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Sinopse:
Francisca sonha com o momento em que a mãe vai deixar de controlar a sua vida. Conta os dias para acabar o 12.º ano e partir pela Europa, numa viagem de sonho com as amigas. Enquanto o verão não chega, encontra formas criativas de conseguir cumprir uma intensa agenda social, estuda para não comprometer as notas e namora com o Gui. Rodrigo é um homem livre e bem resolvido, cujas raízes se dividem entre Moçambique e Portugal. Conjuga, com sabedoria, os custos de oportunidade da vida e a certeza de que a música e a literatura ajudam a salvar a alma. É entusiasta de cartas, mensagens enigmáticas e visitas-surpresa. Contado a duas vozes, este é um romance terno que que aborda a relação entre um pai e uma filha, moldada por um acontecimento para que nenhum dos dois estava preparado, mostrando como há ligações fortes que nos salvam de cair no abismo.
Sinopse:
É no silêncio que me surgem os pensamentos mais bizarros, sombrios e carnais. Quando cessam as conversas, as gargalhadas, ou a simples observação da mais banal distração, a voz da minha consciência faz-se ouvir a um nível particularmente alto. Neste livro trago-vos os desabafos e reflexões de quem observa os erros do passado e se impede de os perpetuar no futuro, numa tentativa de dar a mão a alguém que se sente encurralado, sozinho e incompreendido, acabando por dar a mão a mim mesmo. Divagações de uma alma inquieta.
Sinopse:
"O Polaco" conta a história de Witold Walczykiewicz, um virtuoso pianista polaco, intérprete de Chopin, que fica enfeitiçado por Beatriz, uma patrona das artes espanhola, depois de esta ajudar na organização do seu concerto em Barcelona. Beatriz é casada e, de início, não se deixa impressionar, mas rapidamente se vê perseguida pelo pianista e arrastada para o seu mundo. Witold envia-lhe cartas, faz-lhe inúmeros convites para viajar e acaba por visitá-la na casa de verão do marido, em Maiorca, onde a relação improvável entre os dois começa a florescer, embora apenas nos termos estipulados por ela. Mas à medida que a luta pelo poder entre eles se intensifica, questionamo-nos: É Beatriz que limita a paixão ao controlar as suas emoções? Ou é Witold, ao tentar por todos os meios dar vida ao seu sonho de amor? Diferenças de gostos, diferenças culturais, diferenças de idades: é sobre estas tensões que se desenvolve esta variação moderna e irónica da lendária história de amor de Dante e Beatriz. Para isso, Coetzee faz uma mudança radical e conta-nos os sucessos e fracassos deste amor a partir da perspetiva precisa, sincera e incisiva da sua protagonista feminina.
Sinopse:
Eram sete da tarde quando Jules Roth percorreu os corredores decadentes do reputado jornal Chicago Chronicle pronta a executar o seu plano: surpreender Dan Mansfield, o repórter de investigação mais temido da cidade, e conseguir um emprego. A redação já deserta revela ser o cenário ideal para impressionar o homem reconhecidamente esquivo e difícil que Jules tanto admira, pois ela consegue um lugar como jornalista e o seu primeiro trabalho de investigação: localizar uma peça de arte roubada pelos nazis há mais de 75 anos, o quadro Mulher em Chamas, a obra mais famosa do pintor Ernst Engel. Mas à medida que o tempo passa, Jules dá por si a acumular mais perguntas do que respostas. Porque é subitamente tão importante encontrar este quadro, tantos anos depois do Holocausto? Quem foi a mulher que posou para o artista? O que está por detrás desta desenfreada corrida contra o tempo? Por que razão lhe foi atribuída a ela, uma jornalista em início de carreira, uma missão tão complexa? Algo, porém, se torna cada vez mais claro: Mulher em Chamas, que resistiu à destruição da guerra, à avidez das paixões e à voracidade da História, não é apenas um quadro. Neste romance pleno de suspense sobre arte roubada, paixões furtivas e segredos bem guardados, será difícil encontrar pessoas inocentes. Como na vida - e na melhor arte - o essencial é invisível aos olhos.
Sinopse:
Já se escreveram numerosos livros sobre a guerra, sobre táticas e operações militares, sobre o combate e os combatentes - obras escritas por homens e acerca de homens. As mulheres que vão para a guerra e que escolhem fazê-lo, como hoje acontece em países como a Ucrânia, onde dezenas de milhares pegam em armas para fazerem frente ao invasor, eram até há muito pouco tempo vistas como uma anomalia histórica. A verdade, porém, é que as mulheres combateram em mais épocas e mais civilizações do que é geralmente reconhecido. A primeira de que há registo data de 1200 AC, era uma marechal chinesa e chamava-se Fu Hao. Na Segunda Guerra Mundial, muitas fizeram parte da Resistência contra os nazis e morreram nos campos de batalha da Polónia, Jugoslávia, Grécia ou Dinamarca, sendo que só o Exército Vermelho terá contado com perto de um milhão nas suas fileiras. Mas, seja qual for a época e o conflito, quando os combates terminaram o contributo feminino foi frequentemente desvalorizado ou mesmo apagado da memória. Há muitas histórias de mulheres na guerra para contar. Este livro honra essas lutadoras tantas vezes esquecidas.
Sinopse:
A primeira década do século XX não foi das melhores alturas para se nascer negra, pobre e mulher em St. Louis, Missouri, mas Vivian Baxter nasceu negra e pobre, de pais negros e pobres. Começa assim, sem floreados, a última das sete extraordinárias autobiografias de Maya Angelou. E neste livro, que marca o fim de um ciclo, a autora desenha um círculo completo, volta ao princípio de tudo, à história da mãe dela, Vivian Baxter. Filha de uma relação fortuita, infeliz e violenta, Maya Angelou tinha apenas três anos quando a mãe se separou. Vivia então na Califórnia e foi enviada, juntamente com o irmão, para o muito remoto estado de Arkansas. Ali cresceram sob os cuidados da avó paterna até que, uma década, foram chamados de novo à casa materna. Aquela tão longa ausência, remendada com contactos breves, raros e dolorosos, deixou na escritora uma cicatriz imensa, que a passagem dos anos nunca esbateu. Durante anos só conseguiria tratar a mãe por Lady, vincando assim a distância entre ambas; mas no final acabaria por ver nela o que de facto era: uma mulher extraordinária no seu espírito indómito, na luta pela sobrevivência.
Sinopse:
"Minha Querida Favorita", o impressionante novo romance de Marieke Lucas Rijneveld, é a história de um verão asfixiante em que um veterinário rural se aproxima da filha adolescente do criador de gado para quem trabalha. Apesar de correrem boatos de uma doença que afeta seriamente os bovinos das redondezas, o veterinário só pensa em fugir aos traumas da infância e a um casamento que secou há muito tempo e dedicar-se de corpo e alma à sua querida favorita que, praticamente sozinha na quinta nessas férias, prefere viver num mundo de fantasia a aceitar o abandono da mãe. Nesse verão, os dois desenvolvem um fascínio tão obsessivo um pelo outro que chegam a cruzar todas as fronteiras concebíveis. E a confissão opressiva presente nestas páginas é uma história comovente e ao mesmo tempo chocante sobre a perda, o amor proibido, a solidão e a identidade.
Sinopse:
Em "Liderança" Kissinger analisa as vidas de seis líderes extraordinários à luz das estratégias políticas distintas que ele considerava terem adotado. No pós-Segunda Guerra Mundial, Konrad Adenauer recuperou a Alemanha derrotada e moralmente falida para a comunidade internacional através da, nas palavras de Kissinger, estratégia da humildade. Charles de Gaulle integrou a França nas potências aliadas vitoriosas e renovou a sua grandeza histórica com a estratégia da vontade. Durante a Guerra Fria, Richard Nixon conseguiu dar vantagem geoestratégica aos Estados Unidos concebendo a estratégia do equilíbrio. Após vinte e cinco anos de conflito, Anwar Sadat criou um cenário de paz para o Médio Oriente com a estratégia de transcendência. Contra todas expetativas, Lee Kuan Yew criou uma poderosa cidade-estado, Singapura, seguindo a estratégia da excelência. Apesar do Reino Unido ser o homem doente da Europa, quando chegou ao poder, Margaret Thatcher renovou a posição moral e internacional do país seguindo a estratégia da convicção.
Sinopse:
"Ah! Porque não tinha eu vindo simplesmente como turista! Ou como naturalista, encantado por ali encontrar uma série de plantas novas, por reconhecer nos planaltos a escabiosa do Cáucaso do meu jardim... Mas não foi isso que vim procurar na URSS. O que me interessa é o homem, os homens, e o que pode ser feito com eles, o que tem sido feito com eles. A floresta que me atrai, terrivelmente densa, e onde me perco, é a das questões sociais. Na URSS estas questões interpelam-nos, pressionam-nos e oprimem-nos em toda a parte."
"Regresso da URSS", publicado pela primeira vez em 1936, e "Apontamentos" no ano seguinte, causaram sensação. Os dois livros mantêm-se um testemunho capital. As Publicações Dom Quixote recuperam-nos num único volume apresentado por Paulo Tunhas.
Sinopse:
A sua viagem começa em Portugal, na realeza do século XV, percorre as ilhas atlânticas ensolaradas, as exuberantes florestas tropicais africanas, e depois as novas terras de beleza e vulnerabilidade impressionantes enquanto, a nível pessoal, viaja das expectativas domésticas elementares às circunstâncias épicas: da paixão, à verdade e à autodescoberta. Mais do que uma reflexão de uma esposa e uma narrativa histórica, este romance é um comentário apurado sobre as conquistas que mudaram o mundo para sempre através do olhar da mulher que os viveu, vendo e registando o que mais ninguém viu. É também uma história de casamento e amantes; e uma versão significativamente diferente da de Colombo, que se esqueceu de mencionar a importância do seu casamento para os seus sonhos, o seu sucesso e da fonte da sua inspiração. Tão pessoal como uma única história de amor, tão vasta como a exploração do mundo, "As Descobertas da Madame Cristóvão Colombo" é um romance lírico e evocativo, mas, simultaneamente, bem atual face aos tempos turbulentos mas apaixonados que vivemos hoje.
Sinopse:
Numa povoação do interior do Paraná, a escola oficial não vai além dos primeiros anos, pelo que quase ninguém consegue passar do ensino básico. Também os cuidados de saúde são precários, levando a que os males do corpo e da alma sejam tratados com o que se tem à mão ou através da intervenção mágica de feiticeiros e curadores. É neste cenário que o protagonista de "A Arte de Driblar Destinos" - um menino nascido no seio de uma família que se vê constantemente em apuros para pagar os descalabros de um pai que não quer ganhar juízo - é incentivado a prosseguir os estudos por uma professora primária e acaba acalentando o sonho de se tornar professor e enganar o destino que lhe estaria reservado.
Sinopse:
Depois de ter ficado órfão de mãe, Moisés vive com o pai e a sua irmã Luzia na Tapera do Paraguaçu, um povoado cujo domínio das terras pertence à Igreja, que ali detém um mosteiro desde o século XVII. Os irmãos partiram todos em busca de uma vida melhor, mas Luzia foi obrigada a ficar para cuidar do pai e do menino; estigmatizada pelos seus supostos poderes sobrenaturais, leva no entanto uma vida de profundo sentido religioso, trabalhando como lavadeira do mosteiro e educando Moisés rigidamente com o objetivo de o inscrever na escola dos padres e conseguir para ele a educação que nenhum deles pôde ter. Porém, a experiência dessa formação marcará o rapaz de tal modo que ele acabará por deixar intempestivamente a casa. Será só vários anos mais tarde, depois de um grave acontecimento que é o pretexto para a família toda se reunir, que Moisés reencontrará Luzia - uma Luzia arrependida dos silêncios e magoada pelas mentiras, mas simultaneamente combativa, lutando como nunca contra as injustiças, pela posse da terra dos seus antepassados. Épico e lírico, emocionando o leitor a cada nova página, Salvar o Fogo é um romance que mostra que muitas vezes os fantasmas de uma família não se distinguem dos fantasmas de um país. A ferida aberta pelo multipremiado Itamar Vieira Junior nesta obra-prima só o leitor poderá fechar.
Sinopse:
Salman Rushdie é celebrado como "um mestre da narrativa contínua" (The New Yorker), iluminando verdades da nossa sociedade e cultura através da sua prosa deslumbrante e, muitas vezes, cáustica. Esta coletânea de textos de não-ficção reúne ensaios, críticas e discursos perspicazes e inspiradores, que se focam na relação de Rushdie com a palavra escrita e fortalecem o seu lugar como um dos pensadores mais originais do nosso tempo. "Linguagens da Verdade" reúne textos escritos entre 2003 e 2020 e demonstra o envolvimento intelectual de Salman Rushdie com certos períodos de mudanças culturais. Mergulhando o leitor numa ampla variedade de assuntos, explora a natureza do ato de narrar como uma necessidade humana, e o resultado é uma carta de amor à literatura. Rushdie analisa o que obras de autores desde Shakespeare e Cervantes até Samuel Beckett, Eudora Welty e Toni Morrison significam para ele, tanto na página impressa como a nível pessoal. Ao mesmo tempo, tenta aprofundar a natureza da "verdade", deleitando-se com a vibrante maleabilidade da linguagem e das linhas criativas que podem unir arte e vida, e revisita temas como a migração, o multiculturalismo e a censura.
Sinopse:
Em 1942, numa pacata aldeia da região verdejante de Cotswolds, no centro de Inglaterra, uma mulher magra e elegante vivia numa pequena casa de campo com os três filhos e o marido, que trabalhava nas imediações como maquinista. Ursula Burton era afetuosa, mas reservada, e falava inglês com um ligeiro sotaque forasteiro. Parecia viver uma vida simples, humilde. Os vizinhos de aldeia sabiam pouco sobre ela. Não sabiam que, na verdade, era uma oficial de alta patente da espionagem soviética. Não sabiam que o marido também era espião, nem que ela comandava uma poderosa rede de agentes a operar na Europa. Por detrás da fachada da sua vida pitoresca, Burton era uma comunista convicta, uma coronel soviética, uma agente experiente que recolhia segredos científicos que permitiriam à União Soviética construir a bomba atómica. Esta história verdadeira, de espionagem, é uma obra-prima sobre a mulher com nome de código "Sonya". Ao longo da sua carreira foi perseguida pelos chineses, japoneses e nazis, pelo MI5, MI6 e o FBI, sem nunca ter sido apanhada. A sua história reflete o grande confronto ideológico do século XX entre o comunismo, o fascismo e a democracia ocidental, e lança uma nova luz sobre as lutas e as lealdades instáveis dos espiões no nosso tempo.
Sinopse:
Um relato incisivo sobre a Turquia de Erdogan - mostrando como a sua perturbadora transformação pode durar pouco. Desde que chegou ao poder em 2002, Recep Tayyip Erdogan tem supervisionado uma transformação radical da Turquia. Outrora um pilar da aliança ocidental, o país embarcou numa política externa militarista, intervindo em pontos de fulgor regionais desde Nagorno-Karabakh até à Líbia. E a sua democracia, sustentada pela aspiração de aderir à União Europeia, deu lugar ao governo de um só homem. Dimitar Bechev traça a trajetória política do regime populista de Erdogan, desde a era das reformas e da prosperidade, nos anos 2000, até aos efeitos da guerra na vizinha Síria. Numa história de oportunidades perdidas, Bechev explora como a Turquia se afastou dos Estados Unidos e da Europa, abraçou a Rússia de Putin e outras potências revisionistas, e substituiu um regime democrático frágil por um regime autoritário. Apesar de tudo isto, Bechev argumenta que os instintos democráticos da Turquia são resistentes, os seus laços económicos com a Europa estão tão fortes como sempre, e que Erdogan falhará em alcançar um regime totalmente autocrático.
Sinopse:
Maio de 1964. Num encontro de jovens das duas Alemanhas, Kaspar e Birgit apaixonam-se. Vivem-se dias radiosos de primavera e naquele momento tudo parece possível. As barreiras que dividem Berlim, porém, são inultrapassáveis e Birgit tem de abandonar tudo e fugir para o Ocidente para viver a sua história de amor. O preço que paga pela fuga só será conhecido décadas depois, após a sua morte, quando Kaspar encontra os seus escritos autobiográficos. Kaspar decide então procurar respostas para o enigma em que se transformou a mulher que pensava conhecer melhor do que ninguém. Essa busca vai levá-lo a uma comunidade rural de neonazis. Numa casa que ostenta o retrato de Rudolf Hess na parede, Kaspar depara-se com Svenja, a filha que Birgit deixou para trás. Ao lado dela está uma rapariga ruiva com cerca de quinze anos. A neta?
Sinopse:
Passado em três décadas, centra-se na vida de três personagens: uma mulher, Mariana, professora; o seu marido, Salvador, arquitecto; e o irmão do marido, António, ex-combatente da guerra colonial que tenta lidar com os seus traumas. Os três revezam-se para contar a história desta família. Numa casa, quieta por opção, demasiado quieta pelo destino. Um profundo retrato da vida conjugal, do amor e dos afectos, da doença e da ausência.
Sinopse:
Para fugir aos problemas em casa, Sam, de quinze anos de idade, arranja um trabalho de férias num velho cinema. O seu objetivo é apenas ocupar as longas horas do verão abrasador e entediante. Porém, o trabalho aparentemente desinteressante abre uma porta para um novo mundo. O cinema decadente e os jovens que lá trabalham vão transformar esse verão em algo mágico e memorável, incentivando Sam a sair da sua zona de conforto. Com os novos amigos, conhece os segredos da cidade e, mais surpreendentemente, descobre o amor. Pela primeira vez, não se sente só. Pertence verdadeiramente ao mundo. Esta é a história de Sam e do verão que ele nunca irá esquecer. Mas em cada recanto idílico da memória, em cada época dourada do passado, há sempre uma mancha que nos lembra que não foi tudo perfeito. Há sempre algo nosso que fica irremediavelmente para trás.
Sinopse:
Os quinze divertimentos que compõem este livro transportam-nos para um futuro cada vez mais impulsionado pelo estímulo frenético do progresso tecnológico e, por conseguinte, teatro de experiências inquietantes ou utópicas, nas quais operam máquinas extraordinárias e imprevisíveis. Porém, é simplista classificar estas páginas sob o rótulo da ficção científica. Nelas podemos encontrar sátira e poesia, nostalgia do passado e antecipação do futuro, epopeia e realidade quotidiana, perspetiva científica e atração pelo absurdo, amor pela ordem natural e gosto em subvertê-la com jogos combinatórios, humanismo e perversidade bem-educada. O autor é um químico, e a sua profissão transparece no interesse que demonstra em saber como são feitas as coisas por dentro, em como estas se podem reconhecer e analisar. Contudo, é um químico que conhece tão bem as paixões humanas quanto a lei de ação das massas, e monta e desmonta os mecanismos secretos que governam a vaidade humana, piscando-nos o olho com as suas alegorias irónicas, com as moralidades sorridentes que nos propõe. Este é um livro onde também encontraremos momentos inquietantes, nos quais os pesadelos do Lager regressam sob novas formas.
Sinopse:
A única coisa que Anthony Bourdain, gastrónomo gonzo, e um dos autores internacionais da área da gastronomia mais vendidos, amava tanto como cozinhar era viajar. Inspirado pela pergunta "Qual será a refeição perfeita?", Tony iniciou uma busca pelo seu santo graal culinário e, no processo, virou do avesso a noção de perfeição. Da Califórnia ao Camboja, passando por França, Portugal, Marrocos, Japão e Vietname, "A Cook’s Tour - Em busca da refeição perfeita" faz a crónica das aventuras imprevisíveis do chef mais destemido e corajoso da América, à procura de comida verdadeira, autêntica e fresca, sem qualquer medo de se juntar aos locais e comer como estes. Não importa qual é a especialidade da casa, sejam os testículos de cordeiro em Marrocos, o coração palpitante de uma cobra no Vietname, haggis na Escócia ou natto no Japão.
Sinopse:
Florença, 1479. Bellina Sardi, órfã e ama de Lisa Gherardini desde a infância, é incumbida de a acompanhar aquando do seu casamento com um comerciante de seda, um homem próspero e fiel aliado dos poderosos Médicis. Mas Bellina é apanhada no meio das convulsões sociais da cidade, e tem de escolher entre a família que a acolheu e o carismático monge que incentiva os florentinos a revoltarem-se contra os Médicis e a riqueza obscena que acumulam. Leonardo da Vinci anseia por fazer arte, mas é confrontado com a necessidade de sustentar o seu estilo de vida luxuoso aceitando comissões. Considera que pintar a mulher de um homem rico não dignifica o seu talento, mas não tem outra opção. Começa assim a obsessão que o acompanhará toda a vida. França, 1939. Paris está mergulhada no caos da ocupação alemã. a jovem Anne, arquivista novata e recém-chegada ao Louvre, é incumbida de manter as obras de arte fora do alcance do inimigo. no museu, todos sabem que estão a pôr as suas vidas em risco ao iludirem os Nazis, mas o amor pela arte e a ânsia de liberdade e justiça falam mais alto. Anne e os seus colegas movem freneticamente a Mona Lisa e outros tesouros de castelo em castelo, um pouco por toda a França. Mas à medida que o inimigo se aproxima, Anne começa a desconfiar de que o segredo para salvar o último reduto de dignidade de um país pode estar, afinal, na sua própria família. Uma ode poderosa e apaixonada a uma obra de arte que poderia ter desaparecido sem deixar rasto, e à vida de uma mulher que não poderia imaginar que ainda hoje - em pleno seculo XXI - estaríamos a admirar o seu rosto.
Sinopse:
Vivemos tempos em que o pasmo se torna rotina. Tomamos o pequeno-almoço com notícias que, não há muito, eram consideradas inverosímeis, política-ficção do pior gosto, que teria arruinado a carreira do mais reputado argumentista. Professores com processos disciplinares por ensinar que o sexo é determinado por um par de cromossomas, contas de Twitter suspensas por referirem que a relva é verde, violadores condenados que dizem ser mulheres para os transferirem para uma prisão feminina onde violam umas quantas reclusas, estátuas de São Junípero Serra derrubadas por justiceiros descendentes dos puritanos que massacraram os indígenas norte-americanos, mulheres desportistas que veem o seu lugar nas Olimpíadas ocupado por concorrentes com genitália masculina, filmes inocentes desqualificados como se fossem abominações horrendas (agora até o Dumbo é politicamente incorreto!), palavras de sempre que, de um dia para o outro, se transformam em termos proibidos que podem arruinar a nossa carreira ou mesmo a nossa vida… Palavras canceladas. Estátuas canceladas. Livros cancelados e, até, pessoas canceladas. Tudo deve ajustar-se aos moldes do politicamente correto. A pergunta é óbvia: enlouquecemos todos?
Sinopse:
Hjalmar Schacht é um dos protagonistas mais peculiares do nazismo. Foi graças a este génio financeiro que Adolf Hitler subiu ao poder e que as forças armadas do III Reich se tornaram as mais poderosas do mundo. Schacht esteve também ao serviço da perseguição aos judeus, depois conspirou contra o regime e foi encarcerado em cadeias e campos de concentração, num processo a que só milagrosamente escapou com vida. A traição a Hitler não evitou que viesse a ser julgado no pós-guerra, ao lado de Göring, Speer e outros acusados de crimes contra a humanidade, com os soviéticos a pedirem a sua condenação à morte. No entanto, o homem que por essa altura já salvara a Alemanha da ruína por três vezes - ao controlar a hiperinflação dos anos 20, ao neutralizar a pressão dos vencedores da I Grande Guerra para que o seu país pagasse as reparações exigidas pelo Tratado de Versalhes e, ainda, ao resolver o problema dos 7 milhões de desempregados herdados por Hitler - acabou por morrer tranquilamente na sua cama, aos 93 anos, já depois de trabalhar como conselheiro de várias economias emergentes do movimento dos não-alinhados. Esta é a história de um dos economistas mais brilhantes do século XX, uma personalidade altamente controversa, mas com muito para ensinar aos dirigentes da atualidade.
Sinopse:
Louise é uma alpinista experiente, Ludovic um jovem bem constituído. Destemidos e desejosos de um ano de liberdade, deixam o apartamento em Paris e uma vida bastante convencional para se lançarem numa aventura: darem a volta ao mundo num veleiro. A ilha onde aportam, no polo sul, atrai-os pela beleza selvagem: picos nevados, crateras geladas, um lago seco. Mas de repente surge uma nuvenzinha escura ao longe… Quando a tempestade levanta, destrói tudo à sua volta e o barco desaparece. Os dois ficam subitamente sós; os pinguins, as otárias, os elefantes-marinhos e as ratazanas passam a ser a sua única companhia numa velha estação baleeira, abandonada há décadas. A aventura romântica torna-se um pesadelo e a relação do casal deteriora-se a cada dia. Será possível sobreviver numa natureza tão estranha e hostil? Durante quanto tempo? Como poderão lutar contra a fome e a exaustão num lugar tão isolado? E, se sobreviverem, como será regressar para junto dos seres humanos? Como contar-lhes o inenarrável? Subitamente, Sós é uma obra notável sobre o engenho e as estratégias de sobrevivência e, ao mesmo tempo, um aviso sério relativo ao poder da natureza sobre o homem.
Sinopse:
"O propósito deste trabalho é o de apresentar uma visão de conjunto da diplomacia do Estado Novo no período entre a ascensão de Salazar à chefia do Governo, em julho de 1932, e a adesão de Portugal à Aliança Atlântica, em 1949. Mais do que uma interpretação das grandes linhas da política externa portuguesa nesses anos, este livro pretende ser uma crónica das múltiplas crises e desafios com que Portugal se viu confrontado e das respostas que o regime lhes deu, essencialmente no plano diplomático. O período em questão é notoriamente rico. Nele se destacam dois acontecimentos que tiveram um enorme impacto em Portugal: a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial. Para além das coleções documentais publicadas, numerosos estudos académicos debruçaram-se já, em pormenor, sobre variados aspetos da política de Salazar nessa época. Reunir numa obra de síntese, rigorosa mas acessível, o fruto desse imenso trabalho - acrescentando-lhe aqui e ali alguma investigação original - foi o que pretendi fazer."
Sinopse:
"De um lado estão as coisas vividas - infância, adolescência, juventude coimbrã, incorporação no exército - Mafra e Açores (primeira forma de desterro), depois Angola - Guerra Colonial e prisão em Luanda, exílio (Paris e Argel), regresso a Portugal a seguir ao 25 de Abril, exercício de funções diversas em democracia. Do outro lado está a escrita, o princípio ficcional que tudo transfigura e integra, de acordo com vertentes que se encontram também na poesia e na restante obra; na prosa, com efeito, reconhecem-se episódios narrados e entre si articulados, dando lugar em simultâneo à representação do tempo histórico e à criação de uma figura protagonista, crescendo da infância (Alma, o Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua) para a adolescência e a juventude (A Terceira Rosa), e depois para a Guerra Colonial, a prisão e o exílio (Jornada de África, Tentação do Norte). Os textos mais curtos, contos ou novelas, desenvolvem margens daqueles núcleos, complementando-os." - Do prefácio da Professora Paula Morão.
Sinopse:
A casa na Calle Santo Domingo abrigou três gerações da mesma família. O patriarca chegara no final do século XIX vindo de Lons-le-Saunier, em França. Trazia num bolso um pedaço de videira e no outro um punhado de trocos. Queria emigrar para a Califórnia, mas um golpe do destino desviou-o para o Chile. Ao chegar, um mal-entendido na alfândega fez com que fosse rebaptizado com o nome da sua terra natal - e assim nascia a família Lonsonier. Anos mais tarde, o filho Lazare regressaria das trincheiras infernais da Primeira Guerra Mundial para se instalar nessa mesma casa com a mulher, Thérèse, construindo no jardim o mais belo aviário dos Andes, que serviria de berço à filha de ambos, Margot. A criança, cuja primeira visão do mundo foi a de cinquenta pássaros nos seus poleiros, cedo começou a sonhar com as alturas, tornando-se uma aviadora pioneira e mãe de um revolucionário, Ilario Da.
Sinopse:
"A História Secreta dos Alimentos" é de leitura obrigatória para os verdadeiros amantes de comida, revelando factos improváveis e desconhecidos sobre tudo aquilo que consumimos. de forma divertida e controversa, Matt Siegel desvenda toda uma nova perspetiva sobre os alimentos, desmontando mitos e abordando histórias e tradições mal contadas. Será o azeite realmente italiano, ou estaremos a mergulhar o pão em óleo de candeeiro? Porque é que, de forma algo masoquista,nos sentimos atraídos por alimentos que nos podem fazer mal, como as malaguetas? Apesar de ser um clássico americano, será a tarte de maçã originalmente... inglesa? "Como espécie animal, estamos geneticamente programados para ser obcecados por comida", explica Matt Siegel enquanto revela o lado oculto de tudo aquilo que metemos nas bocas. Siegel explora várias temáticas: os mitos - e realidades - sobre uma fruta afrodisíaca, como uma das mais raras e exóticas especiarias do mundo (baunilha) passou a ser sinónimo de tendências sexuais inesperadas e qual o papel da comida nos contos populares. E ainda consegue argumentar como é que o gelado ajudou a derrotar os Nazis. "A História Secreta dos Alimentos" é uma rica e prazerosa exploração das subculturas históricas, culturais, científicas, sexuais, e, sim, culinárias, deste tão essencial reino que são os alimentos. Pode comparar-se a destreza culinária de Siegel à de Anthony Bourdain, pelo que, ao invés da faca de chef, surge equipado com um conhecimento gastronómico que foi beber a manuscritos medievais, pergaminhos chineses antigos e revistas obscuras de culinária. Divertido e fascinante, é um livro essencial para todos os foodies.
Edição: Fevereiro 2023
Sinopse:
Patrick O’Hara já foi uma exuberante estrela de televisão. Hoje em dia, mantém a exuberância mas prefere o isolamento da sua casa em Palm Springs. Embora viva como um ermita, Patrick tem a sua lista de pessoas preferidas e entre elas estão Maisie e Grant. São crianças adoráveis, em doses moderadas, é claro, e desde que não interfiram com o seu sossego. Mas a morte de Sara, a sua melhor amiga e mãe dos pequenos, vai obrigá-lo a assumir o papel de guardião de ambos… e é assim que tudo começa. Não, na verdade, é assim que tudo continua. O início deu-se muito anos antes, quando Patrick e Sara se conheceram na faculdade. "A nossa amizade começou na escuridão. Mas a vossa mãe? Sempre foi a minha luz." Como vai Patrick, ele próprio a fazer o luto pela sua grande amiga, ajudar Maisie e Grant? Ele, o esquivo tio gay que adora passar os seus dias de cafetã a beber cocktails junto à piscina e não está habituado a falar com crianças (preferindo lançar-lhes citações de Oscar Wilde). Com a ajuda de um peculiar conjunto de regras, alguns amigos intrometidos e um terramoto, Patrick vai descobrir que o papel de protetor lhe assenta melhor do que imaginava. E tal como Maisie e Grant acabarão por descobrir (e nós com eles), há uma maneira certa e uma maneira errada de contar uma história, e esta merece um Óscar.
Sinopse:
O ano é 1927 e Xangai está à beira da revolução. Juliette Cai tem tudo a perder. Uma decisão errada pode custar-lhe muito mais do que a vida. Depois de sacrificar a felicidade para salvar a vida de Roma, a única coisa que lhe resta é o Gangue Escarlate. Mas o primo está a posicionar-se para lhe usurpar o lugar como herdeira legítima e ela está disposta a tudo para impedir que isso aconteça. Por causa de Juliette, Roma perdeu as únicas duas pessoas em que podia confiar. O assassinato de Marshall e o subsequente silêncio de Benedikt deixaram marcas profundas, e Roma sabe que a culpa é sua por a ter deixado entrar novamente nas suas vidas. Está determinado a corrigir a situação - mesmo que isso signifique matar a única mulher que alguma vez amou. Mas um novo monstro surge na cidade e Juliette sabe que precisa de Roma para acabar com a ameaça de uma vez por todas. Xangai já está em ponto de ebulição: os nacionalistas estão em marcha, os rumores de guerra civil intensificam-se, e o poder dos gangues enfrenta aniquilação completa. Roma e Juliette têm de pôr de lado as suas diferenças para combater monstros e posicionar os gangues, mas não estão preparados para a maior ameaça de todas: proteger os seus corações um do outro. "Os Nossos Fins Violentos" é a magnífica conclusão de uma série emocionalmente devastadora.
