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Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 400
Sinopse: Muitos de nós acreditamos que a propaganda e a manipulação são prerrogativas de sociedades totalitárias e não problemas que afetam as democracias liberais. Este livro demonstra que essa avaliação otimista precisa de ser reconsiderada. Jason Stanley, autor bestseller, explica como a propaganda funciona de forma subtil. Baseando o seu diagnóstico implacável da saúde das nossas democracias - com atenção especial aos Estados Unidos - numa análise teórica do que é propaganda, como ela faz o seu trabalho de persuasão e quais os seus efeitos sobre a sociedade, expõe como a linguagem da democracia pode ser usada propagandisticamente para mascarar uma realidade antidemocrática. Recorrendo a uma ampla gama de disciplinas, incluindo a teoria feminista, a teoria crítica da raça, a epistemologia, a semântica formal, a teoria educacional e a psicologia social e cognitiva, explica como a propaganda explora - e ajuda a perpetuar - crenças e ideologias falhadas que consolidam diferenças sociais e exacerbam as injustiças contra as minorias. Este livro demonstra que a compreensão da propaganda e dos seus mecanismos é essencial para a preservação e proteção das democracias em todo o mundo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: «O Seio é extraordinário imaginativo, lúcido e muito divertido. A trama que está no cerne do livro é brilhante e rica de significado.» The New York Times Book Review Qual Gregor Samsa do nosso tempo, o professor David Kepesh acorda certa manhã e descobre que sofreu uma mudança radical. Mas, enquanto o protagonista de Kafka tomou a forma de um inseto monstruoso, o narrador da fantasia de Philip Roth transformou-se num seio feminino de setenta quilos. O que se segue é uma exploração delirantemente divertida, mas também comovente, de todas as implicações da metamorfose de Kepesh. Ousada, herética tão tetricamente hilariante quanto existencialmente desconcertante ela recria o absurdo, a banalidade e a maravilhosa vacuidade da experiência humana vivida. «Um novo mundo surpreendente de possibilidades sensuais Será necessário dizer que Roth é um romancista admirável que nunca entra duas vezes no mesmo rio?» Anthony Burgess
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 424
Sinopse: No Verão de 1940, aos 19 anos, empurrada pelo desespero dos pais, Vivian Morris chega a Manhattan levando consigo apenas uma mala e uma máquina de costura. Embora pouco apreciados na prestigiada Faculdade de Vassar, o seu especial talento com as agulhas e a sua dedicação para lograr o penteado perfeito acabaram por transformá-la na estilista estrela de Lily Playhouse, o decadente teatro de variedades da sua nada convencional tia Peg. Apesar da guerra, os dias em Nova Iorque são tudo menos aborrecidos. Nesta cidade das mulheres, Vivian e as suas amigas tentam ser livres e beber a vida até à última gota. Mas ela também descobrirá que tem lições para aprender e amargos erros para cometer e que, para viver a vida que verdadeiramente deseja, terá de se reinventar a cada passo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: No Sul de Itália, na década de 1970, uma mulher gravemente doente engravida, e tem de tomar uma decisão drástica: continuar a tratar-se para sobreviver, ou interromper os tratamentos para dar à luz. O caminho que ela escolhe é condição de existência deste livro. Em Ocupação da mãe, Paola DAgostino procura forjar uma língua partilhada entre mãe e filha, para construir a narrativa de um laço que nunca chegou a existir. Face à ausência da voz da mãe, face ao silêncio instalado depois da sua morte, a autora cultiva a escuta e a contemplação. Coloca o ouvido na terra, procurando discernir o rumor surdo que a atravessa e unir pontos invisíveis da sua própria vida. Observa, como se perante uma fotografia, a condição feminina numa sociedade católica, conservadora, patriarcal, onde as escolhas são limitadas e os sonhos de liberdade, infindos. Se não tivermos conhecido a nossa mãe, talvez nos falte para sempre uma língua materna, ou talvez fiquemos numa travessia sem começo nem fim. Este é um livro que põe em cena o desejo primordial de pertença e, paradoxalmente, o impulso permanente de mudança. A travessia, afinal, é contra o esquecimento.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: Brilhante e comovente, Espelho Partido é considerado a obra-prima da autora e um pilar da literatura catalã contemporânea. «Espelho Partido é um romance onde toda a gente se apaixona por quem não deve apaixonar-se e quem não tem amor procura que lho deem seja como for: por uma hora ou por uns instantes.» Mercè Rodoreda Romance coral que percorre a vida de vários elementos de uma família durante cerca de meio século, este é um caleidoscópio de perspetivas que acompanha o processo de fragmentação de uma dinastia matriarcal fundada no amor, na mentira, em segredos e traições. Ao longo de três gerações, desde a viragem para o século xx até aos anos imediatamente posteriores à Guerra Civil espanhola, e em torno da figura fabulosa de uma mulher, o leitor observa com uma precisão detalhada a extraordinária transformação da família Valldaura. É através da história desta casa senhorial de Barcelona, das suas intrigas e paixões, e da teia de segredos que molda a vida das personagens, que Rodoreda nos oferece uma obra de grande beleza poética, que é ao mesmo tempo um fresco profundamente trágico, por onde perpassam a decadência, a velhice e a morte mas também uma grande vontade de viver. Brilhante, comovente e, por vezes, cruel, Espelho Partido é o romance mais extenso e ambicioso de Mercè Rodoreda e, na opinião de muitos críticos, a sua obra-prima.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Prémio Lumen de Romance 2024 Um romance luminoso e radioativo. A narradora desta história nasce a poucos quilómetros de Chernobil, no ano em que a central nuclear explode, e cresce num país atravessado pela confusão e pela miséria. Na terra das «crianças radioativas», das colossais frutas da Zona, do céu vermelho e dos homens alcoólicos, doentes ou desorientados, as mulheres resistem fazendo do quotidiano um refúgio: a mãe cujo nascimento não foi registado devido à perseguição de Estaline; a avó sequestrada pelos nazis que regressa no fim da guerra e, acusada de traição, é condenada a três anos de trabalhos forçados, a apanhar turfa nos pântanos; a jovem apaixonada por Maiakovski ou a que pesca com as suas tranças. De Buenos Aires, para onde emigrou com a família, Natalia Litvinova rompe o silêncio da sua mãe para reconstruir em Pirilampo toda uma linhagem silenciada. «Uma voz deslumbrante e comovente, com a difícil qualidade da simplicidade. Na tradição da melhor literatura russa, passa do realismo ao mítico com naturalidade e sabe recorrer ao humor e à ironia para contar uma história que ainda não tínhamos lido.» Da ata do júri do Prémio Lumen de Romance 2024 «Um livro luminoso. [] Esta autoficção é a obra-prima da autora, mas é mais do que isso. É parte de um processo íntimo, uma necessidade visceral de dar voz às sombras, de iluminar aspetos da sua vida e do seu país que a acompanharam desde a infância.» El Mundo «Um romance sombrio e terno, escrito com o poder da melhor poesia e a cadência do conto tradicional. Uma história sobre tudo o que brilha no lodo. Maravilhoso.» Alana S. Portero
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 144
Sinopse: A mente é o maior poder que alguma vez possuímos: é nela que nascem os sonhos antes de se tornarem realidade, é dela que vem a coragem para continuar quando tudo parece perdido, e é através da força dos nossos pensamentos que transformamos limites em possibilidades, medo em superação e ideias em mundos inteiros capazes de mudar a nossa vida. Porque tudo o que o ser humano constrói existiu primeiro dentro da sua imaginação, e cada conquista começa sempre numa decisão silenciosa tomada dentro de nós. Por isso, quem aprende a dominar os próprios pensamentos descobre uma força capaz de transformar não apenas o seu destino, mas também a forma como vê o mundo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 392
Sinopse: Em 100 Datas que Fizeram a História de Portugal, Pedro Rabaçal apresenta-nos mais do que uma sequência de acontecimentos: um enredo vibrante onde se cruzam batalhas decisivas, alianças improváveis, traições fatais e momentos de génio que mudaram o rumo da história. Dos tempos antigos à afirmação da nacionalidade, erguem-se figuras maiores do que a própria vida: guerreiros que desafiaram impérios, reis que ousaram romper com o destino, líderes que, contra todas as probabilidades, forjaram uma identidade única e duradoura. Impulsionado por uma visão estratégica e coragem sem igual, Portugal lançou-se ao desconhecido, navegou por África, Índia, Oriente e Brasil, e ergueu o primeiro império global da história, ligando continentes, culturas e oceanos. Mas nenhuma grandeza escapa ao tempo. Entre excessos, rivalidades e decisões fatais, surgem crises, perdas e declínio. O país entra numa fase mais sombria que ainda dura, mas é marcada por lampejos de uma grandeza que nunca se extingue.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Johann Veraguth é um pintor mundialmente famoso que vive numa propriedade luxuosa, chamada Rosshalde, juntamente com a sua esposa, Adele, e o seu filho mais novo, Pierre. Apesar do sucesso profissional e da riqueza de que dispõe, a sua vida pessoal, marcada pela frieza emocional, por uma profunda fissura conjugal e por uma má relação com o filho mais velho, Albert, não corre de feição há muito tempo. Por essa razão, Veraguth passa a maior parte do tempo refugiado no seu atelier e nas pinturas que produz, isolado da família, chegando a tornar-se um estranho na sua própria casa. A visita de um velho amigo, Otto Burkhardt que questiona o estilo de vida de Johann e o convida a viajar , acentua ainda mais a crise pessoal em que o artista se encontra. Dividido entre o seu apego ao filho Pierre, o único elemento que mantém a família unida, e o desejo de partir para alcançar a verdadeira liberdade criativa e pessoal, Veraguth tem de tomar decisões, mesmo quando tudo se começa a desmoronar.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Vigaristas, ocultistas, supremacistas brancos e a nova ordem no bem-estar Ioga Fascista é uma investigação surpreendente sobre as ligações entre espiritualidade alternativa e ideologias autoritárias. Longe de ser uma simples crítica ao ioga, do qual o autor é praticante há várias décadas, explora as zonas cinzentas onde as políticas extremistas, os movimentos esotéricos e o misticismo oriental se cruzaram ao longo do século xx. Com um olhar documental e humor ácido, Stewart Home traz-nos histórias de impostores, de gurus carismáticos, de círculos ocultistas e da apropriação de símbolos espirituais por nacionalistas e supremacistas, revelando como ideias aparentemente inofensivas são reinterpretadas em contextos políticos radicais. Um livro que, entre a investigação histórica e a sátira, convida o leitor a repensar a relação entre espiritualidade, identidade e poder. Em Ioga Fascista nada é sagrado.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 120
Sinopse: Reflexões de uma grande escritora sobre os mistérios da escrita É a pergunta mais comum e mais difícil com que um escritor se vê confrontado: porque escreve? Quase como uma interrogação sobre o sentido da vida. Lydia Davis responde sem responder: escreve-se por incómodo e por obsessão. A escrita surge como reacção a algo exterior: uma frase estranha, uma imagem persistente, uma tradução que exige solução, um detalhe mínimo que incomoda até ser transformado em literatura. Ao cruzar leituras e experiência pessoal, Davis mostra a escrita como um processo simultaneamente controlado e involuntário, onde o prazer convive com a exigência e o rigor quase obsessivo da linguagem. Este livro desmonta o mito do escritor inspirado e mostra a escrita como um acto estranho e exigente; por vezes, inexplicável.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 416
Sinopse: Sob a luz da lua, os segredos do passado não permanecem ocultos Pixie Tate é chamada à agreste costa da Cornualha para desvendar um mistério. Assim que vê a Mansão de St. Sidwell, ela percebe que algo de extraordinário se esconde nas suas sombras. Cem anos antes, pela calada da noite, uma criança desapareceu da cama onde dormia e nunca foi encontrada. Os ecos desse desaparecimento fazem-se ouvir até hoje. Para descobrir a verdade, Pixie, especialista no mundo espiritual, viaja no tempo até 1895 e passa a habitar o corpo de uma governanta da casa. O acesso privilegiado revela segredos importantes mas é também um desafio pessoal, pois Pixie apaixona-se, dando origem a um romance proibido que desafia o tempo e complica ainda mais a sua difícil missão. Ela sabe de antemão o que irá acontecer à criança, mas interferir pode alterar o futuro com consequências imprevisíveis. Resta-lhe fazer a devastadora escolha entre aceitar o amor com que sempre sonhou ou fazer o que está certo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: A COLECÇÃO «LIBERDADE! LIBERDADE!» ABRE O PANO A PEÇAS DE TEATRO QUE FORAM CENSURADAS EM PORTUGAL DURANTE O ESTADO NOVO Os textos que integram esta colecção foram escritos, encenados ou publicados entre o final de 1960 e os anos pósrevolução. São actos de resistência e foram quase todos censurados. Do teatro de revista a novas experiências teatrais, dos sindicatos às companhias, não são o teatro todo feito em Portugal neste período mas são parte da história dos vencidos. LêLos hoje é reconhecerlhes a marca do tempo e, com ela, contrariar a efemeridade da própria disciplina. É abrir o pano e deixar que nos seja contada uma história que se tentou conter ou controlar. Liberdade! Liberdade! transforma o teatro em documento histórico. Coordenação de Tiago Bartolomeu Costa. Parceria com o Museu Nacional do Teatro e da Dança Publicamse agora os dois primeiros volumes de dez actos de resistência teatral: Liberdade, Liberdade, de Luís Francisco Rebello, Luís de Lima e Hélder Costa, e a reunião de Pides na Grelha, de Francisco Nicholson, Edgar Gonçalves Preto e Mário Alberto, e A Ceia dos Pides, de Eduardo Fernandes. VOLUME 1 - LIBERDADE, LIBERDADE Luís Francisco Rebello, Luís de Lima e Hélder Costa Com estreia a 28 de Agosto de 1974, e inspirado numa peça de Millôr Fernandes, este texto dramatúrgico constituise a partir de uma diversidade de citações, poemas, canções e excertos de peças, que têm em comum abordar a liberdade, a opressão, a desigualdade social e a revolução. As figuras tutelares de ditadores ou heróis de diferentes revoluções internacionais servem para questionar a natureza do poder, e permitem que personagenssímbolo o intelectual, o povo, o ideal esgrimam argumentos e unam, como num puzzle, as diferentes lutas colectivas ao longo da história mundial. De Júlio César a Salazar, da Revolução Francesa a Mao TséTung, são debatidos os conceitos de liberdade e justiça social através das soluções e modelações operadas pelos povos. A peça, no seu conjunto fragmentário, constituise como modelo enciclopédicodidáctico daquilo que as lutas colectivas têm em comum, e reflecte opções teatrais de diversas épocas e estilos.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Depois do primeiro volume dedicado ao tempo de Salazar (já na 3.ª edição): UM LIVRO SOBRE COMO A DGS DE MARCELLO CAETANO EM NADA DIMINUIU A VIOLÊNCIA E A ACTUAÇÃO DA PIDE. A «evolução na continuidade» prometida em 1968 por Marcello Caetano nada alterou na temida e odiada polícia política do Estado Novo. Apenas mudou o nome: a salazarista PIDE passou a chamar-se Direcção Geral de Segurança (DGS). A «primavera marcelista», que desabrochara com o fim da deportação de Mário Soares em São Tomé, começou a murchar 18 meses depois, quando o socialista foi compelido ao exílio em Paris. Outra vítima foi o militante clandestino do PCP, Daniel Cabrita, fundador e primeiro líder da Intersindical (actual CGTP), torturado, julgado e condenado, cuja mulher se suicidou quando ele estava preso na cadeia de Peniche. À atenção e vigilância da PIDE/DGS continuava a não escapar ninguém: nem os sucessivos patriarcas de Lisboa, nem os sete oficiais que viriam a fazer parte da Junta de Salvação Nacional do 25 de Abril de 1974. A violência da DGS atingiu o paroxismo nas colónias, testemunhada pela Cruz Vermelha Internacional: nas vésperas da revolução, em Moçambique, continuava a torturar, em massa e até à morte. Estas são algumas das Histórias da PIDE que o jornalista José Pedro Castanheira investigou para o semanário Expresso, e que ocorreram durante a governação de Marcello Caetano. O primeiro volume incidiu sobre a época em que Salazar mandava.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: O REGRESSO ÀS LIVRARIAS DA HÁ MUITO ESGOTADA OBRA DE LUIZ PACHECO, UM DOS GRANDES ESCRITORES DA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XX EM DOIS VOLUMES Dois livros um de éditos e um de inéditos publicados simultaneamente: Ser Livre em Português: Uma antologia reúne dezenas de títulos publicados pelo autor, nomeadamente a grande maioria dos seus textos mais emblemáticos, como Comunidade, Crítica de Circunstância ou O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos é uma rigorosa recolha de textos conservados em espólios e no acervo da família, passando por esboços, correspondência, cadernos, crónicas e produção diarística, reflexos de uma aventura literária persistente. «Não sei nada. Duvido de tudo. Desci ao fundo dos fundos, lá onde se confunde a lama com o sangue, as fezes, o pus, o vómito; fui até às entranhas da Besta e não me arrependo. Nada sei do futuro, e o passado quase esqueci. Li muito e foi pior.» Luiz Pacheco, Comunidade Edição de Rui Sousa e Sofia A. Carvalho Ser Livre em Português: Uma antologia (volume de éditos) A obra de Luiz Pacheco foi desenvolvida ao longo de mais de meio século, desdobrando-se em facetas tão diversas como a prosa autobiográfica, a narrativa ficcional, o memorialismo, a crítica literária, política e cultural, ou as copiosas produções epistolográfica e diarística. Escritor capaz de sintetizar e apropriar criativamente aspectos das diversas correntes literárias com que conviveu e de reabilitar géneros literários considerados menores ou pouco trabalhados na literatura portuguesa, Pacheco construiu uma obra de estilo inconfundível e actualidade persistente. Ser Livre em Português propõe uma abordagem possível aos vários ângulos da constelação criativa de um nome incontornável na literatura portuguesa do século xx, oferecendo ao leitor um acesso renovado a textos icónicos e a outros que, menos lembrados, ajudam a dimensionar um projecto literário coerente, produzido maioritariamente no contexto adverso do Estado Novo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 256
Sinopse: Com a colaboração de vários cestos de comida e de um barco coberto, três homens (sem esquecer o cão) embarcaram numa viagem hilariante, cheia de percalços pelo rio acima. Jerome K. Jerome tencionava escrever um guia de viagem sério quando ele e os seus dois melhores amigos embarcaram numa viagem de barco pelo rio Tamisa até Oxford. Mas as suas reflexões sobre os pontos de referência e a história local foram rapidamente desviadas pela sua própria voz. E assim, o que começou por ser uma exploração pacífica e edificante de duas semanas, depressa se transformou numa viagem inesquecível ajudado, naturalmente, por uma ração de queijo, muito mau tempo e um cão chamado Montmorency. Três Homens num Barco é uma das histórias mais divertidas de sempre e continua a cativar milhões de leitores em todo o mundo.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: O REGRESSO ÀS LIVRARIAS DA HÁ MUITO ESGOTADA OBRA DE LUIZ PACHECO, UM DOS GRANDES ESCRITORES DA LITERATURA PORTUGUESA DO SÉCULO XX EM DOIS VOLUMES Dois livros um de éditos e um de inéditos publicados simultaneamente: Ser Livre em Português: Uma antologia reúne dezenas de títulos publicados pelo autor, nomeadamente a grande maioria dos seus textos mais emblemáticos, como Comunidade, Crítica de Circunstância ou O Libertino Passeia por Braga, a Idolátrica, o Seu Esplendor. Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos é uma rigorosa recolha de textos conservados em espólios e no acervo da família, passando por esboços, correspondência, cadernos, crónicas e produção diarística, reflexos de uma aventura literária persistente. «Não sei nada. Duvido de tudo. Desci ao fundo dos fundos, lá onde se confunde a lama com o sangue, as fezes, o pus, o vómito; fui até às entranhas da Besta e não me arrependo. Nada sei do futuro, e o passado quase esqueci. Li muito e foi pior.» Luiz Pacheco, Comunidade Edição de Rui Sousa e Sofia A. Carvalho Textos Avulsos, Inéditos e Dispersos (volume de inéditos) A obra de Luiz Pacheco é muitas vezes lida em função dos episódios singulares e controversos que marcaram uma vida de intensa deambulação, que condicionou, seguramente, o desenvolvimento de alguns projectos, ao mesmo tempo que definiu um estilo literário peculiar e a escolha dos géneros literários mais adequados à expressão criativa do nomadismo físico e intelectual. Essa circunstância biográfica convive com outros aspectos decisivos, embora menos lembrados, como a riqueza e a pluralidade dos âmbitos que explorou como leitor omnívoro, o rigor da actividade de editor dos próprios textos, as campanhas obsessivas de planificação e reelaboração dos projectos estruturantes da sua obra ou o carácter experimental dos diários, incluindo os que permanecem inéditos. Textos Avulsos apresenta alguns exemplos dessa pulsão criativa, através de um trabalho de investigação no espólio pessoal de Pacheco à guarda da família, a que se acresce uma recolha de crónicas nunca reunidas em volume pelo escritor.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 352
Sinopse: Sem Cartago, Roma não existiria Cartago foi a grande potência do Mediterrâneo ocidental durante quase seis séculos. Reino antigo do Norte de África, foi o lar de Aníbal e de Dido, dos elefantes de guerra, de enorme riqueza e poder e de grande beleza, até à sua destruição total por Roma em 146 A.E.C. A história dos cartagineses foi, assim, absorvida e apagada pelos seus conquistadores, e a verdade sobre Cartago perdeu-se para sempre. Ou quase Em Cartago O Império que desafiou Roma, a Dr.ª Eve MacDonald, uma das maiores especialistas mundiais sobre a civilização cartaginesa, reconstrói a trajetória deste império norte-africano a partir das mais recentes descobertas arqueológicas, linguísticas e científicas. Numa viagem que nos transporta do Levante Fenício da Idade do Ferro até ao Atlântico e ao longo de toda a costa de África, Cartago repõe a cidade e o seu império novamente no centro da história mediterrânica. Resgatada da perspetiva dos romanos, esta narrativa épica e rigorosa revela-nos a sofisticação política, económica e cultural de uma civilização injustamente esquecida, e mostra-nos que, sem Cartago, Roma não existiria. «Fascinante... MacDonald escreve com uma clareza e franqueza ímpares e apresenta uma introdução apelativa e de fácil leitura sobre Cartago.» Telegraph «O importante livro de Eve MacDonald coloca, finalmente, Cartago no centro da sua própria história. A narrativa que emerge é uma obra de profunda investigação histórica e, ao mesmo tempo, épica na sua abrangência uma resposta há muito aguardada ao monopólio romano sobre a história das suas conquistas.» Emily Hauser, autora de Míticas «Uma obra repleta de reflexões notáveis. Eve MacDonald mostra, de forma clara, como o Norte de África foi outrora um centro nevrálgico da civilização, como a cidade de Cartago constituía um sofisticado polo de poder político e como a supremacia de Roma não foi inevitável enquanto os cartagineses se mantiveram presentes.» Lloyd Llewellyn-Jones, autor de As Cleópatras e Os Persas «A delirante Dido, os elefantes de Aníbal, Sofonisba a beber o cálice envenenado que é o seu presente de casamento: estes episódios são apenas o início da épica história de Cartago escrita por Eve MacDonald. Pelo meio, ela conta-nos façanhas nos oceanos, batalhas navais com mais de trezentos navios, trombetas de guerra, dardos em chamas, populações inteiras escravizadas e o exame mais minucioso da sociedade, política e governo cartagineses. Mais de dois milénios após a sua destruição, Cartago tem agora a sua Ilíada. Martyn Rady, autor de Os Habsburgos
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: Tão dotado para o cómico como para o trágico, Mário Cláudio continua a surpreender-nos com as suas propostas literárias em mais um tríptico notável Na primeira parte deste livro, encontraremos um escritor que ficou recentemente sem mãe, e que ora partilha com os leitores os seus passeios higiénicos na zona onde vive, oferecendo-nos um retrato sociológico impagável de um certo Porto, ora nos dá a conhecer as quezílias com o seu companheiro de anos, de quem parece diferir em quase tudo, excepto no afecto que os une. Na segunda parte, pela voz de um dos seus tratadores, acompanharemos a vida de Sofala, um leão capturado em Moçambique ainda jovem, que viajou nos anos trinta até à Invicta para ser orgulhosamente mostrado na Exposição Colonial Portuguesa, após o que foi esquecido numa jaula. Por fim, virá chamar-nos a figura do escritor António Nobre nos finais do século XIX, seja através da história da sua vida narrada por pena alheia, seja através da leitura do próprio diário, a que não escapam os constrangimentos das normas sociais da época, evidentemente castradoras das suas preferências sexuais. Tão dotado para o cómico como para o trágico, Mário Cláudio continua a surpreender-nos com as suas propostas literárias, bem como com a linguagem vibrante e rica com que nos brinda a cada nova obra.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 168
Sinopse: Sombras e Luzes do Império, de Edgar Valles, contém pequenas histórias, tendo como pano de fundo Goa, Angola e Portugal no período anterior ao 25 de Abril. Nelas, o autor não é o herói nem a personagem central, é apenas o cronista que relata experiências vividas nas, então, colónias, mas também na chamada metrópole. Estas são histórias verdadeiras e bem-humoradas, como a do desembarque do primeiro-ministro Nehru numa praia de Benguela, que ali teria chegado de submarino e era procurado por tal infração. Ou a do lutador antifascista que se julga vigiado por um casal de agentes da PIDE a partir de um automóvel, quando, afinal, estes apenas estavam a utilizar o veículo para outros fins, por sinal atentatórios da moral dominante. E, claro, não podiam faltar histórias sobre as peripécias da luta política contra o regime...
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 136
Sinopse: Trata-se da mão da infância que se multiplica nas patas de uma animalidade que a narradora conquista para si quando o mundo que deveria ser seguro se mostra insuficiente, fragmentário. E esta mão, animal e humana, inventora e inventada, é aquela que escreve cartas, a própria vida, essa história que é contada aqui no ritmo de um poema ou, melhor, de uma oralidade que remonta ao poético da fala, da respiração, do que se mastiga e se transforma. Dora Freind tece, borda, rumina uma fábula sobre crescer, tornar-se gente, com o ônus e o bônus disso, sobre ser criança e se tornar adulto, sobre ser menina e se tornar mulher. Temos aqui uma menina que cresce em meio ao mutismo da mãe, ao abandono do pai e aos mugidos das vacas. Que, no curral, sente-se não apenas acolhida, mas parte de uma comunidade e que, crescendo, se humanizando, aprende a duras penas que se acostumar com a perda é parte indissociável de ser gente.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 704
Sinopse: O retrato de uma vida marcada pela perda, pela procura de sentido e por uma paixão que se revela a sua maior prisão. Philip Carey cresceu sem pais e com uma limitação física que, desde cedo, moldou a sua relação com o mundo. Criado pelos tios na rigidez sufocante de uma casa paroquial inglesa, é ainda um jovem tímido e inseguro quando parte para um colégio interno. A sua mente curiosa acabará por levá-lo mais longe, das academias de arte de Paris aos hospitais londrinos e às mesas de café onde se desperdiçam anos e talentos. Na sua busca por romper o isolamento que sempre o caracterizou, Philip vai descobrindo a complexidade da vida humana. No centro desse percurso, uma mulher Mildred, banal e indiferente , a quem ele não consegue deixar de amar, embora reconheça, lúcida e inutilmente, que esse amor o destrói. Servidão Humana, obra-prima de Somerset Maugham e um dos romances mais emblemáticos da literatura contemporânea, continua a interpelar-nos com a sua penetrante exploração da condição humana na sua nudez mais essencial: a distância entre o que desejamos ser e o que somos; entre o que sabemos e o que, ainda assim, escolhemos. Porque a verdadeira servidão não tem correntes. Tem apenas o rosto daquilo a que não conseguimos renunciar.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: Num tempo em que se se celebram 50 anos de independência das antigas Colónias portuguesas, este romance corre o risco de se tornar um clássico Num país nunca nomeado, mas africano de gema, o ditador aquece o lugar por quase quarenta anos, recusando eleições, neutralizando os concorrentes, enriquecendo para lá do aceitável à custa da miséria do seu povo. Ora, se este Presidente nos lembra alguém, é porque o romance se inspira assumidamente na insanidade, na cleptocracia e no abuso de personagens reais (e são muitos!) como Kumba Yalá (Guiné Bissau), José Eduardo dos Santos (Angola), Mobutu (Zaire) ou o terrível Bokassa (República Centro-Africana) que se coroou imperador em 1984, retratando também o horror das guerras civis pós-independência e o genocídio do Ruanda, bem como a subserviência do povo, a fome e o desgoverno crasso que enfestam muitos países em África e constituem hoje talvez a principal causa do seu atraso. Nesta ficção, porém, as mulheres cansam-se do «afrocalipse» vivido há décadas e ajudam a mudar a história. Mas nem é só neste facto que reside a novidade: ela está presente na linguagem inventiva e belíssima com que o autor fala de coisas, afinal, tão feias e também na circunstância de ser o primeiro escritor de África a assacar aos próprios africanos parte da responsabilidade pelas desgraças sociais e pelo descalabro dos Direitos Humanos. Este é um livro poético, irónico e cheio de humor, como são sempre as obras de Mário Lúcio Sousa, com pinceladas sobre assuntos muito sérios que interessam a todos os leitores.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 528
Sinopse: Em 1974, uma revolução em Lisboa apanha de surpresa os portugueses que vivem em Angola. Em escassos meses, trezentas mil pessoas são obrigadas a largar tudo e a fugir, embarcando numa ponte aérea e marítima que marca o maior êxodo da História deste povo. Para trás deixam casas, carros, animais de estimação. Empresas, fábricas, lojas e fazendas são abandonadas. Luanda, a capital da joia da coroa do império português, é abalada por uma guerra civil que alastra ao resto do território angolano, com três movimentos de libertação a combaterem entre si. É neste cenário de total desorientação e insegurança que Nuno, um aventureiro que há anos atravessa os céus do sertão angolano aos comandos do seu avião, luta, juntamente com Regina e o filho de ambos, para sobreviver à violência diária, às perseguições políticas, às intrigas e traições que fazem de Luanda uma cidade desesperada.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Bater no fundo não é o fim, é o início do impulso. Andrea Kim Seong-gon é um falhado. Nos negócios, na família, na vida financeira. Nem sequer consegue ter sucesso quando decide pôr fim à própria vida. E é precisamente aí, no ponto mais fundo do abismo, que se fixa numa ideia aparentemente insignificante: mudar a sua postura corporal. O que Seong-gon não sabe é que este pequeno gesto dará início a uma série de mudanças capazes de transformar completamente a sua vida. Entre altos e baixos, Seong-gon aprende que a verdadeira força está em nunca parar de tentar, mesmo quando tudo parece perdido. O Impulso é a história de um homem que perdeu a capacidade de se emocionar, e da sua incrível jornada para reencontrar a esperança, demonstrando que bater no fundo pode ser, afinal, o primeiro passo para emergir.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 544
Sinopse: Por detrás das pesadas portas de madeira de um prédio discreto no coração de Santiago, Chile, esconde-se uma história sombria. A casa no n.º 38 da Rua de Londres abriga o legado de dois homens cujas histórias pessoais atravessam continentes, nacionalidades e décadas de atrocidades: Augusto Pinochet, presidente do Chile, e Walther Rauff, oficial nazi das SS. Fugindo da justiça no final da Segunda Guerra Mundial, Rauff atravessa o oceano rumo ao sul do Chile, onde se estabelece em Punta Arenas, na Patagónia, como administrador de uma fábrica de conservas. Mas correm rumores sobre o alemão discreto e seguro de si - boatos de uma segunda carreira no serviço secreto de Pinochet, a temida DINA. Em 1998, Pinochet viaja para Londres. Está a recuperar de uma operação numa clínica médica quando a polícia entra no seu quarto e o prende sob a acusação de crimes contra a humanidade e genocídio. Philippe Sands foi chamado para aconselhar o ex-chefe de Estado sobre a sua alegação de imunidade, mas optou por representar uma organização de direitos humanos contra ele. Com base em entrevistas, pesquisas de arquivo e relatos em primeira mão, Philippe Sands expõe as consequências duradouras de crimes históricos. Ao fazê-lo, revela uma história inédita e surpreendente do legado de criminalidade descontrolada e do caminho para a impunidade.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 208
Sinopse: Cenas de uma Infância reúne num só volume o melhor da prosa curta de Jon Fosse, Prémio Nobel de Literatura. Algumas destas narrativas, como os pequenos retalhos coligidos que dão título ao volume ou «O Cabelo da Lin», evocam as primeiras vezes - as amizades, as perdas, o amor, a descoberta do desejo, os momentos de felicidade e de fracasso retumbante - adentrando-se vagamente no terreno autobiográfico. Outras, como «Ele», o primeiro texto publicado do autor, ou «E então o meu cão há-de voltar», apresentam um cariz distinto, marcadamente onírico ou mesmo de crescente tensão, mas sempre no estilo minimalista e musical que caracteriza a obra de Jon Fosse. Escritos entre 1981 e 2013 e seleccionados com a ajuda do próprio autor, estes textos permitem testemunhar a trajectória de uma voz literária inconfundível que foi aprimorada ao longo dos anos, demonstrando que também na narrativa breve Jon Fosse exerceu a sua mestria e inovação.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: Ao viajar pelas vastas planícies do sudeste da Hungria, a narradora faz uma paragem numa pequena localidade quase abandonada perto da fronteira com a Roménia, cujo cinema - mozi em húngaro - está fechado há muito. Outrora centro pulsante da vida comunitária, o edifício surge agora como ruína, e a sua importância relegada para as histórias e memórias dos que ainda permanecem naquela aldeia. Compelida pela irresistível magia do cinema, e encorajada pelos habitantes, a narradora propõe-se recuperar o antigo mozi num gesto de resistência contra o apagamento desse lugar de experiência coletiva. Em Ver Mais Além, Esther Kinsky, uma das autoras mais premiadas da literatura alemã contemporânea, presta uma homenagem - feita de autobiografia, ficção, ensaio e fotografia - ao cinema, realizando um exercício de atenção profunda que convida o leitor a abrandar o passo e a expandir o seu modo de ver.
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 312
Sinopse: Partidas, despedidas e regressos - a matéria da vida de Martim. Conhecemo-lo ainda rapaz - em A noite da espera, primeiro volume da trilogia «O lugar mais sombrio» -, a chegar a Brasília, a cidade de todas as novidades, num momento em que recomeçar parece possível, apesar da dor da separação da mãe. E vemo-lo, cinco anos depois, mais maduro, a abandonar a capital, e todos os sonhos e desilusões que ela abarcou, de regresso a São Paulo. Vai em fuga, do cerco pesado da ditadura, da saudade da mãe, da relação opressiva com o pai, da ligação a Dinah, a mulher que o ensinou a amar. Impele-o o objetivo de estudar Arquitetura, e começar de novo. Numa república de estudantes, cria novos laços, volta a experimentar o amor e vai forjando uma identidade à sombra de um país que ameaça esboroar-se a qualquer momento. Martim voltará a partir, para Paris, num ciclo que parece o de um eterno exílio. Quantas vezes é possível recomeçar? Quantas partidas são necessárias para silenciar os fantasmas do passado?
Edição: Jun 2026
Nº Páginas: 324
Sinopse: Sob o calor abrasador de Nova Iorque, cem pessoas aguardam a seleção para um júri. Paul lê um jornal. Catherine lê um romance. Assim começa um flirt relâmpago; entre cappuccinos e visitas a galerias de arte, Paul e Catherine entregam-se à ilusão de uma escapadinha italiana. Os seus sentimentos rapidamente evoluem para algo mais profundo que, enquanto adultos maduros com as suas próprias vidas, têm de manter em segredo. À medida que a semana quente de verão chega ao fim, o desfecho do encontro torna-se evidente, e Paul e Catherine são obrigados a decidir se agem de acordo com os seus sentimentos ou se deixam a fantasia do que poderia ter sido para os registos do passado.
