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Nº Páginas: 40
Sinopse:
Já conheces o novo mundo do Noddy? Não?! Então de que estás à espera para abrir este fantástico livro e percorrer com o teu grande amigo as ruas do País dos Brinquedos? É a oportunidade de reencontrares velhos companheiros de brincadeira como o Turbulento e o Orelhas, e fazeres novas amizades, com o Fusível, a Pat-pat, a Espertossauro ou o Deltoide! E ainda podes ajudar o Noddy a resolver um mistério… Vem daí!
Nº Páginas: 240
Sinopse:
São curtas histórias de João Miguel Fernandes Jorge, "escritas entre o solstício do verão e o do inverno de 1999". Começa com "Amor Laudis", talvez porque "O verão é assim: lugar para o amor laudis. " A sua vida de verão centra-se na plenitude da autoridade sobre os outros três grandes espaçamentos do ano: a primavera como prólogo em seu louvor e o outono é a sua memória; quanto ao inverno, é um simples e triste oposto, que toma existência nos factos da carência e do temos. Outono e inverno seguem velozmente em direcção ao verão, que surge como um fim e do outro lado do engano, que é aquilo com que sempre se reveste a noite sem termo e o dia rapidíssimo do inverno. O verão guarda a amplitude do prazer." E continua seguindo a ordem "como foram surgindo de junho a dezembro. Mas a leitura não deve seguir de modo nenhum esse crescendo e pode muito bem ser a inversa e partir do último para o primeiro." Histórias em que o poeta deambula por lugares (Évora - onde "todas a noites de julho são ardentes", Porto, Viena, Lisboa, Funchal, os Açores, Praga, Madrid, a beira mar...), encontros (Eugénio de Andrade, no Porto, João Botelho, em Lisboa, etc., conhecidos e desconhecidos), memórias, pinturas ou esculturas, às vezes um filme, uma canção, um livro, ou o vaso sagrado, nas mãos de Artemisa, no último dos contos.
Nº Páginas: 582
Sinopse:
Inspirado em testemunhos reais, No Tempo dos Girassóis oferece uma visão vívida e detalhada da experiência da Guerra Civil, desde as plantações bárbaras e desumanas, a uma cidade de Nova York devastada pela guerra e aos horrores do campo de batalha. É uma história arrebatadora de mulheres presas num país à beira do colapso, numa sociedade às voltas com o nacionalismo e a crueldade racial. Georgeanna «Georgy» Woolsey destoa do mundo das festas luxuosas e segue sua paixão pela enfermagem. No sul Jemma vive como escrava, mas a chegada do exército da União dá-lhe uma rara oportunidade de fuga. Mas se decidir fazê-lo, irá abandonar a família que tanto ama.
Nº Páginas: 328
Sinopse:
"Passam sete minutos das nove horas, e olho rigorosamente para a mesma paisagem de ontem à tarde. A cor do céu, azul-pálido, quase branco, azul-acinzentado mais acima, é a mesma, as cores das árvores, dos arbustos e da erva são as mesmas, do verde-escuro das árvores do cemitério até ao verde-claro e mate do salgueiro, e a luz do Sol declinante, acinzentada perto do solo, dourada na copa das árvores, é a mesma. A única diferença é que o vento de leste é mais fraco e os movimentos nas árvores são menores. Adoro repetições." Este é um fragmento do quarto volume escrito por Karl Ove Knausgård sobre as estações do ano, uma série de ensaios breves, destinados a uma filha recém-nascida. O autor fala de modo intenso e pessoal de aspersores, castanhas, calções, gatos, caracóis, bétulas, groselhas, e tudo aquilo que faz do verão a melhor das estações, as suas tardes, noites, e até as chuvas. Knausgård oferece assim à filha e aos leitores um mundo muito diferente daquele que ele próprio teve na infância, marcado pela relação difícil com o pai. Oferece-nos a paisagem de uma vida familiar numa Suécia rural com as suas alegrias e tristezas, onde nada é indiferente e os objetos e os seres estão repletos de significado.
Nº Páginas: 200
Sinopse:
"28 DE AGOSTO. Agora, no momento em que escrevo isto, não sabes nada, nada do que te espera, do mundo a que vais chegar. E eu nada sei de ti. Vi uma imagem na ecografia, e pus uma mão sobre o ventre em que estás, é tudo."
Nº Páginas: 500
Sinopse:
"O livro mais falado desde Geração X... No Logo é uma descrição inteligente e magnificamente apresentada de uma cultura que se deslocou da venda de produtos para a caça às marcas." - The Guardian
Nº Páginas: 184
Sinopse:
É ali que um homem perde a vida, como se fosse guiado por criaturas misteriosas. Algum tempo depois, Kai, o seu irmão mais novo, chega ao local, determinado a descobrir as razões do seu desaparecimento. Mas quanto mais ele entra na floresta, mais o lugar parece mudar… e se o encontro de um humano e uma sereia pudesse influenciar o futuro do mundo?
Nº Páginas: 206
Sinopse:
"Nevermind", dos Nirvana, foi o mais importante álbum de rock do princípio dos anos 90. No entanto, o seu criador, Kurt Cobain, suicidou-se três anos após o seu lançamento. Foi o acontecimento mais singular e trágico que ocorreu no mundo do rock mais recente. "Nirvana & o Som de Seattle", publicado originalmente em 1993, e agora numa nova edição, dá-nos conta dos elementos que conduziram à tragédia. O sucesso dos Nirvana atraiu as atenções para a cidade natal dos seus membros, Seattle - a base de uma geração de bandas influenciadas pelas tendências mais antigas do rock e que foi invadida pela atenção mundial dos meios de comunicação. Como é que Kurt Cobain, Chris Novosalic e David Grohl se libertaram do gueto indie (de música independente) e conquistaram o mundo? Porque razão punks conservadores os consideram uma fraude colectiva? Há alguma filosofia que una os novos ídolos de Seattle, dos Soundgarden e Pearl Jam aos Mudhoney e Hole? O grunge provocou uma revolução sexual? Como é que Seattle se tornou na nova capital do rock do mundo? E porque é que Kurt Cobain se suicidou? Algumas respostas estão neste livro, que percorre o declínio e a queda dos Nirvana e explica como o pequeno cenário do rock alternativo deu origem a bandas sonoras de filmes de Hollywood e a fantasias de adolescentes por todo o mundo.
Edição: Mai 2024
Nº Páginas: 152
Sinopse: este livro é uma demonstracão perfeita do espírito criativo e do pensamento original de fernando alvim. os textos que compõem ninguém disse que iria ser fácil tocam todas as principais dimensões da humanidade, e ainda outras mais, com especial enfoque no tema do amor ¿ o favorito de alvim. livro original, poderoso e muitas vezes tocante, assinala o 50.º aniversário do autor e não é menos do que perfeito para quem o ler. «o amor tem prioridade. e quando o vejo de pé no autocarro, levanto-me e dou-lhe o meu lugar.» «o amor é o carro do inem que vai à frente a abrir caminho.» «estamos mais conservados do que nunca e, na qualidade de conserva, com o nível de vida que temos agora, não tenho dúvida de que seremos de lata.» «do mesmo modo que existem doencas que precisam de um dador certo de medula para se curarem, também o amor não pode ser dado por qualquer um.» «não percebo esta obsessão por saber se há água em marte. mas, com franqueza, água? em marte? mas já aqui temos tanta. ainda se fosse whisky ou maduro branco, agora água?» «o rancor é muito pior do que a vinganca porque se guarda, porque remói como alguém que dá voltas na cama sem pregar olho.» ¿as páginas que se seguem são como um armazém onde se pode encontrar um pouco desse alvim menos evidente.(...)somos contemporâneos desta figura, deste pensador. quantas vidas terá tocado até agora? quantas geracões? a leitura destas páginas dá a oportunidade de pertencer a essa multidão que cresce a cada dia. tenho a certeza de que não se irão arrepender.¿ do prefácio de josé luís peixoto
Edição: Out 2022
Nº Páginas: 236
Sinopse: Músico, romancista, poeta, ator: Nick Cave é o verdadeiro homem da Renascença. A sua vasta produção artística, sempre intransigente, hipnótica e intensa, define-se no essencial por um extraordinário dom para a narrativa. Empregando um elenco de personagens inspirados na música e na escrita de Cave, a novela gráfica de Reinhard Kleist pinta um expressivo e cativante retrato de um artista incomparável.
Nº Páginas: 76
Sinopse:
"Como se o mundo existisse, eu diria, dos livros de Ana Teresa Pereira, que os lemos ou nos lêem nesse limiar da morte e da infância de um desejo desde sempre recém-nascente, que — em branco, à tona do vazio sem data que se abre entre dois dias — repassa todo o tempo que passa do infinito do tempo que não passa, e é o nunca-sempre deste Neverness sem fim. Nunca-sempre do infinito do tempo, atravessando essa eternidade da charneca, cuja Neverland este Neverness transfigura, me aventuro agora a deixar que me leia assim: Neverness. A morte viera adormecê-los mas despertava-os Por isso agora no meio da urze e do nevoeiro um ao outro abraçados perdem-se e vagueiam na eternidade da charneca que clareia até que já não possam morrer sem acordar." - Miguel Serras Pereira
Nº Páginas: 368
Sinopse:
Estamos em 1957 e a Igreja Católica governa a Irlanda com mão de ferro. Strafford - um homem rígido, determinado a obstinadamente protestante - enfrenta obstáculos a cada esquina, desde a neve que se acumula rapidamente à cultura de silêncio da comunidade que está a ser investigada.
Nº Páginas: 120
Sinopse:
Esta é a história de um amor jovem, da vida de um casal inexperiente e por vezes feliz, espantado por descobrir dia após dia as variadas formas de solidão e de abandono. Quando a senhora A. entra em sua casa para se ocupar das tarefas domésticas, torna-se a garantia da relação, a bússola capaz de orientar o casal que espera um filho em tempos de bonança e tempestade. Torna-se a única testemunha dos laços que unem o casal. É por isso que, quando uma doença a atinge e depois a leva, Nora e o seu marido sentem a relação em perigo e têm de procurar na senhora A. a inspiração para continuarem. Há muitos modos de contar uma história de amor. Paolo Giordano escolheu uma das mais originais, registando como um sismógrafo o desgaste do quotidiano, os arrebatamentos e as dores, as incertezas e os desejos e os sinais de um primeiro naufrágio.
Nº Páginas: 48
Sinopse:
Como quase sempre, a realidade é muito mais incrível e apaixonante do que qualquer narrativa de ficção. Quem ainda tem dúvidas, só precisa de começar a ler este livro. Os piratas, as tempestades, as imprudências de certos capitães ou a falta de habilidade para manobrar grandes navios são algumas das causas de tantos naufrágios míticos. A tudo isto junta-se uma série de histórias que deixarão pais e filhos de boca aberta.
Nº Páginas: 160
Sinopse:
Aclamado como um mestre de visões tormentosas, H. P. Lovecraft criou o seu estilo próprio em 1931 através do livro "Nas Montanhas da Loucura". A recolecção de algumas descobertas sinistras no Antártico, leva uma expedição a ruínas de uma civilização perdida, onde as ameaças são incalculáveis. Este livro é leitura essencial para qualquer devoto de terror clássico.
Nº Páginas: 64
Sinopse:
O Narval e a Alforreca estão de volta em ação para mais três aventuras submarinas. A sempre sensata Alforreca faz tudo para que o Narval experimente coisas novas, em vez de comer waffles o tempo todo. O Narval finalmente aceita, mas… desenvolve uma obsessão por manteiga de amendoim - a tal ponto que até decide mudar o nome para Manteiga de Amendoim! O novo livro maravilhosamente divertido desta coleção subaquática que mais uma vez encanta os pequenos leitores com a sua poderosa combinação de pensamento positivo, imaginação e alegria.
Nº Páginas: 112
Sinopse:
"Hoje encontramo-nos na transição da era das coisas para a era das não-coisas. Não são as coisas, mas as informações que determinam o mundo em que vivemos." Para o filósofo germano-coreano, o mundo esvazia-se de coisas e enche-se de informação tão inquietante como vozes que não podemos atribuir a um corpo. Os meios digitais substituem a memória, sem violência, como se isso fosse natural ou até inevitável. A informação simplifica os acontecimentos e alimenta-se da surpresa, para logo se desatualizar. Como caçadores de informação, vamo-nos alheando das coisas discretas, habituais, que nos ligam ao ser. Byung-Chul Han desenvolve assim uma filosofia do smartphone e uma crítica à inteligência artificial, a partir de uma perspetiva inovadora
Nº Páginas: 32
Sinopse:
O Sebastião recebe um telefonema de dois amigos que pretendem visitá-lo. Como não está para aí virado, vira a casa do avesso para os manter afastados! Uma história nonsense, hiperbólica e extremamente divertida!
Nº Páginas: 280
Sinopse:
"Não Posso nem Quero" é a oitava recolha de contos de Lydia Davis, que podem ter apenas duas linhas como em "Bloomington, ou percorrer várias páginas como em "A Carta à Fundação". Mas todos eles dão uma sensação de descoberta do que é estranho ou inesperado.
Nº Páginas: 336
Sinopse:
Ama Torres adora organizar bodas… dos outros! Os vários casamentos falhados da mãe foram o suficiente para lhe mostrar que não era esse o caminho que ela queria seguir na sua vida amorosa, mas nada lhe dá mais prazer do que proporcionar um verdadeiro dia de sonho aos seus clientes, mesmo que há muito tenha deixado de acreditar no felizes para sempre. Quando é contratada para organizar a festa de casamento de duas celebridades, Ama não cabe em si de entusiasmo perante aquela que poderá ser a maior oportunidade da sua carreira, só que ainda não sabe que esta oferta vem acompanhada de um grande senão. É que Elliot, com quem ela já não fala desde que terminaram a relação, foi o escolhido para tratar dos arranjos florais. Ainda magoados devido ao que aconteceu dois anos antes, Ama e Elliot terão de se esforçar para manterem uma postura profissional, esquecendo o sofrimento do passado e ignorando a química que ainda existe entre eles. Mas com as noivas a tentarem juntá-los sem fazerem ideia do seu historial, isso pode tornar-se complicado. Conseguirão eles entender-se depois de tudo o que aconteceu?
Nº Páginas: 240
Sinopse:
DOIS LIVROS DE RUI TAVARES NUM SÓ: De um lado, as crónicas que há muito alertavam para a ameaça do autoritarismo Do outro, aquelas que nos apontam o caminho para um Portugal melhor. NÃO FOI POR FALTA DE AVISO Na última década e meia, enquanto o mundo lutava com as sequelas de uma crise financeira e enfrentava uma pandemia, crescia uma ameaça maior à nossa forma democrática de vida. O regresso do autoritarismo estava à vista de todos. Mas poucos o quiseram ver, e menos ainda nomear desde tão cedo. Não Foi por Falta de Aviso é um desses raros relatos. Porque o resto da história ainda pode ser diferente. AINDA O APANHAMOS! Nos 50 anos do 25 Abril, que inaugurou o nosso regime mais livre e generoso, é tempo de revisitar uma tensão fundamental ao ser português: a tensão entre pequenez e grandeza, entre velho e novo. Esta ideia de que estamos quase sempre a chegar lá, ou prontos a desistir a meio do caminho. Para desatar o nó, não basta o «dizer umas coisas» dos populistas e não chegam as folhas de cálculo dos tecnocratas. É preciso descrever a visão de um Portugal melhor e partilhar um caminho para lá chegar.
Nº Páginas: 432
Sinopse:
Não Digam Que Não Temos Nada narra uma história sobre idealismo revolucionário, música e silêncio, na qual três músicos — o tímido e brilhante compositor Sparrow, o violinista prodígio Zhuli e o enigmático pianista Kai — lutam durante a Revolução Cultural Chinesa de forma a manterem-se leais entre eles e em relação à música a que dedicaram a vida. Forçados a reimaginar os seus "eus" artísticos e privados, os seus destinos ecoam pelos anos, com graves e duradouras consequências para as jovens Ai-ming e Marie. Escrito com com intimidade, talento e complexidade moral, Não Digam Que Não Temos Nada narra uma história sobre um dos regimes políticos mais importantes do século XX, assim como as suas consequências, que ainda se sentirão nas novas gerações. É uma emocionante evocação dos poderes das revoluções, e uma meditação inesquecível sobre o que é hoje a China.
Nº Páginas: 392
Sinopse:
"Nana" é um dos principais romances de Émile Zola. Nascida no meio operário, filha de um pai alcoólico e de uma lavadeira, Nana precisa de dinheiro para criar o filho que teve aos dezasseis anos de um pai desconhecido. Medíocre artista de teatro, prostitui-se para compor o ordenado ao fim do mês. A sua ascensão social começa com o papel de Vénus, que vai interpretar num teatro parisiense. Não sabe cantar, mas as suas roupas impudicas e a sexualidade intensa atraem os homens e permitem-lhe viver num apartamento luxuoso, onde foi instalada por um rico comerciante de Moscovo. Nana vai tornar-se um exemplo de prostituta de luxo, da cortesã francesa do Segundo Império. Alcança a riqueza, afirma-se nos meios da aristocracia e da finança, reinando no seu palacete da avenida de Villiers, assumindo a mais completa liberdade entre móveis de laca branca e perfumes perturbadores. É assim que Nana dissipa heranças e mergulha famílias no desespero, exercendo o seu poder sobre os homens, desferindo golpes devastadores numa sociedade corrupta que despreza e de que acabará por ser vítima.
Nº Páginas: 96
Sinopse:
Este livro contém as páginas em que Zygmunt Bauman estava a trabalhar quando faleceu. Em diálogo com Thomas Leoncini, o autor de Amor Líquido dirige-se pela primeira vez à geração surgida nos anos 80, ou seja, aos que já nasceram numa sociedade líquida em permanente mudança. Bauman, um dos maiores sociólogos e filósofos da contemporaneidade, aborda neste pequeno livro questões como a transformação do corpo, as tatuagens, a cirurgia estética, os hipsters, fenómenos de agressividade como o bullying e as transformações amorosas.
Nº Páginas: 128
Sinopse:
Nesta viagem, Lou reencontra o país da sua infância. É uma época em que alcança a maturidade, e o destino surge-lhe com uma promessa de plenitude.A Rússia evocada é também a de Tolstoi, que os dois viajantes — Rilke e Andreas-Salomé — visitam, e dos movimentos que anunciam a Revolução de Outubro de 1917.
Nº Páginas: 185
Sinopse:
"Deu-se então em mim uma espécie de estalido. O panorama que se avistava daquele quarto provocava-me um sentimento de inquietação, uma apreensão que eu já conhecera. Aquelas fachadas, aquela rua deserta, aquelas silhuetas de sentinela no crepúsculo perturbavam-me à maneira insidiosa de um perfume ou de uma canção outrora familiares. E tive a certeza de que muitas vezes, àquela mesma hora, ficava ali, imóvel, à espreita, sem fazer o mínimo gesto, sem ousar sequer acender a luz. Quando tornei a entrar na sala, julguei que já não havia lá ninguém, mas afinal estava a dona da casa estendida no banco de veludo. Dormia. Aproximei-me silenciosamente e sentei-me na outra ponta do banco. Uma bandeja com um bule e duas chávenas, no meio do tapete de lã branca. Tossi um pouco. Ela não acordou. Então, deitei chá nas duas chávenas. Estava frio."
Nº Páginas: 176
Sinopse:
"Não sabes o que é o ar, contudo, respiras. Não sabes o que é o sono, contudo, dormes. Não sabes o que é a noite, contudo, é nela que repousas. Não sabes o que é o coração, contudo, ele bate regularmente no teu peito, noite e dia, noite e dia, noite e dia. Como é o mundo para um recém-nascido? Luminoso e escuro. Frio e quente. Macio e duro."
Nº Páginas: 96
Sinopse:
A colecção Na Ponta do Lápis - Actividades de Inglês propõe exercícios divertidos para a aprendizagem da Língua Inglesa, especialmente concebidas para serem realizadas em família.
Nº Páginas:
Sinopse:
Califórnia, 7 de Julho de 2016 No meio da floresta das sequóias, sinto-me perdido. Já andei muito. Tento situar-me em relação à entrada. * Num belo texto, alguém pergunta: "Qual a distância a percorrer para penetrar numa floresta?" E conta-se que uma criança uma vez respondeu, simplesmente: "Até meio." E, sim, acrescenta-se no mesmo texto, esta resposta é a certa. Entra-se até meio da floresta, a partir daí "está-se a sair". * Estar perdido, entre muitos indicadores, é também isto: não saberes se estás a entrar ou a sair da floresta. Florida, 17 de Agosto de 2016 Everglades. No pântano, crocodilos. Alguém pergunta sobre um crocodilo. É verdadeiro ou falso? Não é verdadeiro nem falso, está morto.
