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Nº Páginas: 176
Sinopse:
Este é um livro sobre a medicina privada em Portugal, mas falar sobre saúde privada é falar também, e incontornavelmente, sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Portugal já tinha medicina privada antes de ter SNS - uma medicina privada muito diferente da dos dias que correm. A que temos hoje é moldada por e está dependente do SNS. Os grandes grupos económicos que dominam o sector da saúde são alimentados pelas falhas do sistema público e pelas rendas do Estado. Este livro analisa o SNS, o sector privado e a complexa relação entre ambos a partir de dados de acesso público, produzidos por instituições oficiais. Percorre a história e os resultados dos grupos José de Mello Saúde e Luz Saúde, com desvios ilustrativos acerca dos grupos Lusíadas e Champalimaud e a Associação Nacional de Farmácias.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Em As Raízes da Língua, Marco Neves mergulha-nos na história da língua portuguesa através das aventuras de 50 palavras comuns. Se imaginarmos o léxico do português como uma árvore, a raiz mais forte passa pelo latim desenvolvido na faixa ocidental da Península Ibérica, latim esse que já vem do proto-indo-europeu, falado na zona do Mar Negro há 6500 anos. A essa raiz juntam-se raízes mais estreitas ligadas às línguas que já se falavam no território onde é hoje Portugal. Há ainda as outras raízes da língua ligadas ao árabe, ao persa, a línguas africanas, a línguas da América do Sul, a línguas germânicas, ao grego, ao inglês, ao francês, entre outras. A variedade de percursos e de histórias dessas raízes é impressionante. É uma viagem desordenada, aventurosa, às vezes perigosa. Há até palavras que saíram do português, deram uma volta por outras línguas e regressaram à nossa muito mudadas. Este não é um dicionário etimológico. É um livro de viagens, um livro de histórias, um livro de crónicas (quase de mistério) sobre etimologia.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 136
Sinopse: O Método Montessori é uma das tendências mais importantes da educação atual, ajudando a desenvolver crianças autónomas, independentes, responsáveis e capazes de pensar por si mesmas. Maria Montessori foi médica, educadora e pedagoga. Criou um método de ensino que procura respeitar os ritmos de aprendizagem de cada criança e que defende o desenvolvimento integral do ser humano desde o nascimento. O foco está naquilo que se é, e não naquilo que se tem. O objetivo é, portanto, permitir que cada criança se torne a melhor pessoa que pode ser.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
As travestis trabalhadoras do sexo são representadas no imaginário social como "aberrações": pessoas "doentes", com personalidade instável, sexualmente "promíscuas", "violentas", que frequentemente se encontram envolvidas em roubos e drogas. São, no fundo, pessoas a evitar. A difusão reiterada destes discursos, produzidos na sua maioria a partir de um contacto superficial com a realidade das travestis, tem tido um efeito profundamente estigmatizador, incitando ao ódio, promovendo um clima de violência socialmente aceite, empurrando-as para territórios periféricos, marginais e ligados ao submundo. Tentando contrariar esta tendência, ao longo de cinco anos, Nélson Alves Ramalho mergulhou no mundo da prostituição travesti para compreender as suas trajectórias pessoais, a sua identidade, os seus modos de vida e os processos de exclusão social a que diariamente estão sujeitas.
Nº Páginas: 208
Sinopse:
Já ouviu dizer que a ciência é sexista, que não existe sexo biológico e que ser obeso é saudável? Ou que apenas determinadas pessoas - dependendo da raça, do género ou da identidade - deveriam poder usar certas roupas, cozinhar determinados alimentos ou interpretar certos papéis? Confuso com estas ideias? Pergunta-se como é que elas conseguiram desafiar tão depressa a lógica da nossa sociedade? Esta é uma adaptação do best-seller internacional "Teorias Cínicas", com as principais ideias da ensaísta Helen Pluckrose e do matemático James Lindsay, que demostram que o movimento woke e os estudos activistas e radicais, com a sua cultura de guerra e de cancelamento, fazem mais mal do que bem às comunidades minoritárias que juram defender. Esta obra expõe, de forma clara e acessível, os dogmas em que assentam aquelas ideias, desde as origens no pós-modernismo francês ao seu actual refinamento por académicos activistas, e analisa e opõe-se a teorias tão absurdas como estas: "o conhecimento é uma construção social»; «a ciência e a razão são ferramentas de opressão»; «todas as interacções humanas são fontes do exercício opressor do poder".
"(In)justiça Social" desmonta com racionalidade a inconsistência das teorias identitárias, racializadas e de género que pretendem impor-nos uma nova Inquisição, ameaçando a democracia liberal. Este é um apelo à honestidade intelectual e uma defesa da liberdade de expressão. Um livro sobre o que realmente significa ter uma sociedade justa e igualitária - e a melhor forma de a alcançar. Adaptado por Rebecca Christiansen (romancista e ensaísta).
Nº Páginas: 328
Sinopse:
Mergulhando nas diferentes formas de afetos a partir de dados da biologia, da química, da neurociência, da psicologia e da sociologia, Anna Machin procura, numa prosa envolvente e acessível, uma resposta tão inclusiva quanto o possível. Indo muito além do estudo sobre o amor romântico, a autora investiga também a amizade, a família, as relações poliamorosas, as famílias «escolhidas», o amor gay, o amor que sentimos por animais de estimação, por celebridades e por divindades. Mas a autora analisa também as consequências mais sombrias do amor - a sua natureza viciante que nos pode levar a sermos manipulados, coagidos e até vítimas de violência. O seu objetivo é expandir a nossa compreensão e revigorar o nosso espanto perante as complexidades do coração humano. Baseando-se na tradição de escritores como Esther Perel, Alain de Botton, Erich Fromm ou Helen Fisher, a profundidade da investigação e a capacidade de empatia de Anna Machin representa um grande salto no eterno projeto de compreensão de nós mesmos.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: Nos últimos vinte anos, o mundo enfrentou uma sucessão de crises - na finança global, migrações, a pandemia de covid-19 e uma guerra de agressão em grande escala no continente europeu -, com consequências sociais, económicas e políticas graves, que resultaram em frustração, medo e ira. Ao apoiar-se no descontentamento social, o extremismo propõe soluções simplistas e estereotipadas em resposta às ansiedades e incertezas que afetam as nossas sociedades. E a consequência é que, por todo o mundo, os alicerces da democracia estão a ser corroídos. Neste livro, analisam-se as razões e o modo como isto está a acontecer e propõem-se soluções - ou, pelo menos, melhoramentos. Porque o que as democracias oferecem aos seus povos em matéria de liberdades civis, direitos humanos e Estado de direito é demasiado precioso para se perder. Ainda vamos a tempo de resistir.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Portugal enfrenta hoje uma escolha decisiva: adaptar-se aos imperialismos da nova ordem multipolar ou aceitar a irrelevância geopolítica e o empobrecimento. Este livro parte dessa encruzilhada para propor uma visão clara, realista e pragmática sobre os desafios para a soberania de Portugal no século XXI. Através de uma análise rigorosa dos grandes jogadores globais e dos tabuleiros onde se decide o futuro da humanidade, João Annes constrói uma proposta integrada para o Estado português. Por isso, Nação Valente não é apenas um livro de análise. É um roteiro de ação para todos os portugueses que recusam assistir passivamente aos impactos políticos, económicos e sociais das crises do nosso tempo. No centro da obra está uma estratégia 4P: - Como prevenir as ameaças reais (da guerra híbrida à grande migração); - Como proteger o que é nosso (soberania, democracia, identidade, educação e saúde); - Como projetar Portugal como ponte geopolítica entre continentes; - Como prosperar criando riqueza (economia digital, energia verde, indústrias críticas). Uma estratégia ancorada na História, mas orientada para o futuro; fiel à identidade nacional, mas aberta ao mundo. João Annes defende que Portugal pode ser mais resiliente e seguro sem abdicar do respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos seus cidadãos. O equilíbrio entre uma estratégia de defesa eficaz que nos protege a todos e, simultaneamente, preserva os valores democráticos que nos definem. É possível. É necessário. É urgente. Este é um ensaio de intervenção cívica que transforma complexidade geopolítica em decisões estratégicas claras. Porque mais valente que reconhecer os perigos, é ter a coragem de os enfrentar. Somos uma Nação com 900 anos de História. Somos resilientes. Somos engenhosos. Todos somos necessários. Ninguém está dispensado. Este livro mostra-nos o caminho. Prefácio de Álvaro Beleza.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Do advento da Geringonça à ascensão do CHEGA, 2015-2015 As observações mordazes da mais acelerada década política de Portugal. Nos últimos dez anos, marcados pela ascensão da Geringonça e o advento do Chega, Portugal viveu entre o deslumbramento e o cansaço. De 2015 a 2025, com sucessivos governos socialistas, escândalos públicos e a crescente erosão moral das instituições, o país habituou-se, primeiro, e reagiu, depois, numa espécie de revolução em câmara lenta. Reunindo cerca de uma centena de crónicas, este livro é uma análise crua e de certa forma literária de uma nação resignada à mediocridade. Cada texto constitui uma peça de um mosaico sobre o poder, o Estado e o desinteresse cívico, tornando-se o seu tom mais grave à medida que o tempo avança e o autor assiste ao aparente apocalipse em que a sociedade portuguesa se deixou enredar.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: Um livro inspirador sobre como podemos remodelar a nossa sociedade em torno da abundância, reciprocidade e generosidade Em A Economia da Dádiva, Robin Wall Kimmerer reflete sobre a ética da reciprocidade que está no cerne da economia da dádiva. Como podemos inspirar-nos no mundo natural para reimaginar as nossas prioridades? A nossa economia baseia-se na escassez, na competição e na acumulação de recursos, e cedemos os nossos valores a um sistema que prejudica aquilo que amamos. O livro é um antídoto para as ligações quebradas e os objetivos equivocados dos nossos tempos, e um lembrete de que não será a acumulação individual que nos salvará: a prosperidade é sempre partilhada. Um hino ao mundo natural e uma exploração profunda de como podemos viver de forma diferente a nossa relação com a natureza e uns com os outros, combinando a observação científica, memórias e uma reflexão filosófica.
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 416
Sinopse: No dia 11 de Maio de 1960, agentes da Mossad capturaram Adolf Eichmann nos arredores de Buenos Aires, quando, no final de um dia de trabalho, regressava a casa. Quem era este homem que levava então uma vida vulgar, mas que se podia vangloriar da morte de milhões de seres humanos? É o que podemos ver em Eichmann em Jerusalém através do olhar de Hannah Arendt, que assistiu ao julgamento iniciado a 11 de Abril de 1961 em Israel. o processo durou cerca de quatro meses.hannah arendt tinha oferecido os seus servicos à the new yorker, e, para ela, como judia que tivera de fugir da alemanha com a ascensão de hitler ao poder, foi um meio de ajustar contas com o passado. presenciar o julgamento de eichmann não foi tanto uma oportunidade de compreender os meandros da alma humana e de indagar a psicologia de um dirigente nazi, mas de lancar um olhar crítico à natureza do regime nacional-socialista. arendt assistiu apenas a uma parte do julgamento. mas os cinco artigos que escreveu para a the new yorker e seriam publicados em livro suscitaram uma enorme polémica sobre o seu conceito de banalidade do mal.
Edição: Mar 2023
Nº Páginas: 480
Sinopse: Esta obra apresenta uma análise profunda, revista e atualizada da guerra na Ucrânia. Nela, Paul DAnieri aborda as dinâmicas no interior da Ucrânia, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia e entre a Rússia e o Ocidente alargado, que emergiu do colapso da União Soviética e resultou na invasão russa de 24 de fevereiro de 2022. Numa sequência cronológica, o autor mostra como a separação da Ucrânia e da Rússia em 1991, na época designada por divórcio civilizado, levou a um dos mais violentos conflitos na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. DAnieri considera que, nesta evolução, pesaram sobretudo três fatores, a saber: a questão da segurança, o impacto da democratização na geopolítica e os objetivos incompatíveis surgidos na Europa no pós-Guerra Fria.
Edição: Set 2024
Nº Páginas: 208
Sinopse: «Em Dezembro de 1991, tinha eu 48 anos, dei uma entrevista à Marie Claire, uma revista que organizara um número sob o título O Charme das Mulheres de 50 Anos. Relendo o que disse, o que surpreende é o meu optimismo. É verdade que já então descobrira não ser imortal, o primeiro sinal de envelhecimento, ou, se preferirem, de sabedoria, mas declarava, com ar pimpão, que ter cinquenta anos era a melhor coisa do mundo. O único facto que lamentava era não poder registar, numa agenda, a data e a hora da minha morte.»
Edição: Mar 2022
Nº Páginas: 384
Sinopse: Nesta análise da Rússia contemporânea, Joshua Yaffa, correspondente da The New Yorker em Moscovo, traça um retrato das lutas internas travadas entre os que sustentam o autoritarismo de Putin. Joshua Yaffa fala-nos dos mais destacados políticos, empresários, e até artistas e historiadores, que construíram as suas carreiras e identidades à sombra do regime de Putin. Dilacerados entre as suas ambições e as exigências do Estado, cada um deles percorre um caminho individual de compromisso. Alguns reúnem astúcia e cinismo para extraírem todo o tipo de benefícios e privilégios do poder, outros, menos experimentados, são muitas vezes desmobilizados e esmagados. De qualquer modo, todos eles ficam presos num emaranhado de dilemas e contradições. Joshua Yaffa mostra-nos assim como uma burocracia repressiva constrói uma nova forma de autoritarismo moderno.
Edição: Mar 2022
Nº Páginas: 264
Sinopse: A afirmação da China como superpotência global está a modificar a paisagem política internacional. À medida que o regime chinês se tornou mais assertivo, os EUA foram-no considerando o seu principal rival nos planos económico e militar. Neste livro, Oliver Letwin mostra como o ascenso da China se relaciona com o seu antigo poder imperial e enumera as principais zonas de conflito potencial entre China e EUA, com destaque para Taiwan. O autor considera que existe um risco efetivo de conflito militar entre a China, como superpotência ascendente, e os EUA, que procuram manter a supremacia mundial. Considera, no entanto, possível, embora difícil, que a guerra seja evitada.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Partindo de dezenas de entrevistas realizadas a terroristas, espiões, oficiais e chefes de serviços secretos - protagonistas da principal guerra do século XXI - o jornalista Henrique Cymerman junta-se ao especialista em contraterrorismo Aviv Oreg para trazer até nós uma obra que explora as origens da Jiade Global, acompanha de perto os atentados que mudaram a face do mundo e prevê os próximos passos do terrorismo islamista no ocidente. Perante a lavagem cerebral feita a milhares de crianças raptadas pelos extremistas e as campanhas de ódio que seduzem ocidentais sem objetivos de vida, estaremos a salvo dos esfaqueamentos indiscriminados e dos atropelamentos em massa preconizados pela doutrina da "morte por 1000 punhais"?
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: Vivemos um momento de retrocesso cultural e legislativo, em que a incerteza sobre a relevância do movimento feminista ameaça décadas de progresso. Sophie Gilbert identifica um momento decisivo na viragem do milénio, quando a energia do feminismo deu lugar a um período regressivo de hiperobjetificação e sexualização das mulheres, influenciado pela cultura pop. Girl on Girl é uma acusação mordaz da teia de misoginia que sustentou a produção cultural do início do século XXI.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, "Dentro do Segredo". Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte. Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos. A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: E se usasse a inteligência artificial para simplificar a sua vida, em vez de a complicar ainda mais? Este livro não é para especialistas. É para pessoas reais, com trabalhos reais, problemas reais e com vontade de que alguém - ou algo - lhes dê uma ajuda sem exigir um mestrado em troca. E se a IA Me Resolvesse a Vida? é um manual prático, divertido e radicalmente honesto sobre como aproveitar a inteligência artificial generativa para aquilo que importa: organizar o dia, poupar tempo, despachar tarefas aborrecidas, ser mais criativo ou até perceber-se melhor a si próprio. Com exemplos reais, um método claro e muito sentido de humor, o autor convida-o a conviver com esta nova tecnologia sem medo, sem pretensões e, sobretudo, sem perder a sua essência humana. Porque o truque não é deixar que a IA o controle. A questão é aprender a usá-la para viver melhor. Um guia irreverente, prático e divertido para aprender a usar a inteligência artificial generativa no dia a dia - sem enlouquecer nem precisar de ser programador.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 120
Sinopse: O QUE HÁ DE VERDADE NA MENTIRA? Vivemos, diz-se, na época da pós-verdade. As relações entre a verdade e a mentira são hoje mais tensas do que nunca. A questão nunca foi tão complexa como nos nossos dias, graças à cultura digital e ao crescimento imparável da inteligência artificial. Mas fake news sempre houve. No seu estilo inimitável, Werner Herzog reúne neste livro histórias, anedotas e reflexões que nos levam das profundas falsificações actuais e das oportunidades e perigos da Inteligência Artificial ao antigo Egipto e à Roma clássica, passando por abduções alienígenas ou pelo modo como a arte pode falar verdade a mentir. [Do mesmo autor, na Zigurate, O Crepúsculo do Mundo e Cada um Por Si e Deus Contra Todos.]
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 112
Sinopse: Quinze anos depois da queda de Hosni Mubarak, no Egito, o relato de Alexandra Lucas Coelho sobre os levantamentos na Praça Tahrir nunca teve tanta força. Passaram 15 anos: onde estamos agora? Reviver estes dias na Praça Tahrir é avassalador. Tudo isto aconteceu, não foi mentira. E continua à nossa frente. A.L.C., Janeiro de 2026 A 3 de Fevereiro de 2011 eu estava em Ponta Delgada a apresentar Viva México. Tinha voo no dia seguinte para Lisboa, de onde voltaria para o Rio de Janeiro, cidade em que então morava, como correspondente do jornal Público no Brasil. As notícias da Praça Tahrir eram de batalha campal, com o regime ao ataque. Pedi uma semana de férias ao jornal, comprei um bilhete de avião e em vez de regressar ao Rio voei para o Cairo. As páginas que se seguem não são uma cobertura jornalística. São um relato dos dias antes, durante e depois da queda do ditador egípcio, o presidente Hosni Mubarak. Ainda mal tudo começara na Praça Tahrir e já muita gente no exterior temia ou duvidava do futuro. Mas o presente existe independentemente do futuro. Durante dezoito dias, centenas de milhares de pessoas uniramse espontaneamente num espaço público, inventaram uma organização democrática sem precedentes e derrubaram um ditador há 30 anos no poder. Para isso, não recorreram à força contra ele, não desistiram quando ele recorreu, e depois da vitória foram limpar o lixo. As revoluções são momentos extraordinários. A Praça Tahrir foi um desses momentos: um triunfo do humano sobre si mesmo. O epílogo está sempre em aberto, mas o que vem a seguir não eliminará o que aconteceu. A minha pergunta não é: e depois? A minha pergunta é: isto é real? Foi. Essa é a inspiração.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: Divertido e inesperado, Se Nietzsche Fosse um Narval revela como a inteligência humana pode ser mais uma ameaça do que uma dádiva e como o reino animal vive perfeitamente bem sem ela. À primeira vista, a história humana parece celebrar a nossa genialidade: inventámos a escrita, criámos arte e ciência, erguemos cidades e atravessámos oceanos e o espaço. Mas esta «excecionalidade» tem um lado sombrio angústia existencial, violência, discriminação e um planeta à beira do colapso. Aquilo que encaramos como uma bênção pode, afinal, revelar-se uma maldição. Justin Gregg argumenta que há uma razão evolutiva para a inteligência humana ser tão rara: os outros animais simplesmente não precisam dela para prosperar e fazem-no sem se destruir a si próprios nem ao mundo. Comparando linguagem, racionalidade, moral e consciência humanas com as dos nossos parentes animais, Gregg desmonta muitas das ideias que temos sobre a nossa suposta superioridade. O resultado é surpreendente e transformador. Destinado a tornar-se um clássico, Se Nietzsche Fosse um Narval questiona o mito da «espécie superior» e revela uma verdade muito mais estranha e muito mais fascinante do que imaginamos.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Bem-vindos ao fascinante mundo das teorias da conspiração, em que a linha entre a verdade e a mentira é, muitas vezes, mais ténue do que pensamos. Pessimistas, maniqueístas, simplistas, e sempre paranoicas, estas histórias estão recheadas de personagens heroicas, tragédias e segredos terríveis. e são, na maioria das vezes, perigosas. Renato Rocha, autor do podcast Teorias da Conspiração, convida-te a entenderes como a mente humana pode ser enganada e como todos nós, em maior ou menor grau, caímos nos mesmos erros de raciocínio que sustentam as teorias da conspiração. Ao longo destas páginas, vais mergulhar em mais de 18 fascinantes (e muitas vezes absurdas) conspirações: desde sociedades secretas como os Illuminati e os Rothschilds, às histórias de ovnis em Portugal, passando pelo caso Epstein, o movimento antivacinas, o terraplanismo, a Atlântica portuguesa, as teorias sobre a suposta morte de Paul McCartney e as mais recentes conspirações da era Trump. Ao mesmo tempo, vais aprender a reconhecer os mecanismos que tornam estas teorias da conspiração tão irresistíveis e a identificar quando estás a cair nas garras do Lobo Mau disfarçado de Avozinha. Entre histórias de teorias falsas e conspirações reais, este livro oferece-te uma viagem extraordinária e esclarecedora pelo lado mais criativo - e mais perigoso - da nossa mente. Vais rir, refletir e, acima de tudo, questionar tudo aquilo que julgavas certo.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Do autor de Por Onde Irá a História? Porque enfrentamos uma crise na ordem internacional? Para Miguel Monjardino, estamos a viver a Grande Rutura. Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin e os seus aliados têm interesse em desmantelar a atual ordem internacional. Os proprietários de redes sociais e de grandes empresas tecnológicas partilham o mesmo objetivo para poderem aumentar a riqueza pessoal e concretizar as suas utopias tecnológicas. Esta é a hora dos novos Grandes Conquistadores. O que intriga um ensaísta de política internacional são os possíveis futuros. Estes dependem sempre das consequências do passado histórico e das circunstâncias políticas do presente. Todavia, o que realmente acontece quando não temos o benefício do distanciamento que a passagem do tempo nos dá, nem toda a informação necessária para tentar compreender um determinado problema e ter uma opinião informada sobre ele? Até 2030, os contornos de uma nova ordem internacional devem ficar mais claros. Assim, o nosso principal desafio em Portugal e em muitos países europeus deverá ser interrogarmo-nos sobre o porquê destes factos, interpretá-los e formular as primeiras decisões de uma forma esclarecida.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 200
Sinopse: TRÊS GOVERNOS, TRÊS CRISES POLÍTICAS, O MESMO PADRÃO: NEGÓCIOS PRIVADOS QUE LEVANTAM SUSPEITAS EM TORNO DE DECISÕES PÚBLICAS. Qual efeito dominó, as quedas dos Executivos de António Costa, Miguel Albuquerque e Luís Montenegro sucederam-se num breve período de 16 meses, originando múltiplas eleições legislativas e uma acentuada instabilidade política. O que aconteceu? Que mecanismos de poder - silenciosos, opacos - parecem estar a minar a democracia por dentro? Numa minuciosa investigação jornalística iniciada em 2016, o autor Gustavo Sampaio reconstrói linhas narrativas, identifica ligações ocultas e escrutina redes de influências que envolvem governantes, chefes de gabinete, dirigentes de partidos, empresários, advogados de negócios, agentes facilitadores, entre outros elementos que revelam um problema sistémico no poder político. Um livro indispensável para conhecer as histórias destas três demissões e entender a cultura política e as fragilidades das instituições democráticas que vão continuar a gerar novos casos de misturas explosivas entre política e negócios.
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: REFLEXÕES SOBRE O PESO DOS INTERESSES E VALORES NAS DECISÕES CIENTÍFICAS E TECNOLÓGICAS Num momento em que se anunciam mudanças na forma de avaliar ciência, tecnologia e inovação, este livro retoma o debate sobre o lugar das ciências sociais e em particular da sociologia na compreensão das soluções e dos problemas que a tecnociência introduz no quotidiano. Revisitando conceitos centrais dos estudos sociais de ciência e tecnologia, mostra-se que as opções científicas e tecnológicas são sempre carregadas de interesses e valores, o que justifica que a participação pública e a justiça social estejam no centro das políticas de investigação e inovação. Com exemplos concretos, casos e propostas práticas de trabalho, A Dimensão Social da Ciência e Tecnologia dirige-se a todos os que nomeadamente estudantes, docentes e profissionais tenham interesse em entender melhor como podem contribuir para que estas áreas sirvam o bem comum e a sustentabilidade
Edição: Jan 2026
Nº Páginas: 160
Sinopse: Um longo diálogo sobre muitos dos temas sobre os quais escreveu: o corpo e a espiritualidade, rock e feminismo, amor e sexualidade, os lugares e a vida de escritora. Publicada agora na íntegra, esta entrevista (de que apenas um terço tinha aparecido na revista Rolling Stone) foi gravada ao longo de vários meses e em duas cidades, Paris e Nova Iorque. Sontag gostava de ser entrevistada porque gostava de conversar. Era do diálogo e da energia da conversa, segundo ela, que nasciam muitas das suas ideias e o seu pensamento. Às questões colocadas por um interlocutor tão perspicaz e conhecedor da sua obra como Jonathan Cott, Susan Sontag não responde em frases, mas em parágrafos calibrados que se expandem e em que o mais impressionante são a exatidão e a afinação moral e linguística com que ela enquadra e elabora as suas ideias. «Um ótima fonte para conhecedores da ensaísta e romancista, bem como para quem só agora conhece Sontag.» Publishers Weekly «Uma entrevista humanizadora com Sontag, geralmente vista como um intelecto ferozmente agressivo e polarizador.» Kirkus Reviews «Para a brilhante ensaísta que Sontag foi, falar com brilhantismo constituía uma parte importante do seu trabalho.» Slate
Nº Páginas: 480
Sinopse:
Os especialistas acreditam que o Brasil, o quinto maior país do mundo e a sétima maior economia , será uma das mais importantes potências mundiais em 2030. No entanto, tem sido dada mais atenção a outros gigantes emergentes como a Rússia, a Índia e a China. Muitas vezes subvalorizado, o Brasil começou finalmente a desenvolver o seu potencial, mas enfrenta desafios fulcrais antes de se tornar uma nação de importância global. Em vésperas de acolher os Jogos Olímpicos de 2016, este país tem sido abalado por protestos generalizados devido a claros retrocessos económicos. Este livro põe lado a lado os problemas que subsistem no Brasil e as suas conquistas, traçando um retrato completo de um país vibrante que poderá assumir uma posição nos assuntos mundiais. O livro divide-se em três partes: - a primeira centra-se na maneira como a experiência do Brasil enquanto monarquia livre e, posteriormente, ditadura, influenciou a sua evolução nas esferas política, económica, social. - a segunda parte versa sobre a consolidação do Brasil nos planos sócio-político e económico. - a terceira parte problematiza o Brasil de agora, questionando as políticas atuais e a governação de Dilma Rousseff.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
«Um dos mais brilhantes cientistas sociais europeus.» Boaventura de Sousa Santos Atento ao sistema global de que dependemos, a partir da análisedos erros do passado e questionando uma realidade incómoda, Juan Carlos Monedero despe ostermos do debate social e propõe um diálogo aberto para repensar o modelo de sociedade. Não há uma saída individual e não há outra senão a coletiva. E a autoajuda coletiva chama-se política e pertence-nos. Há que ver, entre todos os horizontes concretos, para iluminar os caminhos de uma vida decente. «Dotado de uma grande cultura política e de uma capacidade analítica impressionante, sabe transformar o seu saber académico numa ativa solidariedade cidadã e numa escrita sedutora e acessível a todos.» Boaventura de Sousa Santos, Professor Catedrático de Sociologia e Filosofia da Universidade de Coimbra
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Natureza, Dinheiro, Trabalho, Cuidados, Alimentos, Energia e Vida São estas as sete coisas que fizeram o nosso mundo e que moldarão o futuro. ao torná-las acessíveis e baratas, a economia moderna tem controlado, transformado e devastado a Terra. Este livro apresenta uma nova abordagem à análise das emergências do planeta nos dias de hoje. Associando as mais recentes pesquisas ambientais à história do colonialismo, das lutas dos povos indígenas, das revoltas dos escravos e de outros conflitos, Patel e Moore demonstram como, ao longo da história, as crises geraram novas oportunidades para tornar o mundo barato e seguro para o capitalismo. Num tempo em que estas sete coisas baratas estão em crise, impõe-se a urgência de um pensamento sistémico inovador. Este livro propõe uma forma nova e radical de compreender - e recuperar - o planeta neste turbulento século XXI.
