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Edição: Nov 2015
Nº Páginas: 128
Sinopse:
"Se um forasteiro viesse à cidadezinha sueca e um dia calhasse passar por um certo lugar dos arredores, veria a Casa Villekulla. A casa não tem muito que se veja: é mais uma casa velha, a cair, no meio dum jardim cheio de ervas daninhas, mas o forasteiro talvez pudesse parar e perguntar-se quem vivia ali e por que razão estava um cavalo no alpendre."
Nº Páginas: 128
Sinopse:
"Se um forasteiro viesse à cidadezinha sueca e um dia calhasse passar por um certo lugar dos arredores, veria a Casa Villekulla. A casa não tem muito que se veja: é mais uma casa velha, a cair, no meio dum jardim cheio de ervas daninhas, mas o forasteiro talvez pudesse parar e perguntar-se quem vivia ali e por que razão estava um cavalo no alpendre."
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Edição: Mar 2013
Nº Páginas: 354
Sinopse:
"Rómulo de Carvalho veio recordar-nos, mais uma vez, como a Física também é quotidiana. A sua obra de divulgação científica, agora em reedição, ocupa um lugar destacado na história da divulgação em Portugal." Do prefácio
Nº Páginas: 354
Sinopse:
"Rómulo de Carvalho veio recordar-nos, mais uma vez, como a Física também é quotidiana. A sua obra de divulgação científica, agora em reedição, ocupa um lugar destacado na história da divulgação em Portugal." Do prefácio
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Edição: Out 2015
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"Ricardo III" é uma peça histórica em cinco actos, escrita por Shakespeare entre 1592 e 1593, e que se baseou na história do rei Ricardo III de Inglaterra."Shakespeare inscreve (…) num padrão trágico o segmento da história inglesa que contém a ascensão e queda de Ricardo III, (…) segmento final e decisivo do conflito que ficou conhecido por "Guerras das Rosas", uma prolongada querela dinástica pelo trono de Inglaterra que, na segunda metade do século XV, opôs as casas de York e Lancaster, heraldicamente identificadas (respectivamente) por uma rosa branca e uma vermelha."Da Introdução de Rui Carvalho Homem
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"Ricardo III" é uma peça histórica em cinco actos, escrita por Shakespeare entre 1592 e 1593, e que se baseou na história do rei Ricardo III de Inglaterra."Shakespeare inscreve (…) num padrão trágico o segmento da história inglesa que contém a ascensão e queda de Ricardo III, (…) segmento final e decisivo do conflito que ficou conhecido por "Guerras das Rosas", uma prolongada querela dinástica pelo trono de Inglaterra que, na segunda metade do século XV, opôs as casas de York e Lancaster, heraldicamente identificadas (respectivamente) por uma rosa branca e uma vermelha."Da Introdução de Rui Carvalho Homem
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Edição: Jul 2014
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Ressurgir" é o segundo romance de Margaret Atwood e nele são já visíveis os traços essenciais da sua ficção. Uma jovem mulher viaja até à remota ilha da sua infância, em companhia do companheiro e de um casal de amigos, para investigar o misterioso desaparecimento do seu pai. Após a chegada à ilha, antigos segredos afloram à superfície do lago que os rodeia, com objetos nele afundados. Imersa nas suas memórias, a narradora compreende que regressar a casa é não apenas voltar a outro lugar, mas também a outro tempo. E depois de descobrir uma caverna submersa com pinturas rupestres, imagina-se em fusão anímica com a natureza. "Ressurgir" é um romance preocupado com as fronteiras da língua, da identidade nacional, da família, do sexo e dos corpos, tendo como pano de fundo um Canadá rural, transformado pelo comércio, a construção, o turismo e a engrenagem dos média.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Ressurgir" é o segundo romance de Margaret Atwood e nele são já visíveis os traços essenciais da sua ficção. Uma jovem mulher viaja até à remota ilha da sua infância, em companhia do companheiro e de um casal de amigos, para investigar o misterioso desaparecimento do seu pai. Após a chegada à ilha, antigos segredos afloram à superfície do lago que os rodeia, com objetos nele afundados. Imersa nas suas memórias, a narradora compreende que regressar a casa é não apenas voltar a outro lugar, mas também a outro tempo. E depois de descobrir uma caverna submersa com pinturas rupestres, imagina-se em fusão anímica com a natureza. "Ressurgir" é um romance preocupado com as fronteiras da língua, da identidade nacional, da família, do sexo e dos corpos, tendo como pano de fundo um Canadá rural, transformado pelo comércio, a construção, o turismo e a engrenagem dos média.
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Edição: Mai 2017
Nº Páginas: 408
Sinopse:
"Reeditar a Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues na íntegra, com as suas três partes, impunha-se, e com urgência, tal é a proliferação de arremedos que, no intuito de satisfazer um público crescente de interessados, ousam — e seja-me permitido o coloquialismo gastronómico — servir gato por lebre. Trata-se do primeiro livro de cozinha impresso em Portugal, escrito por um profissional que pretende industriar com rigor os seus colegas. A recepção que a obra teve, após a edição princeps com as partes I e II de receituário em 1680, a necessidade por parte do autor de acrescentar, em 1693, uma parte III sobre o serviço de banquetes, demonstram que haveria, já então, um público específico. E assim foi, como se verifica pelas inúmeras reedições dadas à estampa até, pelo menos, 1863." "Das Palavras Prévias"
Nº Páginas: 408
Sinopse:
"Reeditar a Arte de Cozinha de Domingos Rodrigues na íntegra, com as suas três partes, impunha-se, e com urgência, tal é a proliferação de arremedos que, no intuito de satisfazer um público crescente de interessados, ousam — e seja-me permitido o coloquialismo gastronómico — servir gato por lebre. Trata-se do primeiro livro de cozinha impresso em Portugal, escrito por um profissional que pretende industriar com rigor os seus colegas. A recepção que a obra teve, após a edição princeps com as partes I e II de receituário em 1680, a necessidade por parte do autor de acrescentar, em 1693, uma parte III sobre o serviço de banquetes, demonstram que haveria, já então, um público específico. E assim foi, como se verifica pelas inúmeras reedições dadas à estampa até, pelo menos, 1863." "Das Palavras Prévias"
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Edição: Set 2018
Nº Páginas: 184
Sinopse:
"Recordamos o momento feliz como aquele em que nos esquecemos de tudo o resto. E precisamente porque não há nada realmente que contar da felicidade é que nos agarramos à sua recordação."
Nº Páginas: 184
Sinopse:
"Recordamos o momento feliz como aquele em que nos esquecemos de tudo o resto. E precisamente porque não há nada realmente que contar da felicidade é que nos agarramos à sua recordação."
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Edição: Jun 2020
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"Quem viveu já um dia conseguido? À partida, a maioria não hesitará talvez em afirmá-lo. Será, pois, necessário continuar a perguntar. Queres dizer "conseguido" ou apenas "belo"?"
Nº Páginas: 56
Sinopse:
"Quem viveu já um dia conseguido? À partida, a maioria não hesitará talvez em afirmá-lo. Será, pois, necessário continuar a perguntar. Queres dizer "conseguido" ou apenas "belo"?"
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Edição: Abr 2024
Nº Páginas: 256
Sinopse:
"Que Importa a Fúria do Mar" é o romance de estreia de Ana Margarida de Carvalho. Venceu, por unanimidade, o Grande Prémio de Romance e Novela APE-DGLAB 2013. É agora reeditado com um prefácio de José Manuel Mendes e um posfácio de Afonso Cruz. Tudo começa quando, numa manhã de 1934, um maço de cartas é arremessado de um comboio onde viajam como prisioneiros os revoltosos do golpe da Marinha Grande, que acabarão por inaugurar o campo de concentração do Tarrafal. O homem que fez esse golpe deixa uma história de amor interrompida com a mulher a quem essas cartas são dirigidas. Muitos anos depois, será a jornalista Eugénia a reatar o fio da história, entrevistando Joaquim, que resistiu à malária, ao arame farpado e ao impiedoso solo africano.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
"Que Importa a Fúria do Mar" é o romance de estreia de Ana Margarida de Carvalho. Venceu, por unanimidade, o Grande Prémio de Romance e Novela APE-DGLAB 2013. É agora reeditado com um prefácio de José Manuel Mendes e um posfácio de Afonso Cruz. Tudo começa quando, numa manhã de 1934, um maço de cartas é arremessado de um comboio onde viajam como prisioneiros os revoltosos do golpe da Marinha Grande, que acabarão por inaugurar o campo de concentração do Tarrafal. O homem que fez esse golpe deixa uma história de amor interrompida com a mulher a quem essas cartas são dirigidas. Muitos anos depois, será a jornalista Eugénia a reatar o fio da história, entrevistando Joaquim, que resistiu à malária, ao arame farpado e ao impiedoso solo africano.
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Edição: Jul 2013
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Quase quarenta anos depois, este romance tão artificial criou uma nova palavra internacional ("lolita"), inventou uma América — a dos motéis e autoestradas — de que se nutre ainda boa parte da narrativa americana contemporânea, é uma das obras com o inglês mais rico e preciso da literatura deste século e, ao contrário das acusações iniciais de pornografia que teve de sofrer, é talvez — e no que me diz respeito — o romance mais melancólico, elegante e lírico de quantos li." [Javier Marías in Literatura e Fantasma] "A única história de amor convincente do nosso século." [Vanity Fair] "Nabokov escreve prosa do único modo que esta deve ser escrita, ou seja, extasiadamente." [John Updike]
Nº Páginas: 360
Sinopse:
"Quase quarenta anos depois, este romance tão artificial criou uma nova palavra internacional ("lolita"), inventou uma América — a dos motéis e autoestradas — de que se nutre ainda boa parte da narrativa americana contemporânea, é uma das obras com o inglês mais rico e preciso da literatura deste século e, ao contrário das acusações iniciais de pornografia que teve de sofrer, é talvez — e no que me diz respeito — o romance mais melancólico, elegante e lírico de quantos li." [Javier Marías in Literatura e Fantasma] "A única história de amor convincente do nosso século." [Vanity Fair] "Nabokov escreve prosa do único modo que esta deve ser escrita, ou seja, extasiadamente." [John Updike]
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Edição: Abr 2015
Nº Páginas: 64
Sinopse:
"Quando, em dezembro de 1940, atravessei Portugal de passagem para os Estados Unidos, Lisboa surgiu-me como uma espécie de paraíso luminoso e triste. Falava-se então muito de uma invasão iminente, e Portugal apegava-se à ilusão da sua felicidade. Lisboa, que organizara a mais encantadora exposição que já se vira no mundo, sorria com um sorriso um tanto pálido, semelhante ao daquelas mães que, não tendo notícias de um filho que está na guerra, se esforçam por o salvar através da sua confiança: "O meu filho está vivo, porque eu estou a sorrir…", "Vejam como estou feliz, tranquila e bem iluminada…", assim dizia Lisboa. O continente inteiro pesava sobre Portugal como uma montanha selvagem cheia de tribos predatórias; Lisboa em festa desafiava a Europa: "Como poderão tomar-me por alvo quando tenho tanto cuidado em não me esconder! Quando eu sou tão vulnerável!…""
Nº Páginas: 64
Sinopse:
"Quando, em dezembro de 1940, atravessei Portugal de passagem para os Estados Unidos, Lisboa surgiu-me como uma espécie de paraíso luminoso e triste. Falava-se então muito de uma invasão iminente, e Portugal apegava-se à ilusão da sua felicidade. Lisboa, que organizara a mais encantadora exposição que já se vira no mundo, sorria com um sorriso um tanto pálido, semelhante ao daquelas mães que, não tendo notícias de um filho que está na guerra, se esforçam por o salvar através da sua confiança: "O meu filho está vivo, porque eu estou a sorrir…", "Vejam como estou feliz, tranquila e bem iluminada…", assim dizia Lisboa. O continente inteiro pesava sobre Portugal como uma montanha selvagem cheia de tribos predatórias; Lisboa em festa desafiava a Europa: "Como poderão tomar-me por alvo quando tenho tanto cuidado em não me esconder! Quando eu sou tão vulnerável!…""
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Edição: Dez 2004
Nº Páginas: 226
Sinopse:
"Publicado em 1925, Mrs. Dalloway é o primeiro dos romances de Virginia Woolf que subverte a narrativa tradicional. O título inicial do livro era As Horas, uma referência ao tempo em que a acção decorre. A I Grande Guerra terminou, o calor do Verão invade Londres e Clarissa, Mrs. Dalloway, prepara-se para dar uma das suas festas. Mas quando a noite se aproxima, a chegada de Peter Walsh, o seu primeiro amor regressado da Índia, vai despertar o passado, trazendo-lhe à memória os sonhos adolescentes e a discussão que muitos anos antes a precipitou num casamento sem fulgor. De súbito, Clarissa tem consciência da força da vida em seu redor, de Peter inalterado e contudo diverso, e da sua filha Elizabeth que se está a tornar uma mulher. Virginia Woolf expõe assim diferentes modos de sentir, evocando, mais que o espírito do tempo, o espírito da própria vida no olhar de cada personagem. Mas a originalidade maior do livro vem dessa espécie de duplo de Mrs. Dalloway, Septimus Warren Smith, enlouquecendo em silêncio com o trauma da guerra e com quem Clarissa parece partilhar uma mesma consciência."
Nº Páginas: 226
Sinopse:
"Publicado em 1925, Mrs. Dalloway é o primeiro dos romances de Virginia Woolf que subverte a narrativa tradicional. O título inicial do livro era As Horas, uma referência ao tempo em que a acção decorre. A I Grande Guerra terminou, o calor do Verão invade Londres e Clarissa, Mrs. Dalloway, prepara-se para dar uma das suas festas. Mas quando a noite se aproxima, a chegada de Peter Walsh, o seu primeiro amor regressado da Índia, vai despertar o passado, trazendo-lhe à memória os sonhos adolescentes e a discussão que muitos anos antes a precipitou num casamento sem fulgor. De súbito, Clarissa tem consciência da força da vida em seu redor, de Peter inalterado e contudo diverso, e da sua filha Elizabeth que se está a tornar uma mulher. Virginia Woolf expõe assim diferentes modos de sentir, evocando, mais que o espírito do tempo, o espírito da própria vida no olhar de cada personagem. Mas a originalidade maior do livro vem dessa espécie de duplo de Mrs. Dalloway, Septimus Warren Smith, enlouquecendo em silêncio com o trauma da guerra e com quem Clarissa parece partilhar uma mesma consciência."
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Edição: Nov 2017
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"Precursor do romance de análise psicológica, este texto improvável, fruto da imaginação de uma mulher do século XVII, traz a novidade de transformar a análise e a introspeção em mecanismos de progressão da narrativa, marca que a modernidade em muito lhe fica a dever."
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"Precursor do romance de análise psicológica, este texto improvável, fruto da imaginação de uma mulher do século XVII, traz a novidade de transformar a análise e a introspeção em mecanismos de progressão da narrativa, marca que a modernidade em muito lhe fica a dever."
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Edição: Fev 2016
Nº Páginas: 432
Sinopse:
"Poucas obras tiveram tempo de concepção tão prolongado como "Wuthering Heights" que, na verdade, deve ter nascido no dia em nasceu Emily Brontë" [Hélia Correia]
Nº Páginas: 432
Sinopse:
"Poucas obras tiveram tempo de concepção tão prolongado como "Wuthering Heights" que, na verdade, deve ter nascido no dia em nasceu Emily Brontë" [Hélia Correia]
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Edição: Jun 2018
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"Portugal tem autores que fazem parte da grande literatura universal como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz e, na nova geração, Gonçalo M. Tavares." "Alberto Manguel"
Nº Páginas: 96
Sinopse:
"Portugal tem autores que fazem parte da grande literatura universal como Fernando Pessoa, Eça de Queiroz e, na nova geração, Gonçalo M. Tavares." "Alberto Manguel"
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Edição: Abr 2019
Nº Páginas: 168
Sinopse:
"Por mim, o gran finale desta viagem pelo arquipélago dos Açores poderia ocorrer com o observador confortavelmente sentado, e por fim serenado, na esplanada exterior do hotel Azoris Faial Garden, na Horta, tendo a piscina suspensa à sua frente e contemplando, no dia que lentamente se extingue, a montanha do Pico para lá do canal, deixando-se fundir com o ocaso solar e aspirando os matizes de luz e cor reflectidos na encosta, enquanto a constante dança das nuvens molda uma e outra e outra vez o maciço rochoso, num movimento incessante de ocultamento e desvelamento da própria montanha, até que a noite caia. (…) [A]percebe-se da suspensão do tempo, a imobilidade eterniza-se, a emoção irrompe, tudo ao mesmo tempo, num turbilhão perturbador e único. Enquanto isso, o Sol desce para o ocaso, lá longe na imensidão do mar das Flores, e as luzes vibrantes do dia prestes a terminar ajudam a instalar um estado de excepção, que é a expressão sublime da transcendência na vida, descobrindo, possivelmente pela primeira vez, que só assim ela vale a pena ser vivida."
Nº Páginas: 168
Sinopse:
"Por mim, o gran finale desta viagem pelo arquipélago dos Açores poderia ocorrer com o observador confortavelmente sentado, e por fim serenado, na esplanada exterior do hotel Azoris Faial Garden, na Horta, tendo a piscina suspensa à sua frente e contemplando, no dia que lentamente se extingue, a montanha do Pico para lá do canal, deixando-se fundir com o ocaso solar e aspirando os matizes de luz e cor reflectidos na encosta, enquanto a constante dança das nuvens molda uma e outra e outra vez o maciço rochoso, num movimento incessante de ocultamento e desvelamento da própria montanha, até que a noite caia. (…) [A]percebe-se da suspensão do tempo, a imobilidade eterniza-se, a emoção irrompe, tudo ao mesmo tempo, num turbilhão perturbador e único. Enquanto isso, o Sol desce para o ocaso, lá longe na imensidão do mar das Flores, e as luzes vibrantes do dia prestes a terminar ajudam a instalar um estado de excepção, que é a expressão sublime da transcendência na vida, descobrindo, possivelmente pela primeira vez, que só assim ela vale a pena ser vivida."
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Edição: Fev 2014
Nº Páginas: 368
Sinopse:
"Políticas radicais, arte de vanguarda e corridas de motos — todos estes elementos ganham vida no fulgurante romance de Rachel Kushner passado em 1970, quando uma jovem mulher se muda para Nova Iorque para se tornar artista, acabando por se envolver no movimento revolucionário de protesto que abalou a Itália nesses anos."["The 10 Best Books of 2013", "The New York Times"]
Nº Páginas: 368
Sinopse:
"Políticas radicais, arte de vanguarda e corridas de motos — todos estes elementos ganham vida no fulgurante romance de Rachel Kushner passado em 1970, quando uma jovem mulher se muda para Nova Iorque para se tornar artista, acabando por se envolver no movimento revolucionário de protesto que abalou a Itália nesses anos."["The 10 Best Books of 2013", "The New York Times"]
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Edição: Ago 1999
Nº Páginas: 426
Sinopse:
"Poemas e Canções" é a mais vasta antologia de Leonard Cohen até hoje publicada. Escolhida com a participação do próprio autor, e integrando vários poemas inéditos, reúne os principais textos - se exceptuarmos os romances - da sua produção literária e musical. No seu conjunto é uma viagem imaginária através da beleza, do horror, dos extremos do amor e do desespero.
Nº Páginas: 426
Sinopse:
"Poemas e Canções" é a mais vasta antologia de Leonard Cohen até hoje publicada. Escolhida com a participação do próprio autor, e integrando vários poemas inéditos, reúne os principais textos - se exceptuarmos os romances - da sua produção literária e musical. No seu conjunto é uma viagem imaginária através da beleza, do horror, dos extremos do amor e do desespero.
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Edição: Jul 2007
Nº Páginas: 324
Sinopse:
"Peter Kramer é um estudioso de excepcional sensibilidade e discernimento. Ler a sua prosa sobre qualquer assunto é ser provocado, seduzido e iluminado." "Joyce Carol Oates" "Em Contra a Depressão, Peter Kramer abre-nos novamente os olhos para um inovador e importante entendimento da condição humana. O seu audacioso pensamento sobre esse estado interior a que chamamos "depressão" dá-nos uma visão clara que nos pode libertar do poder dessa doença dolorosa." "Daniel Goleman, autor de Emotional Intelligence" "O nosso estimado sentido do eu é frequentemente questionado pela neurociência — como incluir o "Eu" entre neurónios, sinapses e neurotransmissores? Ninguém escreveu sobre estas questões de forma tão sensível, estimulante e acessível, e chegou a tanta gente ao longo do processo como Peter Kramer." "Robert Sapolsky, Professor de Ciências Biológicas, Stanford University" "Sofrer de depressão não tem nada de romântico. Kramer revela-nos a terrível realidade desta doença, afastando mitos que marcam a cultura popular. Este livro deverá inaugurar uma era em que a química desregrada do cérebro é encarada com a mesma preocupação e o mesmo cuidado que marcam o tratamento de qualquer doença." "Jerome Groopman, Professor de Medicina, Harvard University e autor de The Anatomy of Hope"
Nº Páginas: 324
Sinopse:
"Peter Kramer é um estudioso de excepcional sensibilidade e discernimento. Ler a sua prosa sobre qualquer assunto é ser provocado, seduzido e iluminado." "Joyce Carol Oates" "Em Contra a Depressão, Peter Kramer abre-nos novamente os olhos para um inovador e importante entendimento da condição humana. O seu audacioso pensamento sobre esse estado interior a que chamamos "depressão" dá-nos uma visão clara que nos pode libertar do poder dessa doença dolorosa." "Daniel Goleman, autor de Emotional Intelligence" "O nosso estimado sentido do eu é frequentemente questionado pela neurociência — como incluir o "Eu" entre neurónios, sinapses e neurotransmissores? Ninguém escreveu sobre estas questões de forma tão sensível, estimulante e acessível, e chegou a tanta gente ao longo do processo como Peter Kramer." "Robert Sapolsky, Professor de Ciências Biológicas, Stanford University" "Sofrer de depressão não tem nada de romântico. Kramer revela-nos a terrível realidade desta doença, afastando mitos que marcam a cultura popular. Este livro deverá inaugurar uma era em que a química desregrada do cérebro é encarada com a mesma preocupação e o mesmo cuidado que marcam o tratamento de qualquer doença." "Jerome Groopman, Professor de Medicina, Harvard University e autor de The Anatomy of Hope"
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Edição: Set 2018
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"Pesados como pedras, no entanto velozes como pedras, eles caminham, os últimos errantes, uns poucos dias mais adiante, os poucos dias que os separam da música dos ossos. Eles caminham, os últimos errantes, embatendo uns nos outros, repelindo, à força de olhos e de cotovelos, à força daquele ronco que lhes bate, mais do que o coração, dentro do peito, repelindo e chamando, concentrados na marcação das cenas animais, na coreografia da matilha. Pois tudo aquilo que séculos, milénios, foram acumulando, abstracções, certa elegância na sobrevivência, as leis cujo poder suspende a faca e faz descer a faca, tudo era fácil de rasgar, tudo era um mero adorno, um véu de rapariga, algo que não resiste à impiedade."
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"Pesados como pedras, no entanto velozes como pedras, eles caminham, os últimos errantes, uns poucos dias mais adiante, os poucos dias que os separam da música dos ossos. Eles caminham, os últimos errantes, embatendo uns nos outros, repelindo, à força de olhos e de cotovelos, à força daquele ronco que lhes bate, mais do que o coração, dentro do peito, repelindo e chamando, concentrados na marcação das cenas animais, na coreografia da matilha. Pois tudo aquilo que séculos, milénios, foram acumulando, abstracções, certa elegância na sobrevivência, as leis cujo poder suspende a faca e faz descer a faca, tudo era fácil de rasgar, tudo era um mero adorno, um véu de rapariga, algo que não resiste à impiedade."
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Edição: Fev 2019
Nº Páginas: 328
Sinopse:
"Passam sete minutos das nove horas, e olho rigorosamente para a mesma paisagem de ontem à tarde. A cor do céu, azul-pálido, quase branco, azul-acinzentado mais acima, é a mesma, as cores das árvores, dos arbustos e da erva são as mesmas, do verde-escuro das árvores do cemitério até ao verde-claro e mate do salgueiro, e a luz do Sol declinante, acinzentada perto do solo, dourada na copa das árvores, é a mesma. A única diferença é que o vento de leste é mais fraco e os movimentos nas árvores são menores. Adoro repetições." Este é um fragmento do quarto volume escrito por Karl Ove Knausgård sobre as estações do ano, uma série de ensaios breves, destinados a uma filha recém-nascida. O autor fala de modo intenso e pessoal de aspersores, castanhas, calções, gatos, caracóis, bétulas, groselhas, e tudo aquilo que faz do verão a melhor das estações, as suas tardes, noites, e até as chuvas. Knausgård oferece assim à filha e aos leitores um mundo muito diferente daquele que ele próprio teve na infância, marcado pela relação difícil com o pai. Oferece-nos a paisagem de uma vida familiar numa Suécia rural com as suas alegrias e tristezas, onde nada é indiferente e os objetos e os seres estão repletos de significado.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
"Passam sete minutos das nove horas, e olho rigorosamente para a mesma paisagem de ontem à tarde. A cor do céu, azul-pálido, quase branco, azul-acinzentado mais acima, é a mesma, as cores das árvores, dos arbustos e da erva são as mesmas, do verde-escuro das árvores do cemitério até ao verde-claro e mate do salgueiro, e a luz do Sol declinante, acinzentada perto do solo, dourada na copa das árvores, é a mesma. A única diferença é que o vento de leste é mais fraco e os movimentos nas árvores são menores. Adoro repetições." Este é um fragmento do quarto volume escrito por Karl Ove Knausgård sobre as estações do ano, uma série de ensaios breves, destinados a uma filha recém-nascida. O autor fala de modo intenso e pessoal de aspersores, castanhas, calções, gatos, caracóis, bétulas, groselhas, e tudo aquilo que faz do verão a melhor das estações, as suas tardes, noites, e até as chuvas. Knausgård oferece assim à filha e aos leitores um mundo muito diferente daquele que ele próprio teve na infância, marcado pela relação difícil com o pai. Oferece-nos a paisagem de uma vida familiar numa Suécia rural com as suas alegrias e tristezas, onde nada é indiferente e os objetos e os seres estão repletos de significado.
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Edição: Mar 2017
Nº Páginas: 536
Sinopse:
"Parte da grandeza das Vinte Mil Léguas (…) reside numa criação em que reminiscências mito-lógicas se conjugam com influências literárias. O próprio nome do capitão Nemo ("Ninguém" em latim) surge como um duplo do divino Ulisses tal como ele se apresenta, na Odisseia."
Nº Páginas: 536
Sinopse:
"Parte da grandeza das Vinte Mil Léguas (…) reside numa criação em que reminiscências mito-lógicas se conjugam com influências literárias. O próprio nome do capitão Nemo ("Ninguém" em latim) surge como um duplo do divino Ulisses tal como ele se apresenta, na Odisseia."
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Edição: Dez 2017
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"Para os Nabasco, A Ronda da Noite acaba por funcionar como um espelho onde se refletem todas as suas aspirações, diversas consoante os que nele se vêem retratados ou simplesmente sugeridos." Do Prefácio de António Mega Ferreira
Nº Páginas: 304
Sinopse:
"Para os Nabasco, A Ronda da Noite acaba por funcionar como um espelho onde se refletem todas as suas aspirações, diversas consoante os que nele se vêem retratados ou simplesmente sugeridos." Do Prefácio de António Mega Ferreira
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Edição: Dez 2020
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"Para mim, era só mais um homem a destacar-se do fundo prateado. Aceitei o bilhete azul e rasguei-o em dois. Não olhei para o rosto dele; nunca olho para os rostos deles. Fato cinzento, camisa cinzenta. Camisa limpa. Foi o meu corpo que o sentiu primeiro. A mão na cintura, a mão que segurava a minha, eram firmes mas não insistentes. Sentia o cheiro dele, uma água-de-colónia fresca e cigarros. Alguns meses antes, gastara o ordenado de uma semana na compra de um pequeno frasco de perfume: jasmim-branco. Não era o meu género; gosto do aroma de pétalas, de flores de cerejeira. Mas queria um perfume intenso, para me proteger do cheiro deles. Não deu resultado. Por algum motivo, o meu corpo aceitava as mãos dele, o hálito dele, e os meus mamilos estavam duros. Talvez nem se notasse através do vestido de noite preto, mas detestei a ideia."
Nº Páginas: 120
Sinopse:
"Para mim, era só mais um homem a destacar-se do fundo prateado. Aceitei o bilhete azul e rasguei-o em dois. Não olhei para o rosto dele; nunca olho para os rostos deles. Fato cinzento, camisa cinzenta. Camisa limpa. Foi o meu corpo que o sentiu primeiro. A mão na cintura, a mão que segurava a minha, eram firmes mas não insistentes. Sentia o cheiro dele, uma água-de-colónia fresca e cigarros. Alguns meses antes, gastara o ordenado de uma semana na compra de um pequeno frasco de perfume: jasmim-branco. Não era o meu género; gosto do aroma de pétalas, de flores de cerejeira. Mas queria um perfume intenso, para me proteger do cheiro deles. Não deu resultado. Por algum motivo, o meu corpo aceitava as mãos dele, o hálito dele, e os meus mamilos estavam duros. Talvez nem se notasse através do vestido de noite preto, mas detestei a ideia."
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Edição: Abr 1997
Nº Páginas: 302
Sinopse:
"Para compreender melhor estas teses, devemos aperceber-nos como a moral aparece sempre ligada à origem de uma comunidade e à incorporação das leis que esta instituiu para se perservar. A parte mais importante do "Humano Demasiado Humano" dedica-se à análise deste lento processo comum a todas as culturas, aparentemente contraditório, mas apenas em aparência. Ninguém poderá ficar indiferente às descrições que o "Humano Demasiado Humano" nos oferece desse processo, certamente de imenso valor sociológico e psicológico." Do préfacio de António Marques
Nº Páginas: 302
Sinopse:
"Para compreender melhor estas teses, devemos aperceber-nos como a moral aparece sempre ligada à origem de uma comunidade e à incorporação das leis que esta instituiu para se perservar. A parte mais importante do "Humano Demasiado Humano" dedica-se à análise deste lento processo comum a todas as culturas, aparentemente contraditório, mas apenas em aparência. Ninguém poderá ficar indiferente às descrições que o "Humano Demasiado Humano" nos oferece desse processo, certamente de imenso valor sociológico e psicológico." Do préfacio de António Marques
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Edição: Mar 2015
Nº Páginas: 112
Sinopse:
"Para as companhias de navegação aérea tratava-se duma lata de velocidade com os outros meios de transporte. (...) Gosto do primeiro livro de Saint-Exupéry, mas deste gosto mais. Em "Correio do Sul", às recordações do aviador, registadas com uma precisão surpreendente, misturava-se uma intriga sentimental que aproximava de nós o herói. Tão faminto de ternura, como o sentíamos humano, vulnerável! O heróis de "Voo Nocturno", conquanto não desumanizado, eleva-se até uma virtude sobre-humana. Creio que o que me agrada mais nesta narrativa vibrante é a sua nobreza. As fraquezas, os abandonos, as quedas do homem, conhecemo-las sobejamente, e a literatura dos nossos dias é por demais hábil a denunciá-las; mas é sobretudo desta superação de si que a vontade tensa obtém que temos necessidade que nos mostrem. (...) O que conta, Saint-Exupéry conta-o "com conhecimento de causa". O afrontamento pessoal dum perigo frequente dá ao seu livro um sabor autêntico inimitável." Do Prefácio de André Gide
Nº Páginas: 112
Sinopse:
"Para as companhias de navegação aérea tratava-se duma lata de velocidade com os outros meios de transporte. (...) Gosto do primeiro livro de Saint-Exupéry, mas deste gosto mais. Em "Correio do Sul", às recordações do aviador, registadas com uma precisão surpreendente, misturava-se uma intriga sentimental que aproximava de nós o herói. Tão faminto de ternura, como o sentíamos humano, vulnerável! O heróis de "Voo Nocturno", conquanto não desumanizado, eleva-se até uma virtude sobre-humana. Creio que o que me agrada mais nesta narrativa vibrante é a sua nobreza. As fraquezas, os abandonos, as quedas do homem, conhecemo-las sobejamente, e a literatura dos nossos dias é por demais hábil a denunciá-las; mas é sobretudo desta superação de si que a vontade tensa obtém que temos necessidade que nos mostrem. (...) O que conta, Saint-Exupéry conta-o "com conhecimento de causa". O afrontamento pessoal dum perigo frequente dá ao seu livro um sabor autêntico inimitável." Do Prefácio de André Gide
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Edição: Mai 2018
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Ousado sem ser original, José detesta compromissos, cedências, afasta os aliados, seduz os adversários. Não é essencialmente um governante, nem um tribuno, é alguém que carrega uma angústia, que se sente culpado sem ter feito nada de mal, que vê os obstáculos como castigos." Do Prefácio de Pedro Mexia
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Ousado sem ser original, José detesta compromissos, cedências, afasta os aliados, seduz os adversários. Não é essencialmente um governante, nem um tribuno, é alguém que carrega uma angústia, que se sente culpado sem ter feito nada de mal, que vê os obstáculos como castigos." Do Prefácio de Pedro Mexia
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Edição: Jul 2016
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Oscilando entre a angústia da fugacidade do tempo e a tragédia da repetição, as personagens de Céu em Fogo abismam-se fatalmente no tédio e, numa luta penosa — que é também um confronto fascinado com a morte —, tentam inventar maneiras de o vencer.Do Prefácio de Maria Antónia Oliveira
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Oscilando entre a angústia da fugacidade do tempo e a tragédia da repetição, as personagens de Céu em Fogo abismam-se fatalmente no tédio e, numa luta penosa — que é também um confronto fascinado com a morte —, tentam inventar maneiras de o vencer.Do Prefácio de Maria Antónia Oliveira
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Edição: Abr 1998
Nº Páginas: 294
Sinopse:
"Oscilando entre a angústia da fugacidade do tempo e a tragédia da repetição, as personagens de Céu em Fogo abismam-se fatalmente no tédio e, numa luta penosa — que é também um confronto fascinado com a morte —, tentam inventar maneiras de o vencer. É esta a tarefa fantástica que vai empreender o Fixador de Instantes. Tomado por um "tédio mortal"no momento em que constata a inevitabilidade da sua morte, acaba por realizar no crime a sua obsessão de posse total. Também na novela "A Grande Sombra", que diríamos o diário de um psicopata dos tempos modernos, o protagonista renasce "outra vida" após o assassínio violento de uma rapariga que acaba de conhecer, com quem se envolve sexualmente. Este crime acorda-o da sonolência monótona em que vivia até aí, e tem o efeito imediato de "parar os instantes", de suspender o tempo, e, paralelamente, eliminar a angústia da morte que o vinha deprimindo. O suicídio final, para o qual se encaminha em euforia louca, está para além do remorso: é o culminar triunfal da sua busca do mistério e do desconhecido. O crime e o suicídio, tão presentes nestas novelas, são as duas faces da mesma moeda, aquela com que ilusoriamente se quer pagar o preço da modernidade, na sua paixão pelo Novo: a morte é a única região inexplorada, não há novidade senão na morte. Para estes heróis de tragédia moderna, o suicídio não é um puro acto de desespero, mas a única forma de heroísmo, a última procura que vale a pena — um acto estético, ou uma deserção." - Do Prefácio de Maria Antónia Oliveira
Nº Páginas: 294
Sinopse:
"Oscilando entre a angústia da fugacidade do tempo e a tragédia da repetição, as personagens de Céu em Fogo abismam-se fatalmente no tédio e, numa luta penosa — que é também um confronto fascinado com a morte —, tentam inventar maneiras de o vencer. É esta a tarefa fantástica que vai empreender o Fixador de Instantes. Tomado por um "tédio mortal"no momento em que constata a inevitabilidade da sua morte, acaba por realizar no crime a sua obsessão de posse total. Também na novela "A Grande Sombra", que diríamos o diário de um psicopata dos tempos modernos, o protagonista renasce "outra vida" após o assassínio violento de uma rapariga que acaba de conhecer, com quem se envolve sexualmente. Este crime acorda-o da sonolência monótona em que vivia até aí, e tem o efeito imediato de "parar os instantes", de suspender o tempo, e, paralelamente, eliminar a angústia da morte que o vinha deprimindo. O suicídio final, para o qual se encaminha em euforia louca, está para além do remorso: é o culminar triunfal da sua busca do mistério e do desconhecido. O crime e o suicídio, tão presentes nestas novelas, são as duas faces da mesma moeda, aquela com que ilusoriamente se quer pagar o preço da modernidade, na sua paixão pelo Novo: a morte é a única região inexplorada, não há novidade senão na morte. Para estes heróis de tragédia moderna, o suicídio não é um puro acto de desespero, mas a única forma de heroísmo, a última procura que vale a pena — um acto estético, ou uma deserção." - Do Prefácio de Maria Antónia Oliveira
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Edição: Out 2009
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Os textos poéticos que contituem esta antologia percorrem uma latitude cronológica de cerca de quatrocentos anos de produção literária, dos séculos I a.C. a III da nossa era, e ilustram, de acordo com a época e o género a que pertencem, o modo de a antiga Roma declinar o amor, a paixão ou a mera lascívia. Foi, com efeito, a temática a consubstanciar o critério de selecção. Os poetas escolhidos não se cingem ao cânone da ideia de outro, associada ao período augustano. Assim, além de Catulo, Virgílio, Horácio, Ovídio, Tibulo ou Propércio, porventura mais conhecidos dos leitores não especializados, considerou-se uma mais valia divulgar autores até há alguns anos menos estudados — Calpúrnio Sículo —, ou cuja produção seja um caso singular, como Sulpícia, poetas tardios como Floro, Tiberiano, Nemesiano, Modestino, Pentádio e Reposiano, considerados menores pela tradição, e ainda algumas peças anómimas que raro — ou nunca — tinham merecido tradução no nosso país. Pelo mesmo motivo, tendo em atenção o esforço editorial mais recente, procurou-se evitar obras há pouco editadas como a Arte de Amar de Ovídio ou os Epigramas de Marcial, cujos excertos seriam pertinentes neste conjunto." [De "Palavras Prévias"]
Nº Páginas: 208
Sinopse:
"Os textos poéticos que contituem esta antologia percorrem uma latitude cronológica de cerca de quatrocentos anos de produção literária, dos séculos I a.C. a III da nossa era, e ilustram, de acordo com a época e o género a que pertencem, o modo de a antiga Roma declinar o amor, a paixão ou a mera lascívia. Foi, com efeito, a temática a consubstanciar o critério de selecção. Os poetas escolhidos não se cingem ao cânone da ideia de outro, associada ao período augustano. Assim, além de Catulo, Virgílio, Horácio, Ovídio, Tibulo ou Propércio, porventura mais conhecidos dos leitores não especializados, considerou-se uma mais valia divulgar autores até há alguns anos menos estudados — Calpúrnio Sículo —, ou cuja produção seja um caso singular, como Sulpícia, poetas tardios como Floro, Tiberiano, Nemesiano, Modestino, Pentádio e Reposiano, considerados menores pela tradição, e ainda algumas peças anómimas que raro — ou nunca — tinham merecido tradução no nosso país. Pelo mesmo motivo, tendo em atenção o esforço editorial mais recente, procurou-se evitar obras há pouco editadas como a Arte de Amar de Ovídio ou os Epigramas de Marcial, cujos excertos seriam pertinentes neste conjunto." [De "Palavras Prévias"]
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