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Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: O longo verão de 2010 foi passado com o pai na Sicília. Com um apertado prazo de entrega do novo romance, o escritor de sucesso pouco (ou nada) acompanhou a filha em idas à praia ou passeios, além de a prender horas infindas em casa, obrigando-a a digitar o que lhe ditava. O prometido programa de férias a dois (após o divórcio dos pais), resumiu-se à solidão de Sophia nas raras saídas e idas à praia, e levou-a a tomar conhecimento de factos da vida para os quais ainda não tinha idade suficiente quer através do conteúdo do seu trabalho de secretária, quer, noite alta, quando ouvia o pai a fazer sexo com mulheres variadas e desconhecidas que ele engatava nos bares noturnos da vila balnear. Estamos agora no verão de 2020, em Londres. Sophia é uma jovem dramaturga com a sua nova peça em cena. As críticas têm sido excecionais, mas o pai, o autor famoso cujos romances envelheceram mal, tem evitado lê-las. Porém, acaba por ir ver a peça, desconhecendo que esta se centra nas férias que ambos haviam passado juntos na Sicília. Enquanto espera o veredito do pai, Sophia almoça com a mãe, discutindo e esmiuçando as relações familiares a mãe, ligeiramente embriagada; Sophia, profundamente angustiada. Com uma magnífica precisão de linguagem e mudanças de espaço e tempo «sem costuras», Jo Hamya encaixa a narrativa na duração de apenas uma récita da peça, dando a ver a zanga entre um pai e uma filha, as heranças difíceis que cada geração tem de gerir e a dificuldade de cultivar empatia num mundo que muda à velocidade da luz. Um romance extremamente inteligente, por vezes cómico e, inesperadamente, ternurento. «Comicamente cáustico.» The Independent «Um cómico e sombrio drama familiar. A prosa de Hamya crepita e flui.» Times Literary Supplement «Romance engenhoso. Os vários fios tecem uma conversa tensa e envolvente, não só entre pais e filhos, como entre gerações e até entre os modos de fazer arte e os modos do entendimento.» Literary Hub
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 14*21*3.4
Sinopse: O PAPEL DO TEATRO E DAS ARTES PERFORMATIVAS NA CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA E AS MARCAS DO PROCESSO REVOLUCIONÁRIO NO TECIDO TEATRAL PORTUGUÊS. O livro Teatro, Performance e o Processo Revolucionário em Curso propõe uma cartografia estética, política e afectiva das práticas teatrais que emergiram, se reinventaram ou ganharam nova visibilidade em torno do 25 de Abril de 1974. Entre a rua e o palco, a criação e a intervenção, a experimentação artística e a reconfiguração institucional, acompanha-se um tempo em que a revolução transformou profundamente os modos de fazer, pensar e imaginar o teatro e em que o próprio teatro participou na invenção de novas formas de vida colectiva.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: QUE PREÇO PAGARAM AS MULHERES PARA ENTRAREM NA HISTÓRIA DA LITERATURA? Durante séculos, escrever foi para elas um acto de rebelião e publicar, quase sempre, um exercício de dissimulação. Para fazerem ouvir a sua voz, muitas tiveram de se esconder por trás de um pseudónimo masculino, de um anonimato calculado ou de um marido de conveniência. Rachilde, Isabelle Eberhardt, Radclyffe Hall, Alice Sheldon: Catherine Sauvat reconstitui, com erudição e paixão, os destinos complexos e singulares de mulheres que foram, simultaneamente, actrizes e testemunhas do seu tempo. Histórias de coragem e de astúcia, mas também da longa conquista do direito a assinar com o próprio nome.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: O autor do bestseller internacional A Vida Secreta das Árvores volta a revelar-nos um mundo fascinante e surpreendente: o dos organismos microscópicos e omnipresentes que estiveram na origem da vida tal como a conhecemos. Há mais de quatro biliões de anos que as bactérias dominam este planeta, criando organismos multicelulares para garantir a sua sobrevivência e expansão. Estes organismos incluem, claro, plantas, animais e nós, seres humanos. Sem bactérias, não existiriam formas de vida complexas. Presentes em cada célula do corpo, elas controlam muitos dos elementos que determinam os nossos desejos e necessidades produzindo, por exemplo, as hormonas que tanto influenciam o nosso humor. As bactérias são, na verdade, pequenos milagres benfeitores da natureza, criando e condicionando ecossistemas das mais diversas formas de vida desde o nosso corpo até à atmosfera do planeta. Compreender como vivem e interagem, entre si e connosco, estes nossos ubíquos vizinhos invisíveis é fundamental para termos uma visão mais completa e integral da vida. Uma leitura irresistível, que nos leva a ver o mundo à nossa volta e dentro de nós! com um olhar inteiramente novo.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 264
Sinopse: O bestseller coreano que conquistou leitores em todo o mundo com a sua mistura perfeita de mistério, emoção e conforto. Porque há lugares que nos lavam a alma. No coração de Yeonnam-dong, um dos bairros mais vibrantes de Seul, existe uma pequena lavandaria que é muito mais do que um lugar para lavar roupa: ali cruzam-se as vidas de pessoas comuns - estudantes, vizinhos solitários, trabalhadores exaustos, clientes habituais - à procura de um momento de paz no meio da correria do dia a dia. No entanto, tudo muda quando um caderno é esquecido na lavandaria. Página após página, os clientes começam a deixar mensagens anónimas, confissões íntimas e palavras de encorajamento. Entre roupas por lavar e noites silenciosas, nasce uma inesperada comunidade feita de empatia, amizade e pequenos gestos de bondade. Até que emerge um segredo escondido nas páginas do diário. Agora, os habituais frequentadores da lavandaria terão de se unir para desvendar um mistério e, talvez, pelo caminho, mudar as vidas uns dos outros. Reconfortante e profundamente humano, um romance sobre solidão, esperança e o poder das ligações humanas num mundo cada vez mais virtual. Uma história que aquece o coração e nos faz acreditar na magia do quotidiano.
Nº Páginas: 356
Sinopse: Marfil Cortés, de vinte anos, filha de um empresário poderoso, divide os seus dias entre as aulas na Universidade de Columbia, horas passadas no estúdio de ballet e noites de glamour em Nova Iorque. O seu mundo parece intocável – sofisticado, previsível e seguro… até ao dia em que é raptada no Central Park. Dias depois, Marfil acorda num hospital em Nova Orleães sem qualquer memória do que aconteceu. Não há exigências, suspeitos ou explicações – apenas medo e a perturbadora certeza de que já não está segura. Determinado a protegê-la, o pai contrata Sebastian Moore como seu guarda-costas. Sebastian é controlado, distante e indecifrável – um homem cuja disciplina roça o perigoso. A sua presença constante, as suas regras inflexíveis e a vigilância permanente despertam em Marfil uma mistura de irritação e provocação. Aos poucos, Sebastian torna-se a única pessoa de quem ela não consegue fugir… e que não consegue evitar desejar. O que começa como um jogo rapidamente se transforma em algo muito mais intenso, mesmo quando Marfil percebe que o verdadeiro perigo pode vir do homem que jurou protegê-la.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: UMA HISTÓRIA DE AMOR PROIBIDO E DESCOBERTA DA PRÓPRIA IDENTIDADE, NUM CENÁRIO DE RANCHOS E RODEOS. Chamo-me Kayce Wilder. Sou cavaleiro de rodeo, tenho grandes sonhos e carrego a fama de rebelde da família. Estava finalmente no caminho certo. Tinha um plano. Porém, bastaram oito segundos para que todo o meu mundo desabasse. Não contava que uma queda mudasse tudo e me deixasse apenas com uma opção: pedir ajuda ao Raine. Um cowboy taciturno, coberto de tatuagens e envolto em mistérios. Vivemos em conflito desde sempre. Rivais na arena. Determinados a conquistar a mesma fivela. Até que, um dia, ele me deixou para trás, sem uma única explicação. Trata-se da última pessoa de quem alguma vez queria depender. No entanto, quando o rancho, subitamente, se vê em apuros, não temos outra escolha senão trabalhar lado a lado. E, à medida que as noites se tornam mais longas, também a tensão entre nós cresce. Cada olhar demora uma eternidade. Cada silêncio diz mais do que seria suposto. Não devia reparar na força das suas mãos enquanto trabalha com os cavalos. Muito menos perguntar-me se pensa em mim tanto quanto eu penso nele.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: Akáki Akákievitch vive como se não existisse. Funcionário público humilde e solitário, passa os dias a copiar documentos numa repartição de São Petersburgo, ignorado e ridicularizado pelos colegas. Ninguém repara nele. Ninguém imagina que, por detrás daquela figura apagada, existe um homem capaz de sonhar. Quando o seu velho capote deixa de o proteger do frio implacável, Akáki é obrigado a poupar tudo o que pode para comprar um novo. Durante meses, abdica das pequenas comodidades da sua já singela vida e deposita naquele objeto todas as suas esperanças. Para ele, o capote será muito mais do que uma peça de roupa: será a possibilidade de se tornar alguém. E, por um breve instante, o impossível acontece. Akáki é finalmente visto, respeitado e convidado a pertencer ao mundo dos outros. Até que uma noite altera o rumo da sua existência, expondo a fragilidade da condição humana.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 224
Sinopse: «Londres é uma daquelas cidades que, ao fim de uma semana, toda a gente julga conhecer. Ao fim de um mês talvez até já pareça familiar. E ao fim de várias visitas prolongadas, de tão familiar, talvez pareça mesmo já não ter segredos. Até que se lê este livro. É difícil que alguém o leia sem surpresas e sem encontrar nele uma Londres que não vem nos mapas nem nos melhores guias. Uma Londres onde descobrimos, por exemplo, entre tantos outros aspectos surpreendentes, que não é só o metropolitano que circula por debaixo da terra: os correios, o Banco de Inglaterra e até os armazéns Harrods têm a sua própria Londres subterrânea, em túneis de quilómetros que são bem a prova de que o mundo está longe de ser aquilo que vemos dele. É esse poder de revelação que faz deste livro uma viagem inesquecível.» Carlos Vaz Marques, prefácio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 376
Sinopse: Quatro irmãs perdidas e a sua épica viagem de regresso a casa. Uma apaixonante história de família, mistério e amor eterno. Um êxito internacional que será traduzido para 23 idiomas. Houve um tempo em que quatro grandes pedras se erguiam majestosas num remoto promontório da costa escocesa. As pedras de Skara. Reza a lenda que ali foram colocadas por um pai de luto, para guiar as suas filhas de regresso a casa, e que ele lançou uma maldição sobre todos aqueles que ousassem deitá-las ao chão, bem como sobre os seus descendentes. Também as suas famílias seriam espalhadas aos quatro ventos, para nunca mais encontrarem o caminho de regresso. 1931. Quando Charles Blackmore manda tombar as quatro imponentes pedras que se erguiam à frente da sua mansão em Skara, abate-se sobre a família Blackmore uma sombra terrível. O patriarca rapidamente se verá a braços com a fortuna perdida, a morte da sua mulher e a separação das quatro filhas. As filhas agarrar-se-ão, cada uma, a um anel que herdaram da mãe, com a esperança de um dia se reunirem. Iris, a mais velha, será a primeira a partir, à procura de um tio que talvez possa ajudar a família. O presente. Roz Chatton muda-se da Austrália para Londres, levando consigo muito pouco além do velho anel que pertenceu à sua mãe. Entre os tesouros antigos de uma pequena loja, depara com um quadro que retrata quatro pedras erguidas, o que desperta uma ligação misteriosa com o anel que traz no dedo. Determinada a descobrir mais sobre a origem da tela, viaja para Skara, a terra natal da pintora, onde se revelará não só a história de um grande amor, mas também o trágico segredo de quatro irmãs, que mudará a sua própria vida para sempre
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 184
Sinopse: Como andando nos fazemos humanos Andar a pé é o mais banal dos gestos e, ao mesmo tempo, aquilo que nos define enquanto espécie. Neste ensaio que cruza ciência, filosofia, história e literatura, Jorge Pinto parte do fóssil de Lucy e chega às cidades dos nossos dias, tantas vezes hostis aos peões, para mostrar como o simples acto de pôr um pé à frente do outro moldou o corpo, a mente e a imaginação humanas. De Aristóteles a Rousseau, de Balzac a Virginia Woolf, dos peregrinos aos flâneurs, Passo a Passo convida-nos a redescobrir a riqueza de um gesto que damos por adquirido. Num mundo apressado, voltar a andar é uma forma de resistência e de regresso a nós próprios.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: Do mesmo autor de História Mundial dos Ricos De Judas a Trump, o historiador e investigador Fabrice dAlmeida, Cavaleiro das Artes e das Letras por nomeação do Ministério da Cultura de França, conduz-nos por uma galeria de figuras sombrias que marcaram a história. Que papel desempenharam, ao longo de três milénios, algumas das personagens mais famosas e monstruosas da Humanidade, como Nero, o envenenador; Átila, o flagelo de Deus; Torquemada, o inquisidor implacável; Báthory, célebre pelos seus banhos de sangue? Tudo isto, evidentemente, sem esquecer e enquadrar os grandes ditadores genocidas do século XX. Assassinos, tiranos, manipuladores, violadores: todos eles desviaram o curso da história. História Mundial do Mal revela a psicologia destes homens e mulheres, contextualizando-os na moral dos seus respetivos tempos, e mostra-nos como a violência destes «maus génios» deixou marcas profundas no mundo. Uma viagem às fronteiras da moralidade, que nos confronta com a escuridão para que possamos compreendê-la e, talvez, combatê-la. Uma investigação que mergulha no coração da escuridão humana.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 88
Sinopse: As palestras de Rutger Bregman abordam a ascensão do autoritarismo, o fracasso das elites em fazer-lhe frente e a crescente pressão sobre as instituições democráticas. Mesmo antes da primeira emissão, a sua análise revelou-se surpreendentemente precisa: a BBC praticava autocensura sob pressão política do outro lado do Atlântico. Um tabloide britânico, citando uma única fonte anónima, afirmou que as palestras equivaleriam a uma «tirada anti-Trump». A Casa Branca respondeu rotulando Bregman como uma «raivosa figura anti-Trump». Estas reações ocorreram no contexto de uma discussão em curso entre Donald Trump e a BBC sobre o que Trump descreveu como «edições enganosas» num documentário anterior do programa Panorama sobre a tomada do Capitólio a 6 de janeiro de 2021. Pouco depois, a BBC interveio nos discursos de Rutger Bregman. Uma frase que descrevia Trump como «o presidente mais abertamente corrupto da história americana» foi retirada da primeira palestra. Esta intervenção ocorreu após o processo editorial ter sido concluído, foi ordenada pelos mais altos níveis da gestão da emissora e teve lugar sem o consentimento de Bregman. Este ato de censura afeta-nos a todos. «As democracias não colapsam da noite para o dia», escreve Rutger Bregman. «Elas vão-se erodindo gradualmente através de atos de medo. Não tenhamos medo de dizer o que está a acontecer. E não tenhamos medo de dizer a verdade.»
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 128
Sinopse: No final de Novembro de 1974, um amigo ligou-me de Paris a dizer-me que Lotte Eisner estava gravemente doente e que provavelmente morreria. Eu disse que não podia ser, não agora, o cinema alemão ainda não a podia dispensar, não podíamos permitir que ela morresse. Peguei num casaco, numa bússola e num saco de desporto contendo o estritamente necessário. As minhas botas eram novas e robustas, confiava nelas. Segui pelo caminho mais directo até Paris, com a firme convicção de que ela viveria se eu fosse ter com ela a pé. Queria, além disso, estar a sós comigo mesmo. «Assim começa Caminhar no Gelo. [] Outra pessoa apanhava de imediato um avião e estava em Paris numa hora e meia. Werner Herzog preferiu demorar três semanas, porque acreditava que quanto mais tempo demorasse mais tempo Lotte tinha para ficar boa. Ele confiava nos sonhos mais tresloucados, e nada impedia que aquela viagem de Inverno adiasse a morte de alguém.» Pedro Mexia, prefácio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 608
Sinopse: Trinta anos depois de ter escrito O Grande Bazar Ferroviário (publicado pela Quetzal na sequência de O Velho Expresso da Patagónia), Paul Theroux revisita os lugares da sua grande viagem pela Ásia e encontra um mundo em mudança acelerada. A viagem deste livro reconstitui um mapa prodigioso: o da antiga União Soviética, percorrendo a Geórgia ou o Azerbaijão, visitando o escritor Orhan Pamuk na Turquia, sobrevivendo ao comboio Transiberiano, respirando o pó nas estradas do Paquistão até chegar à Índia e, depois, à Tailândia, à Birmânia e ao Laos, antes de cruzar as rotas da China para chegar ao Japão. E, depois, há a inspiração que atravessa os livros de Paul Theroux como uma ventania de beleza e curiosidade, dialogando com todos os lugares que vai conhecendo. Trinta anos depois de ter escrito O Grande Bazar Ferroviário (publicado pela Quetzal na sequência de O Velho Expresso da Patagónia), Paul Theroux revisita os lugares da sua grande viagem pela Ásia e encontra um mundo em mudança acelerada. A viagem deste livro reconstitui um mapa prodigioso: o da antiga União Soviética, percorrendo a Geórgia ou o Azerbaijão, visitando o escritor Orhan Pamuk na Turquia, sobrevivendo ao comboio Transiberiano, respirando o pó nas estradas do Paquistão até chegar à Índia e, depois, à Tailândia, à Birmânia e ao Laos, antes de cruzar as rotas da China para chegar ao Japão. E, depois, há a inspiração que atravessa os livros de Paul Theroux como uma ventania de beleza e curiosidade, dialogando com todos os lugares que vai conhecendo.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 360
Sinopse: «Tété-Michel, um jovem negro, filho de uma família tradicional africana, com oito mães, as oito esposas do progenitor, nascido num bairro periférico da cidade de Lomé, fez-se a si próprio descobridor. O `esquimó africano, como foi cognominado num documentário que a BBC lhe dedicou, rompeu com uma trágica sina secular, fugindo de casa aos 16 anos [em 1958], para só regressar aos 27. O Africano da Gronelândia é, a vários títulos, um livro como nenhum outro. A minúcia colocada na observação do quotidiano (as viagens de trenó, a caça às focas, a aurora boreal) e o detalhe com que Tété-Michel descreve a forma como se integrou numa sociedade radicalmente diferente daquela de onde veio (com a troca de casais à vista de todos, a prática do sexo na presença dos filhos, o problema do alcoolismo) fazem-nos descobrir como o mundo pode ainda ser um lugar surpreendente.» Carlos Vaz Marques, prefácio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 272
Sinopse: «Durante vinte e três dias, Somerset Maugham percorre em condições precárias o território birmanês, nesse tempo sob colonização britânica. Dirige-se para Banguecoque, a capital do Reino do Sião, actual Tailândia, onde passa algumas semanas. Conclui a deambulação na Indochina francesa. Maugham confessa, nestas páginas, que era um `mau viajante. Tinha dificuldade em surpreender-se com aquilo que se lhe deparava ao longo da viagem. Habituava-se com demasiada rapidez ao que ia encontrando pelo caminho. Interessava-lhe acima de tudo `andar de um lado para o outro e escapar de si próprio: `Nunca regresso de uma viagem com o mesmo eu que levei comigo. É esse carácter subjectivo, intrinsecamente pessoal, que torna Um Gentleman na Ásia um relato de viagens admirável. Maugham não quer descobrir nem dar a conhecer, quer contar histórias. E quando não as encontra pelo caminho, inventa-as.» Carlos Vaz Marques, prefácio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: O jovem filólogo Diego Marín viaja até Valparaíso para resolver o seu incerto futuro quando um encontro casual o inspira a escrever o seu primeiro romance. O inesperado sucesso da sua publicação permite-lhe fixar residência em Nova Iorque, onde a vida e o amor interferem na escrita do seu segundo livro, e o seu nome acaba por cair no esquecimento. Quando um telefonema do seu antigo editor o coloca na senda de um extraordinário acidente que reproduz fielmente o final do seu famoso romance, Marín viaja sem hesitações para a selva colombiana. Mas o destino volta a cruzar-se no seu caminho e, à medida que investiga, vai compreender que algumas histórias merecem ser contadas a qualquer preço, enquanto outras exigem silêncio para salvar uma vida. Na mesma história, Rosado conta mais cinco. Diego Marín, um escritor que tenta terminar o seu segundo romance após o sucesso da sua estreia, acaba por se envolver numa perpétua simulação literária: acontecimentos ficcionais trazidos à vida real, uma descoberta científica sobre o nascimento da linguagem (fala dos cartesianos, de Broca e Leibniz bem como da ideia de que os primeiros humanos aprenderam a falar imitando o canto dos pássaros), dois desaparecimentos, dois livros e dois amores falhados. Uma ode ao voo. Um salto no vazio. O livro mergulha nesta confusão entre literatura e vida a que não se pode chamar coincidência. Não é uma confusão: é uma aventura. A volta ao mundo em 344 páginas. «Benjamín G. Rosado estreia-se como um escritor valente, com uma voz torrencial que transita entre o picaresco e a erudição.» ABC «O mais recente vencedor do Prémio Biblioteca Breve é uma leitura extremamente agradável, uma daquelas histórias de pura ficção, cada vez mais raras, repletas de armadilhas, camadas de significado e digressões, que sugerem e impõem uma imersão.» El Mundo «Este romance é um jogo onde o final de uma história é o princípio da seguinte.» El Periódico «Uma investigação literária surpreendente sobre o poder da ficção para transformar a realidade, que revela histórias dentro de histórias, escrita por um grande narrador na melhor tradição de autores como Paul Auster ou Roberto Bolaño.» Júri do Prémio Biblioteca Breve 2025 «É uma espécie de narração poliédrica construída com o modelo de As Mil e Uma Noites.» El Periódico «Como eu desejava ler um livro como este! E como eu precisava desta literatura, tão primitiva, mas ao mesmo tempo tão elaborada e cuidadosa, como eu ansiava por uma ficção tão pura, repleta de armadilhas, camadas de significado e digressões (nem todas necessárias, de forma alguma, mas todas interessantes, tanto as históricas e rigorosas como as completamente inventadas). El Mundo
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 600
Sinopse: Um excelente livro escrito na melhor tradição do jornalismo literárioprofundo, rico e reflexivo. Ryszard Kapuscinski «Disse-me Um Adivinho foi o livro com que Tiziano Terzani se reinventou. Depois de décadas a cobrir inúmeras guerras, tragédias e desgraças a Oriente, o escritor tomou o lugar do repórter. Terzani, voluntariamente impedido de viajar de avião durante um ano, restitui-nos um mundo infinitamente mais complexo do que o de uma modernidade em que nos deslocamos a grande velocidade, pensamos com enorme rapidez e morremos velozmente. Durante um ano percorreu o Extremo Oriente por terra, lentamente, em busca de um tempo perdido, numa viagem de sentido duplo: aquele que correspondia ao trajecto geográfico, ligando os pontos de um mapa, e o que o fez levar a cabo um percurso íntimo e de autodescoberta. Numa viagem assim, quem chega nunca é quem partiu.» Carlos Vaz Marques, prefácio
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 280
Sinopse: O que nos leva a abrandar para ver as consequências de um acidente de viação ou a assistir a maratonas de programas sobre crimes até altas horas da noite? Por que razão alguns de nós se sentem atraídos por filmes de terror, enquanto outros estremecem só de pensar nisso? Nesta obra, o cientista Coltan Scrivner acompanha-nos numa viagem emocionante pela psicologia da curiosidade mórbida, revelando as razões por que não conseguimos resistir ao macabro. Desde horrendos assassinos em série até histórias paranormais de arrepiar, Scrivner revela as forças psicológicas que nos conduzem a explorar os nossos medos mais sombrios e explica de que maneira esta propensão não se limita a ser uma excentricidade. Corresponde a um poderoso instinto de sobrevivência, que nos prepara mentalmente para as ameaças do mundo real, sem sairmos da segurança da nossa imaginação.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 316
Sinopse: ELE PROMETEU AJUDÁ-LA A ENCONTRAR O HOMEM CERTO. ELA DESCOBRIU QUE SÓ O QUERIA A ELE. Wyatt e eu conhecemo-nos desde os tempos da escola e confesso que tenho um fraquinho por ele há muito tempo. Só que ele é indomável como um cavalo selvagem. Além disso, está completamente fora da minha liga, com a sua aparência irresistível e a fama de partir corações. Durante os próximos meses, estou de volta à minha terra natal, em Hartsville, Texas. Em breve, começo o emprego dos meus sonhos, a milhares de quilómetros daqui. Então, tive uma ideia: sendo ele um especialista no assunto, porque não pedir que me ajude a encontrar o parceiro perfeito para uma aventura sem compromissos? Ele concorda, embora contrariado. Só que, enquanto fingimos um pouco de flirt e interesse mútuo, as conversas tornam-se mais escaldantes e os beijos mais doces, quentes e... bem reais. Agora, tudo o que eu mais queria era que isto não tivesse fim. Mas vou deixar a cidade em breve e, mesmo que ficasse, duvido que ele estivesse disposto a largar a sua vida de conquistador para tentar algo sério comigo.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 296
Sinopse: Finlay e Banjo não se lembram da última vez que receberam um abraço. Quando se conhecem num lar de acolhimento, constroem uma amizade capaz de resistir a tudo, até que algo os separa. Anos depois, contra todas as probabilidades, Finlay iniciou a sua licenciatura em Enfermagem na Universidade de Glasgow. Mas, como pode concentrar-se nos estudos, arranjar um emprego e não se apaixonar pelo rapaz mais bonito do curso, quando mal consegue ter dinheiro para alimentar-se? Por sua vez, Banjo tenta adaptar-se à sua nova família de acolhimento e concluir o ensino secundário, desesperado por manter o emprego e as poucas relações que conseguiu construir. Mas a raiva e o medo continuam a transbordar, ameaçando um futuro já de si incerto. Conseguirão Finlay e Banjo libertar-se do passado antes que este os arraste para o fundo? «Um romance de estreia deslumbrante, profundo e com uma história tão forte que ainda estou a pensar nele uma semana depois! Foram as melhores horas que passei a ler nos últimos tempos.» Goodreads
Edição: Jul 2026
Nº Páginas: 192
Sinopse: O primeiro livro de contos de Maria do Rosário Pedreira, galardoado com o Grande Prémio do Conto Branquinho da Fonseca da Associação Portuguesa de Escritores, 2026. O júri considera estar perante um singular volume de contos, constituído por narrativas com um poder e um fulgor sugestivos e comunicativos, conseguidos tanto pelo domínio literário assente em linguagens e redundâncias poéticas e num tom confessional, como pelo interesse sociocultural e mesmo simbólico proveniente da diversidade dos temas abordados, que em muitos casos surpreendem e inovam no atual panorama da ficção portuguesa Da ata do júri.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 344
Sinopse: UM ROMANCE HILARIANTE E IMPERDÍVEL DO AUTOR BESTSELLER N.º 1 EM PORTUGAL Desde o complicado divórcio de Coco Pinchard, muita coisa mudou. Não só conseguiu reconstruir a sua vida, como se tornou uma autora de sucesso e vive uma feliz lua de mel permanente com o seu atraente segundo marido, Adam. Mais forte e mais sábia, Coco acredita que, desta vez, aprendeu com os erros do passado. Mas as coisas não estão a correr exatamente como planeado... Adam perdeu o emprego, o filho de Coco, Rosencrantz, parece ter decidido arruinar a própria vida de forma espetacular e a ex-sogra, Ethel, continua a entrar-lhe em casa sem aviso graças a um stock aparentemente inesgotável de chaves suplentes. Quando a sua agente literária decide representar também Regina Battenberg, a sua arqui-inimiga, Coco convence-se de que nada pode piorar. Até descobrir que está grávida. Aos quarenta e cinco anos.Divertido, enternecedor e repleto do humor e da honestidade que tornaram Coco Pinchard uma personagem inesquecível, A Vida, o Amor e Outros Desastres de Coco Pinchard acompanha uma mulher que descobre que a vida continua cheia de surpresas, mesmo quando julgamos já ter tudo sob controlo.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 216
Sinopse: Os quatro textos reunidos neste volume - A Noite do 28 de Setembro; A História de Quatro Soldados; As Vacas de Cujancas; Barracas, Ocupação - usam a história de Portugal como teatrodocumento e são exemplo de um teatro de intervenção e social, propondo uma motivação nas classes populares através da consciência política e artística. Peças corais, onde as personagens representam tipologias sociais ou comunitárias - o camponês, o burguês, o poder, o clero -, são tectos que dão conta de uma alteração de consciência não apenas no teatro didáctico, à maneira de Brecht, mas também no poder da dramaturgia como repositório de memórias de lutas, de valores e de perfis complementares de resistência. Foram pensadas para serem apresentadas em lugares de grande reunião, funcionando como autos sincréticos e de cariz popular, onde a história do país, nas suas diferentes escalas e impactos, é narrativa enquanto mecanismo de activação resistente e ético.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 340
Sinopse: Este romance surpreendente leva-nos numa viagem às vidas das mulheres árabes que vivem nos Estados Unidos e ao impacto que a cultura patriarcal pode ter no seu silêncio, ainda nos dias de hoje. Em Brooklyn, chegou a altura de Deya, com dezoito anos, se encontrar com potenciais maridos. Embora casar não faça parte dos seus planos, os avós não lhe dão escolha. A única forma de garantir um futuro é por meio do casamento com o homem certo. A história repete-se: Isra, a mãe de Deya, também não teve escolha quando, ainda adolescente, nos anos noventa, deixou a Palestina para se casar com Adam nos Estados Unidos. Deya tenta fazer o que a sua mãe não conseguiu libertar-se das tradições violentas e misóginas e forjar o próprio caminho. Mas o choque entre culturas vai fazê-la descobrir segredos complexos e obscuros que se escondem na sua família. Numa narrativa sobre trauma, liberdade e peso cultural, esta é uma história sobre mulheres que continuam a nascer sem voz e que lutam por conseguir resistir às restrições patriarcais projetadas para as tornar invisíveis. Finalista do Goodreads Choice Awards.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 96
Sinopse: Em Bizango de Bizangongo reflecte sobre o manifesto descontentamento das tropas deslocadas nos conflitos do Ultramar, revelando o cansaço da guerra e o desejo de regressar a casa. Através dos diálogos, construídos como um grande coro, questionamse as mudanças promovidas pela revolução, nomeadamente no modo como demoraram a chegar ao povo ou a produzir os efeitos desejados. A par da violência no cenário de guerra, referemse as condições da partida de muitos dos soldados, estabelecendose, desse modo, as bases para o aproveitamento político durante o regime do Estado Novo, e a ausência de alternativas para os jovens. Peça e manifesto antibelicista, construída a partir da experiência do autor e de relatos de soldados, A Como Estão os Cravos Hoje? observa as condições de trabalho e de segurança dos operacionais no campo de combate, promovendo o fim da guerra no Ultramar. Os cravos do título servem de metáfora para o número de jovens convocados para o combate, mas também para uma reflexão interpelando o público sobre a defesa dos valores da revolução, e os riscos da sua rápida erosão, face à resignação promovida pelo regime deposto.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 384
Sinopse: Bestseller em Itália, esta saga familiar no feminino percorre, com emoção e verdade, meio século de história: do fascismo à guerra, da guerra ao renascer de um país e de cada mulher que nele resistiu Em Rocca, todos conhecem os Maletazzi, os senhores do palácio mais belo da aldeia. Mas só Camilla, a mais nova da família, conhece os segredos que aquelas salas guardam e a dor que nelas se esconde. Uma dor que carrega em silêncio até que, no outono de 1920, a parteira Peppina a acolhe na Roda, um grupo de mulheres que se reúne para partilhar dificuldades, saberes e conselhos, sem medo de julgamento ou rejeição. Na Roda fia-se a lã, preparam-se remédios antigos, e acima de tudo trocam-se confidências, contam-se as histórias que o mundo lá fora não quer ouvir. Ricas ou pobres, jovens ou mais velhas, todas as mulheres ali encontram refúgio e força, unidas por uma solidariedade passada de mão em mão entre gerações. Uma «feminança» que, para Camilla, será capaz de curar as feridas do passado e de a abrir, finalmente, ao amor. Depois dela, também a filha Viola buscará refúgio naquela sabedoria antiga. Criada entre as ruínas da guerra e a promessa de um novo começo, Viola quer estudar, quer escolher, quer ser livre. Mas o homem que ama preferia vê-la apenas como esposa e mãe. Uma vez mais, serão as mulheres, aquelas mulheres, a ajudá-la, fazendo-a compreender que o verdadeiro amor não aprisiona, antes liberta.
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 240
Sinopse: Quem é que uma rapariga ama quando tem amnésia? Farta de relacionamentos sem futuro, Peyton Sanders sabe exatamente a quem o seu coração pertence. Mas enquanto corre para lhe confessar o que sente, é atropelada e acorda com amnésia. Pior: Peyton não faz ideia de quem são os três homens que aparecem no seu quarto de hospital, exceto que cada um deles diz ser o seu namorado. Eles são certamente dignos de serem lembrados: Um empreiteiro com aspeto rústico o paraíso em flanela. Um consultor elegante com um sorriso irresistível. E um chef tatuado com uma caixa de chocolates caseiros, ambos deliciosos. Os melhores amigos de Peyton têm então uma ideia: ela deve voltar a sair com cada um deles. Reconhecer a sua alma gémea deverá ser tão fácil como estalar os dedos. Numa viagem romântica e absurdamente divertida, Peyton corre, uma vez mais, ao encontro do amor. Desta vez, com a esperança de que o seu coração consiga guiá-la onde a sua mente não conseguia
Edição: Ago 2026
Nº Páginas: 232
Sinopse: O Último Romance Completo Que Jane Austen Escreveu, Numa Nova Tradução De Maria De Fátima Carmo «Ela fora obrigada a usar de prudência na juventude, soube o que era o amor quando ficou mais velha a sequência natural de um início não natural.» Aos dezanove anos, Anne Elliot deixou-se persuadir a romper o noivado com o homem que amava, Frederick Wentworth, um jovem oficial da Marinha ambicioso, mas de parcos recursos. Anne cedeu então às pressões da família e de Lady Russell, sua confidente, que sublinhavam a baixa condição social de Wentworth, e calou o seu coração. Em 1813, volvidos oito anos, as dificuldades financeiras da nobre família Elliot tornam inevitável um reencontro inesperado do antigo casal. Wentworth é agora um capitão da Marinha britânica, homem rico e honrado por mérito próprio. Anne continua a amá-lo profundamente. Ele ainda a ressente, mas também o seu coração permaneceu fiel. Frente a um passado que nenhum dos dois conseguiu esquecer, poderá o amor verdadeiro conceder-lhes uma segunda oportunidade? Publicado postumamente no final de 1817, Persuasão é o romance mais íntimo e pessoal de Jane Austen, obra-prima da plena maturidade literária da autora. Comovente história de dois corações que triunfam sobre o tempo e o preconceito, é também uma reflexão sublime sobre a rigidez das convenções sociais da Inglaterra do início do século XIX e um retrato pioneiro de uma mulher que encontra em si própria a coragem que os outros lhe negaram. «Em Persuasão, Jane Austen começava a descobrir que o mundo era mais vasto, mais misterioso e mais romântico do que ela imaginava.» Virginia Woolf «O romance perfeito.» Harold Bloom «Os seus amantes são amantes platónicos, mas formam uma imensa multidão.» Martin Amis «Persuasão é o último romance de Austen, sombrio, irónico e intenso. Imaginem o que ela teria escrito se não tivesse partido aos 41 anos.» Julian Barnes
