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Nº Páginas: 264
Sinopse:
"A afirmação pode parecer surpreendente na altura em que uma preocupante mistura de entrincheiramento identitário e neoliberalismo resignado parece prevalecer em quase todo o lado. Mas mesmo assim continuo otimista. Na condição de termos em conta todas as transformações institucionais que isso implica, assimilarmos todas as lições das estratégias políticas que daí resultam e, sobretudo, nunca deixarmos para os outros a solução das questões sociais e económicas e as reflexões sobre o sistema socioeconómico alternativo. São questões eminentemente políticas sobre as quais todos os cidadãos devem ter uma opinião, e nas quais devem envolver-se. Só invertendo as relações de saber e poder, e retomando o curso das mobilizações sociais e coletivas, poderá a marcha para a igualdade e dignidade recuperar os seus direitos e o parêntesis nacional-liberal ser encerrado.» Thomas Piketty"
Nº Páginas: 552
Sinopse:
Este livro reúne reportagens, crónicas, alguns textos nunca publicados e 148 fotografias a cores, quase todas inéditas. Ao começar a organizá-lo fui em busca da revista com a última ida a Gaza. Tinha pensado talvez pô-la em anexo, já que o livro seria pós-7 de Outubro de 2023 e a reportagem era seis anos anterior. Mas quando a li, do título à última linha, parecia a véspera do 7 de Outubro. Nunca estivera online, não circulara. E dias depois achei na ¿nuvemas 282 fotografias dessa última ida. Não podia ser um anexo. Então é assim que o livro abre, dentro de Gaza, onde os jornalistas do mundo estão impedidos de entrar desde 7 de Outubro: primeiro a reportagem, depois uma sequência de 37 imagens. Seguem-se os textos pós-7 de Outubro, sempre por ordem cronológica. A parte II reportagens na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e em Israel também fecha com imagens: uma série de 111 (de entre as mais de 4000 que fiz lá entre fins de 2023, início de 2024). Todas as fotografias estão legendadas no fim. Editei os textos para limpar repetições fastidiosas de contexto e coisas toscas de escrever em cima da actualidade, até ao limite em que o jornal tinha de ir para a gráfica. Acrescentei notas de rodapé com actualizações, referências, fontes. A data por cima dos títulos é a da publicação (no caso de um texto ter ficado online antes do papel, conta essa data). As origens dos textos estão indicadas. Há quatro mapas, o primeiro na Introdução, os restantes na parte II. A história que leva ao 7 de Outubro remonta ao século XIX. Escrevi sobre partes dela em três livros anteriores (Oriente Próximo; E a Noite Roda; Líbano, Labirinto). Todos os outros textos sobre Israel/Palestina desde 2002 continuam por compilar. Este é um livro pós-7 de Outubro, com a excepção dessa última ida a Gaza. A.L.C., Março de 2025
Nº Páginas: 320
Sinopse:
Um Homem Comum num Tempo Incomum é mais do que um livro de memórias é um testemunho pessoal e reflexivo de um médico que, inesperadamente, se viu envolvido na política, especialmente durante a pandemia da COVID-19. A obra revisita as origens e valores que moldaram o autor, a vocação pela medicina e a entrada acidental na política. O livro detalha os bastidores do combate à pandemia, destacando os desafios enfrentados como secretário de Estado da Saúde e as decisões difíceis tomadas em momentos críticos. Apesar das dificuldades, o autor valoriza cada vida salva e os ensinamentos que daí resultaram. Além disso, apresenta um balanço das suas vivências políticas, das ilusões e desilusões, e reflete sobre o futuro do sistema de saúde em Portugal, defendendo a importância de consensos e reformas duradouras. A obra termina com uma mensagem de esperança: tempos difíceis podem formar gerações extraordinárias e a memória, se bem usada, ajuda a construir um futuro melhor.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
Anatomia de Um Totalitarismo Suave «O wokismo é um fenómeno de origem universitária. No entanto, o impacto que tem hoje em vários âmbitos das nossas políticas públicas da educação à família, da saúde ao desporto, da cultura aos media transportam-no inevitavelmente do campus universitário para o espaço alargado da sociedade e da política. É hoje neste espaço que é discutido, e é nestas discussões públicas que emergem as maiores perplexidades. As perguntas que quase sempre afloram são sobretudo estimuladas pelo futuro. Onde iremos parar? Como aceitar que, no seio de instituições seculares como as universidades, no lugar da liberdade e do gosto pela discussão, se tenha instalado uma cultura de cancelamento em que jovens se entretêm a policiar a linguagem usada por colegas e professores, ou a derrubar estátuas no espaço público? Como interpretar a banalização de atitudes censórias e a normalização das discussões sobre quem afinal deve ter ou não ter palco? Que esperar da transformação da imprensa em instrumento de promoção ou detracção de políticos? Sobre tudo isso se interroga hoje, angustiado, o cidadão comum das sociedades ocidentais.» Alexandre Franco de Sá
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Em Mais IA, Melhor Educação , Um guia essencial para pais, alunos e professores, o professor Jorge Rio Cardoso, autor de vários bestsellers na área da educação e conselheiro de inúmeras escolas do país, revela como a Inteligência Artificial (IA) pode transformar a forma como aprendemos e ensinamos, tornando o estudo mais inteligente, personalizado e até divertido. A inteligência artificial já está na sala de aula e ignorá-la não é uma opção. Este guia mostra como a escola do futuro será moldada pelo uso inteligente da tecnologia, preparando educadores e alunos para os desafios e oportunidades do século XXI . Com uma lista dos 150 melhores programas de inteligência artificial, práticas éticas e seguras para que a tecnologia complemente e não substitua a interacção humana, Mais IA, Melhor Educação é o passaporte para compreender e capitalizar a revolução em curso na educação e preparar caminho para a nova era educacional.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Portugueses que fazem a diferença pelo mundo As carreiras internacionais são um mosaico de emoções: fascínio pelo desconhecido e saudade do que ficou para trás. Assim como eu, muitos portugueses, por necessidade ou escolha, embarcaram em aventuras que os levaram a lugares distantes. Todos partem de um ponto comum Portugal e seguem por caminhos únicos, carregando no coração as memórias, os valores e a identidade de uma nação. A partir de conversas que deram origem ao podcast «Caminhos Globais», gravado em países como Turquia, Austrália, Portugal, Dinamarca, Moçambique, Senegal e Quénia, surgiu a ideia deste livro. O objetivo é claro: identificar padrões, valores e estratégias que possam inspirar outros desde aqueles que estão a começar aos que estão no meio da jornada ou já planeiam regressar a Portugal. Este livro é, acima de tudo, uma homenagem a quem leva a bandeira de Portugal pelo mundo. Não se trata apenas de trabalho; trata-se de construir pontes entre histórias individuais e coletivas, de criar uma comunidade onde vozes portuguesas ressoam em organizações como a ONU, a União Europeia e tantas outras. A particularidade de uma carreira internacional é a itinerância. Ao contrário de quem emigra para criar raízes, os profissionais globais vivem em movimento, sempre com as malas prontas. Portugal, para nós, é mais do que um país: é o lugar das memórias, das saudades e das reconexões. Cada percurso é único mas há traços comuns de personalidade que fui identificando ao longo das entrevistas: a capacidade de gerar empatia, a importância do conhecimento linguístico, a curiosidade e espírito de aventura, a importância da resiliência. Para além disso também ficou realçada a vantagem de ter mentores e a estabilidade emocional e o apoio familiar. Também foi mencionado inúmeras vezes a necessidade de reforçar a ligação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e embaixadas e os profissionais internacionais. Caminhos Globais é mais do que um relato de histórias; é um convite para explorar, aprender e inspirar. Este livro é para os que já embarcaram nessa jornada, para os que aspiram fazê-lo e para todos que acreditam que levar Portugal ao mundo é mais do que uma missão é um propósito. Que estas páginas sejam uma fonte de motivação e um guia para quem deseja fazer parte desta comunidade de portugueses que, com talento e determinação, deixam a sua marca no cenário internacional.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Arriving alongside hundreds of thousands of other - what we referred to ourselves as - expats, I realised that had I considered Portugal a decade or so earlier, I would¿ve regarded this country (¿) to be somewhere in Latin America. Rather than a nation whose history extended back a thousand years, and a people even further. But after three years of travelling from each corner, coastline, island volcano, vineyard, village and city of this country, I came to understand the essence of its grandeur, its pride, the reason why it was able to chip away at the statue of the world, and the world at it. Discovering the reason why my rent had skyrocketed, and what was pulling people from all parts of the world to make their lives here. This is a journey across a sun-kissed, battle-scarred, boat launch, wine-soaked nation through the eyes of a traveller seeking to understand its heart and soul. To discover the glory, tragedy, pitfalls and triumphs that are etched, sometimes secretly, into the land, its buildings and people.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
Esta é uma longa viagem por uma nação beijada pelo sol, com cicatrizes de batalhas, barcos atracados e vinho a rodos, vista pelos olhos de um viajante que quer compreender o seu coração e a sua alma. Para descobrir a glória, a tragédia, as armadilhas e os triunfos que estão gravados, por vezes secretamente, na terra, nos seus edifícios e nas suas gentes.
Edição: Jun 2025
Nº Páginas: 328
Sinopse:
“Casos e casinhos” foi a expressão arremessada ao então primeiro-ministro António Costa para caracterizar uma série de escândalos verificados durante a sua governação. Poder-se-ia dizer o mesmo de todos os outros governos. Na verdade, no período após a Revolução, têm sido muitas as ocorrências que vão pondo em causa a política e os políticos portugueses. Quais, como e quanto afetam o nosso sistema? A resposta encontra-se em Isto é um escândalo, que resulta da larga experiência do investigador e ex-jornalista Bruno Paixão no estudo da temática. O livro põe a nu a relação entre políticos, media e Justiça, não descartando má conduta, subornos, fraudes, cunhas ou favores, mas também conspirações, segredos e intrigas dos bastidores do poder. Aqui se revelam os 100 principais escândalos dos 50 anos decorridos após Abril, para demonstrar que, sejam situações graves ou meros fait-divers, os casos constituem um risco para a saúde democrática nacional – ainda que se deixe claro que algo está podre numa democracia sem escândalos.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Muitas das nossas crianças e jovens e, sejamos sinceros, muitos adultos, já não vivem sem ter um telemóvel, um tablet ou um comando na mão. Os dias passam-se a fazer um scroll ininterrupto, com adolescentes fechados nos quartos a viver nas redes sociais uma vida paralela para a qual não convidam os pais. As relações desgastam-se, a autoestima fica dependente dos likes e os fenómenos online destrutivos põem em causa a segurança de quem não tira os olhos do ecrã. Se esta realidade exige uma tomada de consciência - e mudanças urgentes -, a psicóloga Ivone Patrão, a grande referência na área da ciberpsicologia em Portugal, também garante que AINDA VAMOS A TEMPO de construir uma dinâmica saudável com a tecnologia, reforçando as relações entre pais e filhos, amigos, casais e colegas. Trazendo para o debate o impacto que o digital está a ter no desenvolvimento dos mais novos, este é o livro que nos mostra de forma clara a dimensão do problema que enfrentamos, mas que também nos ajuda - com propostas muito concretas para se mudar comportamentos no dia a dia - a encontrar as soluções e a ligarmo-nos mais uns aos outros no mundo real.
Nº Páginas: 276
Sinopse:
Nas suas histórias, os bons romancistas contam sempre com uma personagem que acaba por ter tanta importância quanto o protagonista: o espaço onde a ação acontece. Por isso, não há melhor guia para conhecer Havana do que Leonardo Padura, o autor que nunca deixou de a retratar em diferentes períodos e em cada um dos seus romances. Mas Ir a Havana é mais do que um livro sobre uma cidade. Sendo ela parte fundamental da identidade do escritor, muito do que tem sido a sua vida invade estas páginas. Assim, de Mantilla – onde nasceu – aos mais diversos recantos da capital cubana, o passeio complementa-se com as experiências do escritor, fotografias, histórias surpreendentes, e, como não podia deixar de ser, com os fragmentos dos seus romances que deram nova vida a estes espaços. Uma leitura incontornável para todos os que se têm deliciado com os casos investigados por Mario Conde ou com o passado evocado em tantos romances de Padura, com quem aprendemos a sentir esta cidade e a viajar nas suas memórias.
Nº Páginas: 244
Sinopse:
O FAROL DA LIBERDADE NO OCIDENTE RUIU. Com uma reeleição presidencial sustentada no “mito do homem forte”, na desinformação e em atropelos inéditos às instituições democráticas, mas também na incapacidade dos seus antecessores para responderem aos reais problemas do povo, Donald Trump parece querer dirigir os Estados Unidos da América rumo a uma autocracia. Com isso, parece também terminada a liderança dos EUA sobre os países que ainda vivem em democracias reais — até quando? Germano Almeida condensou quase três décadas de análise política norte-americana e internacional, visitou os EUA e conversou com especialistas conceituadas, como Daniela Melo e Ana Rita Guerra, para nos trazer o livro O Colapso da Verdade. Nele, aborda as razões que levaram Trump de novo à Casa Branca, a entourage que o rodeia — como Elon Musk e Steve Bannon — e avalia as principais medidas da nova administração e o impacto que já estão a ter no mundo. Teremos nós, ocidentais, tomado a liberdade e a democracia por garantidas? E, por causa disso, estará o nosso modo de vida em risco?
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Vinte e cinco anos após a publicação do seu inovador primeiro livro, A Chave do Sucesso, Malcolm Gladwell regressa com um volume totalmente novo que reformula as suas lições à luz de novos e surpreendentes conhecimentos. Através de uma série de histórias fascinantes, Gladwell traça a ascensão de uma nova e preocupante forma de engenharia social. Leva-nos às ruas de Los Angeles para conhecer os assaltantes de bancos mais bem-sucedidos, redescobre um programa de televisão esquecido dos anos 1970 que mudou o mundo, visita o local de uma experiência histórica num pequeno beco sem saída no norte da Califórnia, e oferece uma história alternativa de duas das maiores epidemias da atualidade: a COVID e a crise dos opiáceos. A Vingança do Ponto de Viragem é o livro mais pessoal de Gladwell até à data. Com a sua mistura caraterística de narração de histórias com ciência social, oferece um guia para dar sentido aos contágios do mundo moderno. É altura de levarmos os pontos de viragem a sério.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
"Como olhar então para estes quase cinquenta anos de história dos media em Portugal? Como ver essa evolução associada a estes cinco grandes protagonistas da história portuguesa, supremos magistrados da nação, e como pensar essa história sob a influência e o exercício da sua ação política? Qual, ou quais deles, foram mais determinantes no impulso ou na inflexão do caminho para a consolidação do pluralismo e da diversidade da comunicação social, no reforço sustentado da opinião pública portuguesa e da sua literacia mediática?"
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Miguel Pinto Luz, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais que disputou com Rui Rio a mais recente corrida à liderança do PSD, tem uma visão clara para Portugal. Acredita que os valores que defende, como a transparência e uma maior proximidade entre decisores e cidadãos, são a chave para devolver aos portugueses o interesse pela política. Já apelidado de moderado radical, este social-democrata convicto, sempre com os olhos postos no futuro, expõe neste livro as suas ideias para um País mais competitivo, equilibrado e justo.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
"A Amizade Leva-nos Mais Longe" é, como o título sugere, uma história sobre o poder incrível da amizade, sobre como os amigos são, efetivamente, o maior tesouro que podemos conquistar e preservar ao longo da vida. O autor e narrador deste livro, o norte-americano Kevan Chandler, sofre de uma doença rara e altamente incapacitante, que o obriga ao uso de uma cadeira de rodas. A doença limita drasticamente os seus movimentos e a sua liberdade. Condiciona-o a vários níveis e, apesar da sua alegria, bom humor e vitalidade admiráveis, impede-o de realizar muitos dos seus sonhos. Um deles era viajar. Contudo, este livro conta-nos como, com a ajuda de um grupo de amigos e da sua personalidade combativa, Kevan realizou o sonho de conhecer o mundo. Graças a uma espécie de mochila construída para o efeito, livrou-se da cadeira de rodas e visitou durante semanas vários países, como França, Inglaterra, Irlanda e até a China, transportado às costas dos seus amigos na odisseia incrível que resolveu contar neste livro.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Em 2015, um grupo de hackers russos invadiu o sistema de computadores da Comissão Nacional Democrática nos E.U.A. As fugas de informação provocadas por esse ataque mudaram o futuro da democracia americana para sempre. Mas o ataque não terminou aí: nesse mesmo ano, os russos não só invadiram as redes da Casa Branca, como também colocaram implantes na rede elétrica americana e nas centrais nucleares, capazes de deixar grandes áreas do país sem energia elétrica de um momento para o outro. Foi o culminar de uma década de escalada da sabotagem digital entre as grandes potências mundiais, em que os americanos se tornaram vítimas involuntárias das batalhas da China, do Irão, da Coreia do Norte e da Rússia no ciberespaço para se boicotarem entre si. "A Arma Perfeita" é a narrativa sobre como o aumento do uso de ciberarmas transformou a geopolítica de uma maneira que não acontecia desde a invenção da bomba atómica. Além de serem baratas, é fácil negar a responsabilidade pelo seu uso e são muito eficazes para alcançar uma série de finalidades maliciosas — de danificar infraestruturas a semear a discórdia e a dúvida. É por isso que atualmente as ciberarmas são os instrumentos preferidos tanto de democracias como de ditadores e terroristas.
Nº Páginas: 416
Sinopse:
"São 13 histórias que se leem de um fôlego. Para que a memória não se apague e as tragédias não sejam esquecidas.» Teresa de Sousa «Numa escrita rápida, direta e eficaz, própria do jornalismo, Paulo Dentinho aborda os acontecimentos que testemunhou partindo dos bastidores das reportagens.» José Manuel Barata-Feyo «Sair da Estrada é um livro de descobertas." Mário Zambujal
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Com um talento raro para observar, ouvir e contar, a jornalista Daniela Santiago, que os portugueses conhecem pela vivacidade dos seus trabalhos enquanto correspondente da RTP em Espanha, faz neste livro uma peregrinação pelas causas do ressurgimento da extrema-direita na Península Ibérica. O fenómeno manifestou- se primeiro em Espanha, com a subida em flecha de popularidade do partido Vox, mas depressa se alastrou a Portugal, com a ascensão, ainda que menos fulgurante, do Chega. Daniela Santiago explora os contornos sociais e políticos deste vendaval protagonizado por Santiago Abascal e André Ventura, dois homens saídos da sombra de partidos da direita moderada que são hoje discípulos assumidos de Marine Le Pen, Matteo Salvini ou Viktor Orbán, além de parentes de uma família internacional que Bolsonaro e Trump também integram. Até onde poderão ir o Vox e o Chega, nos países que já foram governados com punho de ferro por Franco e Salazar, é a pergunta que fica neste livro apaixonante construído ao ritmo das melhores narrativas da não-ficção.
Nº Páginas: 360
Sinopse:
Desde o seu nascimento, em 1984, que a vida de Kim Jong Un tem estado rodeada de mitos e propaganda, desde os mais inusitados (alegadamente era capaz de conduzir um automóvel aos três anos de idade) às histórias lugubremente sangrentas de familiares que morreram por ordem sua. Anna Fifield reconstrói nesta biografia o passado e o presente do líder norte-coreano com base no acesso exclusivo a fontes próximas do líder e dá o seu contributo para tentar explicar a missão dinástica da família Kim na Coreia do Norte. Poucas pessoas terão pensado que um jovem fanático de basquetebol, inexperiente, pouco saudável e educado na Suíça podia suster a unidade de um país que devia ter sucumbido há muitos anos, durante o despótico governo familiar da dinastia Kim. Mas Kim Jong Un não só sobreviveu, como prosperou, estimulado pela aprovação de Donald Trump e pelo mais estranho afeto da diplomacia. Numa perspetiva cética, mas aprofundada, Anna Fifield desenha um retrato fascinante do regime político mais bizarro e secreto do mundo, um país isolado, mas internacionalmente relevante, falido, mas detentor de armas nucleares, e do seu dirigente, o autoproclamado Líder Amado e Respeitado, Kim Jong Un.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
“É pior, muito pior do que pensa”, alerta-nos David Wallace-Wells. O premiado jornalista sabe do que fala, há décadas que recolhe histórias sobre alterações climáticas. Algumas delas, no início, pareciam-lhe quase fábulas – como a dos cientistas que ficaram isolados numa ilha de gelo rodeados por ursos polares. Com o tempo, porém, deixou de ver nelas qualquer sentido alegórico. A realidade começou a fornecer-lhe material de reflexão cada vez mais sombrio. Os desastres climáticos sucedem-se agora a uma velocidade e a uma escala sem precedentes na história da humanidade. Ao mesmo tempo, todos os estudos científicos sobre a transformação em curso do nosso planeta apontam num único sentido – o fim do mundo tal como o conhecemos. É pois a partir dos factos observáveis, e das previsões possíveis sobre o modo como vamos viver, que este livro se constrói. Com um enorme sentido de urgência, e num tom que evoca a reportagem de guerra, o autor dá-nos, resumida e analisada, a informação mais relevante de que hoje dispomos. E o que todas as projeções antecipam é um cenário de horror bíblico: morte por hipertermia, por afogamento, por inanição, por falta de água potável, por desastres naturais e epidemias. E não estamos a falar de dezenas de pessoas, mas de milhões. E não estamos a falar no horizonte remoto de 2050 ou de 2100, mas daquilo que espera a nossa geração.
Nº Páginas: 184
Sinopse:
A 20 de outubro de 2018, Judite Sousa partiu para o Brasil, como enviada especial da TVI, para fazer a cobertura da campanha da segunda volta do candidato Jair Bolsonaro. À chegada ao Rio de Janeiro, a repórter encontrou um país a gritar por mudança. Esse desejo de mudar tinha um rosto: Jair Bolsonaro, ex-militar e deputado de extrema-direita, que agora jurava dar um novo rumo ao Brasil. Judite Sousa viu-se confrontada com o imprevisto. Bolsonaro, que fora agredido com uma facada na campanha para a primeira volta das eleições presidenciais, teria de ficar em casa durante as duas semanas da campanha para a segunda volta, tornando-se assim no candidato invisível. Sem debates ou ações de rua, como seria possível para a TVI fazer as reportagens para Lisboa? Bolsonaro usava as redes sociais para fazer passar as suas mensagens ao eleitorado brasileiro, um meio de comunicação privilegiado das novas democracias. O perigo da extrema-direita, aliado ao poder das tecnologias, tornou-se o ângulo principal do trabalho de Judite Sousa. Neste livro, a autora parte da realidade política do Brasil para analisar outras democracias que aparentam estar em crise e onde os eleitores são conquistados através do WhatsApp, do Facebook, do Twitter e das fake news - esse fenómeno viral que elege ou destitui políticos e ensombra a História contemporânea.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Neste livro, e com a frontalidade que o caracteriza, Rui Moreira não deixa nada por dizer. Quase a terminar o terceiro mandato como independente na presidência da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira reúne um conjunto de textos nos quais aponta um país «de brandos mas cada vez piores costumes» e sobrecentralizado na capital, reflete sobre o descrédito do sistema judicial e a crise de confiança nas instituições democráticas, denuncia uma «Constituição maçadora e obsessiva» que «se protege dos cidadãos», e não esquece questões que têm estado no centro da discórdia, como o turismo e a imigração. Em Ponto Final, Rui Moreira não usa meias palavras para fazer reparos, mas também indica soluções para os problemas da educação («a escola pública é o único elevador social de que dispomos»), dos transportes (como a localização do novo aeroporto de Lisboa e a Linha do Norte), do excesso de burocracia e da proteção social. Olha também para a Europa e para o Mundo, mas é sempre ao Porto, «a cidade que teve a desfaçatez de crescer, modernizar-se, ganhar qualidade de vida, tornar-se mais democrática e cosmopolita», que regressa.
Nº Páginas: 292
Sinopse:
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Uma análise fascinante sobre o equilíbrio entre o mundo árabe e o mundo ocidental - será que há esperança num futuro de paz e estabilidade? Numa operação de charme para conquistar o Ocidente, a Arábia Saudita, a primeira potência do Médio Oriente, tem sofrido várias metamorfoses, que vão da geopolítica, energia e economia e finanças à tecnologia e à luta contra as alterações climáticas. Por outro lado, parece emergir da vitimização anti-Israel a vontade de quebrar a cadeia de ódio contra o Ocidente (e o seu financiamento), que conduziu à propagação da Jihad e da violência fanática. A enorme área em desenvolvimento, entre o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho, atrai investimento e empresas estrangeiras e acolhe novos fluxos de empresários, turistas, estudantes e investigadores. Assistimos ainda à secularização em curso, que reduz os poderes do clero islâmico, liberaliza os costumes e melhora os direitos das mulheres. Mas o que está por trás de tudo isto? Neste livro, e inspirado nas suas mais recentes viagens, Federico Rampini revela-nos o novo império árabe e põe a descoberto as mudanças operadas por um regime autoritário (que deve ser mantido sob guarda), mas que quer relançar o seu papel no mundo, recordando o que foi a idade de ouro da sua civilização. Agora que o Médio Oriente está de novo em chamas, de que lado se encontra a Arábia Saudita? A ameaça é permanente, perante um adversário como o Irão e com o conflito israelo-palestiniano, que afeta líderes e povos de toda a região. Mas o desenvolvimento de África, a estabilidade do Mediterrâneo, a segurança mundial e a transição para uma economia menos condicionada pelo petróleo também dependem do sucesso, ou não, dos planos futuristas que emergem nesta parte do mundo.
Nº Páginas: 280
Sinopse:
Os tempos atuais são muito desafiantes. As dinâmicas sociais nacionais e internacionais exigem uma atitude reflexiva, uma indagação constante e um projeto de enunciados que ousem responder às pessoas e às comunidades. A Europa, em geral, e Portugal, em particular, constituem-se como territórios de múltiplos movimentos, uns mais evidentes do que outros, uns mais positivos do que outros. Estas dinâmicas ocorrem num contexto de inserção em processos económicos e sociais globais, exigentes em todas as suas vertentes. Importa conhecer, diagnosticar, inquietar e pôr em debate. Igualmente, importa apontar caminhos, definir estratégias, em ambiente mais ou menos académico, mas sempre num debate alargado, para o qual este livro pretende contribuir. O livro organiza-se numa lógica temática e de acordo com as diferentes escalas territoriais, mais ou menos globais, mais ou menos locais. Pretende discutir algumas das dimensões mais relevantes das sociedades atuais, sistematizando debates que importa aprofundar face aos enormes desafios com que nos deparamos, contribuindo dessa forma para o fundamental debate social. "Ler é sempre aprender, e neste caso é aprender sobre quem escreve, o Eduardo Vítor Rodrigues é um moderado de convicções profundas, o que, num mundo de "cancelamentos"e de geste que rasga vestes por causas que não duram mais do que uma tarde, é coisa rara e de valor.", João Pedro Matos Fernandes, prefácio.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
«Podemos prestar cuidados básicos a todos e estar prontos para fazer face a qualquer doença que surja – e contê-la. Neste livro explico o plano para eliminar a ameaça que as pandemias representam para a humanidade e os passos que temos de dar para que não tenhamos de viver outra catástrofe como a COVID.» BILL GATES A pandemia da COVID-19 ainda não acabou. Enquanto os governos de todo o mundo tentam controlá-la, também já falam sobre o que poderá acontecer a seguir. Como evitar que uma nova pandemia mate milhões de pessoas e arrase a economia mundial? É legítimo pensarmos que vamos consegui-lo? Bill Gates acredita que sim e neste livro expõe de forma clara e convincente o que o mundo deveria ter aprendido com a COVID-19 e o que todos nós podemos fazer para evitar outro desastre como este. Apoiado no conhecimento partilhado pelos maiores especialistas mundiais e na sua própria experiência no combate a doenças fatais através da Fundação Gates, explica o funcionamento das doenças provocadas pelos coronavírus e mostra como as nações do mundo, trabalhando juntas e cooperando com o setor privado, podem não só evitar outra catástrofe semelhante à COVID, mas também eliminar todas as doenças respiratórias, incluindo a gripe. Este é um apelo claro, global e sério, feito por um dos maiores e mais eficazes pensadores e ativistas da atualidade.
Nº Páginas: 228
Sinopse:
«Num momento em que nos aproximamos do cinquentenário da Revolução do 25 de Abril, momento fundacional da nossa democracia, espero que estas reflexões sobre a qualidade do sistema político e sobre a nossa integração europeia possam ser úteis, sobretudo para os mais jovens. É essencialmente com o seu futuro que estou preocupado. Quanto mais esclarecidos e exigentes forem os jovens, melhores garantias temos de regeneração política e de progresso económico e social do País.»
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Em "Dez Argumentos para Apagar já as Contas nas Redes Sociais", Jaron Lanier, um insider que continua a agir como a voz da consciência do sistema do qual foi um dos pioneiros, oferece-nos dez poderosas explicações para a necessidade urgente de todos nós deixarmos essas perigosas plataformas online. Num crescendo argumentativo bem construído e fundamentado, Lanier demonstra como as redes sociais trazem à tona o que há de pior nos seres humanos e, com o acordo tácito de milhares de utilizadores ignorantes, nos enganam com ilusões de popularidade e sucesso, distorcendo a noção de verdade, desligando-nos dos outros mesmo quando estamos mais «conectados» do que nunca, tudo para nos roubarem o nosso livre-arbítrio, bombardeando-nos com anúncios direcionados. Num mundo onde estamos sob a vigilância e a estimulação contínuas de algoritmos geridos por algumas das corporações mais poderosas da história da humanidade, que ganham dinheiro a manipular o nosso comportamento, como reconhecer esses perigos? Sem que a exposição da malevolência que governa os modelos de negócios das redes sociais na atualidade o impeça de continuar otimista em relação à tecnologia, Lanier aponta um cenário humanista para o futuro das redes sociais, tendo como valor supremo o bem-estar e o progresso equilibrado do homem.
Nº Páginas: 344
Sinopse:
O que estamos dispostos a sacrificar pela verdade? Maria Ressa, Prémio Nobel da Paz de 2021, dedicou a vida a lutar pela verdade, pela liberdade e pela sobrevivência da democracia. E, por isso, arrisca-se a passar o resto da vida na cadeia. O seu trabalho jornalístico levou-a a desmontar a rede de desinformação criada pelo Presidente das Filipinas, que espalhou mentiras e ódio para garantir o poder e instaurar um regime sanguinário. Porém, as descobertas que fez revelaram também que a estratégia de Duterte foi a mesma que sustentou os principais movimentos de privação das liberdades democráticas, como o Brexit, a invasão russa da Ucrânia ou o ataque ao Capitólio em Washington. Por detrás de todos estão entidades aparentemente insuspeitas, como o Facebook e as poderosas instituições de Silicon Valley. "Como Fazer Frente a Um Ditador" acompanha a vida e obra de Maria Ressa, para mostrar como as nossas opiniões e os nossos votos são manipulados, destruindo as liberdades individuais. E traz também um grito de alerta e um pedido urgente da autora: acordemos
