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Nº Páginas: 400
Sinopse:
Qual o verdadeiro significado dos eventos que hoje testemunhamos e como poderemos lidar com eles à escala individual? Que desafios e escolhas se nos deparam? O que poderemos legar ou ensinar aos nossos filhos? Algumas das questões que procurarei explorar e dar resposta incluem o significado da ascensão de Trump, se Deus estará ou não de regresso ao nosso mundo, se o nacionalismo pode ser a resposta a problemas como o aquecimento global. O livro está dividido em 5 partes (O Desafio Tecnológico, o Desafio da Política, Desespero e Esperança, Verdade, Resiliência), cada uma delas com questões dedicadas a temas específicos, no total de 21 lições para o século XXI.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
Uma das mais importantes vozes da nova ficção de língua inglesa "E, a seguir, um estrondo vindo de baixo. O som de um peso grande a cair no chão. O céu a rasgar-se devagar. Agora, uma palavra repetida. Não, não, não. Quando o atinge, há um enorme clarão branco." Uma repentina tempestade no mar. Um homem no seu caiaque é atingido por um relâmpago. Quando desperta, encontra-se à deriva, ferido e com perdas de memória. Além do mar em seu redor, pouco mais tem do que fragmentos de acontecimentos e imagens distantes do passado, que se confundem com a realidade presente: uma mulher, talvez uma criança, talvez uma vida à sua espera. Resta-lhe tentar superar o medo, o desespero e a dor física e emocional, e alcançar a costa, onde, na baía, poderão estar as respostas. Uma história de sobrevivência, fragilidade e perseverança da memória e do amor.
Edição: Mai 2025
Nº Páginas: 184
Sinopse: A dolorosa perda da mãe, um amante violento, as origens longínquas que seduzem como sereias. Estes são os temas deste romance de Tatiana Salem Levy, história de uma mulher do Rio de Janeiro, nascida em Lisboa e descendente de judeus sefarditas, cujo avô, antes de morrer, lhe dá a chave da sua antiga casa em Esmirna, na Turquia. Incitada a partir, a protagonista embarca numa peregrinação, numa jornada íntima de redescoberta das suas raízes e de reinvenção de si própria, porque esta mulher não é apenas uma mas muitas, é memória, dor e silêncio. Obra polifónica de cariz autobiográfico, que se insere na linhagem literária de Marguerite Duras, Virginia Woolf ou Clarice Lispector, A Chave de Casa, romance de estreia galardoado com o Prémio São Paulo de Literatura, consagrou Tatiana Salem Levy como uma das vozes mais singulares da literatura brasileira contemporânea. Há muito esgotado em Portugal, conhece agora uma nova edição revista pela autora.
Nº Páginas: 288
Sinopse:
"Se um magnata do cinema comprar os direitos cinematográficos da minha vida, a sinopse da TV Guia dirá: Na luta pela liberdade, um jovem poeta relutante convence os negros americanos a abandonarem a esperança, e a matarem-se num final trágico e explosivo. Cheio de gargalhadas e diversão. Alguma violência e linguagem não indicadas para crianças." Gunnar Kaufman, descendente de uma longa linha de homens que detesta, desde escravos a cobardes que ajudaram a assassinar Malcolm X, viveu a sua infância protegido na tranquilidade branca de Santa Monica, longe de problemas. No entanto, depois de ele e as suas irmãs se terem recusado a ir para um campo de férias para crianças negras "porque elas são diferentes de nós", a mãe muda-se imediatamente com eles para a zona oeste de Los Angeles, de modo a que os filhos estejam em contacto com a cultura que começam a negar. E é assim que Gunnar, futuro poeta, péssimo dançarino, conquistador avesso e fenomenal jogador de basquetebol, dá por si a aprender a ser quem é entre os gangues, os motins, os estereótipos, a violência e a beleza das ruas e da vida negra nos Estados Unidos dos anos 90. Primeiro romance de Paul Beatty, "A Dança do Rapaz Branco" é uma comédia literária caleidoscópica sobre um afroamericano incomum à procura da sua identidade numa América caricatural mas, de algum modo, estranhamente familiar.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Herman, jovem publicitário, recebe uma misteriosa chamada acerca do desaparecimento do seu irmão, dono de um posto de gasolina em Lugansk, antiga Voroshilovgrad, na região do Donbas. Após longos anos de ausência, Herman não tem alternativa senão regressar à sua cidade natal empreendendo uma viagem por uma paisagem industrial transformada num cenário tão real quanto imaginário onde o desejo de liberdade reina supremo; um faroeste de violência e corrupção povoado por criminosos e personagens perdidas na História, que mudará o curso e o sentido da sua vida. Verdadeira epopeia delirante da herança soviética, aliando realismo mágico e romance de estrada, escrito numa linguagem poética e vigorosa, "A Estrada do Donbas" é um dos mais reconhecidos títulos de Serhij Zhadan, destacada figura literária e artística da contracultura da Ucrânia.
Edição: Set 2025
Nº Páginas: 400
Sinopse: O número de mulheres combatentes no Exército Vermelho chegou quase a um milhão, mas a sua história nunca foi contada. Este livro apresenta testemunhos de mais de duzentas jovens russas que passaram de filhas, mães, irmãs e noivas a atiradoras, condutoras de tanques ou enfermeiras em hospitais de campanha. O seu relato não é uma história de combates, de vencedores ou de derrotados, de heróis e de proezas incríveis ou de generais; «a guerra feminina tem as suas cores, os seus cheiros, a sua iluminação e o seu espaço de sentimentos. Tem as suas palavras. Lá não são só elas, as pessoas, a sofrer, mas também a terra, os pássaros, as árvores». Em que pensavam? De que tinham medo? Como foi aprender a matar? É sobre isto que estas mulheres falam, mostrando uma faceta do conflito que a história, a ideologia, a «voz masculina», procurou apagar. A Guerra não Tem Rosto de Mulher, a marcante obra de estreia de Svetlana Alexievich, foi originalmente publicada em 1985, depois de quatro anos de pesquisa e entrevistas. Esta edição corresponde ao texto fixado em 2002, quando a autora, que se considera uma «historiadora de almas», reescreveu o livro e incluiu novos excertos com uma força que, até então, a censura não lhe tinha permitido mostrar. Tradução do russo por Galina Mitrakhovich
Nº Páginas: 320
Sinopse:
"Algumas histórias convivem na cabeça do escritor durante muito tempo, anos até, antes de verem a luz do dia. Nesse intervalo, a maioria delas perde-se ali mesmo, extraviadas entre as profundezas do cérebro, sem ganhar vida; não obstante, algumas, poucas, perduram, latentes para sempre. Esta é uma dessas histórias." Karmele Urresti é surpreendida pela Guerra Civil na sua cidade natal, Ondarroa, no País Basco. Enquanto a população foge para o exílio, ela decide ficar, tratando dos feridos e tentando libertar seu pai, que fora preso. No final da guerra, Karmele parte para França, juntando-se à embaixada cultural, onde conhece o seu futuro marido, o músico Txomin Letamendi. Juntos, atravessam metade da Europa, até que, com Paris prestes a cair nas mãos dos alemães, fogem para a Venezuela. Mas a História interrompe novamente as suas vidas. Txomin decide juntar-se aos serviços secretos bascos e a família regressa à Europa, em plena Segunda Guerra Mundial. Txomin acaba por ser preso em Barcelona, ficando à mercê de uma ditadura implacável. Karmele terá de arriscar e partir sozinha, levando unicamente consigo aquilo que é possível ao deixar-se para trás o que se tem de mais precioso: a esperança cega de que, de algum modo, se possa encontrar a paz. Partindo da história real de Karmele e Txomin, "A Hora de Acordarmos Juntos" compõe o grande romance sobre a História basca, espanhola e europeia, do século XX aos dias de hoje: um mundo em convulsão, profundamente violento, profundamente humano.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
"Agora é a minha vez de contar umas histórias. Devo-o a mim mesma. Outrora, as pessoas ter-se-iam rido, mas, agora, quem se rala com a opinião pública? Com a opinião das gentes aqui em baixo, a opinião das sombras dos ecos? Assim sendo, vou fiar o meu fio." Penélope, imortalizada pela lenda e pelo mito, exemplo de temperança, sinónimo de esposa paciente e fiel, tece durante o dia e destece durante a noite os fios do seu tear para afastar os pretendentes, enquanto aguarda pelo regresso incerto do seu marido, o famoso herói, Ulisses. Mas a "Odisseia" não é a única versão possível desta história. Agora que Penélope, há muito morta e esquecida pelo mundo, vagueia pelos infernos, pode finalmente contar a sua própria versão dos acontecimentos: um relato contundente e divertido sobre luxúria, ganância e violência, onde os mitos se desfazem e ninguém é poupado.
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Na história que dá título a este tão aguardado livro de contos de Cláudia Andrade, o assombro e a alegria do milagre da ressurreição dão lugar ao desapontamento e ao incómodo de um ato de ilusionismo inoportuno, capaz de transformar uma ausência já consumada, quiçá desejada, na presença de um corpo limpo, ultraterreno, imune às marcas da vulgaridade humana. Uma vez mais, a fragilidade do ser humano, as suas contradições e defeitos, a sujidade e as pulsões de vida, e o seu contraponto com uma ausência idealizada, «única forma de amor verdadeiro», continuam a ser o território de eleição desta extraordinária autora, que com ironia mordaz, numa prosa ágil e sem igual na literatura portuguesa, apresenta ao leitor um cortejo de personagens nas mais trágicas e absurdas peripécias da vida.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Elza Kungaeva, Natalia Gorbanevskaya, Pavel Fedulev ou Yaroslav Fadeev são alguns dos rostos de Moscovo, de São Petersburgo ou da Chechénia que protagonizam estas histórias da vida pública e privada da Rússia moderna e levantam o véu sobre o estado de coisas no longo inverno político de Vladimir Putin: a degeneração do Exército, o desaparecimento da intelligentsia, a estalinização do país, o crime organizado ou a corrupção endémica nas estruturas de poder. Anna Politkovskaya deu-lhes voz, reportando a verdade sobre Putin e o clima de medo instaurado na Nova Rússia, num espírito inquebrável de luta pela liberdade e na esperança de acordar uma sociedade que só quer ser embalada até adormecer. Obra de leitura essencial para compreender o regime de Putin, a Guerra na Ucrânia e a Rússia de hoje, A Rússia de Putin é o último livro publicado em vida por esta autora, uma das figuras mais célebres e premiadas do jornalismo internacional, ativista dos direitos humanos, cujo assassinato à porta de casa, em 2006, chocou o mundo.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Leitura recomendada por Yuval Noah Harari, Al Gore, Bill Gates e Barack Obama, entre outras personalidades mundiais. Nos últimos 500 milhões de anos, a Terra passou por cinco extinções em massa, nas quais a diversidade da vida no planeta se reduziu drástica e subitamente. Atualmente, e pela primeira vez na História, decorre um processo de extinção em massa provocado por uma única espécie: o Homem. Nos últimos dois séculos, provocámos danos irreparáveis no clima e ecossistema global; como consequência direta, mais de um quarto de todos os mamíferos da Terra está hoje em vias de extinção, tal como acontece com 40% dos anfíbios, um terço dos corais e dos tubarões, um quinto dos répteis e um sexto das aves. Considerado um dos livros de divulgação científica mais relevantes dos últimos anos, "A Sexta Extinção" é leitura recomendada por personalidades como Yuval Noah Harari, Al Gore, Bill Gates ou Barack Obama. Neste seu valioso trabalho, Elizabeth Kolbert combina os resultados de uma extensa investigação no terreno com a história das ideias e o trabalho de geólogos, botânicos e biólogos marinhos, produzindo um documento inédito e, mais do que isso, um apelo urgente para que, repensando o nosso papel no planeta, não deixemos como derradeiro legado uma sexta extinção.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Literatura de alto risco, inquietante, que põe ombro a ombro ideias hipnóticas, terríficas, resoluções devastadoras e momentos de uma beleza estranha e desarmante, os contos de Marina Perezagua, reunidos neste volume inédito, são pequenas explosões literárias. Misturando o insólito, a violência, a beleza, a esperança, a crueldade e o desespero, apresentam, tão dura como ela é, a parte negra da experiência humana, sem limar arestas ou evitar faúlhas, mas também sem negar a possibilidade de redenção, o reencontro e o amor.
Nº Páginas: 368
Sinopse:
"Vim a este mundo sob o signo de Saturno — estrela da mais lenta revolução, planeta dos desvios e adiamentos." Em 1940, passada uma década de trabalho sobre um texto que lhe traria finalmente o desejado reconhecimento como um dos pensadores seminais do século XX, Walter Benjamin, alemão de origem judaica, encontra-se com a sua irmã numa Paris cercada pelos tanques nazis. Sob a sombra da captura, guarda o manuscrito de cem páginas e outros textos inéditos na sua pasta de pele preta e abandona França, numa fuga atribulada em direção aos Pirenéus e à passagem rumo à liberdade. Jay Parini, autor de "A Última Estação", narra com perspicácia de biógrafo estes últimos e trágicos meses de vida de Benjamin, que culminarão no seu misterioso suicídio. Nestas páginas, emerge o retrato humano e polémico de uma das mentes mais brilhantes de uma geração de intelectuais que inclui nomes como os de Hannah Arendt e Bertolt Brecht, servindo simultaneamente de elegia e testemunho de um tempo não assim tão longínquo.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
Imaginemos um homem chamado capitão Tom Barnes, BA5799, que lidera tropas britânicas numa zona de guerra. Pensemos em dois rapazes que aí passaram a infância, partilhando uma valiosa bicicleta e lançando papagaios até ao momento em que se veem separados pelas tropas estrangeiras que entram no terreno. E pensemos ainda no homem que treina um dos rapazes para que ele possa combater o pai do outro e os invasores infiéis. Imaginemos os amigos e familiares dessas pessoas, também apanhados pela violência e pelo impensável. Mas não os vejamos como eles se veem a si mesmos; observemo-los, antes, através de todos os objetos que os rodeiam: sapatos e botas, um capacete, um drone, a bicicleta, armamento, um saco de fertilizante, uma medalha, um copo de cerveja, um floco de neve, coleiras de cães, uma mina que explode e equipamento médico. Um total de quarenta e cinco espetadores, inanimados, porém, não silenciosos. São eles as personagens deste romance. Anatomia de Um Soldado é um livro comovente, revelador e duro acerca da sobrevivência e dos conflitos internos de um homem que se vê colocado em circunstâncias extremas — e das experiências daqueles que o rodeiam.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
Três estranhos, todos eles a quererem alcançar algo mais da vida: um imigrante polaco a lutar pela sua subsistência e da sua família num novo país; um pescador que precisa de cumprir uma promessa feita ao seu melhor amigo; e um criminoso, determinado a recuperar anos perdidos e a, finalmente, reclamar aquilo que lhe é devido. A uni-los, um quilo de cocaína, o mar e uma série de decisões que, uma vez tomadas, os colocam irrevogavelmente a caminho do desastre. Brutal e verdadeira, esta é a história de três homens presos numa teia de desespero e violência, divididos entre a luta pela sobrevivência, a ambição e o sentido do dever.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
"Mais tarde, sentado na varanda a comer o cão, o Dr. Robert Laing refletiu sobre os estranhos acontecimentos que nos últimos três meses tinham ocorrido no interior do prédio enorme."Num imponente edifício de quarenta andares, o último grito da arquitetura contemporânea, vive Robert Laing, um bem-sucedido professor de medicina, mais duas mil pessoas. Para desfrutarem desta vida luxuosa, não precisam sequer de sair à rua: ginásio, piscina, supermercado, tudo se encontra à distância de um elevador. Mas alguma coisa estranha borbulha por baixo desta superfície de rotina.Primeiro atacam-se os automóveis na garagem, depois os moradores. Um incidente conduz a outro e, acossados, os vizinhos agrupam-se por pisos. Quando aparecem as primeiras vítimas, a festa mal começou. É então que o realizador de documentários Richard Wilder resolve avançar, de câmara em punho, numa viagem por esta inexplicável orgia de destruição, testemunhando o colapso do que nos torna humanos.Entre a alucinação e a anarquia, a visão nunca ultrapassada de J. G. Ballard oferece-nos um retrato demencial de como a vida moderna nos pode empurrar, não para um estádio mais avançado na evolução, mas para as mais primitivas formas de sociedade.
Edição: Mar 2026
Nº Páginas: 304
Sinopse: Mais do que os vinte e três assassínios premeditados atribuídos a Idoia López Riaño e uma pena acumulada superior a mais de dois mil anos de prisão, foram o facto de ser mulher e a sua beleza gélida a atraírem a atenção da comunicação social. Apelidada de «Tigresa» e de «a etarra mais sanguinária», Idoia tornou-se uma celebridade e figura lendária do terrorismo da ETA. As suas ações e protagonismo no interior das células operacionais da organização estão ainda hoje envoltos em polémica. Entre o que se sabe e o que não foi ou nunca será esclarecido, este romance híbrido a várias vozes liga a sua história à vida de María Ortega, uma adolescente que procura o seu lugar no mundo, filha de um polícia pertencente aos não menos violentos Grupos Antiterroristas de Libertação. Escrito por uma das vozes mais originais e importantes da literatura espanhola e europeia, As Feras, último romance de Clara Usón, é um relato fascinante sobre a violência, o fanatismo e ainda sobre o machismo e a beleza como traço definidor da mulher, procurando um possível equilíbrio entre factos históricos e ficção, para iluminar um dos períodos mais traumáticos da História de Espanha: o dos anos de chumbo de 1980, marcados pela guerra suja travada entre o terrorismo da ETA e o terrorismo de Estado, pela política e sonhos de liberdade.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Para cumprir uma promessa à Virgem do laranjal, que o salvou da forca, Antonio de Erauso liberta duas meninas índias do jugo espanhol adentrando-se com elas na selva imensa. Aí começa a escrever uma longa carta à sua tia, a prioresa do convento em Espanha de onde ele próprio fugira sedento de mundo e liberdade, num tempo em que era mulher e noviça, de nome Catalina. Enquanto relata a sua vida aventurosa e errante que o levou a ser grumete, vendedor, soldado na Conquista das Américas e fugitivo, as duas meninas guaranis exigem a sua atenção e cuidados. Ao longe ouvem-se os ferozes cantos dos índios que soam a guerra, enquanto sobre eles paira a sombra paciente e ameaçadora de um abutre. Um dos maiores sucessos da atual literatura em língua espanhola, As Meninas do Laranjal reconta numa abordagem lírica e irreverente a vida de Catalina de Erauso, a «freira alferes», famosa personagem histórica que cativou a imaginação do século de ouro espanhol. Uma sátira barroca e picaresca que subverte a história da América Latina e encontra na selva um lugar mágico de transformação.
Edição: Fev 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: PRÉMIO NOBEL DE LITERATURA A 22 de junho de 1941, a Alemanha nazi invade a União Soviética, quebrando o pacto de não-agressão celebrado entre as duas nações e dando início ao que ficaria conhecido do lado russo como a Grande Guerra Patriótica. No final do conflito, em 1945, tinham morrido cerca de três milhões de crianças e, só na Bielorrússia, vinte e sete mil viviam em orfanatos. Os relatos destes órfãos foram recolhidos, passados mais de quarenta anos, por Svetlana Alexievich. O resultado é uma visão única da guerra, testemunhada pelas crianças e não por soldados, políticos ou historiadores os narradores mais sinceros e, simultaneamente, mais injustiçados. Uma obra importante, composta por relatos impressionantes, profundamente comovedores e autênticos, em que o conflito e a tragédia se transformam em acontecimento pessoal, em fascinante e pungente memorial vivo de guerra. Tradução direta do russo por Galina Mitrakhovich
Nº Páginas: 320
Sinopse:
A 22 de junho de 1941, a Alemanha nazi invade a União Soviética, quebrando o pacto de não-agressão celebrado entre as duas nações e dando início ao que ficaria conhecido do lado russo como a Grande Guerra Patriótica. No final do conflito, em 1945, tinham morrido cerca de três milhões de crianças e, só na Bielorrússia, vinte e sete mil viviam em orfanatos. Os relatos destes órfãos foram recolhidos, passados mais de quarenta anos, por Svetlana Alexievich. O resultado é uma visão única da guerra, testemunhada pelas crianças e não por soldados, políticos ou historiadores — os narradores mais sinceros e, simultaneamente, mais injustiçados. Uma obra importante, composta por relatos impressionantes, profundamente comovedores e autênticos, em que o conflito e a tragédia se transformam em acontecimento pessoal, em fascinante e pungente memorial vivo de guerra.
Nº Páginas: 224
Sinopse:
No final de um mês de dezembro, o corpo de um homem é encontrado num apartamento vazio. Agrupados à porta, os seus amigos - também eles já mortos - assistem, numa espécie de vigília, ao corpo a ser transportado, autopsiado e, finalmente, cremado. É através das histórias deste coro de fantasmas que vamos conhecendo a vida passada de dependência e marginalidade de Robert, o falecido, e de todos aqueles que, cruzando-se com ele, pertenceram ao seu microcosmos de esperança e desilusão, de caos e indiferença, e de amor destruído em prol de uma necessidade maior. Intenso, alucinante e escrito com fúria, "Até os Cães" é uma exploração íntima e destemida da vida nas franjas da sociedade, uma viagem carregada de amor, perda, desespero e uma esperança constante na redenção.
Nº Páginas: 576
Sinopse:
Foram poucas as vezes em que um artista contou a sua própria história com tanta força e coragem, equilibrando o lirismo de um músico singular e a sabedoria de um homem que refletiu profundamente acerca das suas experiências de vida. Durante os últimos sete anos, desde uma atuação marcante no Super Bowl com a E Street Band, Bruce Springsteen tem-se dedicado a escrever a história da sua vida, recordando vividamente, com a honestidade, humor e originalidade que se encontram nas suas canções, a sua busca incessante em tornar-se músico. Com uma sinceridade desarmante, conta também, pela primeira vez, a história das batalhas pessoais que inspiraram os seus melhores trabalhos, mostrando-nos como a canção «Born to Run» é mais reveladora do que alguma vez se tinha pensado. Born to Run será inspirador para todos quanto gostam de Bruce Springsteen; no entanto, esta obra é muito mais do que as memórias de uma lendária estrela do rock. Este é um livro para os trabalhadores e os sonhadores, para os pais e os filhos, para os amantes e os solitários, para artistas, freaks ou para quem sempre quis ser batizado no rio sagrado do rock and roll. LIVROS QUE SÃO MELHORES COM MÚSICA Descubra a banda sonora perfeita para este livro. Ouça aqui!
Nº Páginas: 304
Sinopse:
Romance-espelho que interliga dois mundos, Como Ser Uma e Outra é um e dois romances em simultâneo. De um lado, George, uma rapariga de 16 anos a viver em Cambridge, apaixonada pelos frescos que adornam a Sala dos Meses do Palácio Schifanoia, em Ferrara, a braços com o mistério da morte da sua mãe, uma ativista política incómoda. Do outro, a história de uma rapariga que, em plena Ferrara de Quatrocentos, é o alter ego do célebre pintor Francesco del Cossa, autor dos mesmos frescos. Inventivo e lúcido, Como Ser Uma e Outra é uma reflexão moderna sobre género, arte e poder, e o ato de olhar, que reafirma a força de uma das vozes mais originais da ficção atual.
Nº Páginas: 240
Sinopse:
Ao destruir o seu carro num acidente, assistindo à morte do condutor do outro veículo diante dos seus olhos, James Ballard, o narrador deste livro, descobre o fascínio pela confusão e caos do metal e de superfícies amolgadas, resultantes do impacto entre carros.É a visão do seu amigo e visionário Robert Vaughan, homem que conduz uma espécie de irmandade de adoradores obcecados com as possibilidades eróticas dos desastres de viação, que Ballard partilha connosco: o derradeiro acidente, uma colisão frontal, um vórtice de sangue, sémen e líquido refrigerante — retrato singular da dependência crescente da tecnologia como intermediária das relações humanas, em que o erótico, o mecânico e o macabro se confundem. Publicado originalmente em 1973, Crash continua a ser um dos romances mais chocantes do século XX, tendo sido adaptado para cinema, sob o mesmo título e com igual controvérsia, por David Cronenberg.
Nº Páginas: 624
Sinopse:
"Por mais ultrajados, por mais destroçados, eles sobrevivem, renascem das cinzas, voltam. Não, Flamur, nenhuma história será esquecida. Como um vírus, uma praga, uma semente, voltam sempre. Nenhuma história está terminada." O terrorismo, o Estado Islâmico, a guerra na Síria, a crise dos refugiados. Como chegámos até aqui? O que nos trouxe até esta tempestade perfeita? Com a queda do muro de Berlim, começou um novo ciclo. O comunismo saiu de cena, entrou o Islão. Se, como escreveu Fukuyama, este momento marcou o Fim da História, como compreender o que se seguiu? Paulo Moura, um dos mais premiados repórteres portugueses, testemunhou todos os momentos decisivos dos últimos 25 anos. Assistiu, em 1991, à emergência dos primeiros jovens fundamentalistas islâmicos, durante a crise na Argélia. Nas décadas seguintes, viu crescer a sua influência na Tchetchénia, em Caxemira, no Kosovo, no Afeganistão, no Iraque, no Sudão e nas capitais europeias. Esteve nas praças ocupadas durante as Primaveras Árabes, em 2011. Acompanhou, no Egipto e na Líbia, em 2013, os refugiados sírios que tentavam alcançar a Europa através da Turquia. Partindo dos seus diários pessoais de guerra, escritos no epicentro dos acontecimentos, Depois do Fim é a crónica do nosso tempo. Mais que narrativa histórica, é um livro sobre as pessoas que viveram a História, que nos ajuda a compreender este quarto de século de conflitos, idealismos e decepções, invasões, migrações forçadas e extremismos.
Nº Páginas: 384
Sinopse:
Eytan Grin está a passar por um período de escolhas difíceis. Sacrificando os seus princípios e uma carreira promissora de neurocirurgião, aceitou transferir-se da capital, Telavive, para a desolada Be'er Sheva, no meio do deserto israelita. Agora, numa noite de lua cheia, ao conduzir o seu jipe por estradas de terra batida, atropelou um homem, um refugiado eritreu, e fugiu, deixando para trás um corpo moribundo e, sem querer, a sua carteira. No dia seguinte ao acidente, porém, apresenta-se à sua porta uma mulher, bela e de pele negra, que exige um inesperado preço pelo seu silêncio, precipitando Eytan numa nova vida de mentiras e segredos. Com um registo próximo do livro de suspense, "Despertar os Leões" transporta o leitor para o universo de amor e violência, vergonha e desejos proibidos que ocultamos no nosso interior.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
"Eu penso sempre no pior dos casos. Agora mesmo estou a calcular quanto tempo demoraria a sair a correr do carro e a chegar até junto da Nina se ela de repente corresse até à piscina e se atirasse. Chamo-lhe "distância de segurança", é assim que chamo a essa distância variável que me separa da minha filha, e passo metade do dia a calculá-la, embora arrisque sempre mais do que devia." Amanda está às portas da morte numa cama de hospital. A seu lado, a fazer-lhe companhia, está um menino chamado David. Juntos contam-nos uma história de toxinas, desespero e do poder da família. Num apaixonante primeiro romance, Samanta Schweblin coloca-nos repetidamente perante questões que optamos por evitar: Existe algum apocalipse que não seja pessoal? Qual é o ponto exato em que, sem o sabermos, damos um passo em falso e nos condenamos? Até onde nos é possível controlar o mundo em redor? Distância de Segurança é um relato hipnótico e vertiginoso sobre o amor e a perda, sem medo de mostrar que nada é um cliché quando, no final, acaba por nos acontecer.
Nº Páginas: 352
Sinopse:
"Pergunta-se se naquela casa vivem pessoas reais, porque subitamente lhe parece vazia e lhe falta o principal." Iris, 45 anos de idade, casada e com dois filhos, julga ter superado os dois grandes traumas do seu passado: o abandono por parte de Eitan, o seu primeiro amor, que quase a levou ao suicídio, e o atentado terrorista de que foi vítima. Contudo, à distância de dez anos, ainda resultado desse último e terrível episódio, a dor física de Iris regressa subitamente, ao mesmo tempo que esta reencontra Eitan por acaso. Juntando a estes dois acontecimentos a suspeita de adultério de Michi, o seu marido, e a preocupação pela filha adolescente, envolvida com um homem casado, o frágil equilíbrio que Iris construiu parece estar à beira de colapsar. Pessoal, íntimo e tocante, "Dor" é a exposição das feridas abertas de uma sociedade e uma viagem catártica através do sofrimento, do passado e da luta para viver plenamente o presente. Zeruya Shalev é, a par de Amos Oz e David Grossman, uma das escritoras israelitas mais lidas no mundo.
Nº Páginas: 704
Sinopse:
Uma visão única da vida criativa e pessoal de um artista visionário, através das suas próprias palavras e das dos seus colegas mais próximos, amigos e família. Neste livro único, conjugação de biografia e memórias, David Lynch revela, pela primeira vez, os pormenores de uma vida preenchida e fascinante, vivida de acordo com uma visão singular, onde não falta o relato das muitas mágoas e batalhas que teve de travar de modo a conseguir concretizar os seus arrojados projetos. As reflexões de Lynch, poéticas, íntimas e francas, ecoam nas secções biográficas escritas por Kristine McKenna, sua colaboradora próxima, baseadas em mais de uma centena de entrevistas inéditas a familiares e pessoas próximas do realizador, incluindo ex-mulheres surpreendentemente diretas, familiares, atores, agentes, músicos e colegas em áreas variadas, cada um revelando a sua versão dos acontecimentos. "Espaço Para Sonhar" possibilita a oportunidade única de se ter acesso total à vida e mente de um dos artistas mais enigmáticos e profundamente originais do nosso tempo.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
"Quando és criança, ninguém te diz: "vais morrer". Tens de descobrir isso por ti. Algumas pistas são: a tua mãe a chorar e, depois, a fingir que não estava a chorar; não deixarem os teus irmãos virem visitar-te; a expressão de preocupação, gravidade e um certo fascínio com que os médicos olham para ti; a maneira como as enfermeiras se esforçam por não te olharem nos olhos; familiares que vêm de muito longe para te verem. Quartos de hospital isolados, procedimentos médicos invasivos e grupos de estudantes de Medicina também são sinais claros. Ver ainda: presentes muito bons." Uma doença na infância que deveria ter sido fatal, uma fuga em adolescente que quase termina em desastre, um encontro assustador num caminho isolado, um parto arriscado num hospital com falta de pessoal - estes são apenas quatro dos dezassete encontros com a morte que Maggie O’Farrell, autora multipremiada e uma das vozes mais interessantes da literatura atual, relata na primeira pessoa. São histórias verdadeiras e fascinantes que impressionam, comovem, arrepiam e, sobretudo, nos fazem recordar que devemos parar, "respirar fundo e ouvir o bater do coração".
