Cantos De Tristeza de Ovídio (Tradução: Carlos Ascenso André

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Edição: Set 2026

Nº Páginas: 312

Sinopse: Enviado para o exílio pelo imperador, longe de Roma e da família, Ovídio lança as bases da literatura de exílio, com um lamento inesquecível, um dos textos mais poderosos da poesia latina. Aos 51 anos de idade, Ovídio, poeta de grande fama em Roma, foi condenado ao exílio nos confins do império. Dessa radical mudança de vida (da grande cidade, do luxo, da luz, dos festins, do amor, para uma paisagem deserta e inóspita, para o frio e para a aridez) nasceu um novo modelo de poesia. O primeiro conjunto de poemas composto a partir de então tem por título Tristia, aqui traduzido por Cantos de Tristeza. Assim se inaugurava, por assim dizer, aquilo a que podemos chamar uma «poética do exílio». Meus dias imitam já as penas dos cisnes e a brancura da velhice recobreme a negra cabeleira; já a debilidade dos anos se revela e o cansaço da idade, e já mal me tenho de pé e é para mim um peso susterme. O canto do exílio ovidiano tem início (ou assim parece ser) no momento da partida de Roma. O conjunto é constituído por cartas endereçadas aos amigos mais fiéis também a um ou outro menos fiel e à esposa; um dos destinatários é mesmo o imperador Augusto, e um outro, em duas cartas, é a personificação do próprio livro, a quem confere poderes de representação em Roma, para onde o envia. Além de tudo isso, a poesia funciona como modo de libertação, como arma que triunfa sobre a punição de que foi alvo. A mesma poesia que lhe engrandeceu o nome nos dias faustosos em Roma, há de leválo de volta à capital. Essa é a sua libertação, o seu triunfo: a imortalidade pelo triunfo da poesia.

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