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Nº Páginas: 792
Sinopse:
As Origens da Ordem Política foi classificado por David Gress, no The Wall Street Journal, como sendo "magistral na sua sabedoria e admirável na sua ambição". Michael Lind, no The New York Times Book Review, descreveu o livro como "um grande empreendimento, escrito por um dos intelectuais mais importantes do nosso tempo", enquanto no The Washington Post Gerard DeGrott afirmou que "esta é uma obra que será lembrada. Aguardamos pelo segundo volume." O segundo volume finalmente chegou, completando a obra de ciência política mais importante das últimas décadas. Partindo da questão essencial de como as sociedades desenvolvem instituições políticas fortes, impessoais e responsabilizáveis, Fukuyama narra os acontecimentos desde a Revolução Francesa até à chamada Primavera Árabe, bem como as relevantes disfunções da política contemporânea norte-americana. Examina os efeitos da corrupção nas instituições governativas, e as razões porque algumas sociedades conseguiram extirpá-la com sucesso. Explora os diferentes legados do colonialismo na América Latina, África e Ásia, e oferece um relato lúcido da razão de algumas regiões se terem desenvolvido e prosperado mais rapidamente do que outras. Com coragem, ajusta também contas com o futuro da democracia, face ao aparecimento de uma classe média global e à paralisia política no Ocidente. Uma magistral e decisiva narrativa da luta pela criação de um estado moderno e eficaz, Ordem Política e Decadência Política está destinado a tornar-se um clássico.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Passados 50 anos sobre a data desta temerária operação militar, cumpridos em 2020, e 60 sobre o início da Guerra Colonial, assinalados neste ano de 2021, a reedição deste livro, publicado há década e meia, é uma oportunidade para reviver um acontecimento que nem consagra heróis, nem renega o passado histórico. «O homem é o homem e a sua circunstância», escreveu Ortega y Gasset. A frase aplica-se como uma luva aos homens que aqui são referidos, a maioria já desaparecida. Aos que atacaram a cidade de Conakry, aos que a defenderam e aos que foram libertados por aquela acção ilegal à luz do direito internacional. Aqui fica, com a objectividade possível, a história de uma operação secreta realizada pelo exército português num país estrangeiro, nunca reconhecida até hoje pelo Estado português. Nome de código: Mar Verde.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
Fundada em 1925, a Oliva tornou-se numa marca nacional fortemente associada ao fabrico de maquinas de costura e que perdura no imaginário de muitos portugueses. A sua gestão vanguardista fez dela uma das maiores empresas do pais, chegando a empregar cerca de tres mil trabalhadores. Actualmente, e com satisfação que assistimos a uma "apropriação" colectiva da identidade visual da Oliva enquanto marca de produtos genuinamente portugueses. Esse interesse ajuda-nos a compreender os casos de sucesso de algumas empresas nacionais, que descobriram nas suas antigas marcas uma sustentável valorização da sua história e dos seus espólios gráficos, dando desta forma resposta a uma procura cada vez maior das nossas memorias industriais, sociais e culturais (são disso exemplos a Saboaria e Perfumaria Confiança, a Viarco, a Pasta Couto, etc.). As fotografias e os documentos gráficos apresentados neste álbum tem um extraordinário valor histórico e estético. Quer pela sua cuidada actividade promocional e propagandística, quer pelo seu empenho em manter um registo fotográfico do património da empresa, a Oliva deixou-nos testemunhos essenciais para uma arqueologia da industria portuguesa.
Nº Páginas: 512
Sinopse:
Verão de 1940: Witold Pilecki, um polaco combatente da Resistência, aceitou a missão audaciosa de descobrir o destino de milhares de detidos num novo campo de concentração, de denunciar os crimes nazis e de criar uma rede de resistência para levar a cabo uma revolta. O nome do campo era Auschwitz. Nos dois anos e meio seguintes, Witold formou um exército clandestino que sabotou instalações, eliminou informadores e oficiais nazis e reuniu provas das terríveis atrocidades e assassínios em massa. Sacrificaria a sua vida para salvar a de milhares de outras pessoas? Ao constatar a horrível realidade de que o campo se estava a tornar o epicentro dos planos nazis de exterminar os judeus da Europa, percebeu que teria de arriscar os seus homens, a sua vida e a sua família para alertar o Ocidente. Mas fazer isso significava tentar o impossível: fugir de Auschwitz. Com imagens dramáticas de Auschwitz
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Américo Thomaz, o último Presidente da República do Estado Novo, é frequentemente recordado como uma figura patética: o caricato corta- -fitas do regime fundado por Salazar com o apoio dos militares que cometia gafes e falava com exasperante lentidão. Bastará, porém, acompanhar a biografia que lhe traça Orlando Raimundo para perceber que essa é uma perspectiva manifestamente redutora e que o seu papel como facilitador das manobras da ditadura ao longo de quase quarenta anos de vida política teve consequências bastante mais nefastas do que as anedotas que sobre ele se contam fariam adivinhar. Entre muitos episódios em que participou e que condicionaram a história portuguesa do século xx, a sua intervenção foi determinante quando traiu o general Botelho Moniz, fazendo abortar o golpe que iria derrubar Salazar, e no momento em que obrigou Marcello Caetano a assumir o compromisso solene de não abrir mão das Colónias. Como nos diz o autor do presente volume, "na procissão dos devotos do salazarismo [Thomaz] esteve sempre na linha da frente, a segurar o andor". Deste modo, justifica-se amplamente dar a conhecer essa outra face de Américo Thomaz e revelar dados menos conhecidos deste Presidente da República que - pasme-se - era um adepto da monarquia. Até para evitar que a tragédia possa dar lugar à farsa.
Nº Páginas: 192
Sinopse:
Pe. Gregório Verdonk, confessor de António de Oliveira Salazar, ficou conhecido como o Padre Santo de Lisboa. Nascido em 1904, na Holanda, veio para Portugal em missão, a pedido do cardeal Cerejeira. Ganhou reputação pelos exorcismos que praticava, sendo procurado para auxílio em casos sobrenaturais. Pessoas benzidas por si descobriam-se curadas de doenças ou agraciadas em algum sofrimento, e Inês Leitão, autora deste livro, acredita que foi responsável por aquele que deveria ter sido reconhecido como o segundo Milagre da Eucaristia em Portugal, questão controversa e ainda hoje tabu para o Patriarcado de Lisboa. Os diários de Pe. Gregório Verdonk e Maria da Purificação, uma mulher com visões místicas de quem foi director espiritual, são documentos inéditos a que Inês Leitão teve acesso e que serviram de base para uma investigação com revelações surpreendentes.
Nº Páginas: 480
Sinopse:
A história trágica de um monarca apanhado desprevenido pelos ventos da revolução Em março de 1917, Nicolau II, o último Czar da Rússia, abdicou e a dinastia que governara o império por mais de três séculos foi forçada a ceder o poder aos revolucionários bolcheviques. Com acesso a documentos nunca antes investigados, incluindo os diários pessoais do próprio Czar, Robert Service, um dos mais respeitados especialistas na História russa, lança uma nova luz sobre os últimos meses da vida de Nicolau, entre a abdicação e o assassinato de toda a família a sangue-frio. O Último dos Czares é uma investigação admirável de um homem apanhado desprevenido pela História. E revela-nos o cenário social, económico e político que fermentava na Rússia após a tomada de poder bolchevique e no início da República Soviética de Lenine.
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"O Último Dia de Hitler" é uma narrativa rigorosa e cronológica, vista pelos olhos daqueles que estiveram com ele nas tumultuosas horas finais, pelos que lutavam nas ruas alemãs e por aqueles que percorriam os corredores do poder em Washington, Londres e Moscovo.
Nº Páginas: 448
Sinopse:
E se o triunfo do Ocidente, afinal, se devesse à força das ideias, à força do conhecimento?Esta é uma história que muitos querem silenciar. Do legado grego aos Descobrimentos portugueses, da demanda do conhecimento e da invenção da universidade à importância do cristianismo e ao desenvolvimento do capitalismo, da indústria e da ciência, este livro mostra como a civilização ocidental criou a modernidade e como a modernidade ocidental continua a ser, hoje, a melhor alternativa civilizacional de que o mundo dispõe. A queda de Roma foi o evento singular mais benéfico na ascensão da civilização ocidental; Nunca houve nenhuma "Idade das Trevas"; As Cruzadas nada tiveram que ver com saque, ganância ou ataque não provocado ao mundo islâmico; Não houve nenhuma "revolução científica" no século XVII, houve ape¬nas o culminar de um progresso científico iniciado no século XII; A cultura grega não foi roubada ao Egipto; Os Descobrimentos europeus não foram copiados dos chineses ou dos árabes; A riqueza da Europa não resultou da pilhagem ao mundo não ocidental, pelo contrário as colónias sugaram o dinheiro da Europa; A ascensão do Ocidente não se deve a razões climatéricas favoráveis, a recursos naturais, armas, ferro ou carvão. Os portugueses têm uma razão suplementar para ler este livro que realça o papel dos Descobrimentos na História da humanidade.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
Neste livro surpreendente, Roger Moorhouse, um dos mais importantes historiadores da Alemanha Nazi, apresenta-nos uma abordagem inovadora da história do Terceiro Reich. Enquadrando a narrativa em 100 objetos, esta nova obra fornece uma mistura eclética de assuntos e cobre todos os aspetos da história do Terceiro Reich - dos temas mais conhecidos do Holocausto e do conflito, até aos tópicos menos conhecidos como os avanços tecnológicos, a cultura popular e o uso da propaganda. É uma seleção vasta, abrangente e estimulante, que vai de documentos e postais a armas e objetos de uso pessoal. Os 100 objetos são ilustrados com imagens históricas e contemporâneas, que incluem a escova do bigode de Hitler, o Messerschmitt 262, o Pervitin, a pistola Luger, o carro de combate Tigre, a caixa de batons de Eva Braun, as ceroulas de Rudolf Hesse, a cápsula de cianeto usada por Hermann Göring e, claro, a suástica e o Mein Kampf.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Inês Brasão, investigadora e doutorada em Sociologia, venceu a edição de 2011 do prémio Maria Lamas de estudos sobre a mulher, género e igualdade, com o seu trabalho sobre a condição servil em Portugal entre 1940 e 1970. A autora recupera memórias de dominação e de resistência a partir das histórias de vida de dezenas de mulheres que em tempos trabalharam como "criadas para todo o serviço".
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Cem anos depois do "milagre", subsiste a questão: culto espontâneo ou fenómeno produzido e promovido pela Igreja Católica? Com as "aparições" de Fátima, nasceu na Cova da Iria um culto popular que depressa se propagou num país católico, analfabeto e dado a devoções, atravessando à época um momento dramático da sua história. Em boa hora o sol bailou para a Igreja Católica - que enfrentava uma aguerrida laicização do Estado e a perda de privilégios -, que transformou o culto num sucesso mundial e o instrumentalizou a seu favor. No ano do centenário das "aparições" de Fátima, nova edição do corajoso livro O Sol Bailou ao Meio-Dia, agora em formato económico com cantos redondos.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Provavelmente sabe, ou julga que sabe, um pouco sobre o que aconteceu no século XX - é provável que, se estiver a ler estas linhas, tenha vivido pelo menos parte dele - e poderá ter mencionado em conversas a Crise dos Mísseis de Cuba, a dupla hélice ou a queda de Wall Street. Contudo, mesmo para as pessoas que viveram estes acontecimentos, foram os cem anos mais rápidos da História. Por isso, reavive a sua memória com estas breves descrições sobre várias ideias e acontecimentos, desde o Sputnik aos tumultos de Stonewall. "O Século XX em 30 Segundos" apresenta uma abordagem única à História moderna, condensando cem anos de inovação e arte, política e conflitos, vitórias e catástrofes em 50 resumos gráficos que proporcionam uma apreciação imediata da forma como o mundo gira e evolui. Pense nos acontecimentos que definem um período histórico e porquê. Do Exército Vermelho à Quinta-Feira Negra, de Woodstock à World Wide Web, esta é a forma mais rápida de viajar no tempo.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
Prémio Mariano Gago 2019 Prémio Fundação Gulbenkian / História da Presença de Portugal no Mundo Prémio D. Diniz Prémio John Dos Passos 2019, na categoria de Ensaio Neste livro, Onésimo Teotónio Almeida presta especial atenção aos séculos XV e XVI, afastando-se de qualquer perspectiva nacionalista, na qual alguns historiadores portugueses incorrem, ora pecando por excesso, ao exagerarem as nossas pretensões em matéria de ciência, ora por defeito ao ignorarem o papel que de facto tivemos. Ao mesmo tempo, tenta corrigir a historiografia anglo-americana que não prestou a devida atenção ao ocorrido em Portugal nesse período. Com efeito, durante o final da Idade Média foram surgindo em Portugal sinais de um inovador interesse pela natureza e pelo conhecimento empírico dela, assim liderando um dos grandes momentos de viragem na História da Ciência. Este livro é uma revisitação dos anos de ouro da história portuguesa: O Século dos Prodígios é a revelação de como no nosso país, durante o chamado período da Expansão, surgiu e cresceu um núcleo duro de pensamento e trabalho científico verdadeiramente pioneiro, sem o qual as viagens desses séculos teriam sido impossíveis.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Novo título, sobre História, de uma das colecções internacionais de não-ficção mais bem sucedidas da última década. 50 Marcos da História fica agora disponível no mercado português. Saiba o seguinte e muito mais: A queda de Roma e as suas consequências A ascensão do islão Os vikings As cruzadas A Peste Negra A Índia pré-colonial A China imperial
Nº Páginas: 80
Sinopse:
Para celebrar os 45 anos do 25 de Abril de 1974, a Tinta-da-china lança um livro composto pelas imagens que fazem parte da memória histórica, política e afectiva de toda uma geração. Alfredo Cunha, autor do célebre retrato de Salgueiro Maia no Largo do Carmo e de muitas outras imagens que eternizam a Revolução de Abril, reúne agora em livro as fotografias que fez no dia em que o destino de Portugal começou a mudar.
Nº Páginas: 584
Sinopse:
De São Pedro a Francisco, todos os papas que lideraram a Igreja Católica nos últimos dois mil anos têm uma história, um percurso e um papel na História. Dois Mil Anos de Papas reúne e contextualiza, por ordem cronológica e de forma breve, os perfis biográficos de todos eles, ilustrados por gravuras retiradas da emblemática obra Album dei Papi, datada de 1885, da autoria do primeiro director dos Arquivos do Vaticano, Joseph Hergenröther. Apenas os três últimos papas foram retratados pelo lápis de Davide Le Grazzie. Os pontífices são homens reais que, apesar de muitas quedas, tendem à sublimação: na sua história alternam fraquezas e virtudes, traições e arrependimentos, limitações e santidade, sempre imersos no fluxo da história. Aos seus retratos soma-se ainda um perfil sucinto dos incontornáveis antipapas e um breve glossário sobre as principais heresias.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Em 1983, o público afluiu ao cinema para ver o último filme de James Bond, no qual Roger Moore derrota um general soviético que se prepara para lançar um ataque nuclear contra o Ocidente. Como em todos os filmes de Bond, o público acreditava que o enredo era inteiramente fictício. Mal sabia que os soviéticos estavam de facto a preparar-se para lançar um ataque nuclear ao Ocidente. Esse ano viu o presidente Ronald Reagan aumentar os gastos com a Defesa, lançando o programa Guerra das Estrelas. E quando um avião civil coreano foi abatido em espaço aéreo soviético, e Reagan o descreveu como um crime contra a humanidade, Moscovo, cada vez mais ansiosa com a linguagem e o comportamento dos americanos, perguntou-se: irão eles atacar? Então, no auge das tensões, a NATO deu início a um jogo de guerra chamado Able Archer 83, no âmbito do qual pediu permissão para usar os códigos de lançamento de armas nucleares. Nervosos, os soviéticos convenceram-se de que, a coberto de um exercício, o Ocidente preparava-se para arrasar a União Soviética.
Nº Páginas: 548
Sinopse:
"O voto do Povo Português não vai ser exercido contra a liberdade; tem de ser exercido pela liberdade. Nós não vamos perder, por via eleitoral, aquilo que tanto tem custado aos Portugueses." Vasco Gonçalves "Tão bom socialista é aquele que vai à Missa como aquele que não vai." Mário Soares, em campanha "E digo-lhe mais: em Portugal, doravante, não existirá qualquer hipótese para a instauração de uma democracia como as que se conhecem na Europa Ocidental. Nunca mais!" Álvaro Cunhal, entrevista a Oriana Fallaci "É tarefa de génios gizar uma Constituição Revolucionária tão avançada que não seja ultrapassada [...] tão justa que seja digna dos trabalhadores de Portugal." Costa Gomes, na abertura dos trabalhos da Constituinte "Povo que somos, choramos lágrimas de felicidade e verdade revolucionária. Felizes como estamos, garantimos a vitória do poder popular. Viva a aliança Povo-MFA! Pela revolução até ao fim!" Telegrama enviado às redações pelos trabalhadores de escritório do distrito de Setúbal
Nº Páginas: 400
Sinopse:
Abril foi o mês que mudou Portugal e os portugueses. 1974 fez cair Marcelo Caetano e, com ele, o regime de ditadura que vigorava desde 1926. As certezas de um regime que parecia inamovível desfizeram-se num dia. Passados 40 anos, eis o registo de um ano histórico, página a página, através de um jornal, o "Diário de Notícias", e uma revista, a "Flama". Os sonhos, as ambições, as promessas, os desafios, despertando memórias e provocando surpresas.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Em 1973, os portugueses vivam sob o jugo do Estado Novo há quarenta anos. Se era já inevitável, para alguns, o fim do regime, para muitos outros, era apenas mais um ano do século XX, em que notícias, livros, guiões de cinema e peças de teatro continuavam a ser censurados, em que milhares de jovens perdiam a vida na absurda e injusta guerra colonial, em que, para uma percentagem grande da população, a emigração era a única alternativa à miséria. Ainda não o sabiam, mas 1973 seria o último ano civil sob a égide do Estado Novo. A edição inaugural do Expresso, a declaração unilateral de independência da Guiné-Bissau, as eleições legislativas - as últimas em ditadura -, a participação no Festival da Eurovisão, com a famosa canção Tourada, com letra do poeta Ary dos Santos e interpretada por Fernando Tordo, as manifestações estudantis violentamente reprimidas, as ondas de choque da crise internacional do petróleo, tudo concorre para o dia de abril que ficaria para sempre assinalado nos calendários dos portugueses. Passados cinquenta anos, Tiago Beato, jornalista e escritor, viaja até esse período e faz, neste 1973 - Uma Cronologia do Ano Zero, uma compilação dos momentos mais paradigmáticos de um país em ebulição, pautados pelos acontecimentos internacionais que marcavam a atualidade na altura. Da política à cultura, passando pela sociedade e pelo desporto, 1973 faz um retrato social e cultural do país, com um olhar que se alarga ao mundo, nos últimos meses de uma ditadura com os dias contados.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
Em março, uma força revolucionária "democrática" obriga o Czar Nicolau II a abdicar. Em abril, os EUA entram na Primeira Guerra Mundial. Em maio, três pastorinhos vêm uma "Senhora" vestida de branco em Fátima. Em julho, nasce a Jugoslávia. E em agosto Bento XV insurge-se contra o "massacre inútil" que assola a Europa e o Mundo. Em setembro, diferentes cidades manifestam-se contra a Guerra. Em outubro, Margaretha Zelle - a bailarina conhecida por Mata Hari - é executada em Paris e meros dias depois as tropas italianas são derrotadas em Caporetto. Em novembro, dá-se o primeiro passo para a criação do Estado de Israel e para uma nova organização do Médio Oriente. Em dezembro, cerca de 200 deputados nacionalistas italianos organizam-se no Fascio Parlamentare di Difesa Nazionale, um precursor do fascismo de Mussolini. Dividido em 12 capítulos, um por cada mês, este livro acompanha detalhadamente os acontecimentos de um ano turbulento e marcante para a nossa História atual, sugerindo ligações e estabelecendo paralelos com os nossos dias, nos quais ainda vivemos, de diversas formas, as consequências desse legado.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Um queria governar o mundo, o outro foi governado pela paixão. A improvável aliança entre Adolf Hitler e o duque de Windsor levou a um dos maiores complôs da História.O plano era simples: A Alemanha invadiria a Grã-Bretanha e o duque de Windsor seria reposto no trono como rei-fantoche. Quando a invasão não se concretizou, o plano mudou e nasceu a Operação Willi: raptar os duques de Windsor enquanto estavam em Portugal, em 1940, como convidados do banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva. Deste modo, a Alemanha teria dois reféns reais para forçar a Grã-Bretanha a ajoelhar-se.Recorrendo a documentos do FBI, a fotografias e correspondência particulares, Andrew Morton narra a história repleta de aventura, intriga política, romance ilícito e traições familiares do duque de Windsor e da sua mulher, Wallis Simpson, de quem se dizia ter sido amante do ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joachim von Ribbentrop, que lhe enviava 17 cravos para recordar o número de encontros amorosos.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 248
Sinopse: A síntese que faltava sobre a história do 25 DE ABRIL A Revolução dos Cravos, desencadeada em Portugal pelo golpe militar de 25 de Abril de 1974, constituiu um dos momentos mais singulares e fascinantes da história contemporânea europeia. Em poucas horas, um movimento militar concebido por questões corporativas e em reacção à guerra colonial acabou por derrubar o regime autoritário mais duradouro na Europa Ocidental do século xx e abrir caminho a um intenso e complexo processo de transição democrática. Entre a queda da ditadura e a consolidação da democracia, com a aprovação de uma nova Constituição em Abril de 1976, decorreram apenas dois anos, um período que transformou profundamente Portugal e ecoou internacionalmente. Este livro oferece uma síntese rigorosa e acessível da Revolução dos Cravos, dirigida a leitores de todo o mundo que, reconhecendo o 25 de Abril como símbolo maior da liberdade em Portugal, dispõem agora de uma visão de conjunto sobre a sequência dos acontecimentos, os seus protagonistas e o seu significado histórico.
Edição: Abr 2026
Nº Páginas: 608
Sinopse: Uma releitura radical da história humana através do colapso das sociedades, desde os primórdios da nossa espécie até às ameaças do presente e do futuro. Durante os primeiros trezentos mil anos da história humana, o Homo sapiens viveu em civilizações fluidas e igualitárias, que impediam qualquer indivíduo ou grupo de governar permanentemente. Mas há cerca de doze mil anos, isso começou a mudar. Quando nos fomos reunindo nas primeiras cidades, passámos a depender de novos recursos saqueáveis, como cereais e peixe. E pequenos grupos começaram a tomar o controlo dessas mercadorias. Essa desigualdade de recursos transformou-se em desigualdade no poder, levando à adoção de formas de organização mais primárias e hierárquicas. O poder estava concentrado em reis, faraós e imperadores. Grandes Estados e impérios, com vastas burocracias e militares, dividiram e dominaram o globo. São aquilo a que o autor chama «Golias». O que os derrubou? Seja nas primeiras cidades de Cahokia, na América do Norte ou nos amplos impérios do Egito, Roma e China, foi o aumento da desigualdade e das concentrações de poder que esvaziaram esses Golias, antes que um choque externo os derrubasse. Esses colapsos foram descritos como apocalípticos, mas, na verdade, terão sido na maioria dos casos, uma bênção para a população. Agora, vivemos num único Golias, global. Obcecadas pelo crescimento, instituições extrativas como a indústria dos combustíveis fósseis, as big techs e os complexos militares-industriais dominam o nosso mundo e produzem novas formas de aniquilar a nossa espécie, das alterações climáticas à guerra nuclear. Os nossos sistemas são agora tão rápidos, complexos e interligados que um futuro colapso será provavelmente global, rápido e irreversível. Todos nós enfrentamos uma escolha: ou aprendemos a controlar democraticamente este Golias, ou o próximo colapso poderá ser o nosso último «Uma excelente viagem pela história humana através dos colapsos de reis, Estados e impérios semelhantes a Golias.» Observer «É como ler Thomas Piketty filtrado por Mad Max.» The New York Times «Aqui estão cinco mil anos de civilização, e é impressionante o que o autor consegue fazer. O nível de análise é épico.» Guardian «É refrescante voltar a olhar para a nossa história mundial e vê-la de outro modo. Este é o livro para tirar lições do passado e pensar o futuro doutro modo.» Kirkus Reviews «Absolutamente brilhante. Economista e geógrafo, Luke Kemp traz uma nova forma de olhar para o passado, o presente e o futuro.» Publishers Weekly «Que livro excecional. O colapso dos impérios e a previsível implosão da sociedade atual juntos, numa prosa tão boa quanto inesperada.» The Sunday Times
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Outrora considerada exclusiva da língua portuguesa e intraduzível, a palavra «saudade» aponta para um estado de espírito ambíguo, onde a dor e a alegria se encontram num presente habitado pelas memórias do passado. Com a intensificação da emigração, a saudade tornou-se não apenas um sentimento universal, como a norma no nosso mundo globalizado. A viver há vinte e cinco anos no Brasil, Henrik Brandão Jönsson sabe o que é a saudade. Apaixonado pela língua portuguesa e pela sua história, viajou para junto das comunidades de emigrantes de língua portuguesa a fim de explorar a génese deste sentimento. Dos arquipélagos atlânticos dos Açores, Madeira e Cabo Verde para a América do Sul e do Norte, falou com as populações que deram o salto para escapar à pobreza, a vulcões, ou a um futuro sem esperança mas que nunca esqueceram as suas ilhas de origem. Começam, assim, duas viagens distintas: uma que cruza o Atlântico em várias direções, em busca de histórias de vivências desse sentimento; e outra, introspetiva, que mergulha o autor num oceano igualmente profundo, de recordações e afetos, para descobrir como é sonhar em português longe de casa e como se mata uma saudade sem fim.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Santos, então vila do Brasil, em 1685, e faleceu em Toledo, aos 38 anos, quando protagonizava uma fuga das malhas punitivas do Tribunal do Santo Ofício. É comum afirmar-se que a sua obra se circunscreve à «Passarola», engenho aerostático que concebeu em 1709. Na verdade, estamos em presença de um autor polígrafo, que cultivou a poesia, a reflexão filosófica, a ciência, a oratória sacra, o ensaio histórico, a jurisprudência e a decifração de códigos secretos.Apesar de ser o inventor dos balões, 74 anos antes dos irmãos Montgolfier, o seu espólio foi queimado pela Inquisição, que impôs igualmente a proibição, durante um século, de ser sequer nomeado. A presente obra traz à colação múltiplos inéditos, exumados da poeira dos arquivos nacionais e estrangeiros.Faz-se, assim, justiça a um visionário, intelectualmultímodo, humanista e arauto do porvir.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Todos os dias ouvimos falar sobre a União Europeia, mas nunca foi tão importante sabermos o que a ela devemos e o quanto dela precisamos. A União Europeia ocupa um lugar fundamental no nosso quotidiano. Está nas grandes decisões estratégicas e nas discussões políticas sobre o futuro do nosso país, mas também, de forma mais mundana, no que comemos e vestimos. O seu passado, porém, continua relativamente desconhecido para o público português. Com uma linguagem clara e precisa, esta obra vem suprir essa lacuna. O seu autor, através de uma investigação rigorosa e ancorada historicamente, reconstrói o percurso desta organização incontornável e sui generis, as suas crises e as suas inovações. Essencial para compreender o presente e o futuro do nosso continente
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Donald Trump, Beppe Grillo, Marine Le Pen e Nicolás Maduro - os populistas estão em alta no mundo inteiro. Mas, exactamente, o que é o populismo? São populistas todos os críticos de Wall Street e da União Europeia? E qual é a diferença entre o populismo de direita e o de esquerda? Os movimentos populistas propõem governos mais próximos do povo ou são uma ameaça à democracia? E já agora: quem é "o povo" que se menciona tanto? E quem pode falar em seu nome? Estas questões nunca foram tão prementes como na actualidade.
