente do mundo, do Universo e de tudo o mais, "Em Casa" espreita a vida privada pelo microscópio. Bryson emprega a mesma curiosidade insaciável, o mesmo humor irresistível, a mesma prosa estilizada e o mesmo poder narrativo, o que torna este livro um dos mais lúdicos e esclarecedores acerca da maneira como vivemos.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Sir Francis Drake, explorador e almirante, ficou conhecido como o pirata mais bem-sucedido e esquivo de sempre, pilhando navios portugueses e espanhóis carregados de ouro e prata do Novo Mundo e acumulando uma vastíssima fortuna, partilhada com a Coroa inglesa. Para Isabel I, Drake tornou real o que se julgara impossível, foi o instrumento perfeito da sua ambição para transformar Inglaterra de uma ilha-estado de terceira categoria numa potência imperial global. A vida de Drake está repleta de aventuras, e muitas delas tiveram lugar nas costas e nos mares portugueses. Em 1580, a mando de Isabel I e em total segredo, Drake tornou-se o primeiro comandante a circum-navegar o globo (Magalhães morreu antes de completar a sua viagem). Quase dez anos depois, promovido a vice-almirante da frota inglesa, Drake derrotou a Armada Invencível, a gigantesca frota espanhola reunida em Lisboa para invadir a Inglaterra, humilhando o rei Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) e impulsionando a ascensão de um novo império. "Em Busca de Um Reino" combina num relato histórico a crónica de jogadas arriscadas e paixões arrebatadoras, abrindo uma janela narrativa sobre o momento crucial do alvor do Império Britânico.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Corria o ano de 1959 e a repressão abate-se sobre numerosos grupos nacionalistas angolanos, fazendo centenas de presos. A população está revoltada e surgem vozes a defender a luta armada. No final do ano, já vários grupos de jovens planeiam pegar em armas contra o colonialismo. À época, o poder militar colonial era fraco, mas a injustiça e a revolta, grandes. A intelectualidade começa também a ver com simpatia o recurso à força, tida como inevitável dada a vontade férrea de Salazar em manter as colónias. Contudo, a revolta só se daria pouco mais de um ano depois. Mas e se a rebelião tivesse acontecido em 1959? Jonuel Gonçalves, participante nesses acontecimentos, partindo do método what if? - e se tivesse acontecido assim? - consagrado sobretudo pela historiografia de língua inglesa, procura saber o que sucederia se esses jovens tivessem agido. Com uma Angola independente em 1959, seria muito o sofrimento poupado ao povo angolano? Dia a dia, hora a hora, acompanhe o desenrolar dos acontecimentos de uma história possível.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
O contexto social americano, as narrativas históricas dos Estados Unidos e os discursos e políticas de Trump permitem-nos ir além da personalidade do homem, para compreender aquilo a se chamou "method in madness". Assim, apesar da intempestividade da sua personalidade, dos desvios próprios dos debates internos e dos fatores inesperados que surgem no desempenho das suas funções, é possível traçar uma política externa, uma grande estratégia e até uma visão da ordem internacional com uma racionalidade própria.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
As relações culturais luso-catalãs estão em destaque neste ensaio, editado pela primeira vez há 50 anos, na sua versão catalã, e reconhecido com o prestigiado Prémio Josep Yxart. Fèlix Cucurull, resistente antifranquista e defensor da cultura da Catalunha, explora as relações intelectuais entre portugueses e catalães, o que nos une e o que nos separa, numa perspectiva que convida à reflexão em torno das identidades regionais e nacionais. Compara a saudade portuguesa à "enyorança" catalã, explora o conceito de sebastianismo, observa as relações de autores catalães - como Joan Maragall, Ribera i Rovira, Julio Navarro y Monzó e Cervantes - com Portugal, analisa a poética de Teixeira de Pascoais e a versão catalã de Os Lusíadas. A presente edição segue a versão portuguesa, de 1975, que inclui o texto "Anotações sobre Portugal", uma deliciosa análise sobre a portugalidade.
Nº Páginas: 152
Sinopse:
A saga do diplomata e mercador portuense José Pedro Celestino Velho na corte de São Petersburgo. As vidas e destinos dos seus descendentes no tempo dos czares e dos soviéticos. Um livro que é uma homenagem à Cidade Invicta e ao seu mundialmente famoso vinho do Porto. Uma notável investigação realizada por José Milhazes, o grande especialista português sobre a Rússia.
Nº Páginas: 496
Sinopse:
Trata-se de uma história paralela de Espanha e Portugal na década decisiva de 1926-1936, isto é, entre o início da Ditadura Militar em Portugal e o ano da vitória da Frente Popular e do desencadear da guerra civil em Espanha. Tem, por isso, a originalidade de ser uma história contada a par e passo, envolvendo os principais intervenientes políticos, individuais e colectivos dos dois lados da fronteira, num período pouco estudado. "Jaime Nogueira Pinto"
Nº Páginas: 416
Sinopse:
A história das informações militares é uma história de sucesso. Entre 1974 e 1997, a DINFO foi fundamental na preservação da segurança nacional, tendo realizado várias missões e operações extremamente sensíveis que todos nós ignorávamos. Até agora: Fernando Cavaleiro Ângelo, militar que desempenhou diversas funções ao mais alto nível nos serviços de informações, releva-nos em primeira-mão muitos dos segredos destas actividades que alguém disse serem a mão invisível do Estado: - A constituição da DINFO no pós-25 de Abril e a sua reformulação resultante das realidades políticas saídas do 11 de Março e do 25 de Novembro; - Como ameaças reais internas à soberania nacional fizeram com que a DINFO deixasse de ser um gabinete de análise profunda do estado do país e passasse a focar-se na pesquisa de informações relacionadas com terrorismo e espionagem; - A evolução nos agentes das ameaças: do terrorismo de grupos da extrema-esquerda e da extrema-direita no pós-25 de Abril para a espionagem de potências estrangeiras, nomeadamente a União Soviética; - A acção decisiva da Repartição E: Operações Búfalo, Albatroz e Tentilhão, todas contra a espionagem soviética, nomeadamente o KGB. Estes são alguns dos temas e episódios que encontramos neste livro, escrito após uma grande investigação e com recurso a entrevistas e testemunhos de vários elementos que fizeram parte da DINFO. Fernando Cavaleiro Ângelo dá-nos a conhecer um dos lados mais inacessíveis do Estado português.
Nº Páginas: 512
Sinopse:
O retrato da família que transformou o Império Romano para sempre Augusto • Tibério • Calígula • Cláudio • Nero Primeiro governada por reis, Roma tornar-se-ia uma república. Mas no fim, após conquistar o mundo, a república desmoronou-se. Roma afogou-se em sangue. As guerras civis foram tão terríveis, que o povo romano acolheu de bom grado o governo de um autocrata que lhes poderia dar a paz. "Augusto", o seu novo senhor, intitulava-se "O Divino Favorito". O fantástico esplendor da dinastia fundada por Augusto nunca esmoreceu. Nenhuma outra família se compara em fascínio com a sua galeria de personagens: Tibério, o grande general que acabou os seus dias como um recluso amargurado, célebre pelas suas perversões; Calígula, o mestre da crueldade e humilhação; Agripina, a mãe de Nero, cujas manobras levaram o filho ao poder, e que acabaria por morrer por ordem dele; Nero, que pontapeou a mulher grávida até à morte, que se casou com um eunuco, e que ergueu um palácio de prazer no centro dos escombros de uma Roma destruída pelo fogo.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Os alicerces da construção de Díli espelham-se neste livro numa vasta tela da memória que se estende desde tempos imemoriais à modernidade. De pequena aldeia piscatória a cidade cosmopolita, esta narrativa acompanha de perto o caminho percorrido ao longo de 150 anos pela primeira e única cidade de Timor-Leste. Nestas páginas testemunha-se também o silêncio das ruínas que, longe de perpetuarem o fim, anunciam a revelação do início da cidade que não era. Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, SDB
Edição: Out 2023
Nº Páginas: 1128
Sinopse: Um livro monumental e enciclopédico que se afigura imprescindível para compreender o pensamento, a arte e a cultura dominantes do século XX. Escrito como um romance com centenas de personagens, O Mundo Livre descreve e analisa as causas da afirmação dos Estados Unidos no panorama cultural do Ocidente, do final da Segunda Grande Guerra até ao desfecho da Guerra do Vietname, período que ficou conhecido como Guerra Fria. Da literatura, da música, das artes plásticas e performativas, das ciências ao cinema, de James Baldwin, John Cage, Andy Warhol, Elvis Presley, Susan Sontag e Hannah Arendt a Hollywood, nenhuma personagem ou tema, facto ou curiosidade escapam à narrativa lúcida e envolvente de Menand, neste livro saudado pela crítica internacional como «uma lufada de ar fresco» e uma obra «brilhante, absolutamente original e bem escrita» que oferece ao leitor o mosaico completo do pensamento e da arte do Ocidente no século XX.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Portugal adiado, de Arnaldo Madureira, analisa, de uma forma crítica e acessível, as estruturas políticas, económicas e culturais que moldaram a economia portuguesa ao longo do tempo, determinando o seu atraso em comparação com outros países. Longe de explicações simplistas ou fatalistas, a obra aborda como a ausência de uma visão estratégica, a gestão de curto prazo e a captura do Estado por interesses diversos comprometeram o desenvolvimento do país. Entre decisões adiadas, reformas incompletas e uma cultura política onde a expectativa frequentemente substituiu o planeamento, construiu-se um modelo de fragilidade persistente. A esta realidade juntaram-se condicionantes externas decisivas, com potências como a Espanha, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos a influenciarem escolhas estratégicas fundamentais.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 432
Sinopse: Em 1941, o exército alemão marchava em direção a Moscovo, antecipando-se a iminente queda da União Soviética. No entanto, tal nunca chegou a acontecer e, em 1945, um Estaline triunfante assumia o papel do transformador de um país pobre numa superpotência vitoriosa. Ao longo desses quatro anos de guerra, por insistência de Churchill, Estaline aceitou que um grupo de jornalistas americanos e ingleses ficasse em Moscovo para cobrir a guerra na Frente Oriental. Hotel Vermelho, da autoria do jornalista Alan Philps, dá a conhecer a gaiola dourada que era o Hotel Metropol, onde o caviar não faltava e jovens mulheres serviam como tradutoras e companheiras de cama, mas também onde a intriga reinava: enquanto algumas tradutoras fizeram dos jornalistas meros transmissores da propaganda do Kremlin, outras eram dissidentes secretas que revelavam a dura realidade da vida soviética. Com recurso a informação inédita, o papel único das mulheres do Metropol é contado aqui pela primeira vez. Num claro sinal de que tudo se repete, a história do Metropol reflete as lutas da nossa era moderna, com o uso da desinformação como arma de guerra, a falsificação da história e a neutralização de Estados independentes.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 480
Sinopse: No seu auge, o Império Romano era o Estado mais rico e formidável que o mundo já tinha visto. Estendendo-se da Escócia à Arábia, geria os destinos de cerca de um quarto da humanidade. Começando no ano em que quatro Césares governaram sucessivamente o Império, e terminando cerca de sete décadas depois, com a morte de Adriano, Pax: Guerra e Paz na Idade de Ouro de Roma revela-nos a história deslumbrante de Roma no apogeu do seu poder. Tom Holland, reconhecido historiador e autor, apresenta um retrato vivo e entusiasmante dessa era de desenvolvimento: a Pax Romana - da destruição de Jerusalém e Pompeia, passando pela construção do Coliseu e da Muralha de Adriano e pelas conquistas de Trajano. E demonstra, ao mesmo tempo, como a paz romana foi fruto de uma violência militar sem precedentes.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 544
Sinopse: Em novembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, decorria a batalha de Estalinegrado, cujo desfecho mudou o rumo do conflito e condenou a Alemanha à derrota. Os factos históricos são bem conhecidos e documentados, mas como se vive nas entrelinhas da História? Recorrendo a cartas, diários e livros de memórias de 39 pessoas - como uma refugiada de 12 anos em Xangai, um piloto norte-americano em Guadalcanal ou uma jovem da Resistência em Munique -, Peter Englund traça um retrato do quotidiano em tempo de guerra. Ao longo de trinta dias, acompanhamos a inquietação, a preocupação, a perda de convicções de quem procura a normalidade em circunstâncias excecionais. Com empatia e precisão, Englund recentra um dos momentos mais violentos do século XX na experiência individual, criando uma narrativa única e emocionante, que nos faz questionar os limites da condição humana. «Um feito extraordinário.» Antony Beevor, autor de Estalinegrado e A Segunda Guerra Mundial Este relato emocionante e empolgante [] recria a incerteza diária durante a guerra, tal como foi vivida por pessoas normais com informação limitada e poucos recursos. É uma obra de História monumental. Publishers Weekly Uma crónica meticulosa de pessoas comuns em circunstâncias de guerra extremas. Kirkus Reviews Peter Englund consegue transformar narrativa de guerra em literatura. Corriere della Sera
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Uma luz nova e objetiva sobre a guerra de África: está aqui a verdadeira realidade dos números Com novos dados sobre a guerra de África (1961-1975), o tenente-coronel Pedro Marquês de Sousa dá-nos a realidade do que foi a mobilização dos militares portugueses e a dos movimentos independentistas, as baixas militares e civis, as despesas do Estado Português, a quantidade de armas, de aeronaves, de navios, de viaturas. Toda a logística dos três ramos das Forças Armadas, fruto de uma investigação ampla e rigorosa, enriquecida com tabelas, gráficos e mapas. O impacto que a guerra de África teve na sociedade, na economia e na história dos povos de quatro nações justifica esta obra, que regista a quantidade de seres humanos envolvidos militares, guerrilheiros e civis, os mortos, os feridos e os dados estatísticos sobre os combates, revelando a evolução das operações militares nas três frentes, Angola, Guiné e Moçambique.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Uma visão única da Independência de Angola. Esta não é a visão de Luanda, é a visão do "outro lado". Onofre dos Santos foi um actor de primeira linha da Independência de Angola, do lado de Holden Roberto e Jonas Savimbi. Ministro da Justiça do governo que a FNLA e a UNITA formaram, roçou ombros com figuras decisivas, desenhou esperanças no atribulado governo a que pertenceu e viveu ameaças e situações extremas, a sombra da morte mesmo à porta. Porque a história só se escreve ao conhecermos a verdade daqueles que a constroem, Onofre dos Santos revela neste diário os acontecimentos que se sucederam àquele 11 de Novembro de 1975, retratando a realidade em que mergulhou e se afogou o ideal de uma geração. Esta é a história da Independência de Angola contada do "outro lado", longe de Luanda, ao lado da FNLA e da UNITA, de sul-africanos e portugueses que se bateram contra o MPLA, as tropas cubanas e os conselheiros soviéticos.
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Os Julgamentos de Nuremberga foram o mais importante processo internacional de todos os tempos. Tiveram início a 20 de novembro de 1945 e marcaram definitivamente o fim da Segunda Guerra Mundial. Os «crimes contra a Humanidade» ganharam novos contornos ao responsabilizar-se não só quem os praticou mas também aqueles que, pelos seus conselhos e influência, contribuíram para o deflagrar da guerra. Os alvos eram as mais altas personalidades do Terceiro Reich, civis e militares: Goering, Hess, Ribbentrop, Keitel ou Rosenberg. Hitler foi o grande ausente. Como se chegou a semelhante processo? Teriam os Aliados o direito de se arvorarem em juízes e carrascos de um país e de um regime vencidos? Seria o processo legítimo? E se a guerra tivesse sido ganha pelos nazis, teria o mundo assistido a um «Nuremberga» ao contrário? Estas são algumas das questões a que este livro procura dar resposta. Speer, um dos réus, declarará, ao reconhecer a culpabilidade do regime de Hitler: "Este processo é necessário. Mesmo sob uma ditadura, crimes tão abomináveis exigem uma responsabilidade comum. Seria uma desculpa inadmissível pretender escondermo-nos por detrás da obediência às ordens."
Nº Páginas: 387
Sinopse:
"Os Índios Potiguara: Memória, Asilo e Poder" é um livro que resulta de uma tese de doutoramento iniciada numa sorte de vertiginosa descida a um outro locus cultural. Por via dramática. Quando foi procurar estabelecer uma comunicação inicial com os índios Potiguara, ao chegar à reserva - formalmente interdita a "estranhos" - próximo à comunidade da Aldeia Galego, José Manuel Simões observou mais do aterrado um bimotor a despenhar-se, ignorando então que no seguimento desse acontecimento viria a realizar um documentário cinematográfico sobre esta comunidade, a doutorar-se no tema e a escrever este livro que engloba em interdisciplinaridade os campos da História, da Antropologia Cultural e das Teorias da Comunicação, acompanhando e refletindo em sede de metodologia tenho-histórica sobre um grupo cultural que se abriu ao exterior mas porfiando em manter traços, manifestações e representações culturais que apresenta como sendo ancestrais e singulares. Cruzando a documentação histórica, a cronística, a cartografia e um enorme arquivo cerzido por entrevistas a caciques, pajés e curandeiros, o autor foi percebendo a invenção da sua terra, do seu meio social e das suas manifestações e práticas culturais hoje. Este livro persegue um objetivo epistemológico: transformar a investigação empírica em contribuição para uma nova teoria da história da comunicação e da comunicação da própria investigação - a comunicação antropo-histórica entre comunidades ditas tradicionais e o ‘outro’ e a investigação em que o Mesmo, no sentido que lhe foi dado por Michel Foucault, incorpora e domina a invenção do Outro.
Nº Páginas: 472
Sinopse:
"Os impérios espanhol e português foram demasiadas vezes considerados aberrações, com base não na sua análise, mas nos seus estereótipos. Este livro pretende (re)construir a sua história, desmontando tais estereótipos da perspetiva da história das economias políticas desses impérios." A história de Espanha e Portugal está crivada de estereótipos, que são utilizados tanto para alimentar o triunfalismo como um pessimismo paralisante. Este livro compara as histórias de ambos os países e dos seus impérios na perspetiva do papel crucial que desempenharam na globalização inicial e do impacto que esta teve nas suas sociedades e na Europa em geral, assim como nas respetivas áreas de domínio em África, na Ásia e na América.
Nº Páginas: 550
Sinopse:
O fascínio pelo antigo Egito permanece intacto. Apesar de já terem passado mais de dois mil anos após o fim desta civilização, muitos são os mistérios sobre os seus costumes, política, religião ou cultura que continuam por desvendar. Quem fundou a monarquia egípcia? O que havia no túmulo de Tutankhamon? Os egípcios acreditavam no Além? O "Livro dos Mortos" era mesmo um livro? O que significa a maldição das múmias? Os egípcios faziam sacrifícios humanos? Porquê tantos escaravelhos? Onde estão os grandes palácios reais? Como eram os haréns faraónicos? Já havia pornografia no Antigo Egito? Porquê tantos túmulos em Tebas-Uaset? Quem assaltou os túmulos reais? Onde estão os túmulos de Alexandre e Cleópatra? Quem foi o maior faraó do Egito? Os egípcios eram mesmo negros? Quantos deuses tinham? Para que serviam os hieróglifos? Os escribas eram privilegiados? Como foram construídas as pirâmides? Quem venceu a batalha de Kadech? Estas são apenas algumas das perguntas a que o prestigiado egiptólogo Luís Manuel de Araújo responde neste livro ilustrado que resulta de uma profunda investigação e se revela essencial para melhor compreendermos uma civilização notável.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
Desde as civilizações mais antigas, passando por continentes perdidos e lendários, até um passado mais recente, a História está repleta de grandes mistérios. O código dos Templários Hitler e o Obscurantismo O assassínio dos Médici As pirâmides secretas do Japão As respostas aos temas mais controversos e inquietantes da Humanidade estão neste livro, uma obra apaixonante e esclarecedora em que dezenas de segredos, profecias, mitos e acontecimentos sem explicação são de novo colocados debaixo dos holofotes de conceituados historiadores e explicados à luz do conhecimento atual. Para os leitores ávidos de conhecimento, este livro apresenta de forma concisa, rigorosa e muito abrangente, as respostas que há muito procuram.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Uma história fascinante de desastres naturais, do seu impacto na nossa cultura e das formas de pensar sobre os que estão por vir. Terramotos, inundações, tsunamis, furacões, vulcões, todos são consequência das mesmas forças que dão vida ao planeta. Quando estas forças excedem a nossa capacidade de lhes resistir, tornam-se grandes desastres. Moldam as nossas cidades, elevam líderes, e derrubam governos e influenciam a maneira como pensamos, sentimos, lutamos, nos unimos e rezamos. A história dos desastres naturais é a história da humanidade. A erupção vulcânica em Pompeia e o terramoto de 1755 em Lisboa desafiaram e reforçaram as visões predominantes da religião; o furacão Katrina e o tsunami de 2004 dizem-nos muito sobre governos e globalização. Com a população em regiões perigosas a crescer e o aumento global das temperaturas, os desastres naturais são cada vez mais inevitáveis. Mas as catástrofes humanas podem ser prevenidas!
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"Os Flechas" conta a história pouco conhecida desta força paramilitar. Constituída por bosquímanos que, perseguidos e escravizados ao longo de séculos pelos povos Banto, se aliaram aos portugueses no contexto da Guerra Colonial, os Flechas foram alargando progressivamente o seu espectro de acção, não só sob a alçada da PIDE, mas também em apoio às operações das Forças Armadas. Os seus conhecimentos do terreno e das populações autóctones, as suas qualidades como pisteiros e a sua grande resistência às condições ambientais locais foram de grande utilidade ao esforço de guerra português.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Este volume narra a história de umas bodas de sangue, legitimadas por um razoável contrato de agregação, seguido, ao longo de sessenta anos, por frequentes episódios de violência doméstica. O contrato de agregação, aprovado pelas Cortes de Tomar, garantia formalmente a Portugal a continuidade das suas instituições, das suas leis gerais, mas retirava-lhe a independência, proporcionada por um "rei nacional". A política, a paz e a guerra passaram a ser traçadas em Madrid. E o contrato de agregação não era entre parceiros iguais. Basta um apontamento para que não restem dúvidas. Os titulares de Castela dialogavam com o rei de chapéu na cabeça, mas os duques de Bragança, de Aveiro, os titulares e fidalgos portugueses tinham de tirar o chapéu ou o barrete. A agregação dos Estados e territórios da Península sob a coroa dos Filipes não seguiu um ideal de união de iguais nem assentava num sentimento dominante de identidade hispânica. Materializava a ambição de juntar mais território, mais soldados, mais riqueza para manter e ampliar a posição dominante e prosseguir a cruzada utópica de restabelecer, sobre a Europa luterana e calvinista, a monarquia universal católica e de a alargar aos povos dos outros continentes, com as armadas de comércio, de guerra, e a pregação dos soldados de Cristo.
Nº Páginas: 242
Sinopse:
Até 1945, os seus pais eram heróis. Depois da derrota alemã, o mundo passou a chamar-lhes carrascos. Gudrun, Edda, Niklas, entre outros, são filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, apelidos que são sinónimos do terror nazi. Estas crianças alemãs passaram a II Guerra Mundial no meio do luxo, acarinhados por pais afectuosos, que ao fim do dia regressavam a casa após uma jornada de morte. Para eles, o fim do III Reich foi um desastre. Inocentes, tiveram de lidar com os crimes perpetrados pelos pais: uns condenaram--nos, outros continuaram a reverenciá-los. Crianças assombradas por uma herança que não puderam repudiar. Que ligações mantiveram com os seus pais? Como se vive com um nome diabolizado pela História e pela Humanidade? Sentir-se-ão responsáveis pelas atrocidades nazis? Setenta anos depois, quando a memória se começa a perder, este é um documento perturbador, um documento apaixonante, um documento essencial.
Nº Páginas: 242
Sinopse:
Até 1945, os seus pais eram heróis. Depois da derrota alemã, o mundo passou a chamar-lhes carrascos. Gudrun, Edda, Niklas, entre outros, são filhos de Himmler, Göring, Hess, Frank, Bormann, Höss, Speer e Mengele, apelidos que são sinónimos do terror nazi. Estas crianças alemãs passaram a II Guerra Mundial no meio do luxo, acarinhados por pais afectuosos, que ao fim do dia regressavam a casa após uma jornada de morte. Para eles, o fim do III Reich foi um desastre. Inocentes, tiveram de lidar com os crimes perpetrados pelos pais: uns condenaram-nos, outros continuaram a reverenciá-los. Crianças assombradas por uma herança que não puderam repudiar. Que ligações mantiveram com os seus pais? Como se vive com um nome diabolizado pela História e pela Humanidade? Sentir-se-ão responsáveis pelas atrocidades nazis?
