Edição: Mai 2015
Nº Páginas: 304
Sinopse:Este volume narra a história de umas bodas de sangue, legitimadas
por um razoável contrato de agregação, seguido, ao longo de
sessenta anos, por frequentes episódios de violência doméstica. O
contrato de agregação, aprovado pelas Cortes de Tomar, garantia
formalmente a Portugal a continuidade das suas instituições, das suas
leis gerais, mas retirava-lhe a independência, proporcionada por um
"rei nacional". A política, a paz e a guerra passaram a ser traçadas
em Madrid. E o contrato de agregação não era entre parceiros iguais.
Basta um apontamento para que não restem dúvidas. Os titulares de
Castela dialogavam com o rei de chapéu
na cabeça, mas os duques de Bragança, de Aveiro, os titulares e
fidalgos portugueses tinham de tirar o chapéu ou o barrete.
A agregação dos Estados e territórios da Península sob a coroa dos
Filipes não seguiu um ideal de união de iguais nem assentava num
sentimento dominante de identidade hispânica. Materializava a
ambição de juntar mais território, mais soldados, mais riqueza para
manter e ampliar a posição dominante e prosseguir a cruzada utópica
de restabelecer, sobre a Europa luterana e calvinista, a monarquia
universal católica e de a alargar aos povos dos outros continentes,
com as armadas de comércio, de guerra, e a pregação dos soldados
de Cristo.
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