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Nº Páginas: 264
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. "Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava 600 quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho 12 estantes e três hérnias."
Nº Páginas: 296
Sinopse:
Insultos de salão, insultos do quotidiano que usamos todo o ano, insultos em forma de expressões, insultos que exigem o uso de dicionário e, claro, os insultos onde não falta palavrões e pouca-vergonha. Tem nas suas mãos um manancial de alternativas para insultar com elegância e conveniência. Não Me Chames de... é um livro que reúne mais de 500 exemplos da arte de maldizer, com soluções para todos os destinatários e situações. Sérgio Luís de Carvalho descreve-nos a origem e a história destes insultos, alguns dos quais conhecemos bem; outros nem imaginamos o que significam. Alguns, de tão elaborados, nem dão jeito proferir. Outros são comuns, reles mesmo. Perdem em elegância o que ganham em brejeirice. Calhandreira, fedúncia, galfarro, sacripanta, sejam bíblicos, literários ou apenas ordinários, este compêndio de insultos é uma ferramenta muito útil para as horas mais difíceis (ou um alívio para a alma, quem sabe). Quer seja para se dirigir ao ferrabrás do seu colega, ao peralvilho do seu chefe ou ao manipanso que não lhe sai da frente no trânsito.
Nº Páginas: 272
Sinopse:
De líder de audiências a grande best-seller.
Nº Páginas: 176
Sinopse:
Já ouviu as rubricas radiofónicas de Ricardo Araújo Pereiras nas manhãs da Rádio Comercial, no trânsito ou no comboio a caminho do trabalho; já as encontrou nas redes sociais e partilhou com mais alguns amigos; e agora já as pode ler e guardar em formato de livro. Depois de vender mais de 50 mil exemplares com as versões em livro das séries Ribeiro e Miranda, chegou a vez da Série Lobato, uma das mais queridas do público, que contém gatos fofinhos, jedis de Fafe e seres mitológicos metade peixe/metade mulher que são escamados impiedosamente. "Eu: Bom, esteve-se ali um bocadinho a contemplar nalgas bem contempladas, houve malta que tirou fotografias, e o Rocha todo contente, porque ele é que tinha descoberto as nalgas. Nisto, a senhora acaba de urinar, levanta-se e o Rocha percebe que é a mulher dele. E diz o Rocha: ‘Eh, mas o que é isto? Parece que nunca viram umas nalgas. Mas que é isto? Tudo de roda das nalgas da minha esposa?’ E diz o Zé Carlos: ‘Ó Rocha, a tua esposa é que veio urinar em património mundial. Uma pessoa vem ver património, leva com as nalgas da tua esposa. Eu sou muito sincero: eu vim mais pelo património.’ Pedro: E depois? O que é que se passou? Eu: Depois, o Zé Carlos perguntou: ‘Olha lá, ó Rocha, como é que tu não viste logo que eram as nalgas da tua esposa? Não conheces as nalgas da tua esposa?’ E o Rocha: ‘Eh pá, eu já não as via há muito tempo. Nos primeiros anos do casamento via-as todos os dias, mas depois o contacto vai-se perdendo, é como tudo. Há mais de 20 anos que não as via.’ E diz o Zé Carlos: ‘Por isso é que eu defendo há muito tempo que devia haver um Facebook de nalgas. Nalgas que a gente não vê há muito tempo, vai à procura delas no Facebook e sempre mantém algum contacto com nalgas antigas. E organiza-se um jantar, e tal. Nada disto acontecia se tu fosses amigo das nalgas da tua mulher no Facebook.’ Vanda: Então mas isto é que é uma história enriquecedora em termos humanos? Eu: Então, tem turismo, tem ideias para novas tecnologias, tem nalgas. O que é que se quer mais? As pessoas, às vezes, também gostam de chatear por chatear."
Nº Páginas: 170
Sinopse:
DESDE A CADERNETA DE CROMOS QUE NÃO SE VIA UM NUNO MARKL ASSIM!"O meu nome é Nuno Markl. Aqui dentro falo de bifes, lagostas, leitões, circos, touradas, a minha barriga de camionista, as minhas pernas de Popeye, os meus pulsos de bailarina, cães, gatos, filmes para adultos, acordo ortográfico, Scrabble, dinheiro, empresas, cronistas cor-de-rosa, censos, lojas chinesas, música pop, televisão, assaltos, os 40 anos, saladas, telemóveis, praia, almoços de trabalho, filmes, séries, patuscadas, beijos, vandalismo, Espanha, TV Shop, spam, futebol, feiras medievais, sinais, e há-de haver mais qualquer coisa que agora me escapa. É questão de ler. Mas em casa. Não é aqui na loja sem pagar. Pronto."
Nº Páginas: 264
Sinopse:
Um livro que é um 2 em 1 Com textos humorísticos e com os famosos jogos do programa para promover o convívio! Coragem! Redenção! Relações tórridas com uma cascata como cenário! Nada disto pode ser encontrado neste livro, que basicamente reúne as manias apresentadas pela Susana Romana nas Manhãs da M80 - manias essas que talvez até reconheça e partilhe. Afinal, se calhar os macaquinhos dos nossos sótãos não são assim tão diferentes. Aqui tem temas que vão desde o terror dos parques infantis às partidas que se pregavam pelo telefone nos anos 80, passando por como se comportam as pessoas num grupo de WhatsApp, pela inutilidade de passar a ferro ou pelas melhores técnicas para enfardar num buffet. Mas se achar que ler um livro é uma experiência demasiado solitária, nada tema: tal como aqueles iogurtes que afinal também são uma gelatina, este volume é um 2 em 1. Encontra aqui uma segunda parte com jogos para fazer com família, amigos, inimigos ou desconhecidos numa paragem de autocarro. E sim, pode fazer batotice para ganhar sempre, especialmente se for a pessoa que gastou efectivamente dinheiro a comprar o livro.
Nº Páginas: 232
Sinopse:
Idiotas Úteis e Inúteis reúne mais de cem crónicas humorísticas que RAP escreveu originalmente para o jornal brasileiro de maior tiragem, a Folha de S. Paulo. Da vida política brasileira à cirurgia cosmética facial de Rambo, da etiqueta respiratória sob pandemia ao teorema dos macacos infinitos, da higiene pessoal de James Bond ao cabeleireiro de Medusa, da infância Fortnite ao politicamente correcto, este volume percorre os temas caros ao comediante e o seu modo muito particular de observar o mundo. "Toda a gente tolera os idiotas úteis — que são, aliás, o melhor tipo de idiota. Os idiotas inúteis, pelo contrário, geram muito menos simpatia, uma vez que juntam a inutilidade à idiotice. Mas os idiotas úteis obtêm um certo tipo de redenção porque, sendo idiotas (uma circunstância infeliz da qual, em princípio, nem têm culpa), têm um préstimo. Se quiséssemos estabelecer uma hierarquia entre espertos úteis, espertos inúteis, idiotas úteis e idiotas inúteis, os idiotas úteis ocupariam um honroso segundo lugar, atrás dos espertos úteis mas à frente dos espertos inúteis, que, sendo embora espertos, não nos ajudam em nada."
Nº Páginas: 140
Sinopse:
O autor de "História de Portugal à La Carte" confessa-se: Noites sem dormir. Insónias e desassossego. Tudo me aconteceu. Tempos de pandemia. Tendo dedicado os últimos anos da minha vida a assuntos tão sérios, como os livros, nem por isso deixei de ser quem sou. Gosto de rir. Foi então que me lembrei de viver e recordar histórias que me descontraíam. Histórias que me faziam rir. Histórias que me faziam viver. Quando numa reportagem de televisão um indivíduo respondeu que o primeiro rei de Portugal foi Ramalho Eanes Não. Não se pense que ri. Mas pensei: Ora aqui está um belo argumento para uma bela história. Pode rir-se com a História? Claro que sim. que mal tem pôr D. Afonso III a dialogar com o motorista de José Sócrates? Ou Jorge Jesus a acompanhar Vasco da Gama na viagem à Índia? Ou o Dr. Bayard a consultar D. João V? Brincadeiras à parte. Eles até se conheciam. Pessoas tão distantes no tempo e na forma. História de Portugal à La Carte.
Nº Páginas: 124
Sinopse:
Gajas, porrada, copos, carros, pêlos no peito, futebol, gadgets, bares de strip, rabos, regabofe, vaginas. Este livro é de homem! Neste manual de instruções para que o leitor se faça homem, Luís Coelho trata as inquietações mais prementes e profundas do homem moderno com humor e inteligência. Um livro com a garantia de lhe fazer crescer pelos onde só o Tony Ramos os tem.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Da crítica ao império dos telemóveis e das redes sociais ao elogio do silêncio, passando pela acérrima defesa da liberdade de expressão e pela metafísica do pecado, estes textos tanto falam de Cristiano Ronaldo como de Kierkegaard ou do Candy Crush. Pelo caminho, desmonta-se o mito da auto-ajuda, discutem-se eternos problemas de linguagem que só a RAP apoquentam, questionam-se intolerâncias alimentares e o complexo de Édipo, e levantam-se questões prementes para os casais da sociedade actual, como a escolha entre ter filhos ou ser feliz para sempre.
Nº Páginas: 248
Sinopse:
"Quantas mães judias são necessárias para trocar uma lâmpada? Uma, mas ela não trocará. Prefere ficar no escuro, chorando." Mais do que uma antologia de piadas e anedotas, Do Éden ao Divã é um retrato único das especificidades do humor judaico, com todos os seus contornos de melancolia, neurose e auto-ironia. Um livro que, partindo de tudo o que ao longo da História tem sido matéria-prima para o riso do povo hebreu, alcança, com erudição e graça, o seu éthos. De passagens bíblicas e do Talmude a Woody Allen ou Philip Roth, de piadas sobre Hitler ao humor científico de Einstein, passando por ilustrações de Moisés a brincar com a sopa e por muita psicanálise, esta colectânea palmilha vários continentes, acolhe muitas influências, abrange diversos autores, e não deixa escapar nada.
Nº Páginas: 312
Sinopse:
A irreverência de José Sesinando, ausente das livrarias há duas décadas, regressa agora, na Colecção de Literatura de Humor de Ricardo Araújo Pereira. Edição e prefácio de Abel Barros Baptista e Luísa Costa Gomes. Trocadilhos, aforismos, paródia, troça, variações literárias, inteligência e, acima de tudo, um exercício radical de liberdade criativa - José Sesinando foi um caso único do humor em língua portuguesa, marcou a sua própria geração e as que lhe sucederam, e tornou-se quase um mito, alimentado pela sua prolongada ausência das livrarias. Obra Perfeitamente Incompleta reúne num único volume os livros Obra Ântuma, Heteropsicografia e Olha, Daisy, oferecendo de novo aos leitores uma verve humorística muito singular, que esteve indisponível por demasiado tempo. Opinião da crítica, ou seja , de José Sesinando: "Cadência fortemente sugestiva, encadeamento complexo das imagens, autêntico sortilégio verbal, riqueza expressiva reveladora de uma vincada personalidade — nada disso, infelizmente, se encontra na obra de José Sesinando." "Esta obra de José Sesinando ficará assinalando, como um marco geodésico, um momento da literatura portuguesa. Um momento péssimo."
Nº Páginas: 200
Sinopse:
Ahhhh, 2020. Ora aqui está a prova de como a vida consegue ter um sentido de humor... humm, como dizer... Horrível? Depravado? a abarrotar de alucinogénios? Talvez sociopata seja a palavra mais adequada. Bem, o que interessa é continuar a rir no meio de tanta desgraça - mesmo que a piada não tenha graça nenhuma. Para dar uma ajudinha aos mais desprovidos de humor, os autores bestsellers de O Caderno das Piadas Secas trazem-lhe um caderno sagrado repleto de piadas secas, blasfémias e obscenidades. Aqui, encontra as mais profanas ironias sobre doenças, miséria alheia, desgraças e outros temas igualmente sensíveis. Uma espécie de humor aos pecados, ilustrado de forma tosca e fraquinha, para ler enquanto o diabo esfrega um olho. Pois é, é muita desgraça junta... EXCERTOS "Porque é que a cigarra morreu? - Tentou acasalar com um cigarro." "Comprei um novo DVD chamado "Como Lidar com a Desilusão". A caixa estava vazia." Pedro Pinto, Gonçalo Castro e João Ramalhinho, O Sagrado Caderno das Piadas
Nº Páginas: 136
Sinopse:
Piropos com humor e amor para corações apaixonados. Quem não ouviu já, na rua, estas portuguesíssimas bocas: "ó fêvera, junta¬-te aqui à brasa" ou "ó jóia, anda aqui ao ourives"? O que se pretende com uma "boca" destas? O que se pretende com o piropo? Fazer um elogio a quem passa? Seduzir? Ou é só um a forma de ver de longe, como a raposa as uvas, o que não se pode tocar? O piropo é universal, mas nós achamos que o nacional - como sempre - é que é bom. Até porque é nosso e é falado e imaginado em português. Há quem discuta o bom ou mau gosto de alguns trocadilhos, mas a verdade é que o piropo faz parte da nossa cultura e, conforme o tipo e o contexto em que é dito, tanto tem o condão de provocar boas gargalhadas como, nunca se sabe, o de ajudar a aquecer os lençóis. Tire as medidas à sua conquista e calcule a raiz quadrada do amor. Neste livro, tem a solução, com piropos para todas as ocasiões: românticos e melosos; da literatura e do cinema; para as mulheres dizerem aos homens; para os aficionados das novas tecnologias; para ajudar a quebrar o gelo e iniciar uma conversa; respostas à altura para maus piropos; em verso; para quem reage mal à rejeição; brejeiros e muito brejeiros. E até - veja lá - um "faça você mesmo"! Siga as nossas dicas para se tornar no campeão ou na campeã do piropo! Uma coisa lhe garantimos: com este livro tem uma leitura divertida na mão.
Nº Páginas: 320
Sinopse:
"O Pior Cenário Possível" ajudará os leitores a ultrapassar as crises do dia a dia, como: sem papel higiénico na casa de banho pública, estômago ruidoso, soluços, disfarçar a nome da/do ex com nova tatuagem, esconder piercing dos pais, cocó de cão no sapato, lidar com o engraçadinho do escritório, silêncio embaraçoso no elevador, vídeo sexual na internet, férias conjuntas com os sogros, amigo rouba namorada, nada para dizer ao jantar na vida de casado, o seu cônjuge ressona, disfarçar barriga de cerveja, bebé faz cocó quando o tem ao colo, escapar a uma multa, não adormecer ao volante e apanhado a olhar para uma desconhecida atraente.
Nº Páginas: 144
Sinopse:
Avisam-se os amantes de linguagem extremamente ofensiva que este livro inclui frases de elevado requinte literário. O palavrão é o destemido herói que visita, sem inibições morais, as mais proibidas e sagradas fendas, colinas, picos, matas, dunas e enseadas do corpo humano. O palavrão tira-nos do sério ao pôr em causa a paternidade e a maternidade. O palavrão espatifa todos os tabus. Com sensibilidade, elegância e bom-senso, este é o livro que junta os mais impressionantes palavrões da língua portuguesa. Tratados com humor, estão aqui os grandes insultos, aqueles que, de vez em quando, usamos para ferir de morte alguém. E estão aqui as lengalengas brejeiras, como a que começa em "Abreu" e termina em "lá vou eu", e estão as expressões chulas, mas já idiomáticas, que conquistaram um lugar na nossa língua, e estão também os insultos americanos, chineses, catalães ou mesmo finlandeses. Uma viagem arrojada à montanha-russa dos insultos. Um livro que não se deseja aos piores inimigos. Este é o livro para partilhar com os melhores amigos.
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"O Homem que Mordeu o Cão" é uma rubrica radiofónica de enorme sucesso, criada por Nuno Markl no ano de 1997 e que revolucionou a forma de fazer rádio em Portugal. Regressou em 2013 à antena no programa da manhã na Rádio Comercial, a rádio líder no seu segmento. Todo o material deste livro é inédito. O livro é todo ilustrado pelo próprio autor. Autor aplaudido e querido do público, com mais de 500 mil fãs no Facebook, presente em vários órgãos de comunicação social.
Nº Páginas: 256
Sinopse:
Plano Nacional de Leitura Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura. Como se haviam encontrado? Por acaso, como toda a gente. Como se chamavam? Que vos interessa isso? Donde vinham? Do lugar mais próximo. Para onde iam? Sabe alguém para onde vai? Que diziam? O amo não dizia nada e Jacques dizia que o seu capitão dizia que tudo o que nos acontece de bem e de mal cá em baixo está escrito lá em cima. " O Amo — Aí está uma grande frase! Jacques — O meu capitão acrescentava que cada bala que partia de uma espingarda tinha o seu destino. O Amo — E tinha razão..." Após uma curta pausa, Jacques exclamou: "Diabos levem o taberneiro mais a sua taberna!" O Amo — Porquê mandar o próximo para o diabo? Isso não é cristão. Jacques — É que, quando me embebedava com a zurrapa dele, esquecia-me de levar os cavalos a beber. O meu pai dava por isso e zangava-se. Eu abanava a cabeça mas ele pega num pau e dá-me uma esfrega nos ombros bastante dura. Ia a passar um regimento a caminho do acampamento em frente de Fontenoy, e eu, por despeito, alisto-me. Chegamos; trava-se a batalha... O Amo — E recebes a bala que te ia destinada. Jacques — Adivinhastes; um tiro no joelho. E sabe Deus as boas e más aventuras provocadas por este tiro. Estão tão exac- tamente agarradas umas às outras como os elos da corrente do cavalo. Por exemplo, se não fora aquele tiro, acho que nunca na minha vida ficaria apaixonado, nem coxo. O Amo — Estiveste então apaixonado? Jacques — Se estive!... O Amo — E isso por causa de um tiro? Jacques — Por causa de um tiro. O Amo — Nunca me disseste uma palavra sobre isso. Jacques — Acho que não. O Amo — E então porquê? Jacques — Porque não podia ter sido dito nem mais cedo nem mais tarde. O Amo — E chegou agora o momento de saber desses amores? Jacques — Quem sabe? O Amo — Seja como for, começa lá..." Jacques começou a história dos seus amores. Era depois do jantar. Estava um tempo pesado, e o amo adormeceu. A noite surpreendeu-os em pleno campo; ei-los perdidos. E temos o amo numa fúria terrível, caindo sobre o criado com grandes chicotadas, e o pobre diabo dizendo a cada uma: "Pelos vistos, também esta estava escrita lá em cima."
Nº Páginas: 216
Sinopse:
"A humorista mais querida dos portugueses", disse ninguém nunca sobre ela, Joana Marques partilha agora o seu bloco de notas com toda a gente. "Apontar é Feio" trata-se de um caderno com apontamentos que obedece à estratégia que Joana Marques sempre usou para tomar notas na escola: enquanto lá à frente o professor dava a matéria, ela ia escrevendo sobre assuntos irrelevantes. Em dias bons, porque nos outros fazia só um jogo do galo contra ela própria (e às vezes perdia). Nestas páginas, reflecte sobre temas tão importantes como compostagem humana, queijo comido às escondidas dos filhos, juízes sem juízo nenhum, sintomatologia do mau perder, neologismos das Spice Girls, festas da espuma, veados em Odivelas, o Ranger do Texas, um divórcio provocado por bananas, pijaminhas de sobremesas, viagens a Bali, lançamento de búzios, alinhamento de chakras ou a importância dos cheeseburgers no sucesso de Cristiano Ronaldo.
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 320
Sinopse: Personagens menores de momentos maiores A História pertence aos heróis, certo, mas é preciso conhecer os seus autores secundários para termos um retrato completo dos acontecimentos e dos próprios protagonistas. Figurões como Da Vinci, Henrique VIII ou a rainha Vitória continuam a fascinar estudiosos de todo o mundo. No entanto, o furão que posou para o génio renascentista (por acaso, um grande procrastinador), o desgraçado que supervisionava as idas à casa de banho do rei inglês (sim, havia gente com essa função) ou o cavalo que tanto entusiasmou a poderosa Vitória (o equídeo é aqui mais importante do que a soberana) não mereceram praticamente nenhuma atenção ao longo dos tempos Uma injustiça. Já basta de fazer incidir os holofotes sobre os mesmos. Agora, graças à descoberta de cartas antigas, transcrições de tribunal e até de mensagens encontradas em garrafas, é possível reparar essa tremenda falha, e é exatamente isso que este livro faz. Os Grandes Ninguéns da História dá finalmente o merecido destaque a personagens do passado tão desprezadas como importantes (sejam elas bípedes ou não), apresentando relatos inéditos que vão desde a Grécia Antiga (e os seus problemas de higiene urbana) a uma certa guerra australiana contra aves de grande porte (que triunfaram sobre os homens), passando por uma entrevista exclusiva com a famigerada Yersinia (aka Peste Negra). Tudo o que se conta nestas páginas aconteceu mesmo. E mais: algumas destas histórias podem até ser verdadeiras
Edição: Out 2025
Nº Páginas: 72
Sinopse: Gatos, os mestres da dissimulação, do atrevimento e do caos organizado, andam há séculos a dar-nos lições de sobrevivência. Eles é que nunca foram muito explícitos. Até agora. Com humor, observações aguçadas e cheio de garra, este livro ilustra, com onze estratégias felinas fundamentais, as melhores formas para resistir ao controlo e recuperar o poder. Desde aprenderes a manteres-te ágil e imprevisível ou a exigir o que precisas, com a confiança de um gato esfomeado, cada capítulo contém lições que são tão subversivas como práticas. Quer estejas a enfrentar um sistema que vive de controlo ou a tentar entender o mundo caótico em que vivemos, estas lições dão-te as ferramentas ¿ e a atitude certa ¿ para enfrentares tudo com bigodes em riste. Os gatos não pedem permissão. Tu também não o devias fazer.
Edição: Out 2024
Nº Páginas: 288
Sinopse: Ricardo Araújo Pereira, um dos ateus mais públicos de Portugal, aprofunda como nunca antes as suas questões com Deus, com a morte e com o humor enquanto resposta. Apesar de ter estudado em escolas religiosas, Ricardo Araújo Pereira é ateu e fala regularmente sobre isso em público. É com frequência o ateu convocado para conferências e debates sobre questões existenciais entre crentes e não¿crentes. Sempre que escreve sobre o seu tema de eleição ¿ o humor ¿, debruça¿ se inevitavelmente sobre as religiões, a Bíblia e a história da Igreja Católica. É um ateu fascinado pela questão de Deus: tem uma coleção de Bíblias e inúmeros livros sobre religião na biblioteca. Admite que humor e religião têm algo em comum: talvez sejam respostas paralelas às grandes inquietações da Humanidade. Neste livro de conversas com o jornalista João Francisco Gomes, Ricardo Araújo Pereira lembra a sua educação católica e entra no debate filosófico em torno dos argumentos para a existência de Deus, falando sobre os pontos de contacto entre a comédia e a teologia, a relação desconfiada entre a religião e o riso e a inevitabilidade da morte. «Gostaria de afirmar o respeito pela posição ateia de Ricardo Araújo Pereira. Nela pode existir certamente um elevado padrão moral, uma busca sincera da verdade ou até formas de espiritualidade. Revejo-me em particular nisso que afirma sobre não ser indiferente morrer com a consciência de ter procurado o bem em vez do mal.» José Tolentino Mendonça, Prefácio
Edição: Jun 2024
Nº Páginas: 120
Sinopse: para quem já tem o primeiro livro, para quem ainda não tem volume nenhum, para quem ouviu este podcast sobre humor e também para quem não ouviu. ou seja, um livro para toda a gente. «comeco por avisar que vou ensaiar uma teoria. já sei que, quando alguém ensaia uma teoria, há sempre um desmancha-prazeres que tenta contestá-la, apontar-lhe fragilidades, inconsistências, excepcões. não me interessa. a teoria é esta: na epopeia, nós saímos de casa e vamos matar gente de outras famílias; na tragédia, ficamos em casa a matar gente da nossa família; na comédia, não saímos do quarto e ficamos sobretudo a pensar na nossa própria morte.» ricardo araújo pereira
Edição: Mar 2024
Nº Páginas: 176
Sinopse: marco horácio era um quarentão que não acreditava no amor quando o destino lhe pôs sara à frente(ou melhor, impôs, caso contrário, teria continuado na «toca» a pensar mais no lar para a terceira idade do que em casamento e chuchas). ele bem tentou resistir, afinal de contas(e estas não são difíceis de fazer), sara era 20 anos mais nova, mas não conseguiu. e assim, sem perceber bem como, o solteirão com um filho adolescente voltou a apaixonar-se(mesmo a sério), rendeu-se a cães(coisa nunca imaginada até então), pediu a namorada em casamento(ela disse «sim»)e voltou a ser pai. mostrando o lado menos cor-de-rosa da paternidade, as inseguranças masculinas e o lugar do romance numa vida com bebés, cães e noites mal dormidas, o humorista e apresentador dá voz a muitos pais que vão perceber que rir é o melhor remédio, sobretudo naqueles dias em que o choro e as birras são a música ambiente.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 224
Sinopse: dicionário sério de calão, javardices e alarvidades é um livro sem ética nem estética. um livro que reúne as palavras mais cruas, mais fora das marcas, mais completamente grosseiras, mais completamente inconvenientes e mais completamente indecentes que alguma vez leu. nele encontrará uma linguagem seca, brutal e desapiedada contra o gourmet, o bom gosto e o canónico. palavras vergo¬nhosas, sujas e pegajosas, que cheiram a suor, a pele mal lavada e a provocacão. expressões que nunca sonharam ter forma de livro, que carregam aquela forca que estabelece uma relacão mais activa e directa com a realidade, e que dão um sentido excessivo da conversa fiada de malandros, malfeitores, gatu¬nos, viciados, vadios, prostitutas, chulos, fadistas, vigaristas, abusadores, etc. quando vier o fascismo ou o comunismo regimes que têm medo da feroz liberdade , esta obra será proibida e queimada em fogueiras no meio da rua.
Edição: Nov 2023
Nº Páginas: 96
Sinopse: os melhores trocadilhos de ana galvão nas três da manhã neste livro não há uma história, mas sim a compilação de trocadilhos que juntei num manuscrito(manuscristo, pois foi na rádio renascença)durante várias edições da rubrica extremamente desagradável. a minha colega inês lopes gonçalves diz que não têm piada nenhuma, mas espero sinceramente que o leitor não partilhe da opinião dela e que se divirta tanto a ler este livro como eu me diverti com estas minhas brincadeiras. já agora, e por falar em livros, pergunto-lhe: sabe o que diz um alfarrabista farto? logicamente, diz: alfarrabasta!
Edição: Set 2022
Nº Páginas: 200
Sinopse: e se os reis de portugal, os presidentes da primeira república e figuras mediáticas da actualidade interagissem entre si? a partir de 5 de outubro de 1910, resolvem encontrar-se, de dois em dois anos, no restaurante tia matilde, em lisboa, para comemorar a independência de portugal face a leão e castela(tratado de zamora, 5 de outubro de 1143). Ao mesmo tempo que comentam o período político e social que se viveu de 1910 a 1933, no exterior, Inês de Sousa Real vende mirtilos; Florêncio de Almeida, obras de arte; André Ventura, farturas; e Otelo Saraiva de Carvalho, tirinhos. Enquanto Toy chora copiosamente a traição da sua amada com D. Sebastião, D. Sancho I assume que a Pippi das Meias Altas é sua filha. D. Fernando I aparece ao lado de Eduardo Cabrita, o motorista de José Sócrates envolve-se com a condessa de Bolonha e o cardeal D. Henrique suspira por Lili Caneças.
Edição: Nov 2022
Nº Páginas: 112
Sinopse: Novo livro de Ricardo Araújo Pereira Quando todos pensávamos já ter deixado a pandemia para trás, eis um livro que não nos deixa esquecer a chatice que foi. Uma pessoa pensa que pode confiar numa rocha esférica com 12 742 quilómetros de diâmetro e que pesa seis mil triliões de toneladas, e afinal descobre que vive num jogo de Jenga. Parece que o planeta não é mais do que isso, agora. E cada peça que se tira faz ruir tudo. Alguém resolve guisar um morcego na China: a civilização tal como a conhecemos acaba. Um marinheiro encalha um navio no Canal do Suez: o comércio mundial fica interrompido. A ideia de que o mundo era demasiado grande, maciço e áspero sempre me aterrorizou. Agora que se percebe que o mundo é muito delicado e frágil, julgo que fiquei com mais medo ainda. Não há maneira de o mundo me agradar o que levo sinceramente a mal Este livro, que conta Uma história da pandemia, inclui uma selecção de textos publicados na revista Visão e na Folha de S. Paulo entre Março de 2020 e Outubro de 2021.
Edição: Jun 2022
Nº Páginas: 96
Sinopse: Fechados em casa para cumprir com as medidas de segurança determinadas pelo governo para proteção do Covid-19, os portugueses deram largas à sua famosa imaginação e foram pondo a circular pela Internet, carregadas de ironia e muito humor, as mais variadas piadas à base de frases e fotografias legendadas. Do exagero do papel higiénico às múltiplas peripécias relacionadas com os processos de vacinação, nada escapou. Trata-se, portanto, de um olhar gozado sobre um passado recente, que todos recordamos. Rir é mesmo o melhor remédio.
Edição: Out 2021
Nº Páginas: 176
Sinopse: Depois de muito tempo esgotada a edição integrada na nossa Colecção de Livros Licenciosos, está de volta, em nova edição, este almanaque típico do século XIX, com calendário, adágios, adivinhas, canções, pequenos contos e textos pseudocientíficos, mas cuja temática é inteiramente distinta
