Edição: Dez 2008
Nº Páginas: 408
Sinopse:"Memórias Póstumas de Brás Cubas e o Quincas Borba" são dois dos principais romances de Machado de Assis unidos por um personagem comum ¿ os outros são "D. Casmurro, o Isaú e Jacó".
Nesta fase, a prosa de Machado de Assis (1839-1908) distingue-se pela ironia, o modo como interpela os leitores e por evitar o realismo "implacável e lógico" que ele criticou em "O Crime do Padre Amaro", de Eça de Queirós.
Ao cepticismo distanciado de Memórias Póstumas de Brás Cubas segue-se, seis anos depois, em "Quincas Borba" a credulidade romântica de Rubião, humilde professor tornado rico por herança de filósofo e perdido no Rio de Janeiro e na Corte em busca de emoções. Rubião é fascinado por Sofia e enganado pelo marido desta, Cristiano Palha, que transforma a mulher em instrumento da sua ascensão burguesa. Mas Sofia não tem a audácia de uma Bovary, nem sequer a desenvoltura da Luísa de "O Primo Basílio" e Rubião naufraga nas esperanças perdidas.
Se "Memórias Póstumas de Brás Cubas" deixa um rasto de lúcida diversão que evita a tragédia, Quincas Borba mergulha na irreversível loucura do seu personagem. Rubião parece destinado a ilustrar a teoria do filósofo "Quincas Borba", resumida na frase ao vencedor, as batatas. Neste romance cuja acção decorre entre 1867 e 1870 são visíveis os reflexos dos acontecimentos da época, desde a guerra do Brasil com o Paraguai ao esplendor e queda de Napoleão III, com quem Rubião se identificaria.
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